sábado, 26 de setembro de 2009

RESOLUÇÕES

RESOLUÇÕES

 

"E ele segue-a logo, como boi que vai ao matadouro; e, como o louco ao castigo das prisões (ou como o cervo que cai no laço, como diz outra versão), até que a flecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço e não sabe que ele está ali contra a sua vida (em muitos casos hoje, contra a sua liberdade)" – (Provérbios 7:22-23)

 

            Este versículo está em um contexto de advertências contra a mulher adúltera.

            Mas estas palavras também podem ser aplicadas ao contexto de quem faz a opção por seguir uma vida pecaminosa em sentido geral.

               "O Dr. J. Wilbur Chapman conta a história de um ministro que pregava com profético poder, a respeito do pecado. Falava aberta e penetrantemente, referindo-se ao pecado como "uma coisa abominável que Deus odeia". Certo dia, um membro da igreja foi ao escritório do ministro e disse-lhe:

               — Nós não queremos que o senhor fale assim tão abertamente sobre o pecado, porque se os nossos filhos e filhas ouvirem tanto sobre esse assunto, mais facilmente eles se tornarão pecadores. Chame-o um erro, se lhe parecer bem, mas não fale assim claramente sobre o pecado.

               O ministro foi a uma prateleira de remédios, trouxe um vidrinho de estriquinina marcado "veneno" e disse:

               — Veja o que o senhor quer que eu faça; deseja que eu mude o rótulo. Suponhamos que eu tire esse rótulo e coloque outro mais ameno, por exemplo, "essência de hortelã-pimenta"; pode o senhor prever o que aconteceria? Quanto mais brando fizermos o rótulo, tanto mais perigoso faremos o veneno.

            O pecado, sem importar se "grande" ou "pequeno" é algo extremamente perigoso e faz com aqueles que vivem nele exatamente o que narra o versículo acima. Sorrateiramente, devagarzinho, ele leva a pessoa à desgraça total.

               Laura Traschel nos deixou a seguinte história seguida de uma reflexão: "Numa terra onde os animais selvagens eram comuns, um habitante fez uma pequena abertura na porta de sua cabana, para que sua cadela e os filhotes pudessem achar abrigo rapidamente, quando pressentissem perigo. Certo dia, os filhotes estavam brincando com os ossos de uma antílope, quando a mãe farejou uma hiena. Todos seguiram-na depressa para a cabana, com exceção de um filhote. Este não quis desistir de seu osso e, enquanto a mãe tentava passá-lo pela abertura, a hiena o agarrou.

               Há muito "osso", ou pecado, que nos mantém longe de Cristo. Pode ser o orgulho, a ambição egoísta, algo errado que podemos mas não queremos consertar, ou ainda, um espírito vingativo. Desprotegidos e apegados ao pecado, somos presos por Satanás e induzidos a nos aprofundarmos no mal.

               O escritor da epístola aos Hebreus disse: "Desembaracemo-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia" (12.1). Quando aceitamos Cristo como nosso Salvador, devemos abandonar abandonamos o que é mesquinho, para ganhar o que é precioso".

            Veja o que diz Paulo aos Coríntios sobre a falta de disciplina espiritual, a tolerância de pecados na vida de muitos deles: "Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem. Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo." (1 Coríntios 11:30-32 RC)

            Fraqueza, doença e morte, e, certamente, ainda que Paulo não tenha mencionado, outras coisas mais que fazem parte de um contexto de fraqueza, doença e morte.

            O pecado pode ser por comissão, mas também por omissão. Tiago, em 4.17, diz que aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.

            Sendo o pecado o pecado terrível, precisamos tomar algumas decisões em nossa vida como crentes para que tenhamos um viver mais íntegro diante de Deus. Algumas decisões de Jonathan Edwards podem nos ser úteis como exemplos. Vejamos algumas:

 

"Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus; humildemente Lhe rogo que, através de sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo"

            RESOLVI que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante toda a minha vida.

            RESOLVI jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.

RESOLVI jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida.

            RESOLVI jamais fazer alguma coisa que, se visse outra pessoa fazendo, achasse motivo justo para repreendê-la.

            RESOLVI estudar as Escrituras tão firme, constante e freqüentemente, que possa perceber com clareza que estou crescendo continuamente no conhecimento da Palavra.

            RESOLVI esforçar-me ao máximo para que a cada semana eu cresça na vida espiritual e no exercício da graça, além do nível em que estava na semana anterior.

            RESOLVI que me perguntarei ao final de cada dia, semana, mês, ano, como e onde eu poderia ter agido melhor.

            RESOLVI renovar freqüentemente a dedicação da minha vida a Deus que foi feita no meu batismo e que eu refaço solenemente neste dia.

            RESOLVI, a partir deste momento e até à minha morte, jamais agir como se a minha vida me pertencesse, mas como sendo total e inteiramente de Deus.

            RESOLVI que agirei da maneira que, suponho, eu mesmo julgarei ter sido a melhor e a mais prudente, quando estiver na vida futura.

            RESOLVI jamais relaxar ou desistir, de qualquer maneira, na minha luta contra as minhas próprias fraquezas e corrupções, mesmo quando eu não veja sucesso nas minhas tentativas.

            RESOLVI sempre refletir e me perguntar, depois da adversidade e das aflições, no que fui aperfeiçoado ou melhorado através das dificuldades; que benefícios me vieram através delas e o que poderia ter acontecido comigo, caso tivesse agido de outra maneira.

 

E você? Que decisões tem tomado ou vai tomar para a sua vida como servo de Deus?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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