segunda-feira, 24 de março de 2014

O QUE É ISSO PARA TANTOS?

 

O QUE É ISSO PARA TANTOS?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

 

“Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos: mas que é isto para tantos?” (João 6:9 DO)

 

1.    A história é uma velha conhecida nossa. Quem foi criado na igreja conhece essa história desde criancinha. Trata-se do registro do magnífico episódio da multiplicação dos pães e peixes.

a.    Uma enorme multidão – só os homens eram quase cinco mil – por causa dos milagres que haviam visto Jesus realizar, curando enfermos, o seguiu até uma região próxima ao mar da Galiléia.

b.    Jesus desafia seus discípulos a proverem pão para a multidão;

c.    mas onde comprar tantos pães, e quanto dinheiro seria necessário?

d.    Havia apenas um rapaz que tinha levado cinco pães de cevada e dois peixinhos.

e.    E então, a partir desses cinco pães e dois peixes, Jesus realiza o grande milagre da multiplicação desses pães e peixes.

f.     Todos ali se fartam e ainda sobram doze cestos cheios de pedaços.

2.    Essa história, quando estamos vivendo em clima de campanha de Missões, nos faz lembrar de uma multidão muito maior, composta não por milhares, mas por bilhões de pessoas, espalhada pelo mundo inteiro, que está espiritualmente perdida e caminhando a passos largos para a perdição eterna caso não se alimente com o Pão da Vida que é o nosso Senhor Jesus.

3.    Em ambos os casos podemos identificar problemas, mas também a solução, sendo os problemas diferentes, mas a solução a mesma.

4.    Pensaremos hoje um pouco sobre esses problemas e a solução dos mesmos.

 

I. Os problemas e a solução na época e local em que ocorreu o episódio da multiplicação dos pães e peixes.

 

1.1. Os Problemas

 

1.    Havia uma grande multidão para a qual Jesus queria que os seus discípulos provessem pão.

a.    Mas onde encontrar pão para tanta gente?

b.    E quanto ao dinheiro?

c.    Quanto seria necessário?

d.    Havia o suficiente?

2.    Nós vivemos hoje em um tempo de coisas modernas e que se modernizam cada vez mais velozmente, mas experimente tentar comprar para já pão o suficiente para saciar a fome de mais de cinco mil pessoas.

3.    Vamos supor que dez mil pães sejam suficientes.

4.    Mas tem que ser pra hoje, pra hora do almoço.

5.    Você vai ter um grande problema nas mãos.

6.    Vai ter que pedir aos irmãos que têm carro para que saiam a percorrer a cidade e talvez uma ou duas cidades vizinhas, comprando pães aqui e ali e, se conseguir os dez mil pães, várias viagens serão necessárias para se trazê-los até aqui.

7.    E o dinheiro?

8.    A padaria mais barata que eu conheço vende pão, tipo francês, por cerca de quarenta centavos cada; isso significa que serão necessários R$4.000,00, se todos venderem no mesmo preço (tem lugar que um pão custa 50 centavos).

9.    O povo está aí, querendo comer; vamos juntar o dinheiro que temos aqui pra ver se conseguimos esse total?

10. É certo que para alguns, em algumas regiões, isso não seria tão difícil, mas para nós... Aqui...!?

11. Agora imagine a dificuldade dos discípulos de Jesus (doze) lá no passado, distante da tecnologia que temos hoje para fazer pão, tendo que procurar e trazer tais pães a pé... A dificuldade seria monstruosa!

 

1.2. A Solução

 

1.    Uma solução seria despedir a multidão para que pudesse ir e comprar comida pelas aldeias.

2.    Mas Jesus não queria isso, e nem queria o dinheiro da multidão.

3.    O que ele pediu a seus discípulos, certamente para testá-los e depois manifestar mais uma vez o seu poder, é que eles mesmos dessem de comer à multidão.

4.    Mas isso seria algo quase, se não realmente impraticável, devido à urgência com que essa necessidade carecia de ser atendida.

5.    E aí Jesus se revela como sendo ELE a solução. E como ele agiu, solucionando a questão, todos já o sabemos. Mas não posso deixar de destacar a atitude do rapaz que levara os cinco pães e os dois peixinhos, a atitude de colocar à disposição de Jesus aquilo que ele possuía, ainda que pouco.

6.    O que é isso para tantos? – perguntou André.

7.    Mas foi o suficiente para, nas mãos de Jesus, se transformar em alimento para todos e ainda sobejar.

 

II. Os problemas e a solução hoje, diante dos bilhões que precisam se alimentar do Pão da Vida.

 

2.1. Os Problemas

 

1.    Nesse caso a falta de pão não é um dos problemas.

2.    O Pão existe, e é um só, mas suficiente para todos, sejam quantos forem – o Pão da Vida, que é o nosso Senhor Jesus.

3.    Quais seriam então os problemas?

4.    Vejamos:

a.    Bilhões de pessoas estão perdidas e em franca peregrinação rumo à perdição eterna;

b.    Estes bilhões estão espalhados em uma extensão territorial que abrange o mundo inteiro, sendo muitos desses territórios hostis ao evangelho de Jesus. Veja as seguintes imagens, extraídas do Site Portas Abertas. Elas mostram os dez países onde há mais perseguição e a última mostra uma classificação geral da perseguição – onde seguir a Cristo pode custar a vida.

·         No meu computador pessoal: Powerpoint

·         No site Portas Abertas: IMAGENS

 

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c.    Consequentemente, ainda que o Pão seja suficiente para todos, para se levá-lo e “oferecê-lo” a todos, muita disposição, muita gente, muitos recursos tecnológicos e financeiros, além de muita coragem e outras coisas, se fazem necessários.

d.    Muitos discípulos de Jesus têm se esforçado bastante, ainda que sempre se possa esforçar um pouco mais, mas outros nem tanto, outros quase nada, e ainda outros literalmente nada.

5.    Apesar dos problemas, a obra tem sido realizada.

6.    Mas a mesma pergunta de André, lá no passado, cabe aqui: “mas o que é isso para tantos?”

7.    Em se tratando de Batistas, ficamos emocionados quando tomamos conhecimento do que tem sido realizado, quando vemos que o quadro de missionários cresceu, que novos projetos têm sido realizados, mas ao olharmos para a multidão, forçosamente temos que nos perguntar: “mas o que é isso para tantos?”

 

2.2. A Solução

 

1.    A solução continua a mesma: Jesus.

2.    A solução está em Jesus multiplicar, no caso, não o Pão, mas os recursos, sejam eles financeiros, tecnológicos, humanos...

3.    Mas algo interessante temos que notar: Jesus multiplica a partir do pouco que liberalmente e por amor colocamos em Suas mãos.

4.    Quando eu digo pouco não o digo em relação àquilo que possuímos, mas em relação à necessidade da multidão.

5.    Cinco pães e dois peixes era pouco em relação à multidão, mas era tudo o que o rapaz possuía no momento; muito, portanto, para ele.

6.    O que estou querendo dizer é que não adianta pegarmos aquelas moedinhas que estavam jogadas em uma gaveta de nossa casa e das quais nem daríamos falta se as perdêssemos, ou aquele tempinho ocioso ou qualquer outra coisa insignificante para nós e darmos a Jesus como se fosse uma esmola, esperando que ele multiplique e descrendo depois se ele não o fizer. O que colocarmos nas mãos de Jesus, seja o que for, temos que colocar com liberalidade, com dedicação, por amor, com interesse de fato pelo Reino de Deus... Quando todos agirmos assim, o mundo será alcançado, pessoas serão abençoadas, salvas... O pouco, em relação à multidão, nas mãos de Jesus é mais que suficiente.

7.    Mas como é que Jesus multiplica?

8.    O nosso Deus é criativo. Ele trabalha de formas as mais diversas.

a.    Ele começou criando o mundo e tudo o que nele há a partir do nada, e depois continuou criando a partir do que já havia criado, e assim fez uma multiplicidade de variedades de plantas, animais, minerais, cores...

b.    Através de Moisés Ele fez sair água da rocha, cair maná do céu, enviou codornizes para prover o povo de carne e preservou até o calçado e as roupas do povo durante os quarenta anos de peregrinação (quanto às roupas e o calçado veja Deuteronômio 29.5).

c.    Através do Profeta Elias, Deus fez com que a farinha da panela e o azeite da botija da viúva de Sarepta não se acabasse enquanto durou a seca (1 Reis 17.10ss). E por aí vai...

9.    Veja agora esse fato interessante e atual inserido no E-book de sermões e ilustrações do Pr. Walter Pacheco:

 

Conta-se que certa vez um menino ouvira uma mensagem sobre o trabalho missionário entre os pagãos. Pelas necessidades daqueles povos que vivem nas trevas, o menino procurou a esposa do pastor e entregou-lhe uma moeda de pouco valor. Aquela senhora estava fazendo um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao oriente. Ela comprou um folheto com aquela pequena moeda e colocou-o dentro do pacote. O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que por meio de sua leitura converteu-se ao evangelho. Mais tarde esse chefe, depois de haver experimentado as alegrias da salvação, falou da sua regeneração a seus amigos. Ao ouvirem seu testemunho, muitos deles também se converteram. Depois, foi organizada uma igreja que por sua vez, solicitou um missionário. Como fruto desse trabalho, quinze mil pessoas, direta ou indiretamente, foram atingidas pelo evangelho. E tudo isso devido a uma pequena moeda!

 

10. Que extraordinário!

11. É assim que Deus trabalha!

12. De forma simples, e também de forma fantástica, de forma diversificada.

13. O irmão acha isso inacreditável?

14. Se não podes crer que Deus pode trabalhar assim, então menos ainda podes crer nos exemplos bíblicos acima e nem na multiplicação dos pães e peixes.

 

Conclusão

 

1.    O que é isso para tantos?

2.    Os recursos de fato são poucos em relação à multidão. Mas quando nós colocamos os recursos à disposição de Jesus e trabalhamos neles e com eles sob a orientação de Jesus, eles se tornam suficientes e podem até sobejar.

3.    Então, não retenha o recurso para a realização da obra de Deus aqui ou acolá que Deus deixou com você. Apresente-os!

a.    Apresente a Deus o que você tem;

b.    apresente a Deus aquilo que você sabe fazer;

c.    apresente-se a si mesmo a Deus para Ele capacitar você e fazer através de você coisas fantásticas e que vão servir para a edificação da igreja, do Reino, e para abençoar a grande multidão carente do Pão da Vida.

 

No Senhor,

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Boas Maneiras

BOAS MANEIRAS

 

            Por boas maneiras quero dar a entender maneiras corretas de nos comportarmos em determinados lugares e ocasiões. No nosso caso, o local é a igreja (o Templo) e as ocasiões são os horários de cultos. Como devemos nos comportar? Vão aqui algumas dicas, que não são leis às quais devemos ficar presos, temerosos de alguma espécie de punição caso não as cumpramos à risca. Essas dicas são para todos, inclusive para o pastor.

 

            1) Primeira dica: Evitar chegar atrasado sem motivo justificável. Quero ver os irmãos aqui de qualquer forma, no horário ou com um pouco de atraso, mas o ideal é, se possível, chegar no horário. Na verdade, o ideal é chegar adiantado uns dez minutos para termos aquele tempinho de cumprimentar, dar um abraço em nossos queridos irmãos, conversar um pouquinho, orar pelo culto...

 

            2) Segunda dica: Orar pelo culto. Em algum momento, antes de o culto começar. Alguns minutos antes do culto iniciar, deveríamos guardar um pouquinho de silêncio em oração pelo culto. Podemos orar para que Deus receba o nosso culto; podemos orar para que Deus retire de nosso coração aquilo que certamente irá nos atrapalhar a cultuar; podemos orar para que Deus fale, a começar pelo nosso coração... Podemos até orar uns com os outros e uns pelos outros, em duplas ou em pequenos grupos de três ou quatro irmãos.

 

3) Terceira dica: Na hora do culto é necessário que haja reverência. Um dos significados da palavra reverência é respeito. A reverência, o respeito que deve haver no culto não é ao ou por causa do pastor ou outro líder qualquer. O respeito é devido àquele que está sendo cultuado: Deus. Deve-se então:

à Evitar as conversas paralelas. Uma ou outra palavra, especialmente a respeito do que está sendo falado no momento, é aceitável, mas tem gente que bate verdadeiros "papos" na hora do culto, e isso não é bom;

à Evitar conversas através de bilhetinhos;

à Evitar ficar mexendo desnecessariamente em aparelhos eletrônicos, principalmente se for para acessar o facebook;

à Evitar ficar entrando e saindo a todo o momento sem necessidade. Não será falta de reverência sair quando há realmente necessidade, quando não dá pra esperar mesmo. Mas sair sem uma real necessidade não será bom;

à Evitar sair ou entrar quando a Bíblia estiver sendo lida ou estivermos em um momento de oração. Espere acabar a leitura ou a oração para sair ou entrar;

à Evitar trazer para o templo, na hora do culto, coisas que as crianças vão manusear e que vão fazer barulho, como copinhos descartáveis e alguns tipos de sacolas, por exemplo;

à Evitar vir para o culto com determinados tipos de roupa. Os homens devem evitar as bermudas e camisa sem manga. As mulheres devem evitar as roupas que deixem à vista determinadas partes do seu corpo, como a barriga, por exemplo. Blusas muito decotadas, blusas ou vestidos de alcinhas, que realçam muito a sensualidade feminina devem ser evitadas. Nessa área penso que precisamos usar algo precioso que Deus nos deu, que alguns chamam de "bom – senso".

 

4) Quarta dica: Boas Maneiras na Hora do Culto No que diz respeito às crianças - As crianças são, por natureza, barulhentas. Não devemos nos incomodar demasiadamente com o barulho que elas fazem. Mas isso não significa que vamos deixá-las à vontade para fazerem o quanto de barulho quiserem. Se assim agirmos, elas crescerão sem disciplina nessa área. É responsabilidade dos pais (ou daqueles com quem a criança veio para a igreja) controlá-las. Mas atenção: esse controle deve ser feito com MODERAÇÃO! Às vezes acontece de um adulto fazer mais barulho tentando controlar uma criança, do que a própria criança. E nenhum de nós deve deixar de prestar atenção no culto e voltar a atenção para uma criança que está fazendo algumas coisas, deixando-a perceber que achamos isso engraçado. O que acontece nesse caso é que:

à Você não presta atenção no culto;

à Atrapalha outros que gostariam de prestar atenção;

à Incentiva a criança a continuar o que estava fazendo;

à Deixa a criança sem disciplina e com a noção de que é isso que se deve fazer na igreja.

           

            Mas atenção: os pais nunca, mas nunca mesmo, devem deixar de trazer seus filhos na igreja porque eles vão fazer algum barulho e o controle sobre eles está meio difícil. Lugar de criança, nos dias de culto, é na igreja, sem barulho ou com barulho!

 

Amados, essas dicas se fazem necessárias porque o culto é uma reunião solene. Não vamos nos tornar formalistas, mas também não vamos deixar que o nosso culto se torne em algo completamente indisciplinado.

            Quanto ao mais, cada um de é capaz de observar e corrigir o que em si não é salutar para o momento de culto.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves
Muqui – Março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

PAI NOSSO

 

PAI NOSSO

 

Recebido de vida.net – Autor desconhecido

 

 

CRISTÃO: “Pai nosso que estais no céu…”

 

DEUS: Sim? Estou aqui…

 

CRISTÃO: Por favor, não me interrompa, estou orando!

 

DEUS: Mas você me chamou!

 

CRISTÃO: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou orando. “Pai nosso que estais no céu…”

 

DEUS: Aí! Você fez de novo.

 

CRISTÃO: Fiz o que?

 

DEUS: Me chamou! Você disse: “Pai nosso que estais no céu.” Estou aqui. Como é que posso ajuda-lo?

 

CRISTÃO: Mas eu não quis dizer isso. É que estou orando. Oro o Pai Nosso todos os dias, me sinto bem orando assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumpri-lo…

 

DEUS: Mas como podes dizer “Pai Nosso”, sem lembrar que todos são seus irmãos, como podes dizer “que estais no céu”, se você não sabe que o céu é a paz, que o céu é amor a todos?

 

CRISTÃO: É, realmente ainda não havia pensado nisso.

 

DEUS: Mas prossiga sua oração.

 

CRISTÃO: “Santificado seja o Vosso nome…”

 

DEUS: Espera aí! O que você quer dizer com isso?

 

CRISTÃO: Quero dizer… quer dizer, é sei lá o que significa. Como é que vou saber? Faz parte da oração, só isso!

 

DEUS: Santificado significa digno de respeito, Santo, Sagrado.

 

CRISTÃO: Agora entendi. Mas nunca havia pensado no sentido dessa palavra … santificado. “Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu…”

 

DEUS: Está falando serio?

 

CRISTÃO: Claro! Por que não?

 

DEUS: E o que você faz para que isso aconteça?

 

CRISTÃO: O que faço? Nada! É que faz parte da oração, além disso seria bom que o Senhor tivesse um controle e tudo o que acontecesse no céu e na terra também.

 

DEUS: Tenho controle sobre você?

 

CRISTÃO: Bem, eu frequento a igreja!

 

DEUS: Não foi isso que eu perguntei! Que tal o jeito que você trata os seus irmãos, a maneira com que você gasta o seu dinheiro, o muito tempo que você dá a televisão, as propagandas que você corre atrás e o pouco tempo que você dedica a mim?

 

CRISTÃO: Por favor. Pare de criticar!

 

DEUS: Pensei que você estava pedindo para que fosse feita a minha vontade. Se isso for acontecer tem que ser com aqueles que oram, mas que aceitam a minha vontade, o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.

 

CRISTÃO: Está certo, tem razão. Acho que nunca aceito a sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol, se manda o sol reclamo do calor, se manda frio, continuo reclamando, se estou doente, peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito…

 

DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos, eu e você, mas olha, vamos ter vitorias e derrotas. Eu estou gostando dessa nova atitude sua.

 

CRISTÃO: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração esta demorando muito mais do que costuma ser. Vou continuar: “o pão nosso de cada dia nos dai hoje…”

 

DEUS: Pare ai! Você esta me pedindo pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando me pedir o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem pão. Pode pedir-me o que quiser, desde que me veja como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de sua oração. Continue!

 

CRISTÃO: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido…”

 

DEUS: E o seu irmão desprezado?

 

CRISTÃO: Está vendo? Olhe Senhor, ele já me criticou varias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso me vingar.

 

DEUS: Mas, e a sua oração? O que quer dizer sua oração? Você me chamou, e eu estou aqui, quero que saia daqui transfigurado, estou gostando de você ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de você, não acha?

 

CRISTÃO: Acho que iria me sentir melhor se me vingasse!

 

DEUS: Não vai não! Vai se sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pense na tristeza que me causaria, pense na sua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para você. Basta você querer.

 

CRISTÃO: Pode? Mas como?

 

DEUS: Perdoe seu irmão, Eu perdoarei você e te aliviarei.

 

CRISTÃO: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.

 

DEUS: Então não me peça perdão também!

 

CRISTÃO: Mais uma vez está certo! Mais do quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Está bem, está bem; eu perdôo a todos, mas ajude-me Senhor.Mostre-me o caminho certo para mim e meus inimigos.

 

DEUS: Isto que você pede é maravilhoso, estou muito feliz com você.E você, como esta se sentindo?

 

CRISTÃO: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade,nunca havia me sentido assim! É tão bom falar com Deus.

 

DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossiga…

 

CRISTÃO: “E não deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal…”

 

DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponha em situações onde possa ser tentado.

 

CRISTÃO: O que quer dizer com isso?

 

DEUS: Deixe de andar na companhia de pessoas que o levam a participar de coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandone a maldade, o ódio. Isso tudo vai leva-lo para o caminho errado. Não use tudo isso como saída de emergência!

 

CRISTÃO: Não estou entendendo!

 

DEUS: Claro que entende! Você já fez isso comigo várias vezes.Entra no erro, depois corre a me pedir socorro.

 

CRISTÃO: Estou com muita vergonha, perdoe-me Senhor!

 

DEUS: Claro que perdoo! Sempre perdoo a quem esta disposto a perdoar também, mas não esqueça, quando me chamar, lembre-se de nossa conversa, medite cada palavra que fala! Termine sua oração.

 

CRISTÃO: Terminar? Ah, sim, “Amém!”

 

DEUS: O que quer dizer “Amém?

 

CRISTÃO: Não sei. É o final da oração.

 

DEUS: Você só deve dizer “Amém” quando aceita dizer tudo o que eu quero, quando concorda com minha vontade, quando segue os meus mandamentos, porque “amém” quer dizer “assim seja”, “concordo com tudo que orei”.

 

CRISTÃO: Senhor, obrigado por ensinar-me esta oração e agora obrigado por fazer-me entendê-la.

 

DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles que querem sair do erro, aqueles que querem ser livres do pecado. Abençoo-te e fica com minha paz!

 

CRISTÃO: Obrigado Senhor! Estou muito feliz em saber que és meu amigo.