terça-feira, 30 de março de 2010

DEUS E O DINHEIRO

DEUS E O DINHEIRO

 

Texto Básico: 1 Crônicas 29.10-20

 

Lição 1, de autoria do Rev. Arival Dias Casimiro, da Revista Educação Cristã volume IV - SOCEP – Adaptada para ser estudada pela Igreja Batista no Porto Meira

 

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Objetivo: Conscientizar de que os bens que possuímos pertencem a Deus.

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INTRODUÇÃO

 

1.    Quem é o Criador de todas as coisas?

2.    Deus é o Criador de todas as coisas, e, por isso mesmo, Ele tem direito absoluto sobre tudo. Veja os seguintes versículos:

 

"Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios." (Salmos 24:1-2 RC) / "Depois disto, o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho e disse: ... Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.  Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?  Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina...?" (Jó 38:1, 4-6 RC) / "Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu." (Jó 41:11 RC)

 

3.    A relação do homem com as coisas criadas é apenas de mordomia, isto é, de administração:

 

"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.  E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.  E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento." (Gênesis 1:26-29 RC)

 

4.    "Mordomo" é a tradução do grego "Ecônomo", que significa, literalmente, "aquele que é responsável pela direção ou administração da casa". É aquela pessoa a quem é entregue os bens, para que ele cuide e desenvolva.

5.    No nosso texto inicial encontramos Davi reconhecendo a posição sua e de seu povo, bem como a posição de Deus em relação aos bens que eles haviam ofertado. Davi diz no versículo 14: "... tudo vem de Ti, e da Tua mão to damos".

6.    Quem é o Deus de Davi? O que pertence ao Deus de Davi? Quem é Davi e o seu povo? E o que é a NOSSA oferta? É sobre essas questões que estaremos tratando no presente estudo.

7.    Vamos a elas:

 

I. QUEM É O DEUS DE DAVI?

 

"Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante os olhos de toda a congregação e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de nosso pai Israel, de eternidade em eternidade" (1 Crônicas 29:10 RC)

 

1.    "SENHOR" é a tradução do hebraico JAVÉ, que também pode ser traduzido, como na BLH, por "ETERNO".

2.    Na ocasião da teofania[1] da sarça ardente Deus se revelou como o "EU SOU":

 

"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." (Êxodo 3:14 RC)

 

3.    Essa revelação que Deus faz de Si mesmo, por si só, demonstra alguns atributos de Deus que são revelados pelas Escrituras como um todo[2]:

a.    Ele tem vida independente, em contraste com a vida de todos os seres criados, que é derivada ou dependente. Usando uma linguagem filosófico-teológica, Ele é a "causa não causada", isto é, Ele é a origem de tudo, mas Ele mesmo não se origina de nada, Ele é auto-existente.

b.    Ele é o Poder Supremo e Imutável. Ele não pode perder sequer uma mínima fração de qualquer de suas características, e nem pode aperfeiçoá-las, pois em tudo o que Ele é o é já o é em perfeição infinita. 

4.    Esse é o Deus de Davi, o qual é também o nosso Deus. Ele é o Senhor Eterno, Criador e Senhor de tudo e de todos.

5.    No próximo ponto veremos mais algumas características de Deus, reveladas por Davi no nosso texto Base. Vamos então a ele:

 

II. O QUE PERTENCE A DEUS?

 

"Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe." (1 Crônicas 29:11 RC)

 

1.    Na primeira frase desse versículo Davi atribui a Deus alguns valores pessoais:

 

a.    MAGNIFICÊNCIA – Magnificência é o mesmo que grandeza. Ao Senhor pertence a grandeza. Ele é o único Deus verdadeiro, sabemos disso, mas os israelitas sempre faziam comparações entre a pequenez dos deuses dos outros povos e a grandeza do seu Deus:

 

"O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que deus é tão grande como o nosso Deus?" (Salmos 77:13 RC) / "Agora sei que o SENHOR é maior que todos os deuses; porque na coisa em que se ensoberbeceram, os sobrepujou". (Êxodo 18:11 RC)

 

Também a grandeza de Deus em seus atos era constantemente comentada:

 

"E hoje sabereis que falo, não com vossos filhos, que o não sabem e não viram a instrução do SENHOR, vosso Deus, a sua grandeza, a sua mão forte, e o seu braço estendido;" (Deuteronômio 11:2 RC) / "Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito" (Salmos 106:21 RC)

          

b.    PODER – Sugere a capacidade inerente de Deus para realizar qualquer atividade material ou espiritual.

 

c.    HONRA – Significa o reconhecimento da obra de outra pessoa, dando-lhe a posição e as honras que merece. Deus é merecedor de toda a honra pela posição e obra que executa.

 

"Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!" (1 Timóteo 1:17 RC)

 

d.    VITÓRIA – Davi estava reconhecendo que todas as vitórias de Israel pertenciam a Deus.

 

e.    MAJESTADE – Elevação, superioridade. Deus, como Rei Supremo, exerce o Seu governo envolto em majestade e glória.

 

"O SENHOR reina; está vestido de majestade; o SENHOR se revestiu e cingiu de fortaleza; o mundo também está firmado e não poderá vacilar." (Salmos 93:1 RC) / "Glória e majestade estão ante a sua face; força e formosura, no seu santuário" (Salmo 96:6 RC)

 

2.    Por possuir esses valores pessoais, atribuem-se a Deus, agora, valores globais:

 

a.    "...TEU É TUDO QUANTO HÁ NOS CÉUS E NA TERRA..." – Toda propriedade pertence a Deus por direito de criação, mas também por direito de preservação e redenção:

 

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou."

(Gênesis 1:27 RC) / "E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;  porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio.  O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.  Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;  e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação,  para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós;  porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração." (Atos 17:22-28 RC) / "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação" (Apocalipse 5:9 RC)

 

b.    "...TEU É, SENHOR, O REINO, E TU TE EXALTASTE SOBRE TODOS COMO CHEFE" – Deus é TODO-PODEROSO, que tem em Suas mãos o domínio universal e que conhece o fim desde o princípio e os meios que utilizará para alcançar esse fim. Tudo, sem exceção está sob o Seu controle e Sua vontade é a razão fundamental de tudo o que acontece.

 

"E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?" (Daniel 4:35 RC) / "Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; não te é maravilhosa demais coisa alguma." (Jer. 32:17 RC) / "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra." (Mateus 28:18 RC) / "Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz." (Salmos 115:3 RC) / "Tudo o que o SENHOR quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos." (Salmos 135:6 RC) / "Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?" (Romanos 9:20 RC)

 

3.    E a conclusão óbvia a que chega Davi é que, se tudo pertence a Deus, tudo o que o homem é e possui procede de Deus: 

 

"E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo.  Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos e louvamos o nome da tua glória.  Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos." (1 Crônicas 29:12-14 RC)

 

4.    A terceira questão é:

 

III. QUEM É DAVI E QUEM É O SEU POVO?

 

"Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas?"

 

1.    Com as palavras acima Davi referia-se às ofertas feitas por ele e por toda a nação para a edificação do templo de Jerusalém, como se acham catalogadas nos versos de 1-9 do capítulo 29. Era muita coisa. Segundo estudiosos[3]:

a.    A Oferta de Davi, que foi de 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, equivale, em termos atuais, a mais de 100 toneladas de ouro e a mais de 240 toneladas de prata.

b.    A oferta do povo que foi de cinco mil talentos de ouro e dez mil dracmas, dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de cobre e cem mil talentos de ferro, equivale a mais de 170 toneladas de ouro, mais de 340 toneladas de prata, mais de 600 toneladas de cobre e mais de 3.400 toneladas de ferro.

2.    Grande era a oferta, mas Davi indaga: "Quem somos nós?" Somos MORDOMOS – responde o mesmo. Nada temos que não proceda do Senhor e somos administradores dos bens de Deus:

 

"Porque tudo vem de Ti, e das Tuas mãos to damos" (v.14).

 

3.    Quem somos nós?

 

"Somos estranhos... peregrinos... como sombra os nossos dias... não temos permanência" (v. 15)

 

4.    Chegamos, então, à quarta e última questão:

 

IV. O QUE É A NOSSA OFERTA?

 

1.    O ato de ofertar a Deus é um privilégio.

2.    Em II Co. 8.1-4 Paulo descreve a participação dos crentes macedônios na coleta para os pobres da Judéia como uma graça concedida por Deus.

3.    Davi também entendia assim, e por causa disso ele pede a Deus:

 

"SENHOR, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração do teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo" (1 Crônicas 29:18 RA)

 

4.    Ofertar é uma disposição interna produzida por Deus no coração e na mente do crente. Conseqüentemente, a oferta é

a.    voluntária (v. 14),

b.    abundante (v. 16),

c.    sincera e dada com alegria (v. 17).

 

CONCLUSÃO

 

1.    Quem é o nosso Deus, quem somos nós e o que é a nossa oferta? Que significado tem o ato de ofertar a Deus?

2.    O nosso Deus, amados, é o mesmo de Davi. O nosso Deus é o Senhor a quem pertence a grandeza, o poder, a honra, a vitória, a majestade, tudo quanto há no céu e na terra, o reinado sobre tudo e sobre todos, e muito mais.

3.    Nós, diante desse Deus a quem tudo pertence, somos mordomos. Podemos até achar que somos donos de alguma coisa, mas a verdade é que tudo pertence a Deus. Nós usufruímos, mas temos que usufruir com responsabilidade, porque tudo é de Deus.

4.    O ato de ofertar a esse Deus deve ser encarado como um privilégio.

5.    Você vai entregar um dízimo, uma oferta para a igreja local, uma oferta para Missões? Entregue com alegria, não como uma obrigação pesada, mas como um privilégio.

6.    Quero encerrar deixando com vocês o seguinte trecho da Palavra de Deus:

 

"Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas..." (Deuteronômio 8:17-18 RA)

 

Porto Meira – Março de 2010



[1] TEOFANIA: Manifestação visível de Deus: a) com mensagem direta (Êx 19.9-25); b) em SONHO com mensagem (Gn 28.12-17); c) em visão com mensagem (Is 6.1-13); d) com mensagem por um anjo (Êx 3.2-4.17). O "ANJO do Senhor" é uma teofania que se enquadra nas características da segunda pessoa da Trindade (Gn 16.7-13; Êx 3.2-6; Jz 6$). (Informação extraída do Dicionário Bíblico Almeida, em A Bíblia Online, versão 2.01 da SBB)

 

[2] Em parte os dois pontos que serão relacionados são extraídos de O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versícuo, volume 1, de R. N. Champlin, Editora Candeia.

[3] Cálculo feito segundo o peso, em Kg, de um talento, em o Dicionário Bíblico Almeida, em A Bíblia Online, versão 2.01, da SBB.

 

sexta-feira, 26 de março de 2010

Cordeiro de Deus | Artigos | Chamada

Cordeiro de Deus | Artigos | Chamada

PRATICANTES DA PALAVRA

PRATICANTES DA PALAVRA

 

1.    Assim lemos em Tiago 1.21-25: "Pelo que, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;  Porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de que tal era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito."

2.    Essas palavras nos levam a crer que nos dias de Tiago havia alguns cristãos que tinham aprendido a ouvir a Palavra sem realmente dar-lhe atenção.

3.    Esse é um problema também dos nossos dias. Há muitos que não conhecem a Palavra; não a estudam em casa e nem participam dos cultos onde o estudo é voltado para a edificação dos crentes. São, portanto, negligentes quanto à busca por conhecimento da vontade de Deus – ESTÃO ERRADOS. Por outro lado, há aqueles que conhecem, mas não praticam. Estes estão igualmente errados e é a eles a quem Tiago se dirige no texto dizendo: "... sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes...".

4.    A prática é importante porque trata-se da Palavra de Deus, e esta Palavra:

a.    É o Meio de Regeneração - Veja o seguinte versículo: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas." (Tiago 1:18 DO). "Ele nos gerou pela palavra da verdade" – Sabemos que é o Espírito de Deus quem opera a obra da regeneração, mas Ele não faz isso em separado da Palavra; Ele usa a Palavra.

b.    Reflete Nossas Imperfeições - A Bíblia é o espelho da alma. Não podemos olhá-la descuidadamente como um homem que se olha no espelho sem prestar muita atenção e logo se esquece de como era a sua aparência. Mas, em que sentido a Palavra reflete as nossas imperfeições? Da seguinte maneira: Quando olhamos para ela e vemos o Filho de Deus em Sua perfeição e encontramos o ensinamento de que devemos nos deixar moldar pelo Espírito de Deus segundo essa imagem e descobrimos que não estamos fazendo isso. Assim é que a Palavra reflete as nossas imperfeições.

c.    É o Guia Ético Para a Vida Cristã - Veja Tiago 1.25. O que está escrito aí? Veja:

                                  i.    "... aquele que..."

                                ii.    "... considera, atentamente..." – Isto é, aquele que se inclina sobre a Palavra a fim de ver melhor, de "inspecionar"

                               iii.    "... nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante..." –  Isto é, faz da prática da Palavra seu modo de viver.

                               iv.    "... esse será bem-aventurado no que realizar"

O crente que tem a Palavra como seu guia de conduta é bem aventurado como o varão do Salmo 1:

                                  i.        Ele não anda no conselho dos ímpios;

                                ii.        Ele não se detém no caminho dos pecadores;

                               iii.        Ele não se assenta na roda dos escarnecedores;

                               iv.        Ele tem prazer na lei do Senhor e nela medita de dia e de noite para que seus pensamentos e conduta sejam moldados pela mesma.

                                v.        E, por isso, ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

d.    É o Padrão de Julgamento - Em João 12.48 encontramos Jesus dizendo: "Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia". E aos que arrogavam seguir toda a lei de Moisés Jesus disse: "Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança. Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito."

5.    Quantos há que dizem ter a Bíblia como livro sagrado, como regra de fé e conduta, mas não agem segundo suas Palavras!!!???

 

Concluindo – Com o passar do tempo percebemos que a Palavra de Deus vem perdendo a importância na vida de muitos dos Seus servos. Muitos não suportam mais ouvir uma explanação de 40 minutos da Palavra; muitos não seguem mais a Palavra; até dizem que seguem, mas na prática... Pensemos nisto!!!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Porto Meira – Março de 2010

 

terça-feira, 23 de março de 2010

ISTO É O EVANGELHO

ISTO É O EVANGELHO

 

I. Você, sem Cristo, está julgado e condenado, mas pode abrir o coração para Cristo e ser salvo pela Graça – isto é o evangelho.

 

II. Você, sem Cristo, está morto EM seus delitos e pecados, mas pode abrir o coração para Cristo e morrer PARA o pecado – isto é o evangelho.

 

III. Você, sem Cristo, não é um verdadeiro filho de Deus, mas pode abrir o coração para Cristo e se tornar um verdadeiro filho de Deus – isto é o evangelho.

 

IV. Você, sem Cristo, está sob o juízo divino, mas pode abrir o coração para Cristo e ter acesso à Graça de Deus – isto é o evangelho.

 

V. Você, sem Cristo, caminha para o juízo, mas pode abrir o coração para Cristo e estar perto de Deus – isto é o evangelho.

 

VI. Você, sem Cristo, será lançado no lago de fogo, mas pode abrir o coração para Cristo e viver na expectativa da glória do Senhor – isto é o evangelho.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

ALGUMAS RAZÕES POR QUE FAZEMOS MISSÕES

ALGUMAS RAZÕES POR QUE FAZEMOS MISSÕES

 

1.    Adoniran Judson disse certa feita: "Muitos crentes consagrados jamais atingirão os campos missionários com o seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos".

2.    Poderíamos acrescentar "e com os seus bolsos" às palavras de Adoniran Judson. (Amém?)

3.    Houve um tempo na história da igreja em que Missões era assunto proibido. Quando o inglês William Carey buscou ajuda para pregar o evangelho aos hindus na Índia, ele ouviu, em tom de repreensão: "se Deus quiser salvar os perdidos, Ele mesmo fará isto, sem precisar de missionários".

4.    Graças a Deus este tempo já ficou para trás.

5.    Estamos já acostumados em nossa igreja a realizarmos todos os anos, além do trabalho normal de evangelização, quatro campanhas missionárias:

a.    A primeira acontece em Março, tendo como objetivo o sustento de missionários e projetos para a evangelização em outros países que não o Brasil. Segundo informação extraída do site de nossa JMM, são 579 missionários. Destes, 4 são fazedores de tendas e 575 são sustentados pelas igrejas batistas do Brasil através da JMM. Destes 575 missionários sustentados, 271 são brasileiros e 304 são autóctones (obreiros da terra). Eles estão espalhados em vários países:

                                  i.    África - 13 paísesÁfrica do Sul, Angola, Botsuana, Burkina Fasso, Cabo Verde, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mali, Moçambique, Níger, São Tomé e Príncipe e Senegal.

                                ii.    Américas - 10 países Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Haiti, Paraguai, Peru e Uruguai.

                               iii.    Norte da África, Ásia e Oriente Médio - 16 paísesChina, Egito, Etiópia, Filipinas, Índia, Iraque, Japão, Jordânia, Líbano, Malásia, Marrocos, Síria, Sudão, Tailândia, Timor-Leste e Tunísia.

                               iv.    Europa - 21 campos em 20 paísesAzerbaijão, Cazaquistão, Açores (Portugal), Albânia, Armênia, Bielo-Rússia, Espanha, Estônia, Geórgia, Itália, Letônia, Lituânia, Moldávia, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão.

b.    A segunda acontece em Junho, e nesta o nosso olhar se volta para o nosso estado, no caso, o Paraná. São dezenas de missionários que ajudamos a sustentar para, além das igrejas, desenvolverem um ministério missionário em dezenas de lugares no Paraná.

c.    A terceira acontece em Setembro e visa o Brasil. São vários projetos e centenas de missionários que ajudamos a sustentar visando a evangelização no Brasil.

d.    E a quarta acontece a partir da segunda quinzena de Novembro e visa o local onde estamos.

6.    Por quê? Quais seriam algumas razões para fazermos missões?

7.    Pensemos em apensa três razões:

 

I. Fazemos Missões porque Jesus fazia Missões

 

1.    Os evangelhos são claros em nos mostrar que Jesus fazia missões.

2.    Bastam alguns trechos para constatarmos isso.

3.    Em Mateus 4.23 lemos que Jesus "percorria toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o Evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo"

4.    Em Mateus 9.35 lemos que ele "percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo"

5.    Em Lucas 9.1-2 vemos Jesus enviando "missionários": "convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, e para curarem enfermidades; e enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos"

6.    E em Lucas 19.10 Jesus diz dele mesmo que "o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido", e, aprendemos com o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 1.21, essa "busca e salvamento" se dá através da pregação do evangelho.

7.    Jesus fazia Missões, portanto, nada mais natural que os seus discípulos também façam Missões, isto é, ajam de alguma forma em prol da salvação dos perdidos. (Amém?)

8.    O segundo motivo que quero apresentar é:

 

II. Fazemos Missões porque Jesus ordenou que fizéssemos Missões

 

1.    Pesquisando um pouco sobre esse assunto encontrei a seguinte frase, originalmente em inglês (tradução do Google): "Pergunte a si mesmo esta pergunta: "Por que Jesus veio à Terra?". Qualquer pessoa, mesmo com um conhecimento superficial da Bíblia sabe a resposta. Foi para reconciliar o homem consigo mesmo. Foi para restaurar o relacionamento que foi rompido entre o homem e Deus como resultado da rebelião. Ele na terra tinha essa missão em mente, e agora, como ele já voltou para o céu, a missão foi deixada para nós, como indicado em 1 Coríntios 5:18, "Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da Reconciliação".

2.    E não é verdade isso? Sim, é verdade! Jesus deixou conosco a responsabilidade de fazer Missões, de levar a mensagem do evangelho a todas as pessoas em todos os lugares. (Amém?)

3.    Assim lemos em Mateus 28.18-20: "E, chegando-se Jesus, falou-lhes (aos discípulos), dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;  Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém."

4.    Em Atos 1.8 Jesus diz: "recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra"

5.    Jesus mandou, por isso, além das outras razões, fazemos Missões.

6.    Vamos à terceira razão.

 

III. Fazemos Missões porque pessoas de todas as tribos, povos, línguas e nações precisam ouvir o evangelho da graça.

 

1.    Atribui-se a Dick Hills a seguinte frase: "Cada coração com Cristo é um missionário, e cada coração sem Cristo é um campo missionário". (Amém?)

2.    Onde houver um coração sem Cristo, aí o evangelho precisa ser pregado. Se num lugar remoto da terra houver uma, apenas uma pessoa, e se essa for uma pessoa que nunca ouviu falar de Cristo, precisamos levar o evangelho até essa pessoa. Se não houver outro meio, alguém precisará ir lá lhe falar do amor e da Graça de Deus em Cristo Jesus. (Amém?)

3.    Os textos que lemos no ponto anterior dizem, respectivamente, que o evangelho deve ser pregado:

a.    Em todas as nações;

b.    Em Jerusalém, toda a Judéia, Samaria e até aos confins da terra.

4.    Em Apocalipse 5.9 e 7.9 lemos: "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;" / "Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos"

5.    E para ouvirem é preciso que alguém lhes pregue a Palavra. Assim lemos em Romanos 5:

a.    "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. 

b.    Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 

c.    Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?

d.    e como crerão naquele de quem não ouviram?

e.    e como ouvirão, se não há quem pregue? 

f.     E como pregarão se não forem enviados?...

6.    Então, precisamos pregar; e precisamos enviar pregadores.

 

Concluindo

 

1.    Valdir Steuernagel, em "Obediência Missionária e Prática", escreveu a certa altura: "Uma espiritualidade sadia vive na presença de Deus, alimenta-se da Palavra, se expressa em comunidade e se caracteriza por um espírito missionário".

2.    Um dia uma mulher criticou o grande evangelista do século XIX, D.L. Moody pelos seus métodos de evangelismo no intuito de ganhar pessoas para Cristo. Moody respondeu, "Concordo com você, eu não gosto do jeito com que faço isso também. Diga-me, como fazê-lo?" A mulher respondeu, "Eu não sei fazer isso!" Moody então disse, "Então eu gosto do meu jeito de fazer isso melhor que o seu jeito de não fazê-lo!"

3.    Se somos discípulos de Cristo, precisamos fazer missões. Não importa como e nem o quanto fazemos, desde que não nos acomodemos em fazer menos e com menor qualidade do que realmente podemos.

4.    Precisamos fazer porque Jesus fez; o Mestre deixou o exemplo para seguirmos.

5.    Precisamos fazer porque Jesus ordenou que fizéssemos

6.    E precisamos fazer porque há muita gente, de todos os povos, tribos, raças e nações carentes de ouvir o evangelho da Graça de Deus.

7.    Então, vamos fazer Missões. (Amém?)

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Porto Meira, Março de 2010