quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O TOQUE DE JESUS

O TOQUE DE JESUS

 

1.    Hoje quero pensar um pouquinho com os irmãos sobre o Toque de Jesus.

2.    Existe um cântico cuja letra diz assim: "Quando eu... (cantava, orava, etc)... alguém me tocou. Eu sei que foi a mão do meu Senhor".

3.    Toque significa contato, no caso, o contato de Jesus conosco e, conseqüentemente, o nosso contato com ele.

4.    Esse toque, esse contato, sabemos, é um toque que abençoa. Quando Jesus nos toca somos abençoados de alguma forma, e, portanto, se formos sábios, esforçar-nos-emos por estar sempre "próximos dele" e por levar outras pessoas a essa proximidade.

5.    Vejamos, olhando para alguns episódios bíblicos o que o toque de Jesus pode fazer conosco e por nós.

 

O toque de Jesus pode nos trazer cura

 

1.    Veja Marcos 1.31

2.    O toque de Jesus levou cura à sogra de Pedro. Ela estava prostrada com alguma enfermidade que, dentre os sintomas, a deixara com febre.

3.    O toque de Jesus pode trazer cura

a.    Cura física

b.    Cura emocional

c.    Cura espiritual

4.    Aplicação: se assim o é, precisamos, com fé, insistente e incessantemente clamar a Jesus por esse toque, para nós e para os nossos semelhantes.

 

O toque de Jesus pode trazer libertação

 

1.    Veja Marcos 9.17-27

2.    Veja também Lucas 8.26ss

3.    O toque de Jesus é um toque libertador; é um toque capaz de tirar as pessoas das garras do inimigo

4.    A bênção da libertação tem alcance múltiplo:

a.    É bom para o liberto

b.    É bom para a família do liberto

c.    É bom para as pessoas e instituições em geral da localidade onde o liberto vive

5.    Aplicação: Fala-se muito hoje em dia sobre a necessidade de a igreja ser relevante para a localidade onde ela está. Uma igreja será relevante se ela, além de outras coisas, cumprir, principalmente, a tarefa de colocar as pessoas em contato com Jesus de forma que estas sejam alcançadas pelo seu toque libertador.

 

O toque de Jesus pode nos trazer restauração

 

1.    Veja Marcos 1.41

2.    Um leproso, ajoelhado diante de Jesus, rogava-lhe que ele o limpasse de sua lepra, e Jesus atendeu ao seu pedido.

3.    Trata-se de um toque de cura, mas, em se tratando de um leproso daqueles tempos, mais que uma cura, era uma restauração, porque um leproso naquela ocasião era forçado a morar longe das outras pessoas e, ao aproximar-se delas gritar: "imundo, imundo".

4.    Uma das definições de restauração, que encontramos em alguns dicionários é: "ato de reaver a independência ou a nacionalidade perdida".

5.    Além de curar o leproso, e por curá-lo, Jesus lhe devolveu a sua independência e o direito do convívio em sociedade, convívio com o seu povo.

6.    Essa restauração pode muito bem ilustrar a restauração maior que Jesus veio para efetuar: a restauração das pessoas a um convívio como povo de Deus, convívio esse que começa aqui e adentra a eternidade. Veja Efésios 2.19.

7.    Jesus pode, quer e veio para efetuar essa restauração.

8.    Aplicação 1: Você pode ser restaurado. Faça como o leproso: clame a Jesus...

9.    Aplicação 2: Leve "leprosos" a Jesus...

 

Conclusão

 

1.    O toque de Jesus é amplamente abençoador.

2.    Vimos, através desses episódios bíblicos que ele

a.    Cura

b.    Liberta

c.    Restaura

3.    A nossa tarefa como igreja é, através do evangelho, aproximar as pessoas de Jesus, para que elas sejam tocadas por ele e sejam curadas, libertas e restauradas..

4.    Precisamos cumprir nossa tarefa com fé e destemor.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

 

"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem." (Efésios 4:29 RC)

 

Um irmão muito preocupado com seu temperamento, procurou ajuda com o pastor. - "Pastor, o que devo fazer quando estou dirigindo e fico nervoso, com vontade de xingar os outros motoristas?" O pastor coçou a cabeça e respondeu: - "Antes de mais nada, você deve tirar do carro aquele adesivo "Jesus te Ama"

Luiz Vives assim se expressou sobre aquilo que dizemos: "Não há espelho que melhor reflita a imagem do homem que suas palavras".

P. E. Holdcraft também disse: "Conhecemos um pássaro pelo seu canto, e um homem, pelas suas Palavras".

E ainda citando Bert Estabrook: "Você pode se lamentar muitas vezes por por ter pronunciado uma palavra indelicada, mas nunca por ter pronunciado uma palavra bondosa"

Uma das exortações que se encontra em abundância na Palavra de Deus é a exortação para que o crente não continue na prática dos antigos costumes. Das tentações o crente nunca estará, nesta vida, livre, mas ele pode oferecer resistência e vencer às tentações ao invés de ceder às mesmas. Tiago diz que se o crente resiste ao diabo, este foge dele (4:7), e que este crente que suporta com perseverança a provação é bem-aventurado e aprovado por Deus (1:12).

Pois bem, uma das tentações pela qual o crente é assediado é a tentação de pecar com a língua. Deus deu ao homem a capacidade de falar, e o homem desenvolveu a capacidade de falar o que não deve.

Na Bíblia encontramos várias exortações a respeito do pecar com a língua. Dentre elas:

 

"Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;" (1 Pedro 3:10 RC)

 

"Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã." (Tiago 1:26 RC)

 

"Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno." (Tiago 3:5-6 RC)

 

"Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicên-cia, das palavras torpes da vossa boca." (Colossenses 3:8 RC)

 

E também o nosso texto inicial é um exortação. Ele nos diz três coisas:

 

I. Não devemos falar palavras torpes

 

"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe..."

 

Torpe = "desonesto; infame; repugnante; nojento; obsceno; indecente; vil". A palavra grega utilizada é saproz. Essa palavra no original significa: "po-dre, decadente", e era usada para indicar peixe, carne ou vida vegetal estra-gados. Figuradamente então, indica palavreado mau, corrupto, imoral. Não se trata apenas de palavras obscenas; uma fofoca também é um "peixe podre" (e como é!); uma mentira também é um "peixe podre"; uma palavra carregada de ira também é um "peixe podre"; um palavreado sempre 'acusativo' também é um "peixe podre"; usar a língua para, constantemente, reclamar, também é um "peixe podre"; palavras precipitadas podem ser um "peixe podre"; até mesmo algumas palavras certas mas no lugar completamente errado, onde e no momento em que elas não podem transmitir graça e edificação, podem ser um "peixe podre".

Temos que ser sábios no falar. Digo sábios não no sentido de termos um palavreado difícil, e sim no sentido de sabermos o que falar, e onde e quando falar; também no sentido de saber ouvir para depois falar. Provérbios 18:13 diz que "Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha." (BLH), e alguém já disse que não foi à toa que Deus nos deu uma boca só, mas dois ouvidos.

 

II. Nossa fala deve ser útil na promoção da edificação

 

"...mas só a que for boa para promover a edificação..."

 

Não só as palavras, mas a vida inteira de um crente deveria visar a edifica-ção e o benefício alheios.

As nossas palavras devem ter o objetivo de ajudar as pessoas e fazê-las crescer ou vencer um obstáculo, e não de desanimálas.

Essa palavra que edifica pode vir em algum momento em forma de exortação e em outro em forma de consolo e encorajamento. O tempo e o lugar é que vão nos indicar se uma determinada palavra será boa ou ruim, será edi-ficante ou prejudicial.

Um homem chamado Faucett disse que "nossas palavras deveriam ser quais pregos fincados em lugar seguro, palavras que se adaptam ao tempo presente da pessoa com quem falamos no presente".

Para sermos edificantes em nossas palavras é necessário que desenvolvamos o hábito de pensar. Temos que pensar em o que queremos dizer, por que queremos dizer, com que objetivo queremos dizer.

Eu conheço irmãos que "não levam desaforo prá casa"; mas se eles levassem e pensassem em palavras que exortariam acerca daquele desaforo sofrido, com o objetivo não de "responder à altura", mas de ajudar o desafo-rado a enxergar o erro que comete e a consertar-se, e dissessem essas pa-lavras à pessoa no tempo e lugar certo, eles seriam edificantes em suas pa-lavras. Quando isso não acontece, o desaforado e o que sofreu o desaforo mas não o "levou para casa" acabam cometendo o mesmo erro: o de não contribuir para a edificação um do outro.

 

III. Nossa fala deve ser repleta de palavras que ministrem graça

 

"...só a que for boa...  para que dê graça aos que a ouvem."

 

A própria edificação, comentada acima, é uma graça.

Qualquer palavra que confira algum favor, algum bem espiritual é bem vinda.

Um consolo, uma reprimenda, um encorajamento, uma correção, bem aplicados, com amor e no momento certo, é sempre bem vindo.

Para cada encontro com o nosso próximo deveríamos ter uma palavra transmissora de graça para aplicarmos conforme a ocasião nos permita. Isso é bom e agradável aos olhos do Senhor.

 

Concluindo

 

O nosso palavreado precisa ser rico. Não rico de palavras difíceis e de perfeita concordância verbal, e sim, rico por ser edificante, transmissor de gra-ça e não repugnante e afastador como um peixe podre.

A nossa língua é um fantástico órgão que Deus nos deu, mas pode ser altamente destrutivo se não o colocarmos sob o controle do Espírito de Deus.

Vamos fazer isso diariamente, em nome de Jesus! Amém!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A PALAVRA DO SENHOR

A PALAVRA DO SENHOR

 

1.    Leia o Salmo 1.1-2 e 19:7-11

2.    George Muller disse certa vez acerca da Bíblia, a Palavra de Deus:

 

"O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossas vidas e em nossos pensamentos. Faço esta declaração solenemente, baseado na experiência de cinqüenta e quatro anos. Nos primeiros três anos após minha conversão, negligenciei a Palavra de Deus. Mas desde comecei a pesquisá-la diligentemente tenho sido maravilhosamente abençoado. Já li a Bíblia todas cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada vez se me apresenta um livro novo. Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido, diligente e cotidiano. Considero perdido o dia em que não me detive a meditá-la".

 

3.    Também Moody disse:

 

"Orei pedindo fé, e pensei que algum dia ela cairia e me atingiria como um raio. Mas parecia que a fé não vinha. Um dia li, no capítulo 10 de Romanos que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus. Tinha fechado a minha Bíblia e orara pedindo fé. Mas então abri a minha Bíblia e comecei a estudá-la. Desde então a minha fé vem sempre aumentando".

       

4.    Estes dois homens, dentre muitos outros são grandes exemplos de quão verdadeiramente felizes são os que meditam na Palavra de Deus, os que nela têm prazer.

5.    Davi, no Salmo 19, descreve a Palavra de Deus de seis formas:

a.    LEI – Isto é, a vontade de Deus revelada. Esta é perfeita e tem o poder de restaurar a alma.

b.    TESTEMUNHO – O mesmo que verdade. Este é fiel e traz sabedoria.

c.    PRECEITOS – Isto é, ordens específicas. Estes são retos e não trazem tristeza, antes, alegram o coração.

d.    MANDAMENTO – Instruções imbuídas de autoridade. São instruções puras e que iluminam os nossos olhos, ou abrem as nossas menmtes para o que é bom.

e.    TEMOR – Isto é, confiança reverente que a Palavra de Deus produz no seu povo. É um temor límpido, ou seja, puro, nítido, transparente.

f.      JUÏZOS – Decisões relacionadas a situações específicas da vida humana. Estes são verdadeiros e justos.

6.    Estas coisas, para o salmista eram mais desejáveis do que o mais puro ouro; mais doces que o puro mel; e é por elas que ele era admoestado, e se considerava recompensado quando os guardava.

7.    Precisamos estudar a Bíblia. Ela é magnífica! Afinal, ela é a Palavra de Deus!

8.    Conta-se que certa vez, em Londres, houve um encontro de grandes psicólogos, e um dos palestrantes disse sobre a Bíblia: "Se a nossa clientela vivesse os princípios normativos e formadores da Bíblia, nós, psicólogos, poderíamos ir pescar".

9.    Infelizmente, mesmo entre nós cristãos, não são todos os que estudam e fazem o que está na Bíblia.

10. Conclamo aos irmãos a que sejamos diligentes no estudo da Palavra do Senhor; e não apenas diligentes no estudo, mas também diligentes em cumprir o que ela nos diz.

      

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Porto Meira – Novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

VIDA CRISTÃ

 

E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis, não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a bênção. Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males. (1 Pedro 3:8-12 RC)

 

1.    Ray Summers, comentando sobre toda essa epístola de Pedro, em o Comentário Bíblico Broadman, a divide em quatro partes:

a.    Vida Oriunda de Deus (1:3-2:10)

b.    Vida em Sociedade (2:11-3:12)

c.    Vida Sob Provação (3:13-4:19)

d.    Exortações e Saudações Finais (5:1-14)

2.    Os versículos acima inseridos são componentes da Segunda parte: "Vida em Sociedade", e Summers escreve que essa parte diz respeito às nossas responsabilidades:

a.    Responsabilidades Cívicas (2:11-17)

b.    Responsabilidades Domésticas (2:18-3:7)

c.    Responsabilidades Sociais (3:8-12)

3.    E esses versículos, inseridos nessa parte, falam das responsabilidades sociais.

4.    Notemos que, ao falar das responsabilidades sociais, Pedro não fala a um grupo de cristãos distinto, mas a todos: "Finalmente, sede TODOS...".

5.    Servos, livres, esposos, esposas... TODOS. Todos devem ter sentimentos comuns, que os caracterizem como uma sociedade de salvos por Jesus.

6.    Vejamos algumas coisas das quais Pedro nos fala:

 

I. " sede todos ...  compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis"

 

1.    Compassivos, ou compadecidos, dá-nos a entender uma participação nos sofrimentos ou tristezas de outrem. Paulo também ensinou isto. Escrevendo aos cristãos romanos, ele disse:

 

"Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.  Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos." (Romanos 12:15-16 RA)

 

a.    Levar as tristezas uns dos outros é um ensinamento bíblico, e significa estar presente na vida das pessoas também nas circunstâncias difíceis.

b.    Às vezes isso é difícil, mas às vezes é bem fácil, bastando a presença junto com a pessoa, orando, conversando, etc. 

c.    Isso me faz lembrar de quando o irmão Ibraim estava na fase final de sua vida, acometido pelo câncer. Eu não podia fazer nada por ele, a não ser estar lá presente para conversar e orar, ouvir as suas histórias do passado... mas como aquilo era importante para ele! Eu tinha o costume de ir quase sempre no mesmo dia da semana, e quando chegava aquele dia ele dizia para quem estava lá com ele que "daqui a pouco o pastor vai chegar", e quando eu não ia naquele dia ele ficava esperando para o próximo dia.

 

2.    Amando os irmãos (amor fraternal) – O amor fraternal não é simplesmente uma questão de sentimento, mas é o cumprimento da ordem de Jesus aos seus seguidores:

 

"O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei."(João 15:12 RA)

 

a.    Este tipo de amor é "ÁGAPE", palavra que, com seus derivados, aparece centenas de vezes no Novo Testamento.

b.    "Ágape é sacrificial... Ágape ama mesmo quando o amor não é retribuído; estende-se tanto ao que "merece", quanto ao que não merece; faz o sol brilhar tanto para o justo quanto para o injusto".

c.    Diz uma ilustração sobre o amor, que

 

"Um velhinho costumava apregoar pelas ruas a venda de caixinhas de cola-tudo. Anunciava sempre as suas excelsas qualidades: servia para emendar vasos, jarros, peças de louça quebrada, bem como corações quebrantados. Muitos céticos zombavam, gracejavam de sua oferta, mas alguns que, talvez movidos por curiosidade, compravam a sua mercadoria, achavam, dentro da caixinha, duas pequenas bisnagas, contendo os ingredientes que deviam ser misturados para soldar objetos quebrados. Essas bisnagas vinham envolvidas em um uma belíssima tira de papel brilhante onde se encontrava artisticamente escrita a palavra 'amor' ".

 

d.    É imprescindível que haja amor entre nós que somos da família de Deus.

 

3.    Entranhavelmente misericordiosos – Entranhavelmente misericordiosos é a tradução, nesta versão, de uma só palavra grega: eusplagcnov (eusplagchnos) , que era usada para se referir às entranhas mais nobres, como o coração e os pulmões, mas às vezes se referia também aos intestinos e ao ventre (Champlin – O N. T. Interpretado Vers. Por Vers.).

a.    Isso mostra então o tipo de sentimento de misericórdia que devemos nutrir uns pelos outros: do tipo forte, que mexe com os intestinos e faz o coração pulsar mais forte, levando-nos a atos de socorro misericordioso.

 

4.    Afáveis – Afáveis significa aqui humildes de pensamento, que não considera nenhuma pessoa inferior.

 

II. NÃO TORNE MAL POR MAL OU INJÚRIA POR INJÚRIA, ANTES, BENDIGA

 

1.    Pedro dá essas orientações e ainda diz: "... porque para isto fostes chamados...".

2.    Falando negativamente (construindo uma frase no sentido negativo), NÃO podemos retribuir o mal com o mal, e, falando positivamente, devemos reagir ao mal pagando com o bem.

3.    Alguém, acertadamente, disse: "Retribuir o bem com o mal é animal; retribuir o mal com o mal é humano; retribuir o mal com o bem é divino".

4.    Quero incluir aqui ainda outras frases esclarecedoras escritas por comentaristas bíblicos:

 

"O fogo não é extinto pelo fogo, mas pela água; por igual modo, o erro e o ódio são extintos não com a retaliação, mas com a gentileza, com a humildade e com a bondade" (Crisóstomo)

 

"O sândalo perfuma ao ser derrubado pelo machado que o cortou. Que aquele que quer ser perdoado perdoe e abençoe o seu inimigo"

 

"Isso é, realmente, muito difícil, mas devemos imitar, nesse caso, nosso Pai celeste, o qual faz o seu sol levantar-se para os indignos... Pedro deixa entendido que aqueles que buscam vingar-se das injúrias recebidas, tentam aquilo que não lhes redundará em bem nenhum, porquanto assim se privam da bênção de Deus" (Calvino)

 

III. QUATRO COISAS QUE PRECISAMOS POSSUIR

 

1.    Linguagem limpa – "Refreie a sua língua do mal".

a.    Como é difícil isso! Como somos tentados a usar mal a nossa língua. Mas é necessário usá-la bem, empregá-la para o bem, para a edificação, para a ministração da graça aos ouvinte, como Jesus fazia.

 

2.    Linguagem honesta – "Os seus lábios não falem engano"

a.    Mentiras!

                                  i.    Às vezes as proferimos para nos "safarmos" de uma situação constrangedora;

                                ii.    às vezes para sermos "legais";

                               iii.    às vezes para "levarmos vantagem";

                               iv.    às vezes porque a verdade revela o erro de outrem, e aí dizemos: "eu tive que mentir; fui obrigado a mentir".

b.    Precisamos ter linguagem honesta, falar sempre a verdade.

 

3.    Vida correta – "Aparte-se do mal e faça o bem"

a.    Quando nos convertemos e selamos a nossa conversão com o batismo estamos, solenemente, proclamando ao mundo que morremos para o pecado.

b.    Precisamos demonstrar isso de forma prática, apartando-nos do mal e fazendo o bem.

 

4.    Vida pacífica – "Busque a paz e siga-a"

a.    "se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Romanos 12:18 RA)

 

CONCLUSÃO

 

1.    Essa é a vida que o cristão tem que viver.

2.    É difícil, mas é este o estilo de vida celestial.

3.    Temos que amadurecer, caminhar para um viver perfeito, que agrade a Deus, e não nos deixarmos seduzir e vencer pelo pecado.

4.    "Dizem que existe na África uma árvore cuja influência maléfica atinge uma enorme área ao seu redor. Todo viajante que se abriga à sua sombra é inconscientemente atraído por um inebriante odor que suas flores exalam, e, em poucos momentos, é dominado por um irresistível sono que o leva a uma morte lenta. Assim também ocorre com os que são atraídos pelas insidiosas garras do mundo e de satanás – são levados rápida e sorrateiramente à morte espiritual."

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Porto Meira – Novembro de 2009