quarta-feira, 30 de abril de 2014

Seguindo os passos de Jesus


SEGUINDO OS PASSOS DE JESUS

(Estudo baseado em um estudo da revista “Vida Cristã” do 1º trimestre de 1994)

(Caso alguém saiba quem é o autor do estudo original da revista, favor me comunicar para colocar aqui)

 

“Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas, o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano, o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao Pastor e Bispo da vossa alma.”

(1 Pedro 2:21-25 RC)

 

1.    A primeira carta de Pedro foi escrita para os cristãos que viviam em cinco províncias romanas localizadas numa região que hoje faz parte da Turquia. (Veja os nomes dessas províncias em 1:1). Esses cristãos estavam sendo perseguidos por causa de sua fé em Cristo, e a intenção de Pedro é confortá-los, encorajá-los e ensiná-los a interpretarem o momento difícil pelo qual passavam.

a.    Confortar porque os momentos difíceis, sejam quais forem, trazem incertezas, apreensão, dúvidas quanto ao futuro incerto; e o conforto que vem do Senhor é fonte de alívio para a tristeza e de tranquilidade.

b.    Encorajar porque as dificuldades tendem a esvaziar as pessoas de seu ânimo e a enchê-las de cansaço físico e mental. As promessas do Senhor enchem os crentes de coragem, mesmo quando os ventos são contrários.

c.    ]Ensinar porque as lutas da vida precisam ser interpretadas à luz da Palavra de Deus.

2.    O estar confortado, o ter coragem e o encarar as lutas da vida segundo a Palavra de Deus têm em Jesus o maior exemplo, e por isso é que precisamos seguir os seus passos.

3.    Vejamos alguns desses passos que podemos destacar do nosso texto base.

 

·        Primeiro passo: o passo da santidade.

 

1.    Pedro diz sobre Jesus: “...não cometeu pecado...” ( v. 22a )

2.    O teólogo Langston, falando sobre santificação, comenta: “O grande propósito de Deus em estabelecer o Seu reino entre os homens é conseguir duas coisas: primeiramente, estabelecer uma relação vital entre Si mesmo e o homem; segundo, produzir no homem um caráter que esteja de acordo com esta nova relação existente entre os dois” [1]

3.    Seguir os passos de Jesus no que concerne à vida de santidade é dar plena liberdade a Deus de, através de Seu Espírito, agir de maneira a produzir um caráter correspondente à relação que se tem com Ele. Jesus é exemplo de santidade e os crentes precisam seguir os seus passos no que concerne a isso.

4.    Já tivemos várias oportunidades de, especificamente ou não, refletir sobre o tema santificação, e em todas elas, de uma maneira ou de outra, enfatizamos o fato de que a Bíblia contém abundantes orientações a que busquemos e cresçamos em santificação. Veja alguns versículos:

 

“Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia e à maldade para a maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.” (Romanos 6:19 RC)

 

 “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” (Romanos 6:22 RC)

 

 “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” (2 Coríntios 7:1 RC)

 

 “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (1 Ts 4:3-4 RC)

 

 “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.” (1 Ts 4:7 RC)

 “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”

(Hebreus 12:14 RC)

 

5.    “Jesus, mesmo padecendo, não pecou”, diz Pedro aos seus destinatários, “e esse é um exemplo que ele deixou para vocês seguirem”. Dessa “informação” de Pedro, seus leitores, que viviam em um contexto de perseguição, certamente haveriam de deduzir que, não importa qual a situação, não há razão para abandonar as orientações divinas, não há razão para viver em pecado.

6.    O pensamento do crente, concernente a esta questão, deve funcionar mais ou menos assim:

a.    A situação está boa, o que Jesus faria? Vou agir igual!

b.    A situação está mais ou menos, o que Jesus faria? Vou agir igual!

c.    A situação não poderia ser pior, o que Jesus faria? Vou agir igual a Jesus!

 

·        Segundo passo: o passo da verdade.

 

7.    Pedro diz sobre Jesus: “...nem na sua boca se achou engano...” (v. 22b)

8.    Não houve mentira nos lábios de Jesus, e nem na vida de Jesus.

9.    Mentira não é apenas pronunciar palavras que não condizem com a verdade. A vida de uma pessoa, mesmo que ela não minta com os lábios, pode ser a expressão de uma grande mentira. Algumas vezes, não toda a vida, mas algum aspecto dela pode ser a expressão de uma mentira.

10. Um forte exemplo do que estamos querendo dizer aqui encontramos nas pessoas dos escribas e dos fariseus da época de Jesus. Veja com que palavras fortes Jesus se dirigiu a eles certa vez: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim, também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” (Mateus 23:27-28 RC).

11. As palavras do crente que quer, e deve, seguir os passos de Jesus devem ser a expressão da verdade; mas a vida do crente também deve ser a expressão da verdade. O crente deve possuir um viver condizente com aquilo que professa.

 

·        Terceiro passo: o passo da bondade e humildade acompanhada de mansidão.

 

12. Pedro diz sobre Jesus: “...quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” ( v. 23 ).

13. A bondade e a humildade são virtudes contrárias ao egoísmo e orgulho. Convém-nos lembrar que foi justamente o egoísmo e o orgulho que levou Lúcifer a rebelar-se contra Deus, com a consequência de haver sido expulso da Divina presença.

14. A bondade de Jesus se manifestava não apenas no fato de ele não revidar as injúrias que recebia, mas, muito mais do que isso, ela se revelava no seu amor que agia nesses momentos com a mesma intensidade dos momentos em que ele era reconhecido como Messias e louvado. Essa atitude de Jesus, unida ao fato de que a Bíblia nos orienta a seguirmos o seu exemplo, os seus passos, bem como nos revela que Deus, que de antemão nos conheceu, nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu Filho (Rm. 8.29), e nada menos do que isso, é bastante reveladora no que diz respeito à nossa imperfeição. Às vezes, por estarmos inteiramente envolvidos nas atividades da igreja, por sermos membros producentes, temos a nós mesmos em alta conta. Mas, e se fizermos o teste da bondade, tendo a Jesus como referência, seremos aprovados? Amamos em igual intensidade as pessoas nos momentos em que elas nos louvam e nos momentos em que elas se postam contrárias a nós? Esse é um grande e difícil teste.

15. Com respeito à humildade de Jesus, ela é demonstrada no fato de ele não ameaçar as pessoas mesmo quando estas lhe faziam padecer. Jesus não agia dessa forma por medo; ao contrário, essa sua atitude demonstrava a coragem de alguém profundamente submisso à vontade do Pai. Veja, como exemplo, o seguinte episódio: “E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo. E o traidor tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E beijou-o. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus e o prenderam. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?”(Mt.26:47-54 RC)

16. Veja também Filipenses 2:5-8: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus [isto é, conforme a NVI: “não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se”]. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.” (RC)

17. A humildade de Jesus, exemplo para nós seguirmos, manifestava-se no ato de não ficar pensando em si mesmo, de esvaziar-se de si mesmo; e a sua mansidão manifesta-se no ato de entregar o direcionamento de sua vida, em todas as circunstâncias, ao Pai.

18. Falando sobre a humildade de espírito, em “Estudos no Sermão do Monte”, Martyn Lloyd-Jones diz que a humildade de espírito é uma qualidade que aponta para a completa ausência de auto-segurança e de auto-dependência, e que se quisermos cultivar essa qualidade devemos parar de olhar para nós mesmos e de tentar fazer as coisas confiando em nossas próprias forças e voltarmos os nossos olhos para Deus.

19. É assim que Jesus agia, e por isso ele é exemplo de bondade, humildade e mansidão. Cabe a nós seguirmos os seus passos.

 

·        Quarto passo: o passo da obediência com esperança.

 

 

20. Pedro diz sobre Jesus: “o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente, levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pedro 2:23-25 RC)

21. Já vimos pela Leitura de Efésios 2:5-8 que Jesus foi obediente até à morte e morte de cruz. Jesus de fato é o exemplo máximo de obediência. Entretanto, a obediência de Jesus não foi uma obediência cega, despropositada. Pedro diz que Jesus obedeceu ao Pai, levando em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, mas havia um objetivo. Jesus o fez com uma esperança. Leia novamente o texto, atentando para a frase grifada. Aí está o objetivo de Jesus.

22. Ao seguirmos esse passo de Jesus, o da obediência, precisamos conscientizar-nos de que ele não espera de nós uma obediência louca e inconsequente, mas a obediência de quem, pela fé, enxerga claramente que mais à frente há uma grande vitória da qual irá tomar posse.

23. Noé, Abraão, Isaque, José, Moisés e muitos outros são exemplos dessa qualidade de obediência.

24. Conta-nos uma história ilustrativa que numa manhã fria de um rigoroso inverno um homem ia em busca do pão e do leite, andando com dificuldades sobre a espessa neve. Ao olhar para trás viu seu filho que vinha caminhando sem nenhuma dificuldade sobre as suas pegadas. Essa história ilustra bem o nosso caminhar seguindo nos passos de Jesus. Fora de seus passos afundamos na espessa neve dos desafios da vida. Porém, seguindo nos seus passos, podemos até saltar de alegria, pois há santidade, verdade, bondade, humildade, mansidão e obediência com propósito, dentre muitas outras excelentes virtudes.

 

Muqui – Abril de 2014

 

 

Estudo baseado em um estudo da revista “Vida Cristã” do 1º trimestre de 1994.

 



[1] LANGSTON, A. B. – Esboço de Teologia Sistemática, 11ª edição, Rio de Janeiro: JUERP, 1994. 305 p.

terça-feira, 15 de abril de 2014

JESUS RESSUSCITOU!


JESUS RESSUSCITOU!

 

Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!” (Atos 2.32-36 KJA)

 

01. O dia de Pentecostes havia chegado.

a.    Pentecostes era como os judeus que falavam o grego denominavam a Festa das Semanas, cuja instituição é descrita em Levítico 23:15-21.

b.    O nome “Festa das Semanas” fazia alusão às diversas semanas (sete semanas) que se tinha de passar entre a Páscoa e essa observância.

c.    Os judeus que falavam o grego denominavam-na “Pentecostes” porque era realizada no quinquagésimo dia após a Páscoa.

02. Os apóstolos de Jesus estavam todos reunidos em um mesmo lugar em Jerusalém, quando Jesus cumpre a promessa que ele lhes fizera:

 

“E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.” (João 14:16 e 17). 

 

“Mas, quando vier o Consolador, que da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, Ele testificará de mim.” (João 15:26).

 

03. E o Espírito Santo se manifestou a eles de uma maneira espetacular. Veja:

 

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medas, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judéia, e Capadócia, Ponto e Ásia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.” (Atos 2:1-13 DO)

 

04. Alguns se maravilharam e outros se puseram a zombar, diante do quê Pedro fez um discurso ousado e tremendamente revelador.

05. Nesse discurso ele fala sobre o acontecimento mais importante da história da humanidade: a ressurreição de Jesus, o Messias prometido, o Cristo.

a.    Ele disse:

 

Israelitas, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus diante de vós por meio de milagres, feitos portentosos e muitos sinais, que Deus por meio dele realizou entre vós, como vós mesmos bem sabeis, este homem vos foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; mas vós, com a cooperação de homens perversos, o assassinaram, pregando-o numa cruz. Contudo, Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse. (Atos 2.22-24 KJA)

 

b.    Ele também mostrou que Davi profetizara sobre a ressurreição do Cristo, Jesus:

 

Caros irmãos, concedei-me a licença de falar-vos com toda franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. Todavia, ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. Antevendo isso, profetizou sobre a ressurreição do Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. (Atos 2.29-31 KJA)

 

c.    E depois disse:

 

Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!” (Atos 2.32-36 KJA)

 

06. A ressurreição de Jesus é o fato mais importante da história da humanidade.

 

Mas, por que? Qual a necessidade da ressurreicao de Jesus?

 

07. Para cumprimento das Escrituras – Sem ela as Escrituras se tornariam inválidas, apócrifas.

a.    Isso seria assim porque as Escrituras profetizavam essa ressurreição.

                                  i.    O Salmo 22 Davi fala claramente sobre o triunfo do Messias.

                                ii.    O capítulo 53 de Isaías fala sobre o sofrimento e morte (sepultura) do Messias, mas fala também sobre sua glória, sobre ver o trabalho de sua alma.

                               iii.    E o evangelista Lucas registra as palavras do próprio Jesus, depois de ressuscitado: “Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos.”(24:46)

08. Sem ela não haveria perdão de pecados.

a.    “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Co. 15:17)

09. Sem ela não haveria a justificação.

a.    “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”(Rm.4:25) “Quem nos condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Rm.8:34)

10. Sem ela não haveria esperança para a eternidade.

a.    “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (I Co.15:19)

11. Sem ela a nossa pregação, e a própria fé, seriam vãs, inúteis.

a.    “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (I Co.15:14)

12. Todo o Evangelho está firmado sobre a ressurreição; se ela não tivesse acontecido o evangelho cairia por terra.

 

Mas Jesus ressuscitou.

 

13. Pedro caminha para o término de seu discurso de uma maneira enfática e confrontante.

14. Pedro era um homem que tinha um certo grau de coragem, de ousadia, mas a coragem com que ele fala estas palavras, no lugar onde estava e naqueles dias, certamente que não era dele, senão do Espírito Santo que acabara de vir sobre eles. Ele enfatiza ousadamente: “Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel, que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

15. Desta forma, com muita “insolência”, ele estava dando-lhes a entender:

a.    Vós o crucificastes; Deus o ressuscitou.

b.    Vós o desaprovastes e odiastes; Deus o amou e o recebeu.

c.    Vós o rejeitastes; Deus o pôs à Sua mão direita.

d.    Vós o lançastes no opróbrio, na cruz; Deus o glorificou por meio da ressurreição e glorificação.

e.    Vós o tratastes como um escravo; Deus o elevou à mais elevada honraria, pois acha-se à mão direita do Pai.

f.     Para vós ele não era o Senhor; mas agora ele é O Senhor universal.

g.    Tudo isso é verdade quanto a esse mesmo Jesus, a quem vós conhecestes, mas rejeitastes.[1]

16. Pedro traspassa a alma de seus ouvintes com essas palavras, e muitos clamam, pedem, perguntam sobre o que fazer.

17. Eles não esperam que Pedro lhes faça um apelo insistente para que se convertam; eles é quem tomam a iniciativa de clamar por solução quanto à sua miséria espiritual.

18. E nós? Reconhecemos nossa miséria?

19. As palavras de Pedro não tinham valor só para eles naquela época.

a.    Nós também matamos o Cristo!

b.    Nós também o crucificamos!

c.    A Bíblia diz que ele morreu por todos, e, sendo assim, todos somos responsáveis por sua morte.

20. Mas ele não ficou morto, ele ressuscitou! E hoje nós podemos ir a ele e sermos grandemente beneficiados por este fato.

 

21. A ressurreição de Jesus é o fato mais importante da história da humanidade.

22. É esse fato, planejado na eternidade, e ocorrido na história, no tempo, que propicia a nós oportunidade de sermos reconciliados com o Criador, com Deus, e gozarmos de todas a bênçãos que acompanham essa reconciliação, e que nós havíamos perdido.

23. A ressurreição de Jesus já fez diferença em sua vida?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Abril de 2014



[1] CHAMPLIN, R. N. –  O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 3: Atos/Romanos.

10 ª reimpressão. São Paulo, editora Candeia, 1998. 887 p. – nota extraída da p. 65.

QUENM SOIS E COMO ANDAIS?


QUEM SOIS E COMO ANDAIS?

 

“Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz... aprovando o que é agradável ao Senhor.”

 (Efésios 5:8, 10 RC)

 

1.    Conta-se que quando a rainha Vitória passava o verão no castelo de Balmoral, costumava, disfarçada para não ser reconhecida, fazer longas caminhadas pelas propriedades rurais das redondezas. Em uma de suas caminhadas ela pediu a um criado que a acompanhasse à distância. Numa determinada estrada ela deparou-se com um rebanho de ovelhas conduzido por um camponês, o qual, preocupado com uma possível debandada dos animais, gritou nervoso: “Saia da estrada, velha estúpida!”. A rainha sorriu, e, sem nada dizer, escondeu-se à beira da estrada. Quando o seu criado chegou perto do irritado condutor das ovelhas, informou-lhe que aquela senhora era a rainha da Inglaterra. E o moço ficou constrangido, mas replicou: “Por que ela não se veste como uma rainha?” (Walter Baxendale, citado por Moysés Marinho de Oliveira em “Manancial de Ilustrações” – JUERP)

2.    Essa história serve para lembrar aos crentes de quem eles são e como devem se apresentar perante o mundo.

3.    À rainha Vitória não era reprovável fazer alguns passeios disfarçada de camponesa. Mas a um crente, apresentar-se (agir) como um incrédulo sempre será reprovável, e, de certa forma, é exatamente disso que Paulo trata neste ponto de sua carta aos efésios.

4.    Vejamos novamente o texto, agora também em outras versões:

 

“Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz... aprovando o que é agradável ao Senhor.” (Efésios 5:8, 10 RC)

 

“... Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz... e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor” (Efésios 5:8, 10 NVI)

 

“Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz... Procurem descobrir quais são as coisas que agradam o Senhor.” (Efésios 5:8, 10 BLH)

 

5.    Notem que, primeiro, Paulo diz àqueles crentes da cidade de Éfeso, que em tempos passados eles eram trevas, eles viviam na escuridão.

a.    É óbvio que Paulo está aqui se utilizando de uma linguagem metafórica, e as trevas aqui são espirituais, indicando uma vida sob o domínio do pecado, uma vida onde a graça de Deus para a salvação ainda não havia sido derramada.

b.    Essa situação de se estar vivendo nas trevas espirituais é a pior situação em que uma pessoa pode se encontrar. Basta dar uma olhadinha na história do rico e Lázaro, contada por Jesus (Lucas 16:19-31), para chegarmos a essa conclusão (o "sujeito rico" vivia, em termos humanos, uma vida repleta de regalos, uma vida tranquila e repleta dos prazeres que os bens materiais podem prover, mas, como vivia em trevas espirituais, ao se encontrar na eternidade, se encontra perdido e em tormentos).

c.    Essa não é a primeira vez que Paulo lembra aos efésios essa sua condição anterior, e em todas elas ele tem um objetivo. Um dos objetivos aqui é o de lembrar-lhes que essa era a sua condição anterior, mas que agora tudo é diferente, agora “sois luz no Senhor”.

6.    "Agora sois luz no Senhor" é a segunda parte nestes versículos para a nossa reflexão.

a.    Paulo diz aos efésios que antigamente eles eram trevas, viviam nas trevas espirituais; mas isso era antigamente. Agora, pela graça de Deus eles foram trazidos à luz e são luz.

b.    E, se agora sois luz, deveis andar como filhos da luz, aprovando e procurando fazer apenas aquilo que é agradável ao Senhor.

7.    Éreis trevas, mas agora sois luz; vivíeis nas trevas, mas agora vivem na luz; praticáveis as obras das trevas, mas agora devem praticar as obras da luz; eram cúmplices, coparticipantes das obras infrutuosas das trevas, como diz o verso 11, mas agora reprovam essas coisas.

8.    E essa verdade se aplica não só àqueles para quem Paulo escrevera originalmente, mas a todos os crentes.

9.    Essa verdade se aplica à mim e a você.

10. Quem sois? E como andais?

11. "Sois luz". Luz "aponta o caminho a seguir". Qual caminho nós estamos apontando? Qual é o testemunho que estamos dando? Qual é o juízo que as pessoas farão dos crentes se observarem o seu testemunho? Qual é o juízo que as pessoas farão da IBMuqui se observarem o seu testemunho? Eu resisti ser específico aqui, mas você pode pensar em todas as áreas do comportamento humano.

12. Diz-se de Gustav Doré, famoso artista, que ele perdeu o seu passaporte durante uma viagem na Europa. Em determinada fronteira, quando tentava entrar em novo país, o oficial de serviço lhe pediu o passaporte. Dore apalpou seus bolsos e não o encontrou. Virando-se para o oficial, disse: "eu perdi meu passaporte, mas ele está todo certo. Eu sou Doré, o pintor. Por favor, deixe-me entrar". O oficial respondeu: "Oh, não. Nós temos muitas pessoas se apresentando como esta ou aquela personalidade famosa! Eis aqui lápis e papel. Se você é realmente Doré, o famoso pintor, prove-me desenhando alguma coisa". Doré pegou o lápis e desenhou algumas paisagens do cenário ao redor. "Agora eu estou convencido de que você é Doré. ninguém mais poderia desenhar assim!”, disse o oficial, enquanto permitia a entrada do artista no país.

13. Assim deve ser o testemunho dos seguidores de Cristo.

 

 

Voce DIZ que é um cristão, mas poderá PRODUZIR EVIDÊNCIAS de que realmente é um filho de Deus?

 

           

 

Só pela graça e misericórdia divinas,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Abril de 2014