quinta-feira, 29 de setembro de 2016

É TEMPO DE AVANÇAR…

É TEMPO DE AVANÇAR MULTIPLICANDO O AMOR DE DEUS

 

“É tempo de avançar multiplicando o amor de Deus”. Esse é o tema com que nós, batistas brasileiros, temos trabalhado nesta campanha de Missões Nacionais 2016.

É um tema deveras interessante, e creio que todos entendemos bem o que ele quer dizer – precisamos avançar fazendo mais e mais e mais, multiplicando assim os atos que demonstram o amor de Deus pelas suas criaturas especiais, que somos nós, principalmente os atos que demonstram que Deus, em Cristo, tem uma salvação com a qual Ele quer nos presentear.

Mas, desde quando é tempo de avançar? Certamente que não apenas desde o início de Setembro de 2016, quando começamos a campanha. Então, desde quando? No mínimo desde que o nosso Senhor Jesus Cristo ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. E, desde então, isso tem sido feito. Às vezes mais diligentemente e às vezes mais lentamente, às vezes com mais dificuldades e às vezes com menos dificuldades, às vezes sob muita perseguição e às vezes com menos perseguição.... Mas tem sido feito. Não tenho conhecimento de algum momento da história em que esta missão tenha sido completamente abandonada ou mesmo desvirtuada. Ao contrário, temos informação de manifestações de Deus trazendo discernimento e avivamento em tempos de grandes crises de fé. E o que acontece quando Deus assim se manifesta? Veja algumas coisas que acontecem:

o   Uma nova visão da Majestade de Deus;

o   Um novo discernimento acerca de o quão terrível é o pecado, acompanhado de um grande temor de pecar e ofender a Deus;

o   Uma renovada dependência de Deus;

o   Uma intensa alegria pela salvação;

o   Uma intensa manifestação do fruto do Espírito;

o   E, para não me delongar muito, uma nova disposição para realizar a obra do Senhor, ou, poderíamos contextualizar para o momento em que estamos vivendo: uma grande disposição para avançar multiplicando o amor de Deus.

Tem sido feito... Nunca parou. Que não sejamos nós aqueles que vão parar, e nem mesmo aqueles que vão ser responsáveis pela lentidão do avanço.

Agora convido você a que abra sua Bíblia em Atos 8.1-4 e 11.19-26, onde veremos algumas coisas importantes para que essa obra, em nossas mãos nesse tempo, avance.

 

“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.  Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra.” (Atos 8:1-4 RC)

 

“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia, o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (Atos 11:19-26 RC)

 

A narrativa é de Lucas, o médico amado, companheiro de Paulo, primeiro historiador da história da igreja e que escreveu o evangelho que leva seu nome e também esse livro de Atos. Dessa narrativa podemos tirar boas lições no que respeita à necessidade de avançarmos multiplicando o amor de Deus.

 

A primeira lição é sobre as dificuldades para avançar na obra – nenhuma dificuldade deve nos impedir de avançar.

 

Veja novamente o que está escrito: “E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.  Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra.”

 

“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.

 

Houve uma perseguição. E nesse tempo de perseguição os cristãos eram “assolados”, isto é, postos em grande aflição e agonia; as casas eram invadidas e seus moradores eram arrastados para fora e postos na prisão. E não devemos nos esquecer de Estêvão, que foi morto e de como foi morto.

Por causa da perseguição houve uma dispersão. Caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia – cidades situadas a centenas de quilômetros de Jerusalém. Mas, enquanto iam, anunciavam o evangelho, ainda que só aos judeus. Em Antioquia, alguns varões de Chipre e de Cirene anunciaram o Senhor Jesus aos Gregos.

A perseguição não os calou, e isso nos traz a lição de que as dificuldades não devem nos calar, não devem nos impedir de avançar.

Existem as dificuldades reais “fora de nós”

§  Dificuldades advindas de perseguições – Como as acima e hoje como nos países islâmicos;

§  Dificuldades porque há lugares isolados, difíceis de chegar, e às vezes até com povos hostis a estranhos;

§  Dificuldades advindas às vezes de proibição total ou restrições e controles à pregação do evangelho;

Existem as dificuldades reais nossas

§  Nosso comodismo;

§  As limitações que pensamos ter, como as que pensavam ter até alguns grandes homens de Deus na Bíblia:

·         Moisés era “pesado de língua”;

·         Gideão era da tribo menor e o menor da tribo;

·         Jeremias era muito jovem ainda – uma criança – Veja que bonito o chamado de Jeremias em 1.4-10:

 

“Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:  Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta.  Então, disse eu: Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que não sei falar; porque sou uma criança.  Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás.  Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR.  E estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca.  Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.” (Jeremias 1:4-10 RC)

 

E existem aquelas dificuldades como sendo “muros mentais” que nós mesmos “construímos”. Um exemplo é quando colocamos dificuldades dizendo: “Essa cidade é muito difícil... muitas religiões diferentes...”. E por aí vai...

 

Dificuldades existem, mas nenhuma delas deve nos impedir de avançar.

 

A segunda lição é que o Senhor quer ver interesse de nossa parte, disposição de avançar anunciando, e quando Ele o vê, então as coisas acontecem, a vitória é certa.

 

Veja novamente uma parte dos textos de Atos: “E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor”.

A mão do Senhor ser com eles quer dizer que o poder e a presença de Deus se manifestavam entre eles. A presença de Deus não era apenas parte da crença deles, era uma presença manifesta, sentida e, de certo modo, podemos dizer, “visualizada”.

Existe uma heresia denominada Deísmo, que, falando bem resumidamente, reconhece a existência de um criador, mas que esse criador abandonou a sua criação às leis pré-estabelecidas e que nada acontece, seja positivo ou negativo, por motivo da ação de sua vontade. Mas o que vemos aqui não é Deísmo, e sim Teísmo, a verdade de que Deus não só é o criador, mas também é quem sustenta e dirige a Sua criação, se manifesta.

Deus se manifesta; a mão do Senhor é conosco; o Seu poder e Sua presença são manifestos quando nós nos dispomos a fazer aquilo que Ele nos ordenou a fazer.

Veja a seguinte história: JOHN GEDDIE: MISSÃO ENTRE CANIBAIS

 

Em 1606, foi "descoberta" por Fernandez de Quiros da Espanha, uma cadeia de dezoito ilhas no Pacífico Sul, a nordeste da Austrália e ao sudeste de Nova Guiné, que foram chamadas de Novas Hébridas. Hoje formam a nação de Vanuatu. Mais de dois séculos depois, em 1839, dois cristãos enviados pela Sociedade Missionária de Londres aportaram por lá. Era o século das missões. Ásia, África e Oceania estavam sendo visitados por dezenas de jovens missionários que desejavam anunciar o amor de Deus aos seus moradores. Ocorre, que os dois missionários foram mortos e devorados por canibais que habitavam em uma das ilhas, chamada Eromanga, apenas poucos minutos após aportarem. Foi um batismo de sangue para as Ilhas Hébridas... A mesma sociedade missionária enviou outra equipe em 1842, desta feita, para a ilha de Tana. Estes não foram mortos, mas expulsos em sete meses. Os resultados, aparentemente negativos, não tiraram o ímpeto dos que desejavam ver pessoas de cultura tão distinta aos pés de Cristo. Foi, então, que em 1848 John Geddie (da igreja presbiteriana da Nova Escócia), acompanhado de sua esposa, Charlotte McDonald, e dois filhos, chegou à ilha de Anatom. Pouco tempo após sua chegada, Geddie escreveu em seu diário, em 09 de fevereiro de 1849: "Na escuridão, degradação, poluição e miséria que me rodeia, vou olhar para a frente na visão de fé para o momento em que alguns desses pobres ilhéus se unirão na música triunfante de almas resgatadas Àquele que nos amou e nos lavou dos nossos pecados em Seu próprio sangue”.

 

Depois de anos de paciente semeadura e cultivo, o missionário começou a colher alguns frutos preciosos. Ele relata com alegria quando a ordenança da Ceia do Senhor foi observada pela primeira vez na ilha. "Esta é a primeira vez", diz Geddie em uma carta, "que o amor do Redentor foi comemorado nesta terra escura. Oh! Que o tempo pode chegar em breve, quando muitos mais dos seus habitantes degradados devem se juntar a nós nesta portaria do amor”.

 

Sua oração foi finalmente atendida. Um dia, um nativo chamado Yakanui veio até o missionário. Yakanui era o maior canibal da ilha, odiado pelo povo, pois o temiam por sua ferocidade e porque também acreditavam que ele possuía poderes misteriosos que poderiam trazer ruína sobre eles.

 

Por volta de 1854 ele, que já tinha companhia de John Inglis, que chegou em 1852, escreveu com júbilo: "cerca de 3.500 selvagens [mais da metade da população] jogaram fora seus ídolos e renunciaram a seus costumes pagãos, e todos confessaram-se adoradores de verdadeiro Jeová Deus".

 

John Geddie, o "pai" das missões presbiterianas nas Ilhas dos Mares do Sul, faleceu em 1872. No seu memorial está escrito: Numa grande igreja, com capacidade para 1.00 pessoas, há uma placa comemorativa do trabalho de John Geddie, com os seguintes dizeres: 'Quando ele chegou aqui, em 1848, não havia nenhum crente; e quando ele saiu, em 1872, não havia mais incrédulos'".  

 

A terceira lição é sobre a necessidade de nunca deixarmos nossos pés se distanciarem da presença e da vontade do Senhor – Permanecer com firmeza de coração na presença do Senhor.

 

Assim diz parte do nosso texto base: E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia, o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.

Barnabé exortou sobre a necessidade de que permanecessem no Senhor com firmeza de coração. Se quisermos avançar é assim que tem que ser. Essa é a mensagem de Jesus em João 15. Veja lá os versos 1-5:

 

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.  Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.  Vós estais limpos pela palavra que vos tenho falado.  Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.  Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.” (João 15:1-5 RC)

 

 

 

E ademais, verdadeiras ovelhas de Jesus são as pessoas que o ouvem e o seguem, isto é, creem nele e permanecem nele – Veja João 10:22-30:

 

“E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno.  E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão.  Rodearam-no, pois, os judeus e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente.  Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.  Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como vo-lo tenho dito.  As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;  e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos.  Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.  Eu e o Pai somos um.” (João 10:22-30 RC)

 

            E com essa atitude, além de sermos bem sucedidos em nossa obra, veja o testemunho de Davi no Salmo 16.11: “... na Tua presença há abundância de alegrias; na Tua mão direita há delícias perpetuamente”.

 

A quarta lição é sobre a necessidade de vivermos de uma forma tal que a presença de Cristo seja percebida e reconhecida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença.

 

Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. Por que foram chamados assim? Não há outra razão senão a sua identificação prática com a pessoa de Cristo.

Ser identificado com Cristo é a vontade do Pai para nós – Veja Romanos 8.29: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.

O Apóstolo Paulo nos ensinou isso na prática – Veja Gálatas 2.20: estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”.

A presença de Cristo é percebida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença quando somos cristãos em tempo integral e não só no tempo em que estamos na igreja;

A presença de Cristo é percebida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença se, conforme disse John Piper, nós morremos com Ele na cruz, tendo o nosso pescoço quebrado, nosso topete derrubado, nosso coração de pedra trocado por um coração de carne, nosso orgulho mortificado, e se nossa vida agora é conduzida por Jesus Cristo.

            A presença de Cristo é percebida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença quando manifestamos o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

            A presença de Cristo é percebida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença quando pensamos nas e buscamos as coisas que são de cima, quando mortificamos nossa carne com suas paixões e concupiscências e nos revestimos das preciosas virtudes do reino celestial.

            A presença de Cristo é percebida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença quando deixamos de nos guiar pela nossa própria cabeça para sermos guiados por ele.

            Enquanto escrevia me lembrei de uma parte do compromisso dos Embaixadores do Rei: “Prometo: Ser leal a Jesus Cristo, viver para Ele e servi-lo sempre. Terei uma vida pura, direi sempre a verdade, corrigirei os meus erros, seguirei a Cristo, o Rei..”, e o finalzinho é assim: “... Se assim não for, para que nasci?”

            Se vivermos assim, avançaremos, nossa vida terá sentido e saberemos para que nascemos.

 

Concluindo...

 

            Meus irmãos, é tempo de avançar; ainda é tempo de avançar, e precisamos avançar.

            Tem dificuldades? Sim! Mas elas não podem nos impedir da avançar porque o Deus a quem servimos é maior que todas elas. Quando o povo de Israel estava encurralado com o mar vermelho à frente e o exército de Faraó atrás o que foi que Deus disse? “Moisés, diga aos filhos de Israel que marchem! E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco”. E o que aconteceu? O mar se abriu e o povo passou, e o exército de Faraó, querendo passar também, sucumbiu sob as águas.

            Quando eu olhava esse texto acima fiquei pensando em como Deus se ri do fato de muitos homens imaginarem que tem algum poder contra Ele e contra a obra que Ele quer realizar. Pense no próprio Moisés, por exemplo; qual a “arma” que Deus lhe deu? Uma vara. Pense em Josué quando Deus o mandou conquistar Jericó.

            DEUS: “Josué, reúna o povo e vá derrubar as poderosas muralhas de Jericó”.

            JOSUÉ: “Sim, Senhor, mas como vamos derrubá-las?”

            DEUS: “No grito” – Você vão rodear a cidade cercando-a uma vez a cada dia durante seis dias. No sétimo dia vocês vão rodeá-las sete vezes e na sétima vez os sacerdotes tocarão buzinas e o povo vai gritar, e as muralhas vão cair”

            Agora pense em Gideão quando Deus o chamou para libertar Israel das mãos dos Midianitas.

            GIDEÃO: Senhor, reuni um exército para a Missão, trinta e dois mil homens. Mas tá difícil Senhor, é muito soldado experiente (ele falava do exército inimigo); a proporção é de uma para mais de 4.

            DEUS: É verdade, Gideão, é muita gente, vamos diminuir, vamos dar um jeito de mandar embora um pouco dessa gente que você ajuntou.

            GIDEÃO: Mas, Senhor, eu disse muito soldado no exército inimigo.

            DEUS: Não Gideão, seu exército é que está grande demais.

            E Deus foi diminuindo – de 32.000 para 10.000 e de 10.000 para 300 homens. Uma proporção agora de 1 para cada 440. Mas o que aconteceu? Os 300 venceram os 132.000. Porque? Porque eles avançaram no poder de Deus e para Deus não há dificuldades.

            Então, é tempo de avançar, e há dificuldades, mas nossa atitude deve ser a de permanecer na presença do Senhor com firmeza de coração e a de vivermos de uma forma tal que a presença de Cristo seja percebida e reconhecida em nós ao ponto de sermos identificados por essa presença, e avançarmos. Seremos vitoriosos porque Deus é quem pelejará por nós.

            É tempo de avançar! Avancemos, então!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Igreja Batista em Muqui

Setembro/Outubro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O QUE FAZER PARA SER LIVRE DO PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS ETERNAS

O QUE FAZER PARA SER LIVRE DO PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS ETERNAS

 

Leiamos no evangelho segundo escreveu Mateus, capítulo 8, versículos 1-3:

 

“E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão. E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.” (RC)

 

Mateus, também chamado Levi, foi um dos apóstolos do Senhor Jesus. O oitavo citado na lista dos doze conforme vemos neste mesmo evangelho, capítulo 10, versos 2 a 3. Vamos ver?:

 

“Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;  Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu;  Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.” (RC)

 

Era um publicano, um cobrador de impostos para o governo romano, e, por isso, desprezado por muitos judeus. Entretanto, apesar disso, Jesus o chamou para fazer parte de Seu ministério, e quando os fariseus viram Jesus na casa de Mateus, comendo, e que ali estavam também com ele muitos outros publicanos e pecadores, fizeram como talvez nós também faríamos: questionaram aquela atitude; mas questionaram em tom de reprovação, sem o real interesse de entender. A resposta de Jesus foi: “não necessitam de médico os sãos, e sim os doentes” – “por que eu estou aqui ao invés de na casa de algum de vocês? É porque estes aqui sabem que são pecadores e se reconhecem como tais, enquanto vocês não”.

 

Pois bem, foi esse Mateus quem registrou essa pequenina história que temos diante de nós. Mas é uma história acerca de cura de lepra... O que podemos aprender com uma história como essa? Bem, podemos aprender muita coisa, como por exemplo:

 

Ø  Agradecer a Deus o fato de não sermos leprosos;

Ø  A ter compaixão das pessoas que tem enfermidades ou até outros problemas degradantes como a lepra, problemas que fazem as pessoas socialmente marginalizadas... ter compaixão e não simplesmente nos afastarmos delas;

Ø  Podemos aprender também que Jesus tem poder para curar o incurável (lepra era incurável)

 

Mas as lições nas quais quero refletir são outras e, creio que os irmãos sabem, ou pelo menos desconfiam disso.

 

Lepra na Bíblia é também um símbolo do pecado. Alguém (Mario Persona - www.3minutos .net/2010/07/209-lepra-e-pecado.html), fazendo uma associação entre lepra e pecado, escreveu com muita propriedade que a lepra era uma doença humanamente incurável e que, por isso, ela figurava essa terrível enfermidade espiritual – o pecado. E depois ele diz o que coloco abaixo de forma adaptada:

Ø  A lepra é a doença mais antiga mencionada – o pecado assola a humanidade desde o Éden;

Ø  A lepra é contagiosa – o pecado passou a todos os homens;

Ø  A lepra corrompe o corpo, compromete os nervos e tira a sensibilidade da pele, o que expõe o leproso ao risco de se mutilar sem perceber – o pecado corrompe o ser humano e o torna insensível à sua própria destruição. O pecado é como um anzol que fisga o homem e o arrasta para a inevitável morte, enquanto ele se debate para permanecer vivo. E não acaba aí. No livro de Hebreus diz que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo". Hb 9:27. Se a morte física determina o fim de toda esperança nesta vida, o juízo de Deus sela nosso destino eterno. Esta palavra, "juízo", não é no sentido de um julgamento para ver se o homem é ou não pecador, se merece ou não a condenação, pois pecadores culpados todos nós somos por natureza. No juízo, Deus irá lavrar a sentença eterna para aqueles que não tiveram seus pecados lavados pelo sangue de Jesus.

 

Nossa reflexão nesta noite, então, é sobre o pecado; mais precisamente sobre o que precisamos fazer se quisermos nos ver livres desse mal e de suas terríveis e eternas consequências para a nossa alma. E isso podemos aprender com essa história, obviamente associada ao ensinamento bíblico geral sobre a questão.

 

Então vamos lá; qual deve necessariamente ser a nossa primeira atitude? É a seguinte:

 

É necessário que nos reconheçamos pecadores

 

Há quem não se reconheça pecador, ou pelo menos tem o pensamento de que não é tão pecador assim principalmente quando se compara a outros pecadores.

 

Em Lucas 18:9-14 Jesus conta uma história justamente para chamar a atenção de alguns que confiavam em si mesmos crendo que eram justos em si mesmos e que por isso desprezavam os outros. Veja:

 

“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo.  O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (RC)

 

Quem desceu justificado? Quem se reconheceu pecador.

 

Outros exemplos possíveis:

 

Ø  A parábola do filho pródigo – O irmão do filho pródigo pensava que por nunca ter saído da casa do pai não era pecador, pelo menos não tão indigno quanto seu irmão;

Ø  A história de Zaqueu, o publicano (como Mateus) – Pessoas murmuravam porque Jesus entrara para ser hóspede de Zaqueu, um pecador. Acontece que justamente Zaqueu foi quem se reconheceu pecador e foi salvo por Jesus;

 

Então, a primeira atitude é que nos reconheçamos pecadores. Assim como aquele homem sobre o qual lemos no início sabia que ele era um leproso nós também precisamos saber e reconhecer que nós somos pecadores. E qual é a segunda atitude? É a seguinte:

 

É necessário que sejamos humildes de espírito e que reconheçamos nossa insuficiência para nos livrarmos dessa lepra que é o pecado.

 

O sermão da montanha Jesus o começa com as chamadas bem-aventuranças. E a primeira bem-aventurança é “bem-aventurados os pobres (ou humildes) de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

 

“Pobres” ou “humildes” é tradução de “ptochos” que é uma palavra que indica alguém que foi reduzido a uma pobreza tal que depende da esmola de outras pessoas.

 

Pois bem, espiritualmente todos somos assim pobres, nada temos. SOMOS, independentemente de reconhecermos ou não.

 

O publicano que subiu ao templo para orar junto com o fariseu, anteriormente citado, reconheceu...

 

O filho pródigo reconheceu...

 

Paulo reconheceu:

 

“Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.  E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.  De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.  Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.  Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.  Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.  Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.  Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.  Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?  Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.” (Romanos 7:15-25 RC)

 

O leproso reconheceu sua insuficiência e foi falar com Jesus...

 

Nós precisamos reconhecer a nossa insuficiência, a nossa total, completa insuficiência. Essa é a segunda atitude. Mas ainda tem uma terceira, e depois dela quero terminar:

 

É necessário que busquemos ajuda, mas é preciso buscar na pessoa certa.

 

Quando Jesus desceu do monte ele não estava sozinho. Diz o texto que seguiu-o uma grande multidão. Mas qual foi o alvo do leproso? O alvo foi Jesus – a pessoa certa.

 

A pessoa certa se queremos ser livres do pecado e suas consequências eternas para nossa alma, é Jesus.

 

João Batista, o profeta maior que todos os profetas, segundo o próprio Jesus, quando começaram a pensar se não era ele o Cristo, disse enfaticamente que não era ele e que ele não era digno de sequer desatar as correias das sandálias do Cristo, que é Jesus. E depois disso, ao ver vindo Jesus, João Batista aponta para ele e diz ser ele o Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo.

 

Pedro, o apóstolo, tão querido por todos que até por muitos é considerado como tendo sido o primeiro Papa, disse e Lucas registrou em Atos 4.12, que não é no nome dele, nem no de André seu irmão, nem no de João Batista, nem no de Tiago, nem no de José, nem no de Maria e nem no de quem quer que seja que há salvação, a não ser no nome de Jesus. Ele não citou nomes, sabemos, nem esses e nem nenhum, mas se disse que em NENHUM outro há salvação porque NENHUM outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos, então todos os nomes estão implicitamente citados.

 

EU SOU o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai SENÃO POR MIM, disse Jesus.

 

Escrevendo aos Romanos, no verso 16 do capítulo 1, Paulo diz não se envergonhar do evangelho, porque O EVANGELHO é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Agora veja em 1 Coríntios 15.1-8 o que Paulo diz ser esse evangelho:

 

“Também vos notifico, irmãos, o evangelho que vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis;  pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão.  Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,  e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,  e que foi visto por Cefas e depois pelos doze.  Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.  Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos  e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo.” (1 Coríntios 15:1-8 RC)

 

O Evangelho é Cristo crucificado, morto e sepultado mas ressuscitado ao terceiro dia para a nossa redenção. Cristo Jesus e não outro é a pessoa certa.

 

Concluindo

 

Abra sua bíblia em João 5. Nos versos 39 e 40 encontramos Jesus dizendo a algumas pessoas:

 

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. E não quereis vir a mim para terdes vida”.

 

Em outras palavras, Jesus está dizendo: “Vejo que vocês estão examinando as Escrituras, e sei que a razão é que vocês creem que podem encontrar nelas a vida eterna. Tá certo! Mas percebam uma coisa: as Escrituras testificam de mim; sou eu o enviado de Deus para dar a vida eterna; mas vocês não querem vir a mim...”

 

E você que está aqui hoje, quer a vida eterna? Quer viver a eternidade com Deus e não longe dele? Então:

 

Ø  Reconheça que você é pecador;

Ø  Reconheça sua insuficiência para se livrar do pecado;

Ø  E busque a pessoa certa – Jesus.

 

Porque tem que ser assim? Porque assim Deus diz em Sua Palavra. Isso não é papo de pastor evangélico que quer você na igreja dele. NÃO! Isso é a verdade revelada nas Escrituras. E tudo isso demanda fé, crer em Deus e Sua Palavra, crer em Cristo.

 

Você crê? E se você crê, não gostaria de dar esses passos nesta noite?...

 

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui, Setembro de 2016

sábado, 3 de setembro de 2016

CARTA ROTEIRO DA SALVAÇÃO

CARTA ROTEIRO DA SALVAÇÃO

 

            Caro amigo,

 

            Você crê que a Bíblia é a Palavra de Deus?

            Se você crê, mesmo que sua crença não seja ainda tão forte, farás bem em tomar conhecimento de algumas verdades que ela nos transmite.

 

            PRIMEIRA VERDADE:

 

            Ela, a Bíblia, a Palavra de Deus, nos transmite a verdade de que todos nós somos pecadores.

            Você encontra esta informação em Romanos 3.23, que diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23 RC)

            Em Gálatas 5.19-21 encontramos vários exemplos de manifestações de pecado: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5:19-21 RC)

            São só alguns exemplos, após os quais é dito que não herdarão o Reino de Deus os que vivem na prática dessas coisas.

            Há muitos outros trechos da Bíblia em que pecados são citados e tratados como coisa grave diante de um Deus que é Santo. Mas, digamos assim, o principal pecado é o pecado da incredulidade. Jesus, no evangelho de João, ao anunciar que voltaria para o Pai, mas enviaria o Espírito Santo, disse que Ele, o Espírito Santo, convenceria o homem, dentre outras coisas, do pecado, e acrescenta: “porque não creem em mim” – O pecado de não crer, o pecado da incredulidade, é objeto de especial atenção do Espírito Santo.

            Então, todos somos pecadores – essa é a primeira verdade.

 

            SEGUNDA VERDADE:

 

            Ela, a Bíblia, a Palavra de Deus, nos transmite a verdade de que, por causa de nossos pecados, fomos/somos condenados.

            Voltando a Romanos 3.23, logo após sermos informados que todos pecamos, somos também informados que destituídos fomos/estamos da glória de Deus. E em Romanos 6.23 aprendemos que o resultado de uma vida vivida no pecado é a morte. Veja: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23 RC). Morte aqui, além da morte física literal, que passou a imperar após Adão e Eva pecarem, significa também, e talvez principalmente, separação de Deus – o resultado de uma vida vivida no pecado, sem a redenção de Cristo, é viver eternamente separado de Deus.

            Em Lucas 16.19-31, lemos sobre uma condenação a um lugar e estado de tormento eterno. Veja: “19 Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. 20  Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. 21  E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. 22  E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. 23  E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. 24  E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25  Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. 26  E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. 27  E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, 28  pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. 29  Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. 30  E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. 31  Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.” (Lucas 16:19-31 RC)

 

            TERCEIRA VERDADE:

 

            Podemos ser salvos! Felizmente, a Bíblia, a Palavra de Deus, também nos informa que Deus providenciou um meio para nossa salvação. Em João 3.16 lemos que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Em 1 Coríntios 15.3-4 lemos que Cristo morreu pelos pecadores. Veja: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,” (1 Coríntios 15:3-4 RC).

            Então, LOUVADO SEJA DEUS! Não precisamos continuar condenados e perdidos, Deus tem salvação para nós.

 

            QUARTA VERDADE:

           

            A verdade sobre o que é necessário, de nossa parte, nessa obra de salvação. Vejamos:

           

Ø  Arrependimento

 

Arrependimento é mudança de mente, atitude e sentimento em relação ao pecado. Veja Isaías 55.6-7: “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” (Isaías 55:6-7 RC).

Veja também esses outros trechos das Escrituras:

 

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” (Atos 3:19 RC)

 

“... agora, folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para o arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” (2 Coríntios 7:9-10 RC)

 

Ø  Fé – é preciso crer em Jesus.

 

Em Atos 16.31, respondendo ao carcereiro de Filipos sobre o que fazer para ser salvo, Paulo e Silas lhe dizem quer ele deveria crer no Senhor Jesus.

Veja Também João 5.24 e 6.47:

 

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24 RC)

 

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” (João 6:47 RC)

 

Arrependimento e fé, essas são as duas coisas principais, que aqueles que forem alcançados pela graça salvadora do Senhor Jesus irão experimentar e manifestar. E a bíblia diz que aqueles que assim se arrependem e creem no Senhor Jesus, hão de fazer-lhe confissão de pecados, invocar o Seu nome, recebê-lo em suas vidas como Salvador e Senhor, e serão salvos. Veja os seguintes trechos:

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9 RC)

 

“Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Romanos 10:9-10 RC)

 

“... todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Romanos 10:13 RC)

 

“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,” (João 1:12 RC)

 

Preste bem atenção meu amigo, ISTO é o que diz a Palavra de Deus. O que passa disto é de procedência maligna. Obras, méritos pessoais, não salvam ninguém. Em Efésios 2.8-10 lemos que apesar de Deus ter preparado de antemão as boas obras para que andássemos nelas, somos salvos não por causa delas ou por elas, mas pela graça de Deus.

 

QUINTA VERDADE:

 

Esta quinta verdade é também a última nessa nossa proposta de reflexão, e é a verdade de que, quando, alcançados pela graça, nos arrependemos de nossos pecados e cremos em Jesus, unicamente nele, como Salvador e Senhor, então ele realiza uma obra em nós e a nosso favor.

Em Atos 10.43, falando sobre Jesus, que foi pelo Pai constituído juiz dos vivos e dos mortos, lemos que dele dão testemunho todos os profetas de que quem nele crê recebe perdão dos pecados pelo seu nome.

Em 2 Coríntios 5.17 lemos que Deus regenera aquele que está em Cristo, fazendo dele uma nova criatura.

Em Hebreus 10.16-17 lemos que Deus se esquece de nossas iniquidades.

Em João 1.12 lemos que Deus torna o pecador Seu filho.

Em João 5.24 e 6.47 lemos que Deus dá ao pecador a vida eterna.

E, fechando esse ponto, obviamente sem esgotar todo o alcance da obra de Cristo a nosso favor, cito como exemplo o que aconteceu com pessoas que creram lá na cidade de Éfeso no tempo de Paulo:

 

“1 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, 2  em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; 3  entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. 4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, 5  estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 6  e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; 7  para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.” (Efésios 2:1-7 RC)

 

Meu caro amigo, encerro essa reflexão recomendando a você a que entregue hoje mesmo a sua vida a Jesus. Entretanto, caso queira deixar para mais tarde, também poderá fazê-lo. Fica, porém, o alerta de Hebreus 3.15 e Tiago 4.14:

 

“Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.” (Hebreus 3:15 RC)

 

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.” (Tiago 4:14 RC)

 

Na graça e pela graça,

 

Seu amigo,

 

Walmir Vigo Gonçalves (Pr.)