domingo, 26 de maio de 2013

Estudos no Sermão do Monte / parte 23 - Vivendo a Vida Reta

 

VIVENDO A VIDA RETA

 

Estudos no Sermão do Monte – parte 23

Livro base para estes estudos: Estudos No Sermão do Monte, de Martyn Lloyd-Jones

 

01. Creio que todos já percebemos que o Sermão da Montanha pode ser dividido em algumas seções.

02. A primeira seção compreende os versos 3 a 12 do capítulo 5, e contém as bem-aventuranças, que são, como já vimos, a descrição do “crente” – O “crente” é assim; todo “crente” é assim, isto é, todo indivíduo que foi verdadeiramente alcançado pela graça manifesta estas características, todas elas; faz parte da obra de Deus em sua vida porque estas são características do cidadão do reino dos céus.

03. A segunda seção está nos versos 13 a 16 do capitulo 5, e mostra como esse crente reage no mundo – no mundo ele é sal e é luz.

04. A terceira seção vai do verso 17 ao 48 do capítulo 5 e aborda a relação entre o crente e a lei de Deus, não conforme interpretada e ensinada pelos escribas e fariseus, mas conforme a correta interpretação e ensino do Senhor Jesus.

05. Todas essas seções nós já tivemos oportunidade de estudar e os estudos estão divulgados em nosso blog para qualquer que queira ver ou rever.

06. Chegamos agora a uma outra seção, que compreende todo o capítulo 6, onde poderemos perceber dois lados da vida do crente neste mundo.

a.    No primeiro, nos versos 1 a 18, está retratada a vida religiosa do crente, coisas que dizem respeito, diretamente, ao seu relacionamento com o Senhor.

b.    E no segundo, a partir do verso 19, está retratada sua vida em sua relação para com a vida em geral, como uma pessoa que preocupa-se com alimentação, vestuário, abrigo, etc.

07. Essas são as duas grandes divisões deste capítulo de Mateus 6: aquela porção estritamente religiosa, que envolve a vida cristã; e a porção “mundana”.

08. Convém-nos perceber também, logo de início, que este capítulo de Mateus é extremamente perscrutador, isto é, extremamente penetrante e examinador – e os examinados somos nós.

a.    Podemos até dizer, que, atentando bem para o que ele nos diz, trata-se de uma porção bem dolorosa e desconfortante para nós, e, podemos até dizer, promotora de auto-humilhação por nos fazer perceber o quão falhos somos em nossas motivações e até em nossa fé. Aliás, todas as vezes que fazemos um autoexame à luz das Escrituras e não à luz do comportamento de nossos “colegas de caminhada cristã”, percebemos o quão falho nós somos, e somos muitas vezes humilhados ao descobrirmos que pensávamos de nós mesmos como o fariseu de Lucas 18 pensava de si, mas que, na verdade, não somos melhores que um publicano[1]. Mas o problema é que são raras as vezes que fazemos esta análise,

     se é que a fazemos alguma vez.

09. Em breve vamos começar a examinar a primeira divisão deste capítulo e, desde já, devemos atentar para o fato de que o primeiro verso serve de introdução à mensagem contida nos versículos 2 a 18, uma espécie de “declaração do tema” a ser discorrido a partir dali até certo ponto. Jesus inicia anunciando o princípio (regra) geral que deve governar a vida do crente e logo após passa a nos oferecer três ilustrações desse princípio, que envolvem as questões da doação de esmolas, da oração e do jejum. E também devemos atentar que nossa atenção deve ser voltada aqui mais para o princípio apresentado do que para as ilustrações oferecidas. O princípio não está limitado a estas ilustrações, antes, ele deve ser estendido a muitas outras atitudes/atividades do crente, como a pregação do evangelho, por exemplo, que não deve ser feita “para ser vista pelos homens”; ou a participação musical, o ensino na EBD...

10. Bem, como falamos do primeiro verso como sendo uma espécie de “declaração do tema”, vamos dar uma olhada nele em duas versões, para esclarecermos uma dúvida que pode surgir:

a.    Versão ARC: “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 6:1 RC)

b.    Versão ARA: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” (Mateus 6:1 RA)

11. O que acontece é que às vezes, entre as versões bíblicas, temos algumas “variantes textuais”; a palavra utilizada pode ser diferente, mas a mensagem permanece a mesma (obviamente estou falando de versões sérias da bíblia...). Em nosso meio creio que a versão bíblica predominante é a ARC, mas nesse caso, a melhor versão é a da ARA. Parafraseando fica assim: Cuidem para não exercer os vossos deveres religiosos com a finalidade de serem vistos pelos homens, porque se assim o fizerem, não tereis galardão diante de Deus. Então, quando vocês derem algo a outra pessoa necessitada... (e prossegue citando os exemplos/ilustrações).

12. Repetindo/enfatizando, o mais importante aqui é o princípio que Jesus está apregoando. Qual é ele? R: qualquer coisa que fizermos que não a façamos para sermos vistos / elogiados / valorizados... por quem quer que seja.[2]

13. Com esse princípio em mente, pensemos agora em algumas questões:

 

Primeira questão: a natureza delicada da vida cristã.

 

14. A vida cristã é de natureza delicada porque às vezes dá a impressão de ser autocontraditória, porque parece abordar, ao mesmo tempo, duas ideias em que uma exclui a outra.

15. Por exemplo, um pouco antes, em Mateus 5.16, o que lemos? Lemos: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. E aqui, no mesmo sermão, encontramos Jesus dizendo para nos guardarmos de exercer nossa justiça diante dos homens com o fim de sermos vistos por eles.

16. E agora? Se eu tiver de dar esmolas em segredo, se eu tiver de orar em segredo, se eu tiver de jejuar em segredo e se eu tiver que fazer outras coisas mais em segredo, como é que os homens poderão observar as minhas boas obras e como poderão contemplar luz que estará brilhando em mim?

17. Obviamente sabemos que não há uma contradição real. A questão toda se resolve quando observamos não apenas a “ordem”, mas também o “motivo”; a questão não é “fazer” ou “deixar de fazer”, a questão é “por que / por qual motivo fazer”. E o motivo é “a glória de Deus” e não “a nossa glória”.

18. Nas palavras de Lloyd-Jones, “o crente não deve desejar ser um espetáculo admirado pelos homens, e nunca deveria estar cônscio (ciente) de sua própria importância”.

19. Por outro lado, o crente jamais deve se recolher ou ter um cuidado tal que as pessoas até pensem que ele nada faz.

20. Nem um extremo e nem outro, e é por isso que a vida cristã é de natureza delicada.

 

Segunda questão: a grande escolha da vida é sempre a escolha entre agradarmos a nós mesmos ou a Deus.

 

21. Por que fazemos as coisas que fazemos?

22. Por que você contribui mensalmente com uma cesta básica para alguma família necessitada?

23. Por que você vai à casa das pessoas para orar por elas?

24. Por que você procura dar “o melhor de si” na preparação de uma lição da EBD?

25. Por que eu procuro dar o “melhor de mim” na preparação de um sermão?

26. Por que...? E aqui poderia ser alistada uma série de outras coisas que fazemos.

27. Se não for para agradar a Deus, é para agradar a quem?

28. Alguém poderia dizer que é para agradar aos homens e nós mesmos podemos pensar assim.

a.    Aquela visita eu a fiz para agradar ao irmão visitado e aos irmãos em geral;

b.    Esse culto eu o programei desta forma para agradar aos irmãos mais idosos;

c.    Aquele outro culto eu o programei daquela forma para agradar aos irmãos mais jovens;

d.    E por aí vai...

29. Mas, em última instância, o grande motivo é agradarmos, se não a Deus, a nós mesmos.

a.    Posso pensar em agradar alguns ao fazer uma visita, mas em última instância é a mim mesmo que quero agradar porque quero que pensem bem de mim;

b.    Ao programar um culto para agradar alguns, na verdade é a mim mesmo que quero agradar porque quero que pensem bem de mim, que me elogiem;

c.    Ao me esmerar num sermão, se penso em agradar pessoas, na verdade quero agradar é a mim mesmo porque quero que essas pessoas “me vejam com bons olhos”.

d.    E por aí vai...

30. E nenhum de nós está totalmente isento disto[3].

31. Então, a grande escolha da vida com a qual nós estamos constantemente lutando é sempre entre agradar o “eu” ou a Deus; entre agradar o “ego” humano pessoal ou a Deus.

32. E é aí que, se refletimos bem, percebemos o caráter traiçoeiro do pecado. Aquilo que parece isento de egoísmo pode ser apenas uma sutilíssima forma de egoísmo.

a.    E devo refletir sobre isso pensando em mim e não “no outro”. Eu devo pensar EM MIM e você deve pensar EM VOCÊ.

33. E é aí que, se pensarmos bem, se fizermos uma correta autoanálise, somos humilhados, porque as pessoas podem estar pensando bem de nós, nos louvando, e nós mesmos podemos assim estar procedendo a nosso respeito, e Deus estar nos reprovando.

34. É fato, e isso se percebe até mesmo pelas exortações sobre o assunto encontradas na Santa Palavra, que o ser humano, em sua carne, em geral, anela muito mais por aprovação/louvor que vem de seus semelhantes humanos do que aquele que vem só de Deus.

a.    Queremos ser aprovados/louvados por Deus, obviamente,

b.    mas e se for só por Deus e ninguém mais?

c.    Se ninguém mais “concordar” conosco, apenas Deus,

d.    se nossos amigos nos acharem “caretas”, sem graça, obtusos, quadrados, por causa de querermos viver uma vida de fidelidade a Deus, qual a nossa reação/atitude?

35. Então a grande questão é a quem queremos agradar: se não é a Deus é, em última instância, a nós.

36. Guardai-vos de praticar as vossas obras de justiça diante dos homens com a intenção de serdes vistos/elogiados/louvados por eles, disse Jesus, mas, se for para a glória de Deus, para que os homens glorifiquem a Deus, então que vejam. Seremos louvados? Talvez... mas que esse não seja nosso objetivo.

37. Como terminar essa parte? Só encontro uma forma: com as palavras do Apóstolo Paulo em Romanos 7.18-25:

 

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.  Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.  Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus.  Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.  Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?  Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.” (Romanos 7:18-25 RC)

 

38. E logo depois Paulo vai confessar que ele só não está condenado porque está EM CRISTO, ao dizer que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

a.    Percebem o quão miseráveis somos sem Cristo?

b.    Lembram-se de quando estudamos que bem-aventurados são os humildes de espírito porque é a estes que pertence o reino dos céus?...

 

Terceira questão: o mais importante para nós nesta vida é nos conscientizarmos de nosso relacionamento com Deus.

 

39. Constantemente nos esquecemos do nosso relacionamento com Deus, e essa tem sido a maior causa de nossos fracassos.

40. Se um dia fomos alcançados pela graça, nos convertemos a Deus por intermédio de Jesus, temos um relacionamento com Deus. Um relacionamento onde, na linguagem do Salmo 95, Ele é o criador e nós as Suas criaturas; Ele é o nosso Deus e nós ovelhas que estão debaixo de Seu pastoreio. Não nos esqueçamos disto! E com isto em mente:

a.    Estejamos sempre conscientes de que nosso supremo objetivo nesta vida é agradá-lO em todas as coisas; nosso objetivo é a Sua glória e não a nossa.

                                  i.    Jesus é o nosso maior exemplo. Ele viveu inteira e exclusivamente para a glória do Pai. Ele declarava de si mesmo: “não busco a minha própria glória, mas a glória dAquele que me enviou”. E, talvez porque alguns homens não compreendiam e não aceitavam essa sua atitude de humildade, ele dizia a respeito deles: “Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros e não buscando a honra que vem só de Deus?” (João 5:44 RC)

b.    Estejamos conscientes de que sempre estamos na presença de Deus; sempre estamos debaixo de sua vista.

                                  i.    Nas palavras de Lloyd-Jones:

 

Ele contempla cada uma de nossas ações, e, de fato, lê cada um de nossos pensamentos. Em outras palavras, se você acredita na vantagem de ter pequenos quadros emoldurados com textos bíblicos, em alguma posição proeminente... não há melhor texto do que este: “Tu és Deus que vê” (Gênesis 16.13). Deus está em toda parte... Deu tudo vê. Ele conhece o seu coração, ao passo que as outras pessoas não o conhecem. Você pode enganar ao próximo, persuadindo-o de que está agindo com altruísmo; mas Deus conhece o seu coração. Disse nosso Senhor Jesus certa vez aos fariseus: “vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; pois aquilo que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus” (Lucas 16.15). Ora, nesse versículo encontramos um óbvio princípio fundamental para todos os aspectos de nossa vida. Algumas vezes sinto que não há melhor maneira de se viver, de se tentar viver santamente, consagrados a Deus, do lembrando constantemente de que Deus nos vê. Ao nos levantarmos pela manhã, imediatamente nos deveríamos recordar e relembrar de que estamos na presença de Deus. Não nos prejudica dizermos a nós mesmos, antes de passarmos a qualquer ação: “Durante todo o decurso deste dia, tudo quanto eu fizer e disser, e também tentar fazer, pensar e imaginar será feito sob os olhos de Deus. Ele estará comigo, pois vê todas as coisas. Ele sabe de tudo. Nada existe que eu possa fazer ou tente fazer que Deus não tenha plena consciência. “Tu é Deus que vê”! se fosse aplicado, esse princípio poderia revolucionar as nossas vidas, se ao menos sempre agíssemos assim.

 

                                ii.    Assim lemos no Salmo 139:

 

“SENHOR, tu me sondaste e me conheces.  Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.  Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.  Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.  Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão.  Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir.  Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?  Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também;  se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,  até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.  Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.  Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.” (Salmos 139:1-12 RC)

 

                               iii.    Sendo assim, não adianta eu fazer qualquer coisa contrária aos princípios do evangelho estando longe da vista dos irmãos. Deus está ali, Deus vê[4].

 

41. Se um dia nós fomos alcançados pela graça, nos convertemos a Deus por intermédio de Jesus, temos um relacionamento com Deus. Antes de ser um relacionamento com a igreja é um relacionamento com Deus e precisamos viver de forma que Deus seja honrado através de nossas vidas.

42. Se todos, a começar por mim, trabalhássemos para que essa fosse uma consciência sempre presente, então haveria uma mudança revolucionária na vida de cada um de nós e, consequentemente, na vida da igreja, porque o homem, servo de Deus, que se dá conta verdadeiramente dessa realidade, breve será visto abrigando-se à sombra de Cristo e Sua cruz, rogando que o Espírito de Deus venha enchê-lo.

 

43. Essas são questões básicas que envolvem essa declaração geral de que não devemos praticar nossa justiça, ou os nossos deveres cristãos, diante dos homens para sermos vistos por eles. E atrelada a essa declaração geral vem a primeira ilustração fornecida por Jesus, que é a das esmolas que dermos; mas isso já é assunto para o próximo estudo.

 

Referência principal:

Estudos no Sermão do Monte – Martyn Loyd-Jones – Editora Fiel

 

 

Muqui – Maio de 2013


[1] Só para ver o quão falhos somos em nos analisar corretamente: acusamos os políticos, os policiais  outros mais de outras classes de serem corruptos, de se

deixarem corromper... Mas nós também às vezes não o somos? Quando pagamos propina ao policial não estamos sendo corruptos? E quando pagamos por CDs, DVDs, softwares... piratas?...

[2] Podemos até ser, e vamos agradecer se o formos... Mas esse nunca deve ser o nosso objetivo. A natureza humana se inclina para tal atitude, mas devemos

combater esse mal em nossa carne.

[3] Eu não estou e tenho grande dificuldade com isso; eu me agito interiormente, gemo em meu espírito por querer estar isento, mas saber que não estou.Uma

confissão: No tempo que trabalhei em Foz do Iguaçu tinha que dar relatórios mensais. Todos do “ministério colegiado” tínhamos que fazê-lo, com exceção do “pastor sênior” (ou pastor principal). Era muito difícil pra mim, porque o que eu queria mesmo relatar eram as minhas deficiências, o que eu deveria ter feito e que não fiz – mas como fazer isso e “manter o ministério”?

[4] Outro dia determinada pessoa a quem eu não conhecia e que também não me conhecia, em um encontro de família em que estive presente, ficou toda

constrangida ao lhe informarem que eu era pastor. Seu constrangimento se deu porque havendo ali apenas refrigerante esta pessoa, longe sua igreja, foi a um estabelecimento comercial e comprou para si uma garrafa de bebida alcoólica e estava bebendo quando lhe informaram a meu respeito. Mas de que adianta?...