terça-feira, 29 de setembro de 2009

LIBERTOS... POR JESUS

LIBERTOS... POR JESUS

 

"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão." (Hebreus 2:14-15 RC)

 

1.    Ultimamente temos falado bastante sobre morte. Espero que não seja um prenúncio, principalmente acerca da MINHA morte (rsss).

2.    O objetivo não é aterrorizar, mas levar a uma reflexão e uma decisão que fará com que tal acontecimento natural e inevitável enquanto Cristo não retornar, tenha um significado diferente, como teve para Moody. Quando Moody estava nos derradeiros momentos de sua existência terrena, segundo alguém que anotou suas palavras, ele assim se expressou: "O mundo está recuando. Os céus estão se abrindo. Deus está chamando e eu devo ir. Este é o meu triunfo, é o dia da minha coroação"

3.    Que fantástica expressão de completo destemor, de fé em Deus. Vale a pena repetir, com destaque:

 

"O mundo está recuando.

 Os céus estão se abrindo.

Deus está chamando e eu devo ir.

Este é o meu triunfo, é o dia da minha coroação"

 

4.    Em um livro que estou lendo há uma referência a Rupert Brooke, que também, cheio de fé, exclamou:

 

"Minha ida está segura,

Secretamente armada contra todos os esforços da morte;

Segura apesar da perda de segurança;

Segura onde os homens caem;

E, se estes pobres membros morrerem, mais segura ainda"

 

5.    Em Cristo Rupert Brooke, conforme ele se expressa, se sentia seguro aqui, neste mundo, e mais seguro ainda com respeito ao porvir,com respeito à vida após a presente existência.

6.    Diferentemente de Moody e Rupert Brooke, uma moça, bem antes de morrer mas já pensando na morte, exclamou, horrorizada: "Quando eu morrer, o meu vestido bonito me acompanhará dentro do caixão e as minhas amigas me acompanharão até o cemitério. Mas depois estarei completamente sozinha!"

7.    Como essa moça, muitos há que, vez por outra, por algum motivo, são assaltados pelo pavor da morte. Dizemos que "morrer faz parte da existência" mas não conseguimos aceitar esse fato. Talvez a razão seja porque não fomos feitos para morrer.

8.    Há muitos que procuram amenizar o pavor da morte a qualquer custo, e, nessa procura, aceitam opiniões as mais diversas.

9.    Entretanto, apenas Jesus pode nos libertar desse pavor.

10. Tomando como base Hebreus 2.14 e 15, atentemos para algumas questões sobre a morte.

11. Antes porém, leiamos o texto novamente:

 

"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão."

 

I. A morte foi introduzida no mundo por obra do diabo.

 

1.    Entendemos pela Palavra de Deus que o homem era, originalmente, imortal.

2.    Foi por obra do diabo, quando levou o homem a pecar, que o homem passou a morrer.

3.    Veja os seguintes textos:

 

"Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gênesis 2:15-17 RA)

 

"Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim." (Gênesis 3:1-8 RA)

 

"... por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram." (Rom. 5:12 RC)

 

"... o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rom. 6:23 RC)

 

4.    Esses trechos bíblicos deixam bem claro que foi por obra do diabo que a morte tornou-se realidade para a humanidade. Passemos então adiante.

 

II. Cristo, pela morte, aniquilou aquele que tinha o império da morte.

 

1.    Com essa afirmação não se quer dizer que o diabo foi aniquilado de maneira que cessou sua existência. Ele ainda existe e continuará a existir. Seu destino final é o lago de fogo (Ap. 20.10)

2.    A palavra grega que foi traduzida aqui por aniquilar ou destruir é, segundo o léxico de strongs, katargeo, e tem o sentido de tornar indolente, desempregado, inativo, inoperante, ineficiente, enfraquecido, sem influência ou poder...

3.    O que se quer dizer então é que o diabo está incapacitado de agir, não tem mais poder sobre aquele cuja vida já está escondida com Cristo em Deus e que não dá mais lugar a ele (o diabo). Ele pode tentar, instigar perseguição, mas não pode nos tocar e nem "apavorar-nos em face da morte", porque a nossa expectativa não é mais de juízo, mas de salvação em Jesus.

4.    Se você é de Deus, e de Deus é aquele que recebeu na vida a Seu filho, Jesus, pela fé e o segue perseverantemente ainda que isso implique em sacrifício de prazeres, hábitos, alvos e ambições nos quais a vida estava entrelaçada anteriormente, então o diabo não tem mais poder eficaz sobre sua vida. Ele pode lhe tentar, mas não pode lhe tocar, e ele não pode mais lhe apavorar, nem em face da morte, porque em seu coração agora há a certeza de finalmente à glória onde o próprio Cristo está.

5.    Mas isso é se você é de Deus! Você é de Deus? Você já, arrependido de seus pecados, recebeu a Jesus pela fé?

6.    Se você é de Deus, em Cristo, então tem mais uma promessa no texto para você:

 

III. Cristo te livra do medo da morte.

 

1.    O medo da morte, diz o texto, gera servidão - escravização

2.    O medo da morte escraviza até as pessoas mais "sofisticadas".

3.    Os gregos, donos dos maiores argumentos filosóficos do passado, lutaram arduamente para dissipar esse temor, mas não obtiveram sucesso. Sêneca argumentou valentemente contra esse medo, mas não pôde deixar de confessar: "Se você tomar um jovem ou alguém de meia idade ou um idoso, verá todos igualmente temerosos da morte".

4.    O escritor da carta aos Hebreus, entretanto, via mais do que Sêneca ou os demais filósofos da época.

a.    Ele via o que estava além da morte.

b.    Ele sabia que o momento decisivo final do homem é o julgamento, e não a morte. (O problema não é morrer, o problema é ser, após a morte, no julgamento final, condenado a um estado eterno infernal)

5.    E é aí que Cristo entra como aquele que pode livrar todo o que está escravizado pelo medo da morte.

6.    De que forma?

7.    Abolindo a morte?

8.    Não!

9.    A maneira de Cristo nos livrar do medo da morte é através do que a Bíblia ensina como sendo Justificação.

10. Jesus torna justo diante de Deus aquele que vai a ele. E uma vez justificada, essa pessoa não será condenada no julgamento, e, resolvido esse problema, que na verdade não está na morte, mas após ela, já não haverá mais razão para o pavor, senão para esperança:

a.    Esperança da segunda vinda triunfante de Cristo;

b.    Esperança da ressurreição dentre os mortos;

c.    Esperança de salvação;

d.    Esperança da vida eterna

11. É por isso, por causa desta justificação que liberta e que substitui o medo pela esperança que homens como Moody e Rupert Brooke puderam se expressar conforme o fizeram. Vamos ler de novo?

a.    Moody: "O mundo está recuando. Os céus estão se abrindo. Deus está chamando e eu devo ir. Este é o meu triunfo, é o dia da minha coroação"

b.    Rupert Brooke: "Minha ida está segura, secretamente armada contra todos os esforços da morte; segura apesar da perda de segurança; segura onde os homens caem; e, se estes pobres membros morrerem, mais segura ainda"

 

Concluindo

 

1.    Quando nos entregamos a Jesus, então, ainda que servos dele, somos livres.

a.    Livres do poder do diabo,

b.    Livres do pavor da morte,

c.    Livres da incerteza,

d.    Livres da insegurança,

e.    E livres de muitas outras coisas ruins.

2.    O missionário David Livingstone (1813 – 1873), viajava pela África. Numa aldeia assistiu na feira à venda de escravos. Viu um jovem africano acorrentado, muito triste, esperando ser vendido. Livingstone ajuntou todo o dinheiro disponível e o comprou. Depois, fora da aldeia, disse ao jovem: - "Sou cristão e não quero ter escravos. És livre. Podes ir para onde quiseres". Então, aquele jovem caiu de joelhos e implorou: - "Senhor, só na tua presença estou livre. Se eu voltar para casa os caçadores de escravos tornarão a capturar-me e serei novamente acorrentado e vendido. Quero servir-te como servo fiel".

3.    Cristo fez o mesmo por nós: pagou o preço do nosso resgate. E só ao lado dele, servindo-o é que somos verdadeiramente livres.

4.    Você não gostaria de ter essa liberdade?

5.    Então arrependa-se de seus pecados e creia em Cristo; receba-o, com fé, como seu Salvador e Senhor...

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Foz do Iguaçu – Porto Meira – Setembro de 2009

 

sábado, 26 de setembro de 2009

RESOLUÇÕES

RESOLUÇÕES

 

"E ele segue-a logo, como boi que vai ao matadouro; e, como o louco ao castigo das prisões (ou como o cervo que cai no laço, como diz outra versão), até que a flecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço e não sabe que ele está ali contra a sua vida (em muitos casos hoje, contra a sua liberdade)" – (Provérbios 7:22-23)

 

            Este versículo está em um contexto de advertências contra a mulher adúltera.

            Mas estas palavras também podem ser aplicadas ao contexto de quem faz a opção por seguir uma vida pecaminosa em sentido geral.

               "O Dr. J. Wilbur Chapman conta a história de um ministro que pregava com profético poder, a respeito do pecado. Falava aberta e penetrantemente, referindo-se ao pecado como "uma coisa abominável que Deus odeia". Certo dia, um membro da igreja foi ao escritório do ministro e disse-lhe:

               — Nós não queremos que o senhor fale assim tão abertamente sobre o pecado, porque se os nossos filhos e filhas ouvirem tanto sobre esse assunto, mais facilmente eles se tornarão pecadores. Chame-o um erro, se lhe parecer bem, mas não fale assim claramente sobre o pecado.

               O ministro foi a uma prateleira de remédios, trouxe um vidrinho de estriquinina marcado "veneno" e disse:

               — Veja o que o senhor quer que eu faça; deseja que eu mude o rótulo. Suponhamos que eu tire esse rótulo e coloque outro mais ameno, por exemplo, "essência de hortelã-pimenta"; pode o senhor prever o que aconteceria? Quanto mais brando fizermos o rótulo, tanto mais perigoso faremos o veneno.

            O pecado, sem importar se "grande" ou "pequeno" é algo extremamente perigoso e faz com aqueles que vivem nele exatamente o que narra o versículo acima. Sorrateiramente, devagarzinho, ele leva a pessoa à desgraça total.

               Laura Traschel nos deixou a seguinte história seguida de uma reflexão: "Numa terra onde os animais selvagens eram comuns, um habitante fez uma pequena abertura na porta de sua cabana, para que sua cadela e os filhotes pudessem achar abrigo rapidamente, quando pressentissem perigo. Certo dia, os filhotes estavam brincando com os ossos de uma antílope, quando a mãe farejou uma hiena. Todos seguiram-na depressa para a cabana, com exceção de um filhote. Este não quis desistir de seu osso e, enquanto a mãe tentava passá-lo pela abertura, a hiena o agarrou.

               Há muito "osso", ou pecado, que nos mantém longe de Cristo. Pode ser o orgulho, a ambição egoísta, algo errado que podemos mas não queremos consertar, ou ainda, um espírito vingativo. Desprotegidos e apegados ao pecado, somos presos por Satanás e induzidos a nos aprofundarmos no mal.

               O escritor da epístola aos Hebreus disse: "Desembaracemo-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia" (12.1). Quando aceitamos Cristo como nosso Salvador, devemos abandonar abandonamos o que é mesquinho, para ganhar o que é precioso".

            Veja o que diz Paulo aos Coríntios sobre a falta de disciplina espiritual, a tolerância de pecados na vida de muitos deles: "Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem. Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo." (1 Coríntios 11:30-32 RC)

            Fraqueza, doença e morte, e, certamente, ainda que Paulo não tenha mencionado, outras coisas mais que fazem parte de um contexto de fraqueza, doença e morte.

            O pecado pode ser por comissão, mas também por omissão. Tiago, em 4.17, diz que aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.

            Sendo o pecado o pecado terrível, precisamos tomar algumas decisões em nossa vida como crentes para que tenhamos um viver mais íntegro diante de Deus. Algumas decisões de Jonathan Edwards podem nos ser úteis como exemplos. Vejamos algumas:

 

"Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus; humildemente Lhe rogo que, através de sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo"

            RESOLVI que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante toda a minha vida.

            RESOLVI jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.

RESOLVI jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida.

            RESOLVI jamais fazer alguma coisa que, se visse outra pessoa fazendo, achasse motivo justo para repreendê-la.

            RESOLVI estudar as Escrituras tão firme, constante e freqüentemente, que possa perceber com clareza que estou crescendo continuamente no conhecimento da Palavra.

            RESOLVI esforçar-me ao máximo para que a cada semana eu cresça na vida espiritual e no exercício da graça, além do nível em que estava na semana anterior.

            RESOLVI que me perguntarei ao final de cada dia, semana, mês, ano, como e onde eu poderia ter agido melhor.

            RESOLVI renovar freqüentemente a dedicação da minha vida a Deus que foi feita no meu batismo e que eu refaço solenemente neste dia.

            RESOLVI, a partir deste momento e até à minha morte, jamais agir como se a minha vida me pertencesse, mas como sendo total e inteiramente de Deus.

            RESOLVI que agirei da maneira que, suponho, eu mesmo julgarei ter sido a melhor e a mais prudente, quando estiver na vida futura.

            RESOLVI jamais relaxar ou desistir, de qualquer maneira, na minha luta contra as minhas próprias fraquezas e corrupções, mesmo quando eu não veja sucesso nas minhas tentativas.

            RESOLVI sempre refletir e me perguntar, depois da adversidade e das aflições, no que fui aperfeiçoado ou melhorado através das dificuldades; que benefícios me vieram através delas e o que poderia ter acontecido comigo, caso tivesse agido de outra maneira.

 

E você? Que decisões tem tomado ou vai tomar para a sua vida como servo de Deus?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

MISSÕES - BASE BÍBLICA E RESPONSABILIDADE DA IGREJA LOCAL

MISSÕES – BASE BÍBLICA E RESPONSABILIDADE DA IGREJA LOCAL

 

Atos 1:6-14

 

1.    Gostaria de começar contando um testemunho missionário extraído da revista "Sugestões" de 1997, a revista da campanha promocional de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. É o testemunho de Marta Nogueira, missionária Batista em Moçambique. Disse-nos ela:

 

"Estou com muitas saudades do Brasil, e, de vez em quando, alguma lágrima teimosa consegue me vencer.            Estamos em Gorongosa há alguns dias e ainda ficaremos por mais um pouco. Este é um dos distritos mais afetados pela guerra. Há muita pobreza, miséria e doenças. As nossas instalações são bem precárias. Não há energia elétrica na região, e um gerador que nos fornece energia funciona até às 21:00 hs. Nosso fogão é de lenha e as panelas são sustentadas por pedras. Faz tanto tempo que não sei o que é tomar um banho de chuveiro... Mas isso é o de menos. O pior é o risco de contrair malária. Já visitei várias tribos daqui (muitos entendem o português, mas um bom número, só o dialeto shona). Trabalho o tempo todo ministrando estudos na Tenda da Esperança, uma lona de circo onde prestamos atendimento... Já ganhamos muitas pessoas para Cristo, e isso é o maior prêmio... As pessoas andam muito a pé e no escuro para ouvir a Palavra de Deus... O trabalho intenso e as instalações precárias têm me deixado exausta. Orem para que Deus renove as minhas forças."

 

2.    Olhando para este testemunho, e muitos outros, chegamos à conclusão de que a obra de Missões continua sendo o grande desafio da Igreja de Cristo em nossos dias. Mas é necessário que a Igreja como um todo assuma esse desafio, e não apenas algumas pessoas isoladas, como os missionários, por exemplo...

3.    Pensemos um pouco então sobre a base bíblica de Missões e a responsabilidade da igreja local.

 

I. A BASE BÍBLICA PARA MISSÕES

 

1.    A Bíblia está repleta de textos que revelam a vocação missionária da Igreja.

2.    Antes porém de a Igreja possuir a incumbência de proclamar a salvação de Deus, essa tarefa estava sobre os ombros do povo de Israel, o povo escolhido de Deus para ser uma grande nação e revelar Deus ao mundo. Israel falhou em sua missão. Por isso Deus comissionou a Igreja para que anunciasse a Sua salvação a todos os homens.

3.    O N. T. apresenta diversos textos que mostram o chamado divino para a Igreja ser a agência proclamadora da salvação. O mais clássico de todos está em Marcos 16:15: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura".

4.    Outro texto que contém grandes fundamentos para a obra missionária se encontra em Atos 1:8, do nosso texto inicial: "mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra." (RA).

5.    Consideremos as partes que constituem este texto:

a.    "Mas recebereis poder..." – A obra missionária está fundamentada no poder. Sem poder não há obra missionária. Ainda mais quando olhamos para os campos missionários como o da nossa introdução, onde as exigências de renúncia a comodidades e regalias pessoais são grandes; onde as barreiras culturais e lingüísticas constituem-se obstáculos a serem transpostos; onde o ateísmo, o materialismo e também a feitiçaria são fortes oposições ao cristianismo. Nesses contextos e nas demais realidades, sem poder, a obra missionária será um acúmulo de fracassos.

b.    "... ao descer sobre vós o Espírito Santo..." – A fonte de poder é o Espírito Santo. O cristão autêntico confia e se submete à atuação do Espírito Santo em sua vida. A ousadia dos discípulos, a sua capacitação, vinha do poder do Espírito Santo. A obra missionária de nossos dias precisa também estar fundamentada no poder do Espírito Santo.

c.    "... e ser-me-eis testemunhas..." – A base da ação missionária da Igreja é o testemunho. Os primeiros discípulos foram chamados a testemunhar de Cristo. Esse testemunho não seria outro senão o testemunho daquilo que eles haviam experimentado na convivência com Jesus. Não pode testemunhar de Jesus Cristo aquele que não o conhece ou não convive com ele. A condição primeira de testemunhar é ter ciência dos fatos. O trabalho missionário há de ser um trabalho de testemunho.

d.    "... tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra..." – Agora o texto apresenta aos discípulos as áreas de alcance de sua obra missionária. Vejamos:

                                  i.    JERUSALÉM – Foi a cidade-palco dos principais eventos na vida de Jesus. Os discípulos acompanharam isso de perto. Eles deveriam ser testemunhas naquela cidade onde eles também habitavam. Para a nossa realidade atual, isso significa dizer que devemos ser testemunhas nas nossas próprias cidades, alcançando os seus bairros.

                                ii.    JUDÉIA – Era a província na qual a cidade de Jerusalém estava inserida. Tratava-se de uma área de abrangência maior, que os discípulos também deveriam alcançar. Em nosso caso, é equivalente ao Estado onde está a cidade em que moramos.

                               iii.    SAMARIA – Era uma região mais afastada e que abrangia um povo com características um pouco diferentes das características dos judeus. Nesse contexto, podemos enquadrar os outros estados brasileiros, o Brasil inteiro em nosso esforço missionário.

                               iv.    CONFINS DA TERRA – Finalmente, a obra missionária da Igreja ganha uma dimensão mundial. Onde houver alguém, por mais distante que possa ser, a Igreja de Jesus deve levar as boas novas da salvação em Cristo Jesus. Há um ditado que diz que "o sol nasce para todos", assim também, a luz do evangelho deve ser levada a todos em todos os lugares.

 

II. A RESPONSABILIDADE DA IGREJA LOCAL

 

1.    Diante desse desafio tão grande que é a obra missionária, qual é a responsabilidade da igreja local?

2.    Vejamos algumas responsabilidades:

a.    Orar – A oração é o grande sustentáculo da obra missionária. Há um ditado que diz: "Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder e nenhuma oração, nenhum poder" – isso é verdadeiro, observando-se, certamente, que se trata de oração de verdade, sincera...

                                  i.    A oração revela obreiros: "Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara." (Mateus 9:38 RC).

                                ii.    E a oração também "sustenta" os obreiros: "orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos  e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho," (Efésios 6:18-19 RC).

b.    Contribuir – A participação no sustento econômico da obra missionária é fundamental para a sua manutenção. Sem a sua continuidade o trabalho sofre paralisações. Deus abençoa quem sustenta missões: "Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta." (Filipenses 4:17 RC)

c.    Interessar-se – Cada membro da igreja local deve procurar interessar-se pelo trabalho missionário, arquivando informações fornecidas, para orar com objetividade; escrevendo para missionários, etc.

d.    Ir – É da igreja local que saem os vocacionados, e uma igreja que treina bem os seus membros, dá condições de crescimento, quando estes se levantam para ir ao campo, a igreja está indo com eles.

 

CONCLUSÃO

 

1.    A obra missionária é extremamente importante e precisa expandir-se.

2.    Mas para isso a igreja precisa se dar mais, interessar-se mais do que já se interessa, fazer mais do que já faz, orar mais do que já ora, amar os perdidos mais do que já ama.

3.    Estejamos, em nossas casas, orando para que Deus solidifique as nossas convicções à luz de Seus ensinamentos, para que alcancemos êxito na expansão da obra missionária.

 

Foz do Iguaçu – Porto Meira – Setembro de 2009

 

BIBLIOGRAFIA:

 

1.    Revista Sugestões – campanha promocional 1997, da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira – p. 54.

2.    Revista Pontos Salientes de 1991 – JUERP – p. 163-166

3.    Revista Pontos Salientes de 1989 – JUERP – p. 200

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

LUGARES DESCUIDADOS

 

"Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti" – Salmo 119:11

 

Nossa família tinha acabado de chegar ao chalé do lago que alugáramos por uma esperada semana de férias, quando minha esposa descobriu provas irrefutáveis da presença de aranhas e ratos na casa. Não significa que nunca tínhamos encontrado algo assim, mas esperávamos que o chalé estivesse limpo e preparado para nossa estadia lá. Ao invés disso, os balcões, as camas e os armários estavam sujos com resíduos da infestação, exigindo muita limpeza antes de nos instalarmos. Não era uma casa ruim; ela apenas tinha ficado abandonada.

Podemos ser culpados de lidar com o nosso coração da mesma maneira que aquele chalé estava mal conservado, Nossos "lugares descuidados" podem se tomar um solo fértil para a infestação de pensamentos rrados, atitudes incorretas, ou comportamento pecaminoso – criando problemas que exigem enorme atenção para serem corrigidos. O caminho sábio é reconhecer que precisamos cuidar dos nossos corações permanecendo na Palavra de Deus e abraçando suas verdades.

Em Salmo 119:11, o rei Davi reconheceu o perigo de não alicerçarmos nossas vidas nas Escrituras, e disse. "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti."

Concentrando-nos na Palavra, construiremos vidas espirituais fortes que nos ajudarão a evitar os perigos que crescem, inevitavelmente, em lugares descuidados. —WEC (Nosso Andar Diário – Julho a Agosto de 2009)

 

"Para crescer espiritualmente forte, leia a Palavra"

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

EU SOU DEVEDOR

1.    Muita coisa há em comum entre as pessoas hoje em dia.

2.    Uma dessas coisas é que, em geral, ricas ou pobres, elas estão endividadas.

3.    Estejam estas dívidas sob ou fora de controle, em geral, todos as temos.

4.    Eu tenho dívidas!

5.    Eu estou devendo em pelo menos um estabelecimento comercial aqui de nossa cidade, ainda que não vencida, mas mesmo assim dívida, compromisso.

6.    E você, tem dívidas?

7.    O apóstolo Paulo certa vez declarou-se um endividado. Quer ver? Então leia o versículo abaixo:

 

"Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes." (Romanos 1:14 RC)

 

8.    Mas leia também estes outros versos:

 

"E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.  Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.  Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé." (Romanos 1:15-17 RC)

 

9.    Paulo era um devedor! Uma dívida diferente, é claro, mas uma grande dívida: a dívida da pregação do evangelho para todas as pessoas!

10. Todos os crentes, de todas as épocas, tiveram, têm e terão essa mesma dívida que Paulo tinha.

11. Nesse contexto, podemos dizer que os crentes são grandes devedores, e que têm essa dívida em cada lugar do mundo inteiro onde haja pessoas que ainda não conhecem a Jesus como Salvador e Senhor.

12. Como os crentes podem saldar essa dívida?

13. Há duas coisas imprescindíveis para isso:

 

I.  NÃO TER VERGONHA DO EVANGELHO DE CRISTO.

 

1.    Paulo enfatizou que não se envergonhava do Evangelho de Cristo.

2.    Por que será que ele enfatizou isso?

3.    Informações históricas:

 

"Na Capital da Grécia – Atenas – ou na capital do império romano – Roma – o evangelho era ridicularizado como fanatismo religioso, não sendo tomado a sério, especialmente no que dizia respeito à doutrina da ressurreição. Para os gregos o evangelho representava uma insensatez, enquanto que para os judeus servia de pedra de tropeço, visto que expunha algumas idéias que o antigo judaísmo simplesmente não queria aceitar, sobretudo o conceito do Messias que o apresenta como o "Servo Sofredor"[1]

 

4.    Os crentes poderiam ficar envergonhados por pregar aquilo que para os filósofos gregos e os sofisticados políticos romanos era uma "insensatez", mas Paulo enfatiza que ele não se envergonhava, porque apesar de ser considerado ridículo por aquelas pessoas, o evangelho de Cristo era (e é), e Paulo enfatiza isso, o poder de Deus para a salvação de todo o que crer, seja quem for: judeu, grego, bárbaro, sábio ou ignorante.

5.    E Paulo pregava! Preso ou livre, para o povo comum ou para as maiores autoridades e filósofos, ele pregava! Era um autêntico "fanático"! Não se envergonhava!

6.    Ilustração verídica: No centro de Foz, uma cidade composta de mais de setenta etnias, repleta de muçulmanos, budistas e outros há um rapaz que destemidamente usa um cartaz nos semáforos para falar de Jesus.

7.    Será que hoje existem pessoas que zombam do evangelho e das pessoas que o pregam, considerando tanto ele (o evangelho), como elas (as pessoas que o pregam) ridículos? Você seria capaz de se lembrar de um exemplo?

8.    E qual tem sido a nossa atitude? Temos tido ousadia ou temos ficado calados por vergonha ou timidez?

9.    Teríamos nós coragem de fazer como o rapaz do cartaz no centro de Foz?

10. Teríamos nós coragem de pregar nos ônibus ou em praça pública, como o centro da cidade por exemplo?

11. Cremos de verdade que o Evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação daquele que crê?

12. Para se saldar essa dívida é imprescindível que não tenhamos vergonha do evangelho.

13. Em segundo lugar, é preciso ser...

 

II. SER UM BOM DESPENSEIRO DA MULTIFORME GRAÇA DE DEUS.

 

"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1 Pedro 4:10 RC)

 

1.    A graça de Deus é "poikilos", isto é, multiforme, diversificada, de muitas espécies, porque se manifesta de muitos modos em nossa vida.

2.    A palavra "graça" indica tudo aquilo que de Deus recebemos sem merecer, sendo a salvação uma dessas coisas.

3.    O texto diz que temos que ser bons "despenseiros" da graça multiforme de Deus, e isso significa que nós temos que compartilhar. A mensagem da salvação é uma graça que precisamos compartilhar.

4.    Precisamos compartilhar porque, sem essa graça, as pessoas irão para o inferno.

5.    Precisamos compartilhar porque Deus nos manda compartilhar.

6.    Se assim fizermos, estaremos sendo bons "despenseiros".

 

CONCLUSÕES

 

1.    Temos uma dívida grande: devemos às pessoas a mensagem do evangelho de Cristo.

2.    Se não tivermos vergonha do evangelho e formos bons despenseiros, poderemos saldar a nossa dívida.

3.    Onde não podemos chegar pessoalmente, chegaremos através do sustento da obra missionária.

4.    Somos conclamados hoje, pela Palavra de Deus, a batalharmos firmes na obra da evangelização.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Porto Meira – Setembro de 2009



[1] CHAMPLIN, R. N. – "O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo", volume 3 – Atos – Romanos. Décima reimpressão, São Paulo, Editora Candeia, 1998.