quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VOCÊ É UMA REFERÊNCIA?

VOCÊ É UMA REFERÊNCIA?

01. Você é uma referência?

02. Essa é a questão tema de nossa reflexão hoje.

03. Uma das definições do termo “referência” é “padrão, modelo ou algo a ser imitado”.

04. E essa é a definição de referência que quero que vocês tenham em mente para essa presente reflexão.

05. Agora, com essa definição bem gravada em nossa mente, torno a perguntar: “Você, como cristão, como crente em Jesus, é uma referência?” – Você pode dizer que sua vida cristã pode servir de modelo ou padrão a ser imitado?

06. Paulo podia. Tanto podia que ele mesmo chegou a dizer aos Coríntios: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11.1)

07. Nilson Dimárzio, em das antigas edições de O Jornal Batista conta acerca de um chinês que fazia profissão de fé; a esse chinês foi perguntado:

"Quando você ouviu pela primeira vez o Evangelho?" Sua resposta foi esta: "Eu nunca ouvi o Evangelho. Eu vi o Evangelho na de um homem que era o terror da sua vizinhança, pela sua truculência e agressividade e que, ao aceitar Cristo como Salvador e Senhor, teve sua vida totalmente mudada. Não, eu nunca ouvi o Evangelho. mas eu vi o Evangelho na vida daquele homem".

08. “Eu VI o evangelho na vida daquele homem...” – Isso é ser referência

09. Vejamos agora algumas qualidades que possui aquele que serve de referência:

a. Serve de referência aquele que honra a Deus e às coisas que dizem respeito a Deus.

b. Serve de referência aquele que ama como Jesus amou – ama até mesmo aos seus inimigos (Mateus 5.48);

c. Serve de referência aquele que perdoa e faz bem a quem o odeia e ora pelos que o maltratam e perseguem (Mateus 5.48);

d. Serve de referência aquele que anda a segunda milha (Mateus 5.41);

e. Serve de referência aquele que oferece a outra face (Mateus 5.39);

f. Serve de referência aquele que busca em primeiro lugar o reino e a justiça de Deus (Mateus 6.33);

g. Serve de referência aquele que refreia a sua língua e não maldiz, não vive a fofocar e a dizer palavras torpes (Tiago 1.26);

h. Serve de referência aquele que está ligado a Cristo e dá bons frutos (João 15);

i. Serve de referência aquele que manifesta o fruto do Espírito que se caracteriza pelo amor, pela alegria, pela paz, pela longanimidade, pela benignidade, pela bondade, pela fidelidade, pela mansidão e pelo domínio próprio (Gálatas 5.22 e 23).

j. Serve de referência aquele que busca as “coisas que são de cima” (Colossenses 3.1);

k. Serve de referência aquele que pensa nas “coisas que são de cima” (Colossenses 3.2)

l. Serve de referência aquele que se despe – ou se deixa despir – de tudo aquilo que não é “de cima” e se reveste – ou se deixa revestir – de tudo aquilo que “de cima” é. (Colossenses 3)

m. E por aí vai...

11. Agora, saiba que todo crente é chamado para ser referência. Quando Jesus disse o que Mateus registrou no capítulo 5: “Vós sois o sal da terra...” e “Vós sois a luz do mundo” e “... resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus”, ele estava dizendo aos seus discípulos “de lá” e “de cá”, do passado e do presente: “Sejam referência; sejam um modelo do tipo de vida que Deus deseja para cada um de seus filhos”

12. Você tem sido essa referência que Jesus o comissionou para ser?

13. Pense nisso... ore sobre isso...

Pr. Walmir Vigo Gonçalves – Agosto de 2011

UM PERIGO NAS PROJEÇÕES LUMINOSAS

UM PERIGO NAS PROJEÇÕES LUMINOSAS

Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho - Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 16.10.11

Muitas igrejas sinalizam as partes do culto com imagens luminosas. Principalmente no tópico sobre adoração ou na hora dos corinhos. Geralmente são imagens de cenários. Alguém de braços abertos diante do mar, ou dum rio, ou, ainda, do pôr-do-sol. Os itens do culto são marcados por fotos de ambiente externo. Normalmente, a foto é de uma pessoa só, ou de uma família. Como a de uma família esbelta, vestida de branco, calças arregaçadas, andando pela praia, de mãos dadas. Esta ilustra a comunhão ou o momento de intercessão. Não sei se irão orar a Iemanjá. Até “O Jornal Batista” adotou esta prática de ilustrar seus artigos com imagens de cenários externos à igreja. Principalmente de uma pessoa diante da natureza.

Preocupa-me a mensagem passada com estas projeções. Tira-se o foco do local de reunião e se projeta para um lugar paradisíaco, como se a igreja fosse “um porre”. Seria bom estar lá fora. Associa-se o culto com o ambiente externo, e foca-se a pessoa. Há três perigos nisto.

O primeiro é a privatização da adoração. O que se mostra não são pessoas no culto, mas uma pessoa, na natureza. Não é a reunião do povo de Deus, mas a adoração pessoal. O coletivo dá lugar ao indivíduo. O que vale é o que a pessoa faz e como ela se sente. A igreja não é relevante. O referencial está fora dela e é vivido pela pessoa.

O segundo é que adoração passa a ser contemplação da natureza, e não adoração a um Deus pessoal, com a família de Deus. Cultuar a Deus torna-se admiração, êxtase, gestual, não reflexão que leva à ação. A ética é omitida. Deus é mais o Criador que o Redentor. É mais a Força que o Santo. Adoração é contemplar a criação, e não se render diante do Redentor. Por isso, a igreja evangélica no Brasil, que enfatiza tanto o êxtase e o ruído, tem problemas sérios com ética e caráter.

O terceiro é a desidratação da Igreja. Ela é irrelevante. Pode se adorar a Deus vendo o mundo externo, ao invés de ficar cá dentro, ouvindo a Palavra. Valorizam-se os sentimentos e não o culto público. Por isso, vez por outra, neste culto a si mesmo, há quem diga: “Não preciso da Igreja para seguir a Jesus”. De onde tirou tal tolice? Esta declaração já mostra que não está seguindo a Cristo, mas sua idéia própria. Jesus amou e fundou a Igreja. Ele nos inseriu nela. Crentes combatentes da Igreja são vaidosos, cheios de si, ou estão em pecado. Ou, ainda, ruins de relacionamento. Não sabem viver em grupo e o atacam.

O culto não é contemplar a natureza, mas é a reunião do povo de Deus. A salvação é individual, mas não individualista. Por isso, menos foco na natureza, e mais no povo de Deus. Mais foco no ambiente interno, a comunhão dos santos, e menos no ambiente externo e na pessoa.

Usemos as figuras. Mas cuidado com mensagens subliminares.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

QUANDO O SENHOR ME SALVAR ENTÃO, E SÓ ENTÃO, SEREI SALVO


QUANDO O SENHOR ME SALVAR ENTÃO, E SÓ ENTÃO, SEREI SALVO

01. Gostaria de começar essa reflexão lhe fazendo uma pergunta: “Quando você quer ter certeza de alguma coisa, o que você faz para obter essa certeza?”

02. Bom, creio que na sua mente possa surgir, diante dessa pergunta, o pensamento de que depende do que se quer ter certeza.

03. Entretanto, falando forma geral, poderíamos dizer que quando alguém quer muito ter certeza sobre algo ele faz o que for necessário para se obter essa certeza.

04. Diante disso eu lhe faço outra pergunta: Onde você viverá a eternidade?

a. No céu?

b. Tem certeza?

c. Se você diz ter certeza, qual a razão de tal certeza?

05. Li em determinado lugar que uma revista norte-americana fez uma pesquisa sobre o que os americanos pensam do céu. Dentre outras coisas, 72% acharam que suas chances de ir para o céu estão entre boas e excelentes.

06. Infelizmente no lugar de onde extraí essa informação não consta se esses 72% disseram o porquê, mas fica o fato de que há muita gente achando que vai viver a eternidade no céu, e não no inferno.

07. Note também que a informação é que essas pessoas consideram que são boas as suas chances, mas não diz quantas disseram ter certeza.

08. Podemos ter certeza?

09. O que fazer para ter certeza?

10. A resposta a essa pergunta está na Bíblia; vejamos o que ela nos diz:

a. Romanos 3.23 fala sobre o estado natural do homem. O homem é pecador por natureza, e como tal é separado de Deus, perdido.

b. João 3.17 e Lucas 19.10 dizem-nos que Jesus veio com o objetivo de salvar o homem desse estado de perdição. Ele não veio para condenar, mesmo porque condenados já estávamos todos, mas ele veio para salvar.

c. João 3.16 diz que todo aquele que nele crê é salvo – tem a vida eterna.

d. João 1.12 diz que quem o recebe é recebido por Deus como filho.

e. Mas João 3.18, dentre outros textos, diz que quem não crê permanece condenado.

11. Esses e outros trechos da Palavra de Deus mostram-nos que só pode dizer que tem certeza quem recebeu a Cristo pela fé e foi, portanto, POR ELE, salvo.

12. Ainda um outro texto que poderíamos citar é o que encontramos em João 14.6, onde Jesus diz que ELE é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai se não for por Ele.

13. O objetivo dessa reflexão, então, meu querido, é alertar você a que não se engane:

QUANDO O SENHOR TE SALVAR, E SÓ ENTÃO, É QUE VOCÊ SERÁ SALVO.

14. Com respeito a isso, então,

a. não confie em sua igreja;

b. não confie em seus méritos pessoais;

c. não confie em nada e nem em ninguém senão em Jesus.

15. Se você apresentasse um problema no coração e viesse a necessitar de uma cirurgia cardíaca para corrigir o problema e viesse um enfermeiro em sua casa e dissesse que se você quisesse ele poderia fazer a cirurgia ali mesmo você confiaria a ele o seu coração?

16. Certamente que não! Ele não é médico, é apenas um enfermeiro.

17. Pois bem, no que respeita à salvação da alma o único capaz é JESUS.

18. Confie NELE, entregue-se a ELE e a ninguém mais.

19. Somente quando JESUS lhe salvar é que você será realmente salvo.

20. Somente quando JESUS lhe salvar é que você poderá dizer com toda a convicção que a eternidade você a viverá no céu.

21. Pense nisso!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

www.igrejabatistanoparqueimperatriz.blogspot.com

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SATANÁS, SEUS ARDIS, E COMO O CRENTE PODE DEFENDER-SE…


SATANÁS, SEUS ARDIS, E COMO O CRENTE PODE DEFENDER-SE CONTRA ELE


Áudio:

para baixar o áudio: http://www.4shared.com/audio/Y9ycZUgH/Satans-seus-ardis-e-como-o-cre.html


II Coríntios 2.10b – 11

“... para que não sejamos vencidos por Satanás, porque não ignoramos os seus ardis.” (RC)

“... para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.” (RA)

“... a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções” (NVI)

“... a fim de que Satanás não se aproveite de nós; pois conhecemos bem os planos dele.” (BLH)

1. Alguém havia entristecido o Apóstolo Paulo na igreja de Corinto.

2. Aliás, não só o Apóstolo, mas toda a igreja.

3. No capítulo 5 de 1 Coríntios temos o registro do que causou tal tristeza.

4. E neste mesmo capítulo, nos versículos 3-5, a punição para tal pessoa é descrita:

“Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.” (1 Coríntios 5:3-5 RC)

5. “Deveria ser disciplinado e entregue ao mundo, campo de ação de Satanás, e a um castigo que viria por meio de Satanás: a destruição ou ruína de seu corpo pela doença, ou mesmo pela morte.”

6. Porém, aqui em 2 Coríntios 2, o castigo prescrito já não se faz mais necessário, já que o ofensor estava demonstrando tristeza por causa de seu erro. O irmão deveria ser perdoado e trazido de volta à comunhão, para que Satanás não fosse vitorioso naquela ocasião, na aplicação de seus ardis / ou desígnios / ou intenções / ou planos. É tudo a mesma coisa, mas ficaremos com o termo ardis.

7. Satanás lança mão de muitos ardis na sua luta contra a obra de Deus.

a. Quais são estes ardis?

b. E, no que diz respeito aos crentes, como eles podem fazer para se defenderem contra Satanás e seus ardis?

8. É sobre isso que estaremos discorrendo nesta manhã: Satanás, seus ardis, e como o crente pode defender-se contra ele.

I. Os ardis de satanás

1. Satanás é muito ardiloso, e nós não podemos ignorá-lo.

2. Ele não pode atacar a Deus diretamente, mas vive para atacar a Sua criação-mestra: nós.

3. Ardilosamente Satanás conseguiu dominar os nossos primeiros pais, e, com eles, toda a raça humana.

4. Só pela regeneração é que o homem pode livrar-se do seu poder, o que não implica em ausência de tentação.

a. Mesmo depois de convertidos, e a Bíblia, bem como a nossa experiência mostra isso, continuamos sendo tentados.

5. E parece que quanto mais fazemos a vontade do Senhor, mais atacados somos.

6. Ele usa de muitos métodos. Vamos pensar em apenas alguns:


1.1. A Diversão

1. A diversão em si mesma não se constitui em um ardil de Satanás. Aliás, ela é até recomendável.

2. Porém, quando ela começa a fazer com que nós deixemos de pensar em Deus, na eternidade, nas coisas espirituais, é sinal de que Satanás está se aproveitando dela usando-a como ardil, fazendo com que nós substituamos as coisas espirituais por prazeres passageiros.

3. Na parábola do filho pródigo podemos ver como Satanás pode transformar a diversão em um de seus ardis. Usando a diversão Satanás pode fazer com que uma pessoa se conduza por caminhos inconvenientes e gaste dissolutamente aquilo que Deus lhe confiou, em termos de bens materiais.

1.2. A ilusão

1. Leia os seguintes textos: Gênesis 3.1-6 e Lucas 12.16-20 (texto abaixo):

“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E, vendo a mulher que aquela árvore [era] boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.” (Gênesis 3:1-6 RC)

“E propôs-lhes uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?” (Lucas 12:16-20 RC)

2. A ilusão é uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção.

3. Veja essa ilusão de ótica:

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4. Quantas pernas tem o elefante? (deixar que respondam de acordo com o que vêem e de acordo com o que sabem ser verdade)

5. E se vocês não soubessem quantas pernas t em um elefante, o que diriam, olhando para essa figura?

6. Muita gente tem sido iludida por Satanás, e um dos grandes motivos pelos quais muitas pessoas têm se deixado iludir e seduzir é a falta de conhecimento, no caso, da Palavra de Deus, a falta de intimidade com a Palavra de Deus.

7. Jesus, em Mateus 4.1-11 dá-nos um grande exemplo quando se defende das propostas ilusórias do inimigo lançando mão da Palavra de Deus. Veja o texto:

“Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. e, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.” (RC)

8. Uma das grandes ilusões de Satanás é fazer as pessoas pensarem que por seus méritos pessoais e alguns rituais religiosos elas terão acesso garantido à glória eterna. E ele consegue enganar apenas porque essas pessoas não conhecem a Palavra de Deus.

1.3. A vacilação (indecisão)

1. Leia Mateus 6:24 e 2 Coríntios 6:14 – 7:1:

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24 RC)

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso. Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” (2 Coríntios 6:14-7:1 RC)

2. Quantas pessoas vacilantes!

a. Não conseguem se decidir entre servir a Deus e ao mundo;

b. não conseguem se decidir entre estabelecer um jugo com Jesus ou com o mundo.

c. Martyn Lloyd-Jones, em “Estudos no Sermão do Monte”, dá a entender que um homem assim, caso persista nessa vacilação, descobrirá tarde demais a sua completa ruína, a sua total e eterna desgraça. Tudo aquilo para o que, pela sua vacilação, não por uma queda apenas, e, sim, por vacilação, por falta de decisão firme por Cristo, ardil de Satanás, ele se desviou, não estará em suas mãos no dia do seu encontro com Deus. Ele passou a vida inteira vacilando entre dois senhores para descobrir, no final, que da terra nada ele pôde levar e que no céu nada ele tinha.

3. O crente não pode ser vacilante. Jesus deixou bem claro que aquele que quiser ser seu discípulo precisa NEGAR-SE A SI MESMO, TOMAR A SUA CRUZ E, ENTÃO SEGUÍ-LO.

a. Você consegues compreender a força e a profundidade destas palavras?

b. Vacilação é coisa do diabo!

c. Decisão firme deve ser a postura de um crente de verdade.

d. O reino de Deus não é como uma agência de viagens de turismo que lhe oferece várias opções, vários pacotes.

e. Você não pode escolher alguns compromissos, algumas obrigações e excluir outras.

f. Não é como uma caixa de bombons de onde você retira aqueles que não lhe agradam e fica apenas com os que lhe agradam. Ou você fica com tudo ou você fica com nada.

g. Aquele (Jesus por intermédio do Espírito Santo) que começa a boa obra na vida do indivíduo tem a intenção de COMPLETÁ-LA.

4. Irmão, não seja vacilante, isso é coisa do diabo! Seja firme! Isso é bom e agradável ao Senhor!

1.4. O ceticismo (Dúvida, descrença).

1. Veja Romanos 14:23:

“Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.” (14:23 RC)

2. Por suas sutis insinuações, Satanás semeia dúvidas nos corações.

3. Sua maliciosa interrogação no jardim do Éden serviu para envenenar o clima espiritual do mundo desde então.

1.5. O desânimo

1. Às vezes é pelo desânimo (não o simples sentimento, e, sim o ceder ao desânimo) que o inimigo procura vencer o crente.

2. Mesmo a fraqueza ou enfermidade física pode enfraquecer um servo de Deus se ele não estiver bem firmado sobre a Rocha.

3. Não raras vezes Satanás se utiliza de acusações falsas para provocar desânimo.

1.6. A procrastinação (Adiamento).

1. Veja Atos 24:24-25 e 26:28:

“Alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo e ouviu-o acerca da fé em Cristo. E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do Juízo vindouro, Félix, espavorido, respondeu: Por agora, vai-te, e, em tendo oportunidade, te chamarei;” (Atos 24:24-25 RC)

“E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!” (Atos 26:28 RC)

2. Este ardil Satanás aplica não necessariamente sobre os crentes, mas sobre aqueles que estão querendo crer.

3. É um dos mais perigosos e é responsável pela perdição de muitos.

4. Conta-nos uma história ilustrativa que

“houve uma reunião entre as hostes espirituais do mal para se traçar planos sobre como levar mais gente para o inferno. Várias opiniões foram dadas. Dentre elas: Dizer que a Bíblia é mentira; Dizer que Jesus não é o Filho de Deus; Dizer que o arrependimento e a fé em Jesus são desnecessários. Mas a mais aplaudida foi: Dizer que a Bíblia é verdadeira, que é a Palavra de Deus; dizer que Jesus é o Filho de Deus; dizer que é necessário o arrependimento e a fé em Jesus; mas também dizer que isto pode ser adiado para mais tarde, quando se estiver mais velho, mais vivido.”

1.7. A transigência com o mal

1. Tolerância, condescendência com o mal.

2. O Diabo procura de todas as formas levar o homem a fazer isso, e, em muitos casos, tem conseguido.

3. Quantos crentes estão tão condescendentes com o mal em suas vidas pessoais, que nem o percebem mais! Estão com as suas consciências cauterizadas. O mal tornou-se algo “normal”.


7. Satanás é muito ardiloso. Até com Jesus ele mexeu: quis matá-lo quando era bebê, e, em não o conseguindo, quis fazer com que ele falhasse no cumprimento de sua missão, quando o tentou no deserto.

II. Como o crente pode defender-se contra satanás

1. Revestindo-se da armadura de Deus:

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:10-18 RC)

2. Percebendo, não ignorando seus ardis:

“porque não ignoramos os seus ardis. (2 Co. 2:11 RC)

3. Não dando lugar à ele:

“Não deis lugar ao diabo.” (Efésios 4:27 RC)

4. Resistindo-lhe:

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7 RC)

5. Sendo sóbrio e vigilante:

“Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8 RC)

6. Vencendo-o...

a. ...Pela Palavra, a espada do Espírito:

“Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 João 2:4 RC) – “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12 RC)

b. ... Pelo sangue, e pela palavra do testemunho, e pela disposição a o que quer que seja por Cristo:

“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte.” (Apocalipse 12:9-11 RC)

c. ... Em Cristo:

“e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja” (Efésios 1:19-22 RC) – “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13 RC)

7. A vitória de Jesus sobre Satanás é nossa também, mas é imprescindível que permaneçamos nele e que o poder do Espírito Santo opere em nós.

Conclusão

1. Satanás é real.

2. Muitos negam a sua existência, considerando-o apenas um símbolo do mal.

3. Outros o “pintam” como alguém que tem chifres, patas, rabo e um garfo grande na mão, e preside um lugar chamado inferno.

4. A Bíblia, porém, no-lo apresenta como

a. alguém real, que não deve ser ignorado.

b. Alguém que faz de tudo para que o homem não se converta a Jesus, e que os já convertidos caiam de sua firmeza em Cristo.

c. Alguém contra quem precisamos nos defender com armas espirituais.

d. Mas também alguém que já foi vencido por Jesus na cruz.

5. Que Deus nos abençoe!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves – prwalmir@hotmail.com

Parque Imperatriz – Agosto de 2011


Fontes de consulta

A Bíblia Anotada: The Ryrie Study Bible/ Texto Bíblico: Versão Almeida Revista e Atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Tradução de Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

LLOYD-JONES, Martin – Estudos No Sermão Do Monte, Quarta edição em Português, São José dos Campos – SP: Editora Fiel, 1999.

OLSON, N. Lawrence – O Plano Divino Através Dos Séculos; Quarta edição, Rio de Janeiro: CPAD, 1979.

THIESSEN, B. D., PH. D.,, D. D., Henry Clarence – Palestras em Teologia Sistemática; primeira edição, São Paulo – SP: Imprensa Batista Regular, 1987.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

DUAS BOAS ATITUDES POR UMA BOA RAZÃO

DUAS BOAS ATITUDES POR UMA BOA RAZÃO

01. Texto bíblico:

“Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo.

Afasta, pois, a ira do teu coração e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade.

Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;” (Eclesiastes 11:9-12:1 RC)

02. Queridos, nestes texto bíblico consigo enxergar duas boas atitudes que devemos toma por uma boa razão. Vamos a elas:

Primeira boa atitude: Não comungar de tudo aquilo que é ruim

01. Esta atitude nós a encontramos no verso 10 do capítulo 11 quando lemos que devemos afastar a ira do nosso coração e remover o mal de nossa carne, o que equivale a dizer que devemos nos afastar de tudo aquilo que é ruim.

02. Entretanto, como saber o que é ruim? Como conseguiremos chegar à conclusão de que uma coisa é ruim quando vivemos em um tempo onde tudo é relativo?

a. Como saber, por exemplo, se fazer sexo antes do casamento é algo ruim, legal de se fazer, correto ou não?

i. Tem gente que diz que não, especialmente um certo “povo” que está a peregrinar por esta terra, um povo com “idéias” tão diferentes que parece uma “sociedade de ETs”.

ii. Mas tem gente que diz que sim...

iii. Tem pais que dizem que não...

iv. Mas tem pais que dizem que sim...

v. E a sociedade em geral hoje em dia está a dizer que sim desde que se use o preservativo...

b. Como saber se ir à boate (a moda de hoje, aqui em Foz do Iguaçu, é a ONO), tomar uma cervejinha ou uns drinks, socialmente, moderadamente, é algo ruim ou não?

03. E eu poderia continuar citando como exemplo dezenas de situações que dizem respeito aos jovens e outras que dizem respeito aos adultos, mas paro nessas duas.

04. Como saber se estas coisas são ruins ou boas para que eu, como me orienta o texto que li, comungue ou não delas?

05. Para saber isso eu preciso estabelecer um referencial; eu preciso construir a minha “cosmovisão”, ou a minha “visão de mundo” a partir de um referencial.

06. E aqui eu apresento pra você, meu jovem, um referencial de excelência avultada: a Bíblia; a Palavra de Deus.

07. Se eu fizer uso desse referencial então eu terei uma cosmovisão bíblica. Eu julgarei, então, se determinadas coisas do mundo são boas ou ruins, se devo comungar delas ou não, a partir daquilo que me diz a Palavra de Deus e não a partir daquilo que a/o... “seja lá quem for” diz.

08. Jovem, julgue o mundo pela Palavra e jamais deixe que a santa Palavra de Deus seja julgada pelo mundo.

09. Veja o exemplo do jovem bem aventurado do salmo 1:

a. Ele não anda segundo o conselho dos ímpios;

b. Não se detém no caminho dos pecadores e

c. Não se assenta na roda dos escarnecedores.

d. Mas o que é um caminho de impiedade, o que é um caminho de pecados e o que pode ser chamado de escárnio? Como se pode saber? Como esse jovem sabe?

e. O jovem sabe porque tem um referencial: a Palavra de Deus. É dito que ele tem prazer na lei do Senhor e nela medita dia e noite.

10. Então, a primeira boa atitude é não comungar daquilo que é ruim, definindo-se o que é ruim tendo a Palavra de Deus como referencial.

Segunda boa atitude: Lembrar-se de Deus ainda na juventude

01. Está no verso 1 do capítulo 12.

02. O que isso quer dizer?

03. Poderíamos tecer aqui uma série de considerações, mas duas me chamam a atenção de forma diferenciada:

a. Lembrar-se de Deus certamente há de nos ajudar afastar a ira de nosso coração e o mal de nossa carne, ou, em outras palavras, conforme temos feito até aqui, a não comungarmos daquilo que é ruim.

b. Lembrar-se de Deus quando ainda somos jovens significa nos dedicarmos a Deus quando ainda somos viçosos; dar a Deus o viço de nossa juventude; dar a Deus aquilo que temos de melhor.

04. Finalmente, temos no texto...

... Uma boa razão para essas duas boas atitudes

01. A boa razão está no verso 9 do capítulo 11: “por essas coisas Deus te trará a juízo”

Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo.

02. Temos outras boas razões, até melhores e mais nobres (se é que assim podemos dizer) do que esta, mas se nenhuma delas for suficiente para nós essa certamente há de ser (se cremos)...

Pr. Walmir – Foz do Iguaçu – Outubro de 2011

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sábado, 8 de outubro de 2011