sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PREPARA A TUA BAGAGEM PARA O EXÍLIO

Aúdio (música e sermão / a música é cantada por Tamires Dantas) :Musica_008

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Pessoa_086Texto:

“Prepara a tua bagagem para o exílio, ó moradora, filha do Egito; porque Mênfis se tornará em desolação e ficará arruinada e sem moradores.” (Jeremias 46:19 RA)

1. A Soberania de Deus, o Seu infinito poder de levar a fim todos os Seus propósitos, é um dos temas mais extraordinários e empolgantes das Sagradas Escrituras. O relato do chamado de Jeremias para ser profeta, por exemplo, é uma fantástica demonstração desse poder, bem como também o é a atuação de Deus na vida desse homem, cumprindo todas as promessas em relação a ele.

2. Lemos sobre o comissionamento de Jeremias em 1:5-10:

“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta. Então, disse eu: Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que não sei falar; porque sou uma criança. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. E estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.” (Jeremias 1:5-10 RC)

3. Voltemos ao capítulo 46...

4. Jeremias foi chamado para ser profeta às nações, e, aqui, no capítulo 46 ele está profetizando ao Egito de sua época, quando Faraó Neco governava.

5. As palavras eram contrárias, e não favoráveis ao Egito, devido aos seus múltiplos erros perante o Senhor de toda a Terra.

6. Eu quero usar três declarações inseridas neste capítulo, e estendê-las, numa aplicação espiritual, à humanidade em geral, e, portanto, a nós que estamos aqui hoje.


PRIMEIRA DECLARAÇÃO:  ... Debalde multiplicas remédios, pois não há remédio para curar-te.” (v. 11)

1. “Não há remédio para curar-te”.

2. Palavras duras de Deus, por intermédio de Jeremias, a Faraó Neco e seu povo.

3. Por longos séculos o Egito havia desenvolvido muitas técnicas medicinais e muitos remédios, mas estes seriam inúteis para curar a ferida com a qual eles seriam acometidos: a ferida da derrota pela Babilônia, derrota essa que aconteceu em 605 a.C. sob o comando de Nabucodonozor numa batalha que ficou famosa, denominada a “Batalha de Carquemis”.

4. E, a partir daí, a balança do poder inclinou-se em favor da Babilônia.[1]

5. Não houve “remédio” para o que estava decretado por Deus com respeito ao Egito.

6. Quando leio esse versículo em minha Bíblia, automaticamente, sem maiores esforços mentais, me ocorre que o homem, o ser humano, todo ele, se encontra acometido por uma “enfermidade” para a qual, excluindo a solução divina, não há cura.

7. Durante os séculos a medicina tem avançado, a ciência tem se multiplicado, e, para muitas e terríveis enfermidades, se tem encontrado a cura.

a. Mas há uma “enfermidade” para a qual a ciência nunca encontrará a cura.

b. Não há remédio para curar-te em lugar algum fora de Deus.

c. Essa “enfermidade” é o pecado, cuja conseqüência mais terrível é a separação entre nós e o Criador.

d. Em gênesis 3:23 encontramos o relato de que, ao contrair tal “enfermidade”, o homem foi banido do “paraíso”.

e. Em Romanos, também 3:23, está escrito que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.

f. E toda a Palavra de Deus está imbuída de um propósito, a saber: mostrar que só Deus tem a cura, o remédio para esse mal.

8. Pastor, quanto custa esse remédio? Você pode perguntar...

9. E eu lhe pergunto: quanto você daria por ele?

10. Talvez eu deva mudar aqui a maneira de falar sobre isso para ficar melhor entendido. Pois então vamos lá:

a. Em Mateus 3, João, o batizador, se referindo a Jesus como aquele que veio para limpar a sua eira e a nós como o “trigo” e/ou a “palha” que estão sobre essa eira, diz que ao final ele, Jesus, vai recolher o seu trigo no celeiro e a palha ele a queimará com fogo que nunca se apaga – O QUE VOCÊ DARIA PARA SER TRIGO E NÃO PALHA? O QUE VOCÊ DARIA PARA ESCAPAR DESSE FOGO INEXTINGUÍVEL.

b. Alguma vezes nos evangelhos Jesus se refere a um lugar de tormento eterno, a um lugar onde daqueles que vão estar lá na eternidade não se lhes morre o “bicho” e onde o fogo nunca se apaga – O QUE VOCÊ SERIA CAPAZ DE DAR PARA SE LVRAR DE UM LUGAR COMO ESSE?

c. Em Apocalipse 20 lemos acerca de um “lago de fogo e enxofre”, lugar onde o tormento acontece “de dia e de noite para todo o sempre”, onde ao final serão lançados os demônios, a besta, o falso profeta, bem como todos aqueles cujos nomes não estiverem escritos no livro da vida – O QUE VOCÊ SERIA CAPAZ DE DAR PARA TER O SEU NOME ESCRITO NESSE LIVRO E LIVRAR-SE DESSE LUGAR MALDITO?

11. Pois eu lhe digo o que você seria capaz de dar: NADA!

a. Eu digo NADA! Porque é isso que você tem e que “vale” como “moeda de troca”: NADA!

b. Eu digo NADA! Porque a única coisa que Deus nos revela em Sua Palavra ser-Lhe aceitável, entenda você isso ou não, aceite você isso ou não, é o sangue de Seu Filho Jesus.

i. O Apóstolo Paulo disse que muitos Judeus não compreendiam isso e pediam algum sinal; os filósofos gregos também não compreendiam e consideravam isso uma loucura; mas a Paulo nenhum desses pensamentos importava, o que lhe importava era apregoar aquilo que Deus lhe havia ordenado apregoar: que o Cristo crucificado é constitui-se em o Poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer...

12. O que você tem é NADA!

13. A única coisa que você pode fazer é crer

14. Fora de Jesus não há remédio para curar-te. Você precisa de Jesus! Você precisa crer.


SEGUNDA DECLARAÇÃO:  “...fugindo o valente, tropeçou no valente, e ambos caíram juntos.” (v.12)

1. “O valente tropeçou no valente”

2. Não sei o que, historicamente, significam, exatamente, essas palavras, mas sei que elas registram algo que expôs o Egito à vergonha e ao clamor por socorro diante das nações da época.

3. Espiritualmente falando, há muitos “valentes”.

a. há muitos “valentes” que, na sua valentia, são capazes de desafiar a verdade revelada na Palavra de Deus;

b. alguns de forma bem ofensiva, outros de forma menos ofensiva, através de um desprezo prático, no viver diário, às orientações de Deus em Sua Palavra.

c. Estão “fugindo” daquilo que Deus orienta,

d. mas, inevitavelmente, tropeçam em outro valente que está nesse caminho: satanás.

e. E, por fim, cairão juntos.

4. Apocalipse 14:10 mostra o fim de três grandes valentes: o diabo, a besta e o falso profeta, que serão lançados no “lago que arde com fogo e enxofre”, e serão atormentados pelos séculos dos séculos.

5. E Apocalipse 20:15, já vimos anteriormente, mostra que o mesmo destino terão os demais “valentes”.

6. Todos os “valentes”, que na sua valentia são capazes de ignorar ao Deus Todo-Poderoso e às Suas orientações, terminarão por tropeçar uns nos outros, e cair juntos.


TERCEIRA E ÚLTIMA DECLARAÇÃO: “Prepara a tua bagagem para o exílio, ó moradora, filha do Egito...” (v.19)

1. “Prepara a tua bagagem para o exílio”

2. No versículo 18, Deus, por intermédio de Jeremias, lança mão de uma ilustração para falar sobre o domínio da Babilônia sobre o Egito. Ele usa, para mostrar com que poder Nabucodonozor dominaria o Egito, as figuras:

a. do Monte Tabor, que domina a planície que está ao seu redor e é grande e majestoso sobre ela e

b. do Monte Carmelo, que se eleva majestoso sobre o nível do mar.

3. Depois Ele diz: “Prepara a tua bagagem para o exílio, (porque este é o destino inevitável para vocês)”.

4. Assim também é dito pra muitos nos dias de hoje.

a. A Palavra de Deus apresenta-nos o remédio para curar-nos de nossa queda espiritual: Jesus;

b. mas muitos não querem nem saber de Jesus.

c. O próprio Jesus disse certa vez: “Examinais as Escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna; e são elas que de mim testificam, e não quereis vir a mim para terdes vida”.

5. Muitos não estão nem um pouco interessados em Jesus, mas a Palavra de Deus diz que tais pessoas estão, inevitavelmente, condenadas:

“... aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3)

“Quem crê não é condenado; mas quem não crê, já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus.” (João 3:18)

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

6. E quando a Palavra de Deus diz isso pra você, mas você permanece indiferente, então ela está lhe dizendo: “Prepara a tua bagagem para o exílio”.

7. Só que este exílio é eterno, e não é na Babilônia, e sim no inferno, ou melhor, no “lago de fogo e enxofre”.

8. Se você não quer nada com Deus em Jesus, pode ir preparando a tua bagagem, se é que você poderá levar alguma coisa pra lá.


CONCLUSÃO:

1. Conta-nos uma história que

Uma jovem turista foi à cidade de Cairo, no Egito, para conhecer um grande sábio, de quem ela era uma admiradora. Chegando lá, ficou surpresa, pois, esperava encontrar aquele sábio morando em uma grande e luxuosa residência, num dos melhores bairros daquela cidade. Para a sua indignação, aquele homem morava em um casebre, com um simples quartinho, num bairro bem pobre e afastado do centro de Cairo. Naquele quartinho, o sábio mantinha com ele muitos livros e seus móveis que se resumia em: uma cama muito simples, uma pequena mesa e um banco fabricado por ele mesmo. Então, ela lhe perguntou: Onde estão os seus móveis? Ele lhe respondeu com outra pergunta: Onde estão os seus? Ela disse: Mas, eu só estou aqui de passagem! Ele respondeu: eu também.

2. TODOS estamos aqui só de passagem.

3. Para onde estamos indo? Para onde você está indo?

a. Para o lugar da “liberdade eterna” ou para o “exílio” eterno?

b. Para o celeiro de Cristo ou para o fogo que nunca se apaga?

c. Em direção à glória eterna ou em direção à desventura eterna?

4. Para o Egito daquela época não havia mais remédio.

5. Seu destino já estava decretado por Deus, e eles poderiam se preparar, pois já estava próximo.

6. E pra você, será que há remédio? charge-farol-mike-waters-0c5ace6ee7644a53930a53c5a7bbed23

7. A Palavra de Deus diz que sim!

8. O futuro pode lhe parecer desesperador, mas Deus tem a solução para você.

9. Você não tem, mas Deus tem, e esta é JESUS!

10. Você precisa arrepender-se e crer em Jesus.

11. Você não gostaria de fazer isso hoje?…

Pr. Walmir Vigo Gonçalves – prwalmir@hotmail.com


[1] RYRIE, Charles Caldwell – Nota de rodapé em A Bíblia Anotada, editora Mundo Cristão.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

AMAS-ME?


AMAS-ME?

Sermão em áudio e texto.

Fonte de Consulta (texto): Sermão de Charles Spurgeon traduzido para o Espanhol.

Sermão 1281 disponível em www.spurgeon.com.mx


Áudio:

Para download do áudio: http://www.4shared.com/audio/fvbEZt8X/AMAS-ME.html


Texto:

“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21:15-17 RC)


Introdução

1. É interessante o fato de que Jesus estava para enviar Pedro para a grande missão de apascentar as suas ovelhas e, a pergunta que lhe faz é esta: “Amas-me?”.

a. Jesus não convocou um concílio para examinar se Pedro estava por dentro da teologia, das doutrinas, dos seus ensinamentos...

b. Apesar de um concílio ser importante e muito recomendável, especialmente nos dias atuais, a questão mais importante, não só para aqueles que vão ingressar na tarefa de apascentar ovelhas, mas para todos os crentes é se estes amam ao Senhor ou não.

2. E é também interessante o fato de que Jesus faz esta pergunta três vezes. Spurgeon faz um belo comentário sobre isso:

“O Senhor fez esta pergunta três vezes como que para enfatizar que o amor a ele tem uma importância de primeira ordem, de segunda ordem e de terceira ordem. Em primeiro, segundo e terceiro lugar deve vir o amor a Jesus, e só depois tudo o mais. Jesus queria deixar isso muito bem “cravado” na mente de Pedro, e por isso ele o “acerta com três golpes”, um atrás do outro”.

3. Certa vez um escriba perguntou a Jesus qual o primeiro mandamento. Jesus lhe respondeu:

“O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:29-31 DO)

4. Vemos então a importância de amar Jesus.

5. Agora vamos imaginar uma situação hipotética. Imagine Jesus aproximando-se de você, chamando-o à parte e lhe perguntando, assim como perguntou a Pedro, se você o ama.

a. Pr. Walmir, você me ama?

b. Lazeti, você me ama?

c. ...

6. Qual seria a sua resposta?

7. Você, diante daquele cujos olhos tudo vê, inclusive se o que você está dizendo com os lábios reflete o que está no seu coração, responderia o quê?

8. Acredito que muitos de nós, se não todos, não nos agüentaríamos em nossas pernas e cairíamos de joelhos tendo de confessar o quão pouco amamos a Cristo, se é que o amamos em alguma quantia.

9. Lembro-me, enquanto penso nisso, de um acontecimento no ministério terreno de Jesus narrado em Marcos 9.17-27:

“E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; e este, onde quer que o apanha, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai-se secando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo. E trouxeram-lho; e, quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência; e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, espumando. E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância. E muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade. E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai dele e não entres mais nele. E ele, clamando e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou”.

10. “Ajuda a minha incredulidade”.

11. Creio que em relação ao amor, muito de nós, se não todos, cairíamos de joelhos perante Jesus e afirmaríamos amá-lo, ao mesmo tempo que clamaríamos para que ele nos ajudasse a amá-lo mais, reconhecendo assim a pequenez do nosso amor.

12. Isso se Jesus viesse nos perguntar! ...

13. Mas... quem sabe ele não está a perguntar isso a você hoje?

14. O amor a Cristo, amados, é algo de vital importância para quem deseja ter um relacionamento com ele, e, tendo feito essa breve introdução, a partir daqui quero pensar com vocês em quatro questões sobre este assunto.

15. Vamos lá...


PRIMEIRA QUESTÃO:

Há possibilidade de que o amor a Cristo não exista no coração de uma pessoa mesmo ela fazendo parte do rol de membros de uma igreja cristã.

1. Não estou fazendo uma afirmação com respeito a ninguém aqui, mas há possibilidade e isso ninguém pode negar.

2. E uma prova disso é Jesus ter dirigido essa pergunta a ninguém menos do que Pedro, alguém que fazia parte de seu círculo íntimo de discípulos, um dos mais dedicados discípulos.

3. Qualquer um que observasse por um pouco de tempo a Pedro veria que ele era um sincero seguidor de Jesus, apesar de suas falhas. Aquilo que ele externava demonstrava ser ele uma pessoa que seguia a Cristo. Entretanto, Jesus achou conveniente fazer a ele essa pergunta.

a. Sabemos que em Cristo nenhum crente é maior que o outro. Aliás, se há alguém que é grande no reino de Deus, esse é aquele que serve a todos. Entretanto, em um certo sentido Pedro seria comissionado por Jesus para ser alguém que ocuparia um lugar de destaque, que teria um elevado ofício na obra de Deus. E Jesus achou conveniente fazer a ele essa pergunta perscrutadora.

b. Pedro foi alguém que desfrutou de grandes privilégios ao lado de Jesus. Ele, Tiago e João testemunharam milagres de Jesus que não foram testemunhados por nenhum outro olho humano. Somente os três viram, por exemplo, a transfiguração de Jesus. Entretanto a ele Jesus achou necessário perguntar a Pedro se ele o amava.

c. Pedro era um homem abnegado. Deixou tudo para seguir a Jesus. Mas Jesus achou necessário perguntar a ele se o amava.

4. Seria muito fácil, amados, dizermos de alguém que não faz parte da igreja, não se envolve com ela, que este alguém não tem amor por Cristo.

a. Mas dizer que é possível que alguém se envolva com a igreja sem, entretanto, amar a Cristo?

b. Será isso possível?

c. É possível!

d. E cabe a cada um tomar para si essa pergunta de Jesus e pesar o próprio coração.

5. Pedro ficou durante três anos aprendendo ao pés de Jesus. E ele aprendeu muito. Quem não aprenderia de tão grande Professor? Mas depois de ter completado os seus “estudos”, Jesus, antes de enviá-lo a desenvolver a missão de apóstolo, considerou que era necessário lhe perguntar: “Você me ama?”. E isso Jesus fez enfaticamente.

6. Escute bem o que eu vou dizer agora:

a. você pode ler a bíblia de forma tal que a conheça intimamente capa a capa;

b. você pode digerir doutrina após doutrina;

c. você pode ser capaz de dar respostas a grandes problemas teológicos e de explicar os textos mais difíceis;

d. você pode ser capaz de responder às perguntas mais difíceis;

e. você pode ser um sujeito de quem ninguém seja capaz de duvidar se é crente de fato ou não,

f. e ainda assim pode acontecer de, de alguma forma, Jesus, através do Espírito Santo, lhe desviar a atenção de tudo isso e colocar no seu coração a pergunta: “Você ama a Cristo?”

7. Se isso acontecer com você, qual será a sua resposta?

a. Jesus não lhe pergunta se você é crente professo; ele pergunta se você o ama. Qual a sua resposta?

b. Jesus não lhe pergunta se você é membro de igreja; ele pergunta se você o ama. Qual a sua resposta?

c. Jesus não lhe pergunta se você freqüenta assiduamente a igreja; ele pergunta se você o ama. Qual a sua resposta?

8. Jesus pergunta se você o ama! Qual é a sua resposta?


SEGUNDA QUESTÃO:

Se não há amor por Cristo em seu coração, toda a profissão de fé que você fez no passado não tem nenhum valor

1. Há quanto tempo você tem professado ser crente em Jesus?

a. Um ano?

b. Dois?

c. Dez?

d. Cinqüenta?

2. Mas você ama a Cristo?

3. Se você não ama a Cristo, sua profissão de fé não tem valor.

a. Não importa se ela vem sendo dada por já algumas dezenas de anos.

b. Ela não tem valor!

4. Tem muita gente na igreja que professa ter fé em Jesus, porém não ama a Jesus.

5. Tem muita gente que ouve o evangelho dia após dia, ano após ano, porém o evangelho nunca se constituiu em boas novas, de fato, para elas.

6. Há muita gente na igreja para quem as palavras da bíblia não passam de um monte de letras mortas, porque o Cristo da Bíblia não reina, de fato, em seus corações.

7. Tem muita gente na igreja que tem escutado muitas súplicas ardentes, mas seus ouvidos têm estado surdos para as mesmas.

8. A profissão de fé dessa gente não tem valor diante de Deus porque não há amor por Cristo em seus corações.

9. Quando você se batizou você, nesse ato, estava professando sua fé em Jesus;

10. Todas as vezes que você participa da ceia do Senhor você está, através desse ato, professando sua fé em Jesus;

11. E você professa fé em Jesus de diversas outras maneiras, mas nada disso tem valor se não há amor por Cristo em seu coração.

12. Veja o que disse Spurgeon sobre isso:

“Não é possível que um homem seja um crente de verdade e não amar a Cristo. Sua primeira verdadeira esperança do céu te chegou, se alguma vez te chegou, por meio de Jesus Cristo... O primeiro sinal de conforto que alguma vez entrou em meu coração surgiu das feridas do Redentor. Nunca nutri nenhuma esperança de ser salvo até que olhei para o Cristo crucificado, em meio a agonias e sangue. E devido ao fato de que a nossa mais firme esperança está ligada, não a nenhuma doutrina ou a algum pregador, senão a Jesus, estou seguro de que assim que acabamos de receber a nossa primeira esperança, devemos amar a Jesus, de quem ela vem”

13. Vejamos alguns textos esclarecedores:

a. Mateus 10:37: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”Não devemos só amar a Jesus, devemos amá-lo acima de todas as coisas.

b. João 14:21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”Só quem ama a Jesus é amado pelo Pai e é amado pelo Filho, e so a este Jesus se manifesta.

c. João 14:23: “Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”Só que ama a Jesus será amado pelo Pai e será feito morada de Deus.

d. 1 João 4:20 e 4.8: “Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” / “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”Quem não ama ao próximo não é capaz de amar a Deus, e não conhece a Deus.

14. E se não há amor por Cristo em seu coração, toda a profissão de fé que você fez no passado não tem nenhum valor

a. 1 Coríntios 16:22 diz: “Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema”


TERCEIRA QUESTÃO:

Se você não ama a Cristo e permanecer assim até o fim não haverá lugar diante de Deus para você na eternidade.

1. Os textos que acabamos de ler cabem bem como confirmação dessa afirmativa.

2. Voltaire, ateu convicto, foi convidado certa vez por Frederico o Grande, rei da Prússia. Na hora dos brindes, ele ergueu sua taça e disse, zombando: "Troco meu lugar no céu por um marco prussiano". Um silêncio constrangedor dominou o ambiente por alguns instantes, até que outro convidado à mesa do rei voltou-se para Voltaire e respondeu: "Meu senhor, na Prússia temos uma lei: quem tem algo para vender deve provar que o objeto à venda realmente lhe pertence. O senhor pode comprovar que possui um lugar no céu?"

3. Voltaire não tinha um lugar no céu. Ele era ateu; ele não amava a Cristo.

4. Mas a questão aqui não é Voltaire; a questão aqui sou eu e é você.

a. Você ama a Cristo?

b. Você já testou o seu coração para ver se você o ama de fato?

5. Como fazer esse teste?

6. A. W. Tozer, em “A Prova Final do Amor”, baseado em João 14.21a e 24a, no ajuda nessa questão. Diz ele:

A questão mais séria que cada um de nós tem de enfrentar é se, de fato, amamos ao Senhor ou não. E essa é uma questão que ninguém pode responder por outros; cada um tem de responder por si mesmo, cada um tem que testar a si mesmo. A Bíblia nos ajuda dando orientações sobre como testar os nossos corações para sabermos se amamos de fato ao Senhor ou não. Quais são essas orientações? São as que encontramos nos versículos 21 e 24 de João 14. Nesses versículos encontramos o Senhor dizendo aos seus discípulos que o amor e a obediência estão unidos de uma forma tal que não há como separá-los, e que guardar as suas palavras prova que o amamos, enquanto que falhar nisso ou recusar-se a isso é prova de que não o amamos... O crente não pode estar certo da realidade e intensidade de seu amor por Cristo enquanto não se defrontar face a face com os seus mandamentos, tendo de decidir sobre o que fazer com eles. Então saberá: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama... Quem não me ama não guarda as minhas palavras...”(Jo14:21a e 24a)

9. A Parábola do rico e Lázaro nos mostra que

a. A morte vem para todos igualmente e não marca hora;

b. A morte não é o fim. Há vida após a morte. Há dois destinos em um dos quais iremos viver eternamente.

c. Pessoas que partem para a eternidade sem Deus descobrem tarde demais o quanto vale uma alma e o quão terrível é se encontrar perdido para todo o sempre; e descobrem que, assim como Esaú trocou o seu direito de primogenitura por um simples prato de lentilha, eles também trocaram a sua felicidade eterna por algo que pode ser comparado a esse prato de lentilhas.

10. Não deixe para amanhã! Reconheça hoje que você é um pecador perdido. Faça hoje um compromisso de vida com Cristo, faça hoje o compromisso com Cristo de amá-lo e buscar crescer a cada dia nesse amor. Amanhã pode ser tarde demais.


E A QUARTA E ÚLTIMA QUESTÃO É:

Partindo do pressuposto de que você ama a Cristo de verdade, então faça algo para ele, algo que demonstre esse amor

1. O que foi que Jesus disse a Pedro depois que este afirmou amá-lo? ..

a. Jesus disse: “apascenta as minhas ovelhas”

2. Pode ser que façamos um monte de coisa e ainda assim não haja amor por Cristo em nosso coração.

3. Pode ser que a motivação seja alguma outra que não o amor.

4. Entretanto, uma vez que amamos a Cristo de verdade, a maneira de demonstrarmos isso é através de atos externos.

5. Esses atos são necessários.

6. Se não os há, isso pode ser uma prova que não amamos de fato a Jesus.

7. Pode ser que você não seja chamado para “apascentar” as ovelhas, ser “o apascentador”, aquele que é o principal responsável por supri-las daquilo que é necessário às suas almas, mas ...

a. ... você pode colaborar com aqueles que foram chamados a apascentar;

i. você pode colaborar se deixando apascentar, não sendo duro de coração ao ser confrontado com a Palavra de Deus – Tem crente que dá até medo de falar com ele se o assunto girar em torno de algo que seja um erro que ele está a cometer...

ii. se você já é um pouco mais maduro, um pouco mais “experimentado” na vida cristã, você pode ajudar não complicando a vida do “apascentador” – você pode fazer isso, por exemplo, sendo diligente em observar por si mesmo o que a Bíblia diz e “se consertar, disciplinar-se a si mesmo”, tendo a ela, a Bíblia, como espelho, como referência, e não o seu “achismo”.

1. S… se disciplinou – errou na questão sexual, procurou por si mesma o pastor, submeteu-se à disciplina da igreja e não houve nenhuma outra dificuldade, como “disse-me-disse”, por exemplo.

2. Vários irmãos se disciplinam resolvendo biblicamente e por si mesmos as suas diferenças, preservando assim a unidade em meio à diversidade...

3. F… não se disciplinou, não se disciplina, recebe bem a palavra do líder responsável por sua igreja mas não a aplica de verdade a si mesma, e tornou-se, por isso, uma “fonte geradora de dificuldades”...

b. ... você pode colaborar sendo um “co-apascentador”

c. ... você pode colaborar orando;

d. ... você pode colaborar ajudando na evangelização;

e. ... você pode colaborar ofertando;

f. ... você pode colaborar se envolvendo em algum ministério;

g. Enfim, há uma diversidade enorme de maneiras pelas quais você pode colaborar; uma diversidade enorme de coisas a fazer; e estas coisas não têm que ser necessariamente e somente para a / ou através da / ou representando a igreja; o mais importante é que você esteja fazendo PARA CRISTO.

8. Dois “porém” para encerrar essa questão:

a. PRIMEIRO PORÉM – o fato de eu ter apresentado uma lista exemplo de coisas que se pode fazer não significa que você vá fazer opção por UMA. NÃO!!! Você deve fazer tudo quanto você puder. Se você ama a Cristo faça TUDO quanto você puder para ele.

b. SEGUNDO PORÉM – o fato de eu dizer que estas coisas a fazer “não têm que ser necessariamente e somente para a / ou através da / ou representando a igreja; o mais importante é que você esteja fazendo PARA CRISTO”, não significa que você NÃO deva fazer através da igreja da qual você faz parte e representando esta igreja. É natural e desejável que você “faça” através da e representado a “sua” igreja, ciente entretanto de que o faz PARA CRISTO e não simplesmente PARA A IGREJA.

Concluindo

1. Vamos relembrar o que vimos?

a. PRIMEIRA QUESTÃO: Há possibilidade de que o amor a Cristo não exista no coração de uma pessoa mesmo ela fazendo parte do rol de membros de uma igreja cristã.

b. SEGUNDA QUESTÃO: Se não há amor por Cristo em seu coração, toda a profissão de fé que você fez no passado não tem nenhum valor.

c. TERCEIRA QUESTÃO: Se você não ama a Cristo e permanecer assim até o fim não haverá lugar diante de Deus para você na eternidade.

d. QUARTA QUESTÃO: Partindo do pressuposto de que você ama a Cristo de verdade, então faça algo para ele, algo que demonstre esse amor.

2. Você ama a Cristo?... Você ama a Cristo?... Você ama a Cristo?... 


prwalmir@hotmail.com

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

NECESSIDADES DE QUEM QUER SERVIR NA OBRA DE DEUS

NECESSIDADES DE QUEM QUER SERVIR NA OBRA DE DEUS

Por: Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Preparado para ser aplicado à Igreja Batista no Parque Imperatriz – Foz do Iguaçu

Obs. Todos os comentários são meus; apenas os títulos dos tópicos foram extraídos da mensagem

“A Crise de Valores”, do Pr. Laerte Correa dos Santos.

Música VPC: “Ame ao Senhor” (1988)

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Áudio do sermão:

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Texto:

01. Você conhece alguém de quem se possa afirmar não ter nenhuma necessidade?

02. Certamente que sua resposta é não.

03. Com absoluta convicção podemos afirmar que todo ser humano que já habitou, habita ou habitará a face desta terra padeceu, padece ou padecerá necessidades.

04. Até mesmo Jesus padeceu necessidades. Enquanto aqui...

a. Jesus precisou alimentar-se;

b. Jesus precisou repousar;

c. Jesus precisou abrigar-se das intempéries...

05. Mas por necessidades não quero dar a entender aquela carência de alguém que está vivendo em situação de miséria em alguma área e nem mesmo quero dar a entender que a alguém está faltando algo;

06. Não! Por necessidade quero dizer aqui “aquilo que é preciso”, “aquilo que é indispensável” (como foi no caso de Jesus). Às vezes é algo que até se tem, mas que não pode vir a faltar.

07. Por exemplo, a água.

a. A água não é indispensável?

b. Você tem água na sua casa?

c. E, mesmo você tendo água, não é correto dizer que você tem necessidade de água?

08. Pois é esse o entendimento que eu quero dar aqui ao falar de necessidade.

09. Assim é que:

a. Os pais têm as suas necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de pais;

b. Os filhos têm as suas necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de filhos;

c. Os adultos têm suas necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de adultos e os mais jovens as necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de pessoas mais jovens;

d. Os profissionais têm as necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de sua área de atuação;

e. Etc.

10. E aqueles que querem servir na obra de Deus têm também as necessidades próprias, ainda que não exclusivas, das pessoas que estão dispostas a servir na obra de Deus. E isso vale não apenas para os pastores, missionários e evangelistas chamados e nomeados, mas para todos que assumem seu papel de discípulo/servo de Jesus.

11. Você está disposto?

12. Se sim, então quero apresentar a você três dentre as diversas possíveis necessidades que você terá. E para isso vou utilizar o exemplo de Paulo em 1 Ts. 2.1-8 e 3.1-8:

Capítulo 2:

1) Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã;

2) mas, havendo primeiro padecido e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso Deus, para vos falar o evangelho de Deus com grande combate.

3) Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;

4) mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração.

5) Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha.

6) E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;

7) antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos.

8) Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos.” (RC)

Capítulo 3:

01) Pelo que, não podendo esperar mais, de boa mente quisemos deixar-nos ficar sós em Atenas;

02) e enviamos Timóteo, nosso irmão, e ministro de Deus, e nosso cooperador no evangelho de Cristo, para vos confortar e vos exortar acerca da vossa fé;

03) para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados;

04) pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis.

05) Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser inútil.

06) Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas da vossa fé e caridade e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós,

07) por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,

08) porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor. (RC)

13. Lido o texto, vamos então à primeira das três necessidades que vamos considerar hoje:

I - ESTABELECER PRIORIDADES

1. O dicionário Houaiss, sobre prioridade, apresenta as seguintes definições:

a. Condição do que é o primeiro em tempo, ordem, dignidade

b. Possibilidade legal de passar à frente dos outros; preferência, primazia (Ex.: idosos, deficientes físicos e gestantes têm prioridade no atendimento)

c. Condição do que está em primeiro lugar em importância, urgência, necessidade, premência etc. (Exemplos.: “o avião presidencial tem prioridade de pouso” / “a nossa prioridade é combater a miséria”)

2. Uma “coisa prioritária”, então, digamos assim, é “uma coisa” que vem primeiro do que “outra coisa”

3. Só pra termos um exemplo, imaginemos que você no próximo ano, depois de muito tempo economizando, vai passar uma temporada de férias na praia, e vai de carro; mas no carro não cabe tudo o que você quer levar. Então você faz uma lista de prioridades: 1) A cadeira e a sombrinha de praia; 2) O material de pesca; 3) Uma prancha de surf; 4) Uma caixa de isopor média; 5) O cachorro; 6) O filho; 7) a esposa (se couber – brincadeirinha)

a. Nesta lista-exemplo, vemos que tudo é prioritário, mas uns são mais que outros. Caso não caiba tudo no carro, deixa-se pra trás o que está mais distante na lista, em termos de prioridade, a começar pela esposa.

4. Ficou bem entendido?

5. Brincadeiras à parte, todos precisamos pensar e anotar ou gravar bem na mente o que é prioridade pra nós. Não se trata, pelos menos no que respeita às primeiras posições em nossa lista, do que “eu acho” que deve ser, mas do que realmente deve ser segundo o bom discernimento espiritual que temos, segundo o bom entendimento bíblico que temos, segundo o bom entendimento que temos do que é a vontade de Deus para as nossas vidas.

6. No texto em questão podemos perceber que Paulo tinha prioridades.

7. Deus, o contexto não só dessa carta, mas dos escritos em geral de Paulo demonstram, era sua prioridade número 1.

8. E a partir dessa vinham outras.

9. Em sua vida ministerial, por exemplo, percebemos por este texto pelo menos três prioridades:

a. Agradar a Deus – 2.4 – Nesse caso, “falar para agradar a Deus e não aos homens” – Isso não é fácil, especialmente para os pregadores, mas também para todos os crentes...

b. Ser autêntico – 2.5-6

c. Deixar-se usar por Deus

10. Quais são as SUAS prioridades?

a. Em sua lista de prioridades onde está Deus?

b. Em sua lista de prioridades onde está a sua família?

c. Em sua lista de prioridades onde está a igreja?

i. Quantas e quais coisas você tem colocado à frente da igreja?

Uma boa forma de descobrir isso é anotar, todas as vezes que você não vir ao culto, não participar de uma atividade que seria para todos, não contribuir..., qual o quais as razões. Depois de um tempo (1, 2 ou 3 meses), faça um balanço de suas anotações...

ii. Você tem interesse de que essa igreja, a “sua” igreja prossiga em franco crescimento?

iii. Você tem interesse de que essa igreja deixe de ser dependente, deixe de ser uma congregação da PIB Foz e se torne uma “igreja local”?

iv. De que tipo é o seu interesse? Do tipo que quer, mas pouco ou nada contribui para, ou do tipo que quer e luta junto com os demais que querem e lutam para que esse objetivo seja alcançado?

11. Vamos agora à segunda da três necessidades que consideraremos hoje:

II. ENVOLVER-SE

1. Um dicionário define "estar envolvido" como "ser participante, ter uma relação bem próxima, ter conexão, estar incluído".

2. Paulo estava completamente envolvido – veja 2.8.

3. Você está envolvido?

a. O quanto você está envolvido?

b. O quanto você está “conectado”?

c. O quanto você está “se dando”?

4. Eu, o pastor, aprecio muito o seu envolvimento, e creio que a igreja também, mas não posso deixar de enfatizar que esse nesse envolvimento há alguns “porém”:

a. O envolvimento deve ser espontâneo – o pastor, a igreja, um líder, qualquer pessoa, pode lhe incentivar, mas jamais impor...

b. O envolvimento implica em responsabilidade – se não vou ser responsável, então é melhor que eu não me envolva. Por exemplo, eu estive envolvido no Transformar 2010 assumindo a parte do transporte dos preletores do aeroporto até o local do congresso e vice-versa; o preletor está confiando em mim, já pensou se eu não for responsável? Envolva-se com a igreja, com a causa do Senhor, mas seja responsável...

i. Se você assumir uma responsabilidade que envolve dia e horário, como pregar em algum ocasião, participar de um mutirão com uma função específica, tocar ou cantar em um evento da igreja, lecionar na EBD... compareça... (imprevistos podem acontecer, mas irresponsabilidade...)

c. Tenha em mente que você estará envolvido com outras pessoas às vezes muuuuiiiiiitoooo diferentes de você sob vários aspectos, ainda que talvez não sob o aspecto da fé. Pensando nisso, há algumas coisas que se nos esforçarmos por aprender/fixar e manter sempre “à tona” em nossa mente, ajudará muito: 1) aprender a respeitar os limites uns dos outros; 2) aprender a não nos sentirmos ofendidos/escandalizados muito rapidamente, sem observar/refletir/se informar mais cuidadosamente. Tiago Laifer, jornalista esportivo do Globo Esporte, em entrevista ao Jô Soares disse algo verdadeiro referindo-se a uma brincadeira que fez no ar a qual fez torcedores de determinado time de futebol sentirem-se ofendidos: “muitos estão desaprendendo a brincar, tudo é ofensa”; 3) manter sempre “à flor da mente” o aprendizado que já adquirimos que precisamos perdoar e a prender que, dentre outras coisas, perdoar significa “abrir mão do direito de julgar” e, em muitos casos, envolve “abraçar e trazer para dentro do círculo”; 4) aprender a expulsar do nosso coração o sentimento de antipatia; 5) aprender a entregar questões a Deus e “deixar com Ele”; 6) aprender que existe um meio certo de resolver problemas na igreja...

5. Envolva-se! Seja bênção na vida da igreja!

6. E a terceira e última necessidade a considerarmos hoje é:

III. INCENTIVO – SER INCENTIVADO E INCENTIVAR

1. Paulo se sentia incentivado por aquela igreja devido ao relatório que Timóteo lhe trouxera acerca da mesma – 3.1-8

2. E essa carta de Paulo certamente lhes serviu de incentivo, uma vez que um de seus objetivos foi justamente elogiar a firmeza deles.

3. Paulo foi incentivado e incentivou, e esse é exemplo que todos temos que seguir.

4. Aqui também apresento alguns “porém”:

a. Incentivar não significa mascarar uma situação. Diz-se que Billy Graham, no culto realizado em Washington, motivado pela destruição das torres gêmeas do World Trade Center, disse: "As torres caíram, mas os fundamentos permaneceram, e sobre eles reconstruiremos esta nação".

b. O incentivo muitas vezes acontece mais através de ações do que com palavras. Paulo se sentiu motivado por saber das ações daquela igreja. Nilson Dimárzio, em das antigas edições de O Jornal Batista conta acerca de um chinês que fazia profissão de fé; a esse chinês foi perguntado:

"Quando você ouviu pela primeira vez o Evangelho?" Sua resposta foi esta: "Eu nunca ouvi o Evangelho. Eu vi o Evangelho na de um homem que era o terror da sua vizinhança, pela sua truculência e agressividade e que, ao aceitar Cristo como Salvador e Senhor, teve sua vida totalmente mudada. Não, eu nunca ouvi o Evangelho. mas eu vi o Evangelho na vida daquele homem".

c. O incentivado precisa colaborar com aquele que incentiva; “dar a sua contribuição”; “fazer uma forcinha”. Conta-se que...

... havia, numa pequena cidade, um homem chamado Zé Muxoxo. Era uma figura folclórica, conhecido por todos pelo seu desânimo, suas reclamações constantes, seu pessimismo e sua crônica falta de energia. Ele vivia desalentado com a vida, sempre achando tudo muito custoso, muito difícil. Por fim, decidiu que seria melhor e mais fácil morrer do que continuar vivendo. Entrou num caixão e pediu que o levassem para o cemitério. A cidadezinha parou para assistir a um enterro tão inusitado! Logo formou-se um grande cortejo atrás do defunto vivo; uns penalizados, outros revoltados, a maioria simplesmente curiosa. Um conhecido seu, avisado daquele absurdo, correu ao seu encontro e pediu aos que levavam o caixão que parassem. "Zé, não faça isso", disse-lhe. "Tanta gente querendo viver, esforçando-se para isso, e você desistindo da vida? Tire essa idéia louca da cabeça, rapaz!" O homem abriu a tampa do caixão e retrucou: "Não adianta. Não quero mais viver. Estou cansado de ter de lutar para sustentar a minha casa, ter de trabalhar para ganhar a minha comida. Eu desisto". "Não seja por isso, Zé!" tornou o amigo, querendo animá-lo. "Olhe, eu dou duzentos quilos de arroz para você, de graça. Tão cedo você não vai precisar trabalhar para se manter". Zé Muxoxo revirou os olhos, coçou o queixo, pensou, refletiu... e depois perguntou: "Com casca ou sem casca?" "Com casca, ora essa!" O Zé fechou a tampa do caixão e gritou para os que o carregavam: "Toca pro cemitério!" Esse caso pode ser engraçado, mas nos tornamos assim quando nos entregamos ao desânimo: derrotados, pessimistas. Achamos que tudo muito árduo, muito difícil. Enxergamos problema em tudo. Desprezamos todas as ofertas de ajuda. (Marcelo Aguiar, em Cura Pela Palavra, pg 94).

CONCLUINDO:

1. Guarde bem isso meu irmão:

a. Estabeleça prioridades! Faça uma lista! Coloque Deus em primeiro lugar, sua família em segundo (com responsabilidade, sem usar qualquer coisinha para negligenciar as prioridades a seguir), sua igreja em terceiro e depois as demais coisas, seguindo uma ordem de importância.

b. Envolva-se! Não se contente em “assistir”, faça parte!

c. Incentive e se deixe incentivar.

2. Creio que essas são necessidades reais e urgentes que todos nós temos e que, supridas, darão mais saúde à nossa igreja.

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ANTES E AGORA

ANTES” E “AGORA”

– ou: quem era “do mundo”, mas agora é “do céu” –

Assim lemos em Efésios 5.8-10: “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz..., aprovando o que é agradável ao Senhor.” (Efésios 5:8-10 RC)

Conta-se que quando a rainha Vitória passava o verão no castelo de Balmoral, costumava, disfarçada para não ser reconhecida, fazer longas caminhadas pelas propriedades rurais das redondezas. Em uma de suas caminhadas ela pediu a um criado que a acompanhasse à distância. Numa determinada estrada ela deparou-se com um rebanho de ovelhas conduzido por um camponês, o qual, preocupado com uma possível debandada dos animais, gritou nervoso: “Saia da estrada, velha estúpida!”. A rainha sorriu, e, sem nada dizer, escondeu-se à beira da estrada. Quando o seu criado chegou perto do irritado condutor das ovelhas, informou-lhe que aquela senhora era a rainha da Inglaterra. E o moço ficou constrangido, mas replicou: “Por que ela não se veste como uma rainha?”[1]

Essa história serve para lembrar aos crentes de quem eles são e como devem se apresentar perante o mundo. À rainha Vitória não era reprovável fazer alguns passeios disfarçada de camponesa. Mas a um crente, apresentar-se (agir) como um incrédulo sempre será reprovável, e, de certa forma, é exatamente disso que Paulo trata neste ponto de sua carta aos efésios.

Meu irmão, antes você era “do mundo”, mas agora você é “do céu”. Viva então como quem é “do céu” e não como quem é “do mundo”.

· Quem é “do céu” honra a Deus e às coisas que dizem respeito a Deus.

· Quem é “do céu” ama como Jesus amou – ama até mesmo aos seus inimigos (Mateus 5.48);

· Quem é “do céu” perdoa e faz bem a quem o odeia e ora pelos que o maltratam e perseguem (Mateus 5.48);

· Quem é “do céu” anda a segunda milha (Mateus 5.41);

· Quem é “do céu” oferece a outra face (Mateus 5.39);

· Quem é “do céu” busca em primeiro lugar o reino e a justiça de Deus (Mateus 6.33);

· Quem é “do céu” refreia a sua língua e não maldiz, não vive a fofocar e a dizer palavras torpes (Tiago 1.26);

· Quem é “do céu” está ligado a Cristo e dá bons frutos (João 15);

· Quem é “do céu” manifesta o fruto do Espírito que se caracteriza pelo amor, pela alegria, pela paz, pela longanimidade, pela benignidade, pela bondade, pela fidelidade, pela mansidão e pelo domínio próprio (Gálatas 5.22 e 23).

· Quem é “do céu” busca as “coisas que são de cima” (Colossenses 3.1);

· Quem é “do céu” pensa nas “coisas que são de cima” (Colossenses 3.2)

· Quem é “do céu” se despe – ou se deixa despir – de tudo aquilo que não é do céu e se reveste – ou se deixa revestir – de tudo aquilo que é do céu (Colossenses 3)

· Quem é “do céu” está “assentado nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”, ao contrário daquele que é “do mundo” e que por ser ainda “do mundo” está “morto em suas ofensas e pecados” (Efésios 2.1ss.)

· E coisas semelhantes a estas que encontramos nas Sagradas Escrituras.

Meu amado irmão, quem é “do céu” é assim transformado e santificado por Cristo e para Cristo mediante a ação do Espírito Santo.

Diante disso concluo esse editorial lhe perguntando e desafiando: você é “do céu”? Se é, viva de acordo com o “céu”; se ainda não é, pode ser, arrependendo-se de seus pecados e entregando sua vida a Jesus.

Naquele que, sendo “do céu”, viveu e morreu entre nós, mas ressuscitou e ao céu voltou pra nos fazer cidadãos “de lá”,

Walmir Vigo Gonçalves (Pr.)

Parque Imperatriz – Foz do Iguaçu – Agosto de 2011


[1] Walter Baxendale, citado por Moysés Marinho de Oliveira em “Manancial de Ilustrações” – JUERP