quarta-feira, 17 de agosto de 2011

NECESSIDADES DE QUEM QUER SERVIR NA OBRA DE DEUS

NECESSIDADES DE QUEM QUER SERVIR NA OBRA DE DEUS

Por: Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Preparado para ser aplicado à Igreja Batista no Parque Imperatriz – Foz do Iguaçu

Obs. Todos os comentários são meus; apenas os títulos dos tópicos foram extraídos da mensagem

“A Crise de Valores”, do Pr. Laerte Correa dos Santos.

Música VPC: “Ame ao Senhor” (1988)

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Áudio do sermão:

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Texto:

01. Você conhece alguém de quem se possa afirmar não ter nenhuma necessidade?

02. Certamente que sua resposta é não.

03. Com absoluta convicção podemos afirmar que todo ser humano que já habitou, habita ou habitará a face desta terra padeceu, padece ou padecerá necessidades.

04. Até mesmo Jesus padeceu necessidades. Enquanto aqui...

a. Jesus precisou alimentar-se;

b. Jesus precisou repousar;

c. Jesus precisou abrigar-se das intempéries...

05. Mas por necessidades não quero dar a entender aquela carência de alguém que está vivendo em situação de miséria em alguma área e nem mesmo quero dar a entender que a alguém está faltando algo;

06. Não! Por necessidade quero dizer aqui “aquilo que é preciso”, “aquilo que é indispensável” (como foi no caso de Jesus). Às vezes é algo que até se tem, mas que não pode vir a faltar.

07. Por exemplo, a água.

a. A água não é indispensável?

b. Você tem água na sua casa?

c. E, mesmo você tendo água, não é correto dizer que você tem necessidade de água?

08. Pois é esse o entendimento que eu quero dar aqui ao falar de necessidade.

09. Assim é que:

a. Os pais têm as suas necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de pais;

b. Os filhos têm as suas necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de filhos;

c. Os adultos têm suas necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de adultos e os mais jovens as necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de pessoas mais jovens;

d. Os profissionais têm as necessidades próprias, ainda que não exclusivas, de sua área de atuação;

e. Etc.

10. E aqueles que querem servir na obra de Deus têm também as necessidades próprias, ainda que não exclusivas, das pessoas que estão dispostas a servir na obra de Deus. E isso vale não apenas para os pastores, missionários e evangelistas chamados e nomeados, mas para todos que assumem seu papel de discípulo/servo de Jesus.

11. Você está disposto?

12. Se sim, então quero apresentar a você três dentre as diversas possíveis necessidades que você terá. E para isso vou utilizar o exemplo de Paulo em 1 Ts. 2.1-8 e 3.1-8:

Capítulo 2:

1) Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã;

2) mas, havendo primeiro padecido e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso Deus, para vos falar o evangelho de Deus com grande combate.

3) Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;

4) mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração.

5) Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha.

6) E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;

7) antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos.

8) Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos.” (RC)

Capítulo 3:

01) Pelo que, não podendo esperar mais, de boa mente quisemos deixar-nos ficar sós em Atenas;

02) e enviamos Timóteo, nosso irmão, e ministro de Deus, e nosso cooperador no evangelho de Cristo, para vos confortar e vos exortar acerca da vossa fé;

03) para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados;

04) pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis.

05) Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser inútil.

06) Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas da vossa fé e caridade e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós,

07) por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,

08) porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor. (RC)

13. Lido o texto, vamos então à primeira das três necessidades que vamos considerar hoje:

I - ESTABELECER PRIORIDADES

1. O dicionário Houaiss, sobre prioridade, apresenta as seguintes definições:

a. Condição do que é o primeiro em tempo, ordem, dignidade

b. Possibilidade legal de passar à frente dos outros; preferência, primazia (Ex.: idosos, deficientes físicos e gestantes têm prioridade no atendimento)

c. Condição do que está em primeiro lugar em importância, urgência, necessidade, premência etc. (Exemplos.: “o avião presidencial tem prioridade de pouso” / “a nossa prioridade é combater a miséria”)

2. Uma “coisa prioritária”, então, digamos assim, é “uma coisa” que vem primeiro do que “outra coisa”

3. Só pra termos um exemplo, imaginemos que você no próximo ano, depois de muito tempo economizando, vai passar uma temporada de férias na praia, e vai de carro; mas no carro não cabe tudo o que você quer levar. Então você faz uma lista de prioridades: 1) A cadeira e a sombrinha de praia; 2) O material de pesca; 3) Uma prancha de surf; 4) Uma caixa de isopor média; 5) O cachorro; 6) O filho; 7) a esposa (se couber – brincadeirinha)

a. Nesta lista-exemplo, vemos que tudo é prioritário, mas uns são mais que outros. Caso não caiba tudo no carro, deixa-se pra trás o que está mais distante na lista, em termos de prioridade, a começar pela esposa.

4. Ficou bem entendido?

5. Brincadeiras à parte, todos precisamos pensar e anotar ou gravar bem na mente o que é prioridade pra nós. Não se trata, pelos menos no que respeita às primeiras posições em nossa lista, do que “eu acho” que deve ser, mas do que realmente deve ser segundo o bom discernimento espiritual que temos, segundo o bom entendimento bíblico que temos, segundo o bom entendimento que temos do que é a vontade de Deus para as nossas vidas.

6. No texto em questão podemos perceber que Paulo tinha prioridades.

7. Deus, o contexto não só dessa carta, mas dos escritos em geral de Paulo demonstram, era sua prioridade número 1.

8. E a partir dessa vinham outras.

9. Em sua vida ministerial, por exemplo, percebemos por este texto pelo menos três prioridades:

a. Agradar a Deus – 2.4 – Nesse caso, “falar para agradar a Deus e não aos homens” – Isso não é fácil, especialmente para os pregadores, mas também para todos os crentes...

b. Ser autêntico – 2.5-6

c. Deixar-se usar por Deus

10. Quais são as SUAS prioridades?

a. Em sua lista de prioridades onde está Deus?

b. Em sua lista de prioridades onde está a sua família?

c. Em sua lista de prioridades onde está a igreja?

i. Quantas e quais coisas você tem colocado à frente da igreja?

Uma boa forma de descobrir isso é anotar, todas as vezes que você não vir ao culto, não participar de uma atividade que seria para todos, não contribuir..., qual o quais as razões. Depois de um tempo (1, 2 ou 3 meses), faça um balanço de suas anotações...

ii. Você tem interesse de que essa igreja, a “sua” igreja prossiga em franco crescimento?

iii. Você tem interesse de que essa igreja deixe de ser dependente, deixe de ser uma congregação da PIB Foz e se torne uma “igreja local”?

iv. De que tipo é o seu interesse? Do tipo que quer, mas pouco ou nada contribui para, ou do tipo que quer e luta junto com os demais que querem e lutam para que esse objetivo seja alcançado?

11. Vamos agora à segunda da três necessidades que consideraremos hoje:

II. ENVOLVER-SE

1. Um dicionário define "estar envolvido" como "ser participante, ter uma relação bem próxima, ter conexão, estar incluído".

2. Paulo estava completamente envolvido – veja 2.8.

3. Você está envolvido?

a. O quanto você está envolvido?

b. O quanto você está “conectado”?

c. O quanto você está “se dando”?

4. Eu, o pastor, aprecio muito o seu envolvimento, e creio que a igreja também, mas não posso deixar de enfatizar que esse nesse envolvimento há alguns “porém”:

a. O envolvimento deve ser espontâneo – o pastor, a igreja, um líder, qualquer pessoa, pode lhe incentivar, mas jamais impor...

b. O envolvimento implica em responsabilidade – se não vou ser responsável, então é melhor que eu não me envolva. Por exemplo, eu estive envolvido no Transformar 2010 assumindo a parte do transporte dos preletores do aeroporto até o local do congresso e vice-versa; o preletor está confiando em mim, já pensou se eu não for responsável? Envolva-se com a igreja, com a causa do Senhor, mas seja responsável...

i. Se você assumir uma responsabilidade que envolve dia e horário, como pregar em algum ocasião, participar de um mutirão com uma função específica, tocar ou cantar em um evento da igreja, lecionar na EBD... compareça... (imprevistos podem acontecer, mas irresponsabilidade...)

c. Tenha em mente que você estará envolvido com outras pessoas às vezes muuuuiiiiiitoooo diferentes de você sob vários aspectos, ainda que talvez não sob o aspecto da fé. Pensando nisso, há algumas coisas que se nos esforçarmos por aprender/fixar e manter sempre “à tona” em nossa mente, ajudará muito: 1) aprender a respeitar os limites uns dos outros; 2) aprender a não nos sentirmos ofendidos/escandalizados muito rapidamente, sem observar/refletir/se informar mais cuidadosamente. Tiago Laifer, jornalista esportivo do Globo Esporte, em entrevista ao Jô Soares disse algo verdadeiro referindo-se a uma brincadeira que fez no ar a qual fez torcedores de determinado time de futebol sentirem-se ofendidos: “muitos estão desaprendendo a brincar, tudo é ofensa”; 3) manter sempre “à flor da mente” o aprendizado que já adquirimos que precisamos perdoar e a prender que, dentre outras coisas, perdoar significa “abrir mão do direito de julgar” e, em muitos casos, envolve “abraçar e trazer para dentro do círculo”; 4) aprender a expulsar do nosso coração o sentimento de antipatia; 5) aprender a entregar questões a Deus e “deixar com Ele”; 6) aprender que existe um meio certo de resolver problemas na igreja...

5. Envolva-se! Seja bênção na vida da igreja!

6. E a terceira e última necessidade a considerarmos hoje é:

III. INCENTIVO – SER INCENTIVADO E INCENTIVAR

1. Paulo se sentia incentivado por aquela igreja devido ao relatório que Timóteo lhe trouxera acerca da mesma – 3.1-8

2. E essa carta de Paulo certamente lhes serviu de incentivo, uma vez que um de seus objetivos foi justamente elogiar a firmeza deles.

3. Paulo foi incentivado e incentivou, e esse é exemplo que todos temos que seguir.

4. Aqui também apresento alguns “porém”:

a. Incentivar não significa mascarar uma situação. Diz-se que Billy Graham, no culto realizado em Washington, motivado pela destruição das torres gêmeas do World Trade Center, disse: "As torres caíram, mas os fundamentos permaneceram, e sobre eles reconstruiremos esta nação".

b. O incentivo muitas vezes acontece mais através de ações do que com palavras. Paulo se sentiu motivado por saber das ações daquela igreja. Nilson Dimárzio, em das antigas edições de O Jornal Batista conta acerca de um chinês que fazia profissão de fé; a esse chinês foi perguntado:

"Quando você ouviu pela primeira vez o Evangelho?" Sua resposta foi esta: "Eu nunca ouvi o Evangelho. Eu vi o Evangelho na de um homem que era o terror da sua vizinhança, pela sua truculência e agressividade e que, ao aceitar Cristo como Salvador e Senhor, teve sua vida totalmente mudada. Não, eu nunca ouvi o Evangelho. mas eu vi o Evangelho na vida daquele homem".

c. O incentivado precisa colaborar com aquele que incentiva; “dar a sua contribuição”; “fazer uma forcinha”. Conta-se que...

... havia, numa pequena cidade, um homem chamado Zé Muxoxo. Era uma figura folclórica, conhecido por todos pelo seu desânimo, suas reclamações constantes, seu pessimismo e sua crônica falta de energia. Ele vivia desalentado com a vida, sempre achando tudo muito custoso, muito difícil. Por fim, decidiu que seria melhor e mais fácil morrer do que continuar vivendo. Entrou num caixão e pediu que o levassem para o cemitério. A cidadezinha parou para assistir a um enterro tão inusitado! Logo formou-se um grande cortejo atrás do defunto vivo; uns penalizados, outros revoltados, a maioria simplesmente curiosa. Um conhecido seu, avisado daquele absurdo, correu ao seu encontro e pediu aos que levavam o caixão que parassem. "Zé, não faça isso", disse-lhe. "Tanta gente querendo viver, esforçando-se para isso, e você desistindo da vida? Tire essa idéia louca da cabeça, rapaz!" O homem abriu a tampa do caixão e retrucou: "Não adianta. Não quero mais viver. Estou cansado de ter de lutar para sustentar a minha casa, ter de trabalhar para ganhar a minha comida. Eu desisto". "Não seja por isso, Zé!" tornou o amigo, querendo animá-lo. "Olhe, eu dou duzentos quilos de arroz para você, de graça. Tão cedo você não vai precisar trabalhar para se manter". Zé Muxoxo revirou os olhos, coçou o queixo, pensou, refletiu... e depois perguntou: "Com casca ou sem casca?" "Com casca, ora essa!" O Zé fechou a tampa do caixão e gritou para os que o carregavam: "Toca pro cemitério!" Esse caso pode ser engraçado, mas nos tornamos assim quando nos entregamos ao desânimo: derrotados, pessimistas. Achamos que tudo muito árduo, muito difícil. Enxergamos problema em tudo. Desprezamos todas as ofertas de ajuda. (Marcelo Aguiar, em Cura Pela Palavra, pg 94).

CONCLUINDO:

1. Guarde bem isso meu irmão:

a. Estabeleça prioridades! Faça uma lista! Coloque Deus em primeiro lugar, sua família em segundo (com responsabilidade, sem usar qualquer coisinha para negligenciar as prioridades a seguir), sua igreja em terceiro e depois as demais coisas, seguindo uma ordem de importância.

b. Envolva-se! Não se contente em “assistir”, faça parte!

c. Incentive e se deixe incentivar.

2. Creio que essas são necessidades reais e urgentes que todos nós temos e que, supridas, darão mais saúde à nossa igreja.

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

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