sábado, 20 de julho de 2013

Estudos no Sermão do Monte / parte 27 - Tesouros no Céu e na Terra


 

TESOUROS NO CÉU E NA TERRA

 

Estudos no Sermão do Monte – parte 27

Livro base para estes estudos: Estudos No Sermão do Monte, de Martyn Lloyd-Jones

 

01. Os irmãos devem estar lembrados de que quando iniciamos este capítulo 6 de Mateus dissemos que nele podemos perceber os dois lados da vida do crente, sendo o primeiro a sua vida religiosa, isto é, a sua vida em sua relação para com o Pai celeste.

02. Este primeiro lado encerramos seu estudo no domingo passado e abrangeu as questões das esmolas da oração e do jejum, exemplos citados para apregoar o princípio de que tudo o que fizermos em relação ao próximo, a Deus e a nós mesmos, não devemos fazer com o intuito de “sermos vistos pelos homens”.

03. Agora chegamos, a partir do verso 19, ao segundo lado, o lado que contempla o homem em sua relação para com a vida em geral, como uma pessoa que se preocupa com alimentação, vestuário, abrigo, etc. O crente precisa destas coisas para viver aqui neste mundo e essa necessidade traz consigo um perigo: o perigo do mundanismo.

04. O mundanismo geralmente assume duas formas principais, demonstradas aqui em Mateus 6 a partir do verso 19:

a.    A forma de um afeto positivo pelo mundo;

b.    E a forma de preocupação/ansiedade com relação às coisas do mundo.

05. Veremos Jesus tratando destas duas formas de mundanismo e nos ensinando que ambas são perigosas para o crente.

06. Vamos, então, sem mais delongas, à primeira forma, a forma de um afeto positivo pelo mundo.

07. Jesus trata dessa questão com as seguintes palavras:

 

19 ¶ Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. 20  Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. 21  Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 22  A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. 23  Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! 24  Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:18-24 RC)

 

08. Aí está a exortação de Jesus e as razões para a mesma. Nos versos 19 e 20 a exortação e nos versos restantes a razão. Agora precisamos analisar a amplitude desta exortação. Hoje vamos analisar o que temos nos versos 19-21

 

Primariamente Jesus diz “Não ajunteis tesouro na terra...”

 

09. O que Jesus quis dizer com isso?

10. Em primeiro lugar, devemos evitar interpretar essa declaração como se ela girasse torno de dinheiro ou outras coisas que façam de nós pessoas ricas, monetariamente falando.

a.    Jesus não disse “não ajunteis dinheiro; ele disse “não ajunteis tesouros.

b.    Jesus não disse “não sejam ricos”, monetariamente falando; ele disse “não ajunteis tesouros.

c.    Ora, “tesouro” é um vocábulo bem amplo, que inclui muita coisa, inclusive o dinheiro e outras coisas mais que possam fazer de nós pessoas ricas monetariamente falando, mas não só e não necessariamente essas coisas.

d.    Um correto entendimento dessa palavra de Jesus deve contemplar o fato de que Ele aqui não se interessava tanto pelas nossas possessões, e, sim, pela nossa atitude em relação a essas possessões. Não está em evidência aqui o que um homem porventura possua, mas antes, o que ele pensa sobre seus bens materiais, e qual é a sua atitude em relação a eles. Nada há de errado em se possuir bens, mas pode haver grande erro na relação de uma pessoa para com os seus bens.

11. Avançando em nosso raciocínio, está aqui em pauta a nossa total atitude em relação a este mundo. Jesus, podemos assim dizer, alerta para o perigo em que uma pessoa pode incorrer de derivar a sua principal ou mesmo total satisfação de coisas desta vida; de confinar/limitar/atrelar os seus interesses e as suas esperanças a esta vida, e, vista a partir desta ótica, a advertência de Jesus ultrapassa os limites das meras posses. Indivíduos pobres precisam desta exortação tanto quanto os abastados, porque, sob este ponto de vista, todos temos os nossos “tesouros”. Pode ser marido, mulher ou filhos; pode ser uma “posição” (na igreja, por exemplo, a posição de pastor, evangelista, diácono, presbítero, presidente... se eu não tiver lugar / for reconhecido em uma dessas posições, “tô fora” – tem gente que até sai de sua igreja e “monta” outra, “sua”, só para “ser” o que almeja), pode ser dinheiro, joias, poder, amigos, namorado(a), um emprego, conforto pessoal, honra pessoal... qualquer coisa! Não importa o que seja e nem o quanto valha (ou não valha), se representa tudo para você, então isso é o seu tesouro; se por esse “algo” você é capaz de comprometer até mesmo a sua fidelidade a Cristo, então isso é o seu tesouro; se a esse “algo” o seu coração pertence, então aí está o seu tesouro.

12. Na Bíblia encontramos alguns exemplos. Talvez os dois mais propícios sejam o do Mancebo de qualidade e o de Zaqueu; um negativo e o outro positivo. Veja esses exemplos em Lucas 18.18-24 e 19.1-10.

13. Jesus disse em Lucas 14.26 que quem quiser segui-lo tem que ama-lo mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. E logo depois orienta a quem quer segui-lo a que, munido dessa informação, calcule o preço para ver se pode “pagar”.

14. Após advertir a que não ajuntemos tesouros na terra, Jesus nos faz lembrar que tais tesouros, mais cedo ou mais tarde encontram um fim – são corroídos, são roubados... de uma forma ou de outra um dia deles ficamos destituídos, nem que seja apenas na eternidade – veja Lucas 16.19ss.

15. Veja o que Jesus disse certa vez a seus discípulos:

 

“Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:24-26 RC)

 

A seguir, Jesus diz onde devemos ajuntar tesouros: nos céus.

 

16. Quando Jesus é mais importante que tudo para nós, estamos ajuntando tesouros no céu, ou, dizendo de outra forma, isto é sinal de que nossos “tesouros”, isto é, as coisas que mais nos importam, as coisas que mais são valorosas para nós, são as celestiais, ou as que dizem respeito ao reino celestial, o que, por sua vez, é sinal de que nós somos os bem aventurados do início desse sermão de Jesus a quem, dentre outras coisas, pertence o reino dos céus e serão chamados filhos de Deus. Estas “coisas” não podem ser roubadas ou corroídas.

 

...se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.  Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;  porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.  Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.  Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;  por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.  Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.  Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.  Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos  e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;  no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.  Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.  Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;  acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.  Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.  Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.  E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:1-17 RA)

 

“Onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração”

 

17. Meus irmãos, que palavras profundas e sérias temos aqui: “Onde estiver o vosso tesouro aí estará o vosso coração”.

18. Isso significa que é com essas coisas que você vai se importar em primeiro lugar; é com estas coisas que você vai se ocupar mais que tudo e acima de tudo.

19. Onde está o seu coração? Com o que você tem se importado e tem se ocupado mais e acima de tudo?

20. Deixe-me narrar uma história que está num dos primeiros livros de nossa atual biblioteca em formação, livro que chegou esta semana. A história é sobre um missionário que viveu no fim do século 18 e início do século 19, chamado Henry Martin, que está no livro “É Difícil Crer”, de John MacArthur:

 

Depois de uma vida longa e difícil de serviço cristão na Índia, ele anunciou que estava se mudando para a Pérsia (atual Irã), porque Deus havia colocado no seu coração a necessidade de traduzir o Novo Testamento e o livro de Salmos para a língua persa.

 

A essa altura, ele era um homem idoso. Muitos lhe disseram que se permanecesse na Índia ele morreria em consequência do calor, e que a Pérsia era ainda mais quente do que a Índia. Porém, apesar de tudo, ele foi. Lá chegando, estudou a língua persa e traduziu o Novo Testamento e os Salmos num espaço de nove meses. Então, descobriu que não poderia imprimir nem fazer circular seu trabalho antes de receber permissão do Xá (título do monarca persa). Assim sendo, ele viajou 965 Km até Teerã; mas lá chegando não recebeu permissão para ver o Xá.. Henry Martin voltou e percorreu 640 Km para falar com o embaixador britânico, o qual lhe deu as cartas de apresentação necessárias e o enviou de volta outros 640 Km até Teerã. Isso foi em 1812, e Martyn fez toda essa viagem montado numa mula, viajando à noite e descansando durante o dia, protegido do sol escaldante do deserto apenas por uma tira de lona.

 

Finalmente chegou a Teerá e foi recebido pelo Xá que lhe deu a permissão para que as escrituras fossem impressas e postas em circulação na Pérsia. Dez dias depois ele morreu. Pouco antes de sua morte ele tinha escrito esta frase em seu diário: “Eu me sentei no jardim e pensei em meu Deus, com doce conforto e paz; na solidão, meu Companheiro, meu Amigo e Confortador”.

 

21. Esse homem já tinha trabalhado muito para a causa de Deus, e poderia ter voltado para seu país e gozar de uma merecida aposentadoria, mas o seu coração não estava nisso, o seu coração estava em Deus e nas coisas de Deus...

22. Onde está, meu irmão, o seu coração? Onde está o seu coração?

a.    É justamente aí que se encontra o que acima de tudo é precioso para você.

b.    Será Jesus Cristo precioso acima de tudo para você?

                                  i.    Você tem dado a ele o seu tempo, tempo que poderia usar para outras coisas como lazer, descanso?

                                ii.    Você tem dado a ele o seu talento? Qual é o seu talento? Está usando ou enterrando? Está usando pra quem?

                               iii.    Você tem dado a ele o seu dinheiro/bens?

1.    Se não, por que não? O que está lhe impedindo?

2.    Você pode ter diversas razões, mas será que elas são razões legítimas, aceitáveis diante de Deus?

23. Onde está o seu coração? No céu ou na terra?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Julho de 2013

 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Estudos no Sermão do Monte / parte 26 - O Jejum

O JEJUM

 

Mateus 6.16-18

 

01. O jejum é a terceira ilustração apresentada por Jesus sobre como devemos nos conduzir nesta questão da retidão pessoal.

02. A questão das esmolas diz respeito às nossas atitudes em relação ao nosso próximo; a da oração diz respeito à nossa relação íntima com Deus; e essa questão do jejum diz respeito à disciplina espiritual/pessoal.

03. Ora, temos noção de que talvez, nessa ocasião, tudo que Jesus tencionou dizer sobre essa disciplina pessoal é que “ela não deve ser praticada com a intenção de ser vista pelos homens” isto é, não deve ser praticada como uma espécie de exibicionismo; entretanto, uma vez que tal disciplina, por diversas razões, quase que tem desaparecido do cenário das práticas evangélicas, será bom discorrermos um pouco mais além da verdade exposta no texto de que o objetivo nunca deve ser o de ser visto pelos homens. Mas só um pouco mais nos será suficiente nesta matéria. E o que podemos considerar?

04. Primeiro, podemos considerar o fato de que Jesus nunca foi contra e nunca proibiu o jejum.

a.    Ele mesmo jejuou quarenta dias e quarenta noites logo após o seu batismo;

b.    Quando lhe é perguntado sobre o porquê de seus discípulos não jejuarem ele responde: podeis vós fazer jejuar os convidados das bodas enquanto o noivo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias jejuarão. (Lucas 5.34 e 35)

c.    Ao mencionar o jejum aqui no sermão da montanha, Jesus não se posiciona contra; ao contrário, fornece orientações sobre a atitude quando se estiver jejuando: não ficar se exibindo e até esforçar-se para que ninguém perceba que se está jejuando.

05. Segundo, os apóstolos também nunca se posicionaram contra o jejum e o jejum era praticado na igreja primitiva. Alguns textos que podemos ler para constatar essa verdade são: Atos 14.19-23, 2 Coríntios 5.21-6.5, Atos 13.1-3...

06. A terceira e óbvia consideração, diante das considerações anteriores, é que, se assim o é, o jejum é uma prática que podemos e devemos observar.

07. A quarta consideração pode ser, então, sobre os tipos de jejum. São três os tipos mais comuns:

a.    O jejum parcial – que é o jejum em que se abstém apenas de alguns e não de todos os alimentos – parece ter sido esse o jejum de Daniel em 10.1ss.

b.    O jejum “normal”, que é o mais típico, e que consiste da abstinência de todos os alimentos, porém não de água. Esse é o mais recomendável no caso de jejuns mais longos.

c.    O jejum total – nem comida e nem água. Não deve ser praticado por períodos muito longos.

08. A quinta consideração pode ser, porque talvez haja alguém interessado quanto a isso, quanto à duração do jejum. Bom, na bíblia não temos uma “regra geral quanto a isso”, mas temos alguns exemplos:

a.    O jejum parcial de Daniel durou “três semanas completas”, vinte e um dias, portanto.

b.    Em 1 Samuel 7.6, quando o povo de Israel se congregou diante do Senhor em Mispá, reconhecendo e arrependendo-se de seus pecados, jejuaram, ao que parece, por um dia.

c.    Jesus jejuou por quarenta dias e quarenta noites.

 

Então, “quanto tempo?” – Não há uma regra geral do tipo: “por essa causa x dias e por aquela y dias”. Parece que cabe a quem vai jejuar decidir por quanto tempo vai fazê-lo; se durante o dia, alimentando-se à noite; se por dois ou três dias...

 

09. Talvez a sexta consideração possa ser o “por que” do jejum. Por que jejuar? Por que abster-se de alimentos por algum tempo? E a resposta mais correta é que o jejum deve ser feito visando algo que você julga especial, uma busca de certos alvos especiais, não sendo, portanto, uma prática rotineira. Em geral, faz parte de uma “busca pessoal por algo especial”. Não deve ser um “programa da igreja”. Talvez a igreja possa, em alguma ocasião específica e por um objetivo específico, incentivar um jejum coletivo, mas não deve ser algo corriqueiro.

a.    Na Bíblia encontramos diversas razões pelas quais houve (pode/devehaver) jejum. Cito algumas só para os irmãos terem uma ideia:

                                  i.    Consagração (Nm 6:3-4) – Abstinência parcial (apenas de certos “alimentos”) em um período de consagração ao Senhor;

                                ii.    Arrependimento de pecados (I Sm. 7:6);

                               iii.    Enfermidade (Sl 35:13) – Davi pelos enfermos;

                               iv.    Intercessão (Dn 9:1ss) – Daniel orando pelo povo;

                                v.    Preparação para a batalha espiritual (Mt 17:21);

                               vi.    Enviar missionários (At 13:1ss);

                              vii.    Ordenações de pessoas que vão ficar à frente da igreja (At 14:23).

10. A sétima consideração é que, além do que Jesus já disse ser errado ao jejuar, isto é, jejuar “para ser visto pelos homens”, numa espécie de exibicionismo, há outras maneiras erradas de se praticar o jejum, sendo algumas delas:

a.    Jejuar de maneira mecânica, isto é, o “jejuar por jejuar”; talvez o “jejuar para cumprir um calendário da igreja”. Isso é extremamente errado, dentre outras coisas por fazer do jejum uma finalidade em si mesmo.

                                  i.    E é válido dizer isso não apenas do jejum, mas de qualquer outra prática cristã – se a fazemos apenas para cumprir um programa traçado, se fazemos “por fazer”, erramos.

b.    Jejuar, mas não orar. Creio até ser desnecessário dizer que o jejum está relacionado de perto com a oração...

c.    Jejuar quando se está vivendo em pecado e não há arrependimento e nem quebrantamento de coração – Veja Jeremias 14.10ss

d.    Jejuar sendo soberbo e hipócrita – Veja Lucas 18.9ss

 

11. Creio nos serem suficientes essas considerações acerca desta última das três ilustrações apresentadas por Jesus neste ponto do sermão da montanha, e concluo, então, relembrando aos irmãos que mais importante que as ilustrações propriamente ditas é o princípio por elas ilustrado, que é princípio de que qualquer coisa que fizermos que não a façamos para sermos vistos / elogiados / valorizados... por quem quer que seja.

 

Principal fonte para esse estudo:

Estudos no Sermão do Monte – M. Lloyd-Jones – Editora Fiel