quinta-feira, 19 de abril de 2012

Verdadeiro Cristão

VERDADEIRO CRISTÃO

 

Leia Lucas 14.15-24:

 

15 E, ouvindo isso um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus! 16  Porém ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia e convidou a muitos. 17  E, à hora da ceia, mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. 18  E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. 19  E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. 20  E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir. 21  E, voltando aquele servo, anunciou essas coisas ao seu senhor. Então, o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos. 22  E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. 23  E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e atalhos e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. 24  Porque eu vos digo que nenhum daqueles varões que foram convidados provará a minha ceia.” (RC)

Ser Cristão 

Muitos são os que “aceitam” Jesus. Porém, muitos também são os que o rejeitam. Mas tal fato já há muito não é nenhuma novidade. Séculos antes de Cristo os profetas anunciaram isso. Isaías foi um desses profetas, e ele começa o capítulo 53 de seu livro fazendo uma pergunta/repreensão profética: “Quem Deu crédito à nossa pregação?”.

Mas Jesus, como grande Mestre que é, usa a própria rejeição como luz para trazer ensinamentos aos homens. Observando aqueles que o rejeitavam ele ensinou:

·         Sobre o perigo da hipocrisia;

·         Sobre o perigo da cobiça;

·         Sobre o perigo da inflexibilidade;

·         Sobre a importância da fidelidade;

·         Sobre a importância do arrependimento;

·         Sobre o Reino de Deus, etc.

Quando trazia esses ensinamentos à luz da rejeição, ele era severo para com os rejeitadores. Não hesitava em chamá-los de hipócritas, raça de víboras, e nem de dizer que se continuassem rejeitando-o seriam também rejeitados no céu, como faz no texto acima sugerido para leitura, versículo 24, em linguagem figurada.

No texto vemos que muitos convidados recusaram ir à ceia, às vezes com desculpas tolas, e, à luz desses rejeitadores, Jesus ensina que o verdadeiro cristão, aquele que irá “comer pão no Reino de Deus”, não é simplesmente quem for convidado, mas quem aceitar de coração o convite. O verdadeiro cristão é aquele que aborrecer, isto é, colocar em posição secundária em relação à Cristo até mesmo a família, e ainda a própria vida. No texto, em linguagem ilustrativa, por parábola, Jesus mostra que todos, os muitos judeus primeiro, e depois o resto das nações representadas por aqueles que estavam nos caminhos e atalhos, nos campos e valados, são convidados para receber a salvação, mas só quem a aceita recebe-a.

            Muitos há, entretanto, que, quando confrontados com a verdade de que precisam receber a Cristo em seus corações, dizem: - “Mas eu recebo Jesus”. A esses peço que notem que na parábola o convite não deixou de ser recebido por muitos, mas na hora do compromisso, na hora de “ir”, eles começaram a dar desculpas... Envolvimento com terras, animais e família tiveram prioridade sobre o convite de seu hospedeiro. Assim é com muitos que dizem “aceitar” Jesus. “Aceitam-no”, mas o envolvimento com as coisas desta vida vem em primeiro lugar. Esse “aceitar” não é verdadeiro. Jesus pede exclusividade. Pedro, em sua primeira carta, em 2.9, diz que aqueles que aceitam a Jesus de verdade, são propriedade exclusiva de Deus.

            O “aceitar” Jesus só como alguém que tem algo a nos dar e fazer por nós é diferente de “aceitar” Jesus como Senhor das nossas vidas. Nicodemos aproximou-se de Jesus dizendo aceitar o fato de que ele era mestre vindo de Deus. Jesus lhe diz que ele precisava nascer de novo, doutra forma não poderia ver o reino de Deus.

Jesus disse, e Mateus registrou: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24 DO)

            Amados, seguir a Jesus custa-nos alguma coisa. Todos os demais relacionamentos, interesses e ambições nossas não poderão vir em primeiro lugar e deverão ser medidos pela Palavra de Jesus. A família, e a própria vida, coisas que estão mais próximas do nosso coração, não poderão ocupar o lugar de preeminência – esse é de Jesus.Crente

            Ser crente de verdade é ter Deus em primeiríssimo lugar. Romanos 2.28-29 diz: “... não é judeu quem o é apenas exteriormente... Porém judeu é aquele que o é interiormente...”  Se contextualizarmos um pouquinho só, fica assim: “... não é cristão quem o é apenas exteriormente... Porém cristão é aquele que o é interiormente...”

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Amor de Deus

O AMOR DE DEUS

 

A largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Deus manifestado em Cristo.

 

– Elaborado com auxílio de nota homilética em a Bíblia Vida Nova –

 

 

“Por causa disso, me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” (Efésios 3:14-19 RC)

 

 

1.    Conta-nos um certo Dr. Gordon a história de um certo Jorge Matheson, quando soube que estava condenado à cegueira...

 

... Um jovem estudante atravessava a praça duma das antigas universidades escocesas, indo de caminho para o seu quarto no internato. Não se sentia bem. Seus olhos estavam fracos, o que tornava o trajeto difícil. Seguindo o conselho dum amigo, havia consultado um especialista em doenças da vista. O médico, depois de um exame minucioso, o avisara firmemente que havia de perder a visão em pouco tempo. Um terrível soco entre os olhos não poderia tonteá-lo mais do que esta notícia. O seu coração estava perturbado. Perderia a visão!... Todos os planos que tão esperançosamente arquitetara desfaziam-se na sua frente. Com a perda da visão ir-se-iam o ensino na universidade e todos os seus sonhos dourados. Perturbado, confuso, saiu do consultório médico apalpando o caminho como um sonâmbulo. Jorge era noivo. Encaminhou-se em direção à casa da querida noiva, esperando, sem dúvida, alguma palavra de conforto para o coração dolorido. Como daria ele a triste noticia à moça que ele tanto amava e que prometera ser sua esposa? Seus planos estavam todos mudados; e como receberia ela a notícia?! Quando lá chegou, contou-lhe em palavras brandas mas briosas a sua situação, sua mudança de planos, dizendo-lhe que ela teria liberdade para decidir segundo julgasse melhor. A noiva aceitou a liberdade! A rejeição da noiva foi o segundo golpe. Pela segunda vez, saiu tristonho e sem enxergar o caminho em que pisava. O golpe parecia acima de suas forças, e a dor lhe sufocava o coração! Mas não estava só. Alguém o aguardava e ternamente fortaleceu seu coração quebrantado, falando-lhe palavras amorosas e dando-lhe o bálsamo do conforto e do verdadeiro amor. O moço entregou-se nos braços do Verdadeiro Amigo e todas as dificuldades foram vencidas. Uma nova disposição o dominou, tomando inteira e permanente posse de sua vida. E do seu coração quebrantado, mas cheio de conforto, saíram palavras de louvor e gratidão a Deus, o Amor que nunca muda sejam quais forem as circunstâncias. Estas palavras são cantadas com a música de um hino que diz:

 


Amor, que por amor desceste,

Amor, que por amor morreste,

Oh! Quanta dor não padeceste,

Meu coração pra conquistar,

E meu amor ganhar.

 

Amor que nunca, nunca mudas,

Que nos teus braços me seguras,

E cerca-me de mil venturas.

Aceita agora, ó Salvador,

O meu humilde amor.


 


2.    Hoje vamos pensar um pouquinho sobre o amor de Deus em Cristo – A largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Deus manifestado em Cristo.

3.    Por “largura” podemos entender que o amor de Deus abrange a todos indistintamente

a.    Em Marcos 16.15 Jesus diz que o evangelho deve ser pregado em todo o mundo a todas as pessoas.

b.    Em Apocalipse 5 e 7 encontramos a afirmação de que pessoas de todos as tribos, línguas, povos e nações são objeto da salvação oferecida por Deus em Cristo.

4.    Por “comprimento” podemos entender que abrange todos os tempos.

a.    Em Efésios 1.4 lemos sobre a salvação em Cristo prevista desde antes da fundação do mundo.

b.    A salvação é propósito de Deus, e logo após a queda do homem, no Éden ainda, Ele anuncia esse Seu propósito e começa a trabalhar no tempo, trabalho esse que durará até ao fim, tendo como objetivo esse propósito.

c.    Assim se expressa o Dr. Russel P. Shedd: “Desde Abel até o último cristão a se converter... esse é o comprimento. Nunca houve nem haverá, até Cristo voltar, um intervalo na operação poderosa e salvadora do evangelho”.

5.    Quanto à “altura”, significa que o amor de Deus estendeu-se até ao Céu para trazer o Filho Amado esvaziado de Sua Majestade.

a.    Assim lemos em Filipenses 2.6-8, lemos acerca de Jesus: “... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2:6-8 RC)

6.    A profundidade diz respeito ao sofrimento que Jesus suportou para expiar nossos pecados.

a.    Em 1 Pedro 2.24 lemos que “ele levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fomos sarados”.

7.    Mas a profundidade diz respeito também ao fato de que a salvação oferecida por Deus em Cristo chega até aos piores pecadores. Não há nenhum pecador ou rebelde que não possa ser incluído.

a.    Em João 3.16 encontramos que a salvação é para todo o que crer – O amor de Deus alcança a todo o que crê em Cristo. Na Bíblia encontramos vários bons exemplos:

                                  i.    Atos 7.58-8.3; 9.1-22 – Saulo: perseguidor dos cristãos. Saulo: convertido, salvo, pregador do Evangelho.

                                ii.    Mateus 26.69-75; Marcos 16.6-7; João 21.15-17 – Pedro: negando a Jesus, mas sendo restaurado.

                               iii.    Lucas 15.11-24 – O filho que se perdeu, mas foi achado.

                               iv.    Lucas 19.1-10 – Zaqueu, o publicano (e ladrão) que converteu-se e foi salvo.

                                v.    Lucas 7.36-50 – A pecadora que foi salva por Jesus.

b.    O que João 3.16, à luz desses exemplos, nos diz é que você:

                               vi.    pode ser um perseguidor como Saulo o foi;

                              vii.    pode ser alguém que já tenha negado ou que ainda continue negando a Jesus, como Pedro o fez;

                            viii.    pode ser alguém que, por querer viver por si mesmo, tenha se afastado do Pai, como o filho pródigo o fez;

                               ix.    pode ser alguém que já tenha sido ou ainda é desonesto, como Zaqueu, o publicano, o foi;

                                x.    pode ter sido ou ser uma pecadora como o foi aquela mulher que ungiu os pés de Jesus

                               xi.    mas, se você crer em Jesus, pode ser salvo, pode ser alcançado pelo amor de Deus manifestado em Cristo Jesus.

2.    Louvado seja Deus pelo seu grandioso amor a nós dispensado!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Deus nunca erra

 

DEUS NUNCA ERRA!

 

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS, tinha um servo que em todas as situações lhe dizia:

 

- Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!

 

Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.

 

Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:

 

- Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.

 

O servo apenas respondeu:

 

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e Ele sabe o porquê de todas as coisas. O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

 

Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo.

 

Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.

 

Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. 

 

- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?

 

- Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.  Ele nunca erra!

Autor ignorado – Quem souber pode icluir como comentário

domingo, 8 de abril de 2012

Jesus ressuscitou

JESUS RESSUSCITOU!

 

Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!” (Atos 2.32-36 KJA)

 

01. O dia de Pentecostes havia chegado.

a.    Pentecostes era como os judeus que falavam o grego denominavam a Festa das Semanas, cuja instituição é descrita em Levítico 23:15-21.

b.    O nome “Festa das Semanas” fazia alusão às diversas semanas (sete semanas) que se tinha de passar entre a Páscoa e essa observância.

c.    Os judeus que falavam o grego denominavam-na “Pentecostes” porque era realizada no quinquagésimo dia após a Páscoa.

02. Os apóstolos de Jesus estavam todos reunidos em um mesmo lugar em Jerusalém, quando Jesus cumpre a promessa que ele lhes fizera:

 

“E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.” (João 14:16 e 17). 

 

“Mas, quando vier o Consolador, que da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, Ele testificará de mim.” (João 15:26).

 

03. E o Espírito Santo se manifestou a eles de uma maneira espetacular. Veja:

 

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medas, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judéia, e Capadócia, Ponto e Ásia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.” (Atos 2:1-13 DO)

 

04. Alguns se maravilharam e outros se puseram a zombar, diante do quê Pedro fez um discurso ousado e tremendamente revelador.

05. Nesse discurso ele fala sobre o acontecimento mais importante da história da humanidade: a ressurreição de Jesus, o Messias prometido, o Cristo.

a.    Ele disse:

 

Israelitas, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus diante de vós por meio de milagres, feitos portentosos e muitos sinais, que Deus por meio dele realizou entre vós, como vós mesmos bem sabeis, este homem vos foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; mas vós, com a cooperação de homens perversos, o assassinaram, pregando-o numa cruz. Contudo, Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse. (Atos 2.22-24 KJA)

 

b.    Ele também mostrou que Davi profetizara sobre a ressurreição do Cristo, Jesus:

 

Caros irmãos, concedei-me a licença de falar-vos com toda franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. Todavia, ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. Antevendo isso, profetizou sobre a ressurreição do Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. (Atos 2.29-31 KJA)

 

c.    E depois disse:

 

Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas deste fato. Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. Porquanto, Davi não foi elevado aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que Eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Sendo assim, que todo o povo de Israel tenha absoluta certeza disto: Este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Messias!” (Atos 2.32-36 KJA)

 

06. A ressurreição de Jesus é o fato mais importante da história da humanidade.

 

A necessidade da ressurreição de Jesus.

 

01. Para cumprimento das Escrituras – Sem ela as Escrituras se tornariam inválidas, apócrifas.

a.    Isso seria assim porque as Escrituras profetizavam essa ressurreição.

                                  i.    No Salmo 22 Davi fala claramente sobre o triunfo do Messias.

                                ii.    O capítulo 53 de Isaías fala sobre o sofrimento e morte (sepultura) do Messias, mas fala também sobre sua glória, sobre ver o trabalho de sua alma.

                               iii.    E o evangelista Lucas registra as palavras do próprio Jesus, depois de ressuscitado: “Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos.”(24:46)

 

02. Sem ela não haveria perdão de pecados.

a.    “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Co. 15:17)

 

03. Sem ela não haveria a justificação.

a.    “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”(Rm.4:25) “Quem nos condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Rm.8:34)

 

04. Sem ela não haveria esperança para a eternidade.

a.    “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (I Co.15:19)

 

05. Sem ela a nossa pregação, e a própria fé, seriam vãs, inúteis.

a.    “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (I Co.15:14)

 

06. Todo o Evangelho está firmado sobre a ressurreição.

 

Mas Jesus ressuscitou.

 

01. Pedro caminha para o término de seu discurso de uma maneira enfática e confrontante.

02. Pedro era um homem que tinha um certo grau de coragem, de ousadia, mas a coragem com que ele fala estas palavras, no lugar onde estava e naqueles dias, certamente que não era dele, senão do Espírito Santo que acabara de vir sobre eles. Ele enfatiza ousadamente: “Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel, que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

03. Desta forma, com muita “insolência”, ele estava dando-lhes a entender:

 

a.     Vós o crucificastes; Deus o ressuscitou.

b.    Vós o desaprovastes e odiastes; Deus o amou e o recebeu.

c.     Vós o rejeitastes; Deus o pôs à Sua mão direita.

d.    Vós o lançastes no opróbrio, na cruz; Deus o glorificou por meio da ressurreição e glorificação.

e.     Vós o tratastes como um escravo; Deus o elevou à mais elevada honraria, pois acha-se à mão direita do Pai.

f.     Para vós ele não era o Senhor; mas agora ele é O Senhor universal.

g.    Tudo isso é verdade quanto a esse mesmo Jesus, a quem vós conhecestes, mas rejeitastes.[1]

           

04. Pedro traspassa a alma de seus ouvintes com essas palavras, e muitos clamam, pedem, perguntam sobre o que fazer.

05. Eles não esperam que Pedro lhes faça um apelo insistente para que se convertam; eles é quem tomam a iniciativa de clamar por solução quanto à sua miséria espiritual.

06. E nós? Reconhecemos nossa miséria?

07. As palavras de Pedro não tinham valor só para eles naquela época.

a.    Nós também matamos o Cristo!

b.    Nós também o crucificamos!

c.    A Bíblia diz que ele morreu por todos, e, sendo assim, todos somos responsáveis por sua morte.

08. Mas ele não ficou morto, ele ressuscitou! E hoje nós podemos ir a ele e sermos grandemente beneficiados por este fato.

 

Conclusão.

 

01. A ressurreição de Jesus é o fato mais importante da história da humanidade.

02. É esse fato, planejado na eternidade, e ocorrido na história, no tempo, que propicia a nós oportunidade de sermos reconciliados com o Criador, com Deus, e gozarmos de todas a bênçãos que acompanham essa reconciliação, e que nós havíamos perdido.

03. A ressurreição de Jesus já fez diferença em sua vida?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com



[1] CHAMPLIN, R. N. –  O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 3: Atos/Romanos.

10 ª reimpressão. São Paulo, editora Candeia, 1998. 887 p. – nota extraída da p. 65.