sábado, 17 de fevereiro de 2018

DEVEMOS SER CRENTES COMO NOÉ

DEVEMOS SER CRENTES COMO NOÉ

 

Ø  Abra a sua bíblia em Gênesis 6. Leiamos com atenção todo este capítulo. Leiamos de forma alternada.

Ø  Agora olhe o verso 8. Leiamos juntos esse verso.

Ø  Noé “achou graça”, isto é: alcançou o favor do Senhor; foi aceito pelo Senhor. Em meio a uma geração reprovada pelo Senhor por causa de sua extrema pecaminosidade, Noé foi aprovado por Deus.

Ø  Jesus, ao falar sobre sua volta, faz referência a esse tempo de Noé, o tempo anterior ao dilúvio quando a humanidade estava totalmente corrompida pelo pecado, totalmente voltada para si mesma. E é interessante o fato de que Jesus nem cita a extrema pecaminosidade deles, mas simplesmente se refere a coisas normais da vida para as quais eles estavam vivendo. Eles “comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento... até que veio o dilúvio...”.

Ø  Mas não é fato que Noé também comia, bebia, casou-se e deu-se em casamento? Qual a diferença dele para os demais?

Ø  Havia diferença, muita diferença, “diferença que fez toda a diferença”, diferença que deve haver também hoje entre aqueles que professam serem servos do Senhor e o mundo corrompido pelo pecado; e é sobre essa diferença que vamos pensar hoje.

Ø  Qual era a diferença? A diferença era múltipla, e a primeira era que:

 

1.   Em meio a uma geração corrupta e perversa Noé foi encontrado justo e reto

 

Ø  Assim lemos no verso 9 de Gênesis 6: “... Noé era varão justo e reto (íntegro) em suas gerações... (Gênesis 6:9 RC)

Ø  Noé era “justo”, e isso significa que Noé era correto, e correto em tudo:

o   No governo, se ele governava ou liderava algum grupo, ele era correto;

o   Na causa de alguém ele era correto no julgamento;

o   Na conduta geral e no caráter ele era correto.

Ø  E certamente que Noé era justo também no sentido de alguém justificado por Deus, porque diante de Deus qualquer pessoa só pode ser considerada justa se por Ele for justificada. Mas creio que quando o texto diz que Noé era varão justo é no sentido acima que está falando.

Ø  E Noé era “reto” ou “íntegro”, isso significa que ele era moral e espiritualmente saudável e estava inteiramente de acordo com a Palavra de Deus conhecida de então.

Ø  Então, Noé, mesmo vivendo em meio a uma geração totalmente corrompida pelo pecado, ao ponto de Deus enviar um dilúvio destruidor, manteve-se justo e reto.

Ø  Noé é, então, um exemplo do tipo de crentes que nós devemos ser vivendo em meio a uma geração corrompida pelo pecado: crentes corretos.

o   Crentes que, se estão “devendo na praça”, só se for por uma “infelicidade”, algo que eventualmente fugiu ao controle, e nunca por irresponsabilidade, má fé, “esperteza” ...

o   Crentes que nos negócios são corretos e não “passam a perna” para levar alguma vantagem;

o   Crentes que fogem da aparência do mal e aborrecem até a roupa manchada da carne;

o   Crentes que evitam determinadas práticas às vezes até simplesmente por elas serem capazes de dar motivos a alguém para se afastar da fé;

o   Crentes de elevada moral;

o   Crentes que falam a verdade com amor;

o   Crentes que fogem do adultério, da prostituição, da fornicação... de qualquer pecado de natureza sexual;

o   Crentes que se despem da roupa velha do pecado e se vestem da roupagem celestial;

o   Crentes que são “inteiros” do Senhor e não divididos;

o   Crentes que são o que devem ser segundo o padrão apresentado por Deus em Sua Palavra;

o   E por aí vai... veja lá na Bíblia, por exemplo, em Gálatas 5.19-21 quais são as obras da carne; use um dicionário e veja o significado de cada palavra ali encontrada. Depois faça o mesmo com o verso seguinte, o 22, que descreve o fruto do Espírito.

Ø  Noé viveu numa geração corrompida e perversa, mas Noé foi achado justo e reto; nós vivemos numa geração corrompida e perversa, e em meio a essa geração corrompida e perversa devemos ser como Noé. Tem muito crente “pegando a onda” dessa geração, “seguindo o fluxo”... se vivesse nos tempos de Noé ia “pegar onda nas águas do dilúvio”... Pense nisso!

Ø  A segunda diferença de Noé é que:

 

2.   Em meio a uma geração que se afastava de Deus, Noé andava com Deus

 

Ø  Não é isso que diz o texto? “... Noé andava com Deus.” (Gênesis 6:9 RC)

Ø  Jesus diz que os contemporâneos de Noé, no mínimo, “andavam consigo mesmos”, isto é, viviam apenas para si. O negócio deles era “comer, beber, casar-se e dar-se em casamento”, “eu, eu, eu e eu”, “curtir a vida”. E “curtindo a vida”, “vivendo consigo mesmos e para si mesmos”, eles foram se afastando cada vez mais do Criador. Mas Noé não; Noé andava com Deus. Noé comia e bebia, mas Deus estava com ele à mesa; Noé casou-se, mas Deus foi convidado para a festa e para a casa de Noé. Noé “ia para o trabalho” e convidava Deus para ir com ele; Noé “ia para a faculdade” e convidava Deus para ir com ele; Noé “ia para o lazer” e convidava Deus para ir com ele; Noé “ia fazer um negócio, vender um carro”, e convidava Deus para ir com ele... e interferir... E quando Noé ia para algum lugar ou alguma atividade onde Deus “não podia” estar com ele, então ele não ia. Noé andava com Deus.

Ø  Noé não andava com os filósofos, ele andava com Deus;

Ø  Noé não andava nem com a esquerda e nem com a direita política, ele andava com Deus;

Ø  Noé não andava no curso deste mundo, ele andava com Deus;

Ø  Noé não seguia a moda, ele seguia a Deus;

Ø  E quando veio o dilúvio, Noé não pereceu com os demais, porque ele não estava com eles, estava na Arca, com Deus.

Ø  Por onde você tem andado? Com quem você tem andado? Os caminhos por onde você tem andado aproximam ou afastam você de Deus?

Ø  Noé viveu numa geração corrompida e perversa, mas Noé andou com Deus; nós vivemos numa geração corrompida e perversa, e em meio a essa geração corrompida e perversa devemos ser como Noé. Tem muito crente andando “consigo mesmo”, andando “segundo o curso deste mundo”, dando mais ouvidos aos “filósofos” deste mundo... se vivesse nos tempos de Noé ia ter que “andar sobre as águas do dilúvio” ... Pense nisso!

Ø  A terceira diferença de Noé é que:

 

3.   Em meio a uma geração descrente, Noé era “crente”.

 

Ø  Ele, por exemplo, creu que Deus mandaria de fato um dilúvio sobre a terra, e temeu, e tratou logo de providenciar a arca que Deus mandara fazer para salvar a ele e sua família.

Ø  Isso me leva a pensar que muitas vezes nós temos sido “crentes” “descrentes”, e evidenciamos essa descrença quando não tememos viver no erro, mesmo com Deus dizendo que há consequências para quem vive no erro. Na verdade, há até quem escolha viver no erro, “curtir” por um pouco de tempo o gozo do pecado (diferentemente de Moisés que recusou-se a ser chamado filho da filha de Faraó e que escolheu antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um tempo ter o gozo do pecado). Parece que não estamos crendo que Deus fará o que disse – os cristãos de hoje parecem crer que Deus vai perdoar os seus pecados e sarar a sua terra; parecem crer que Deus vai cobri-los de bênçãos; mas, por outro lado, parecem descrer que Deus NÃO fará isso se eles não se humilharem, não orarem, não buscarem a Sua face e não se converterem de seus maus caminhos, e vão vivendo no erro, no pecado, e até escolhendo o pecado, e esperando que Deus derrame abundantemente sobre eles as mais ricas bênçãos. Somos “crentes” “descrentes”

Ø  Mas Noé era “crente”. Essa foi uma grande diferença entre eles e os demais de sua época. Eles comiam, e Noé também comia; eles bebiam, e Noé também bebia; eles casavam-se e davam-se em casamento, e Noé também se casou e deu-se em casamento. Mas Noé era “crente”, enquanto que eles não. Quando Deus disse que a maldade do homem era grande sobre a face da terra e que por isso mandaria um dilúvio para destruí-los, eles não creram, mas Noé creu, e temeu, e fez a arca conforme Deus os mandara fazer.

Ø  Meus irmãos, crer em Deus, crer de verdade, seriamente, refletidamente, faz uma grande diferença na vida de qualquer pessoa... Mas é crer integralmente, crer naquilo que Ele revelou e que soa muito bem aos nossos ouvidos, mas também naquilo que talvez não nos agrade muito ou até mesmo nada.

Ø  E a quarta e última diferença na qual quero pensar com vocês é que:

 

4.   Noé, porque creu e temeu, fez o que Deus mandou – foi obediente a Deus.

 

Ø  Em Gênesis 6 vemos Deus mandando Noé fazer a arca e dando instruções sobre como ela deveria ser feita. E Noé fez conforme Deus mandou e orientou.

Ø  Agora, veja o que está escrito em Hebreus 11.7: “Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação de sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé”.

Ø Noé, porque creu, fez... Temeu e fez. Ele creu que Deus era poderoso para levar a cabo o que Ele estava dizendo que iria fazer e creu que Ele realmente iria cumprir a Sua Palavra; então ele temeu e fez o que Deus o mandou fazer. Fé e temor!

o  Noé creu (Deus é poderoso para fazer isso),

o  Noé temeu (com Deus não se brinca; Deus é cumpridor de Sua Palavra)

o  e Noé obedeceu.

Ø  Por que às vezes nós somos tão desobedientes?

o   Falta-nos fé? O quanto nós cremos em Deus? O quanto nós cremos que Deus pode fazer o que Ele quiser fazer?

o   Falta-nos temor? O quanto nós cremos que Deus vai cumprir a Sua Palavra (a que nos é “positiva” e a que nos é “negativa”)?

o   Não cremos na correção de nosso Pai Celestial? Não tememos essa correção?

Ø  Precisamos crer e temer e obedecer – viver uma vida de obediência... como Noé.

 

Conclusão

 

Ø  Relembremos:

o   Em meio a uma geração corrupta e perversa Noé foi encontrado justo e reto;

o   Em meio a uma geração que se afastava de Deus Noé andava com Deus;

o   Em meio a uma geração descrente Noé era “crente”;

o   Noé, porque creu e temeu, fez o que Deus mandou – foi obediente.

Ø  Nós vivemos em meio a uma geração corrupta e perversa. Nunca se pôde ver tanto quanto nesta geração que o mundo realmente jaz no maligno;

Ø  Mas em meio a esta geração tão corrompida e tão pervertida, nós somos chamados a ser crentes como Noé: justos, retos, que andam com Deus, com uma fé tal que leva ao temor e à obediência. Deus não espera menos que isso de nós.

Ø  Desafio:

o   Você gostaria de fazer ou de reafirmar esse compromisso de ser um crente assim? ... Então venha orar comigo...

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

IBMuqui – fevereiro de 2018

prwalmir@hotmail.com

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Conselhos Práticos Sobre a Palavra de Deus

CONSELHOS PRÁTICOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS

 

1.   Comemoramos hoje, segundo domingo de Dezembro, o dia da Bíblia.

2.   Rui Barbosa, citado pelo Pr. Israel Belo em uma de suas reflexões, falando sobre a Bíblia, disse: “Se eu coloco a Bíblia abaixo de todos os livros, ela é a que mantém todos eles; se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração desses livros; e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca”. É claro que qualquer pessoa poderia dizer isso de qualquer outro livro em que cresse, mas nós cristãos sabemos que essa é uma verdade que se aplica unicamente à Bíblia, a Palavra de Deus.

3.   Israel Belo escreveu:

 

A Bíblia é majestosamente maior que a razão humana, mas nunca lhe nega, e maior que as civilizações, às quais há milênios prega.

 

A Bíblia é atual, porque nós, seus leitores, somos sempre os mesmos, com nossas buscas incessantes e nossos gestos de generosidade e também com nossa maldade capaz de ódios massacrantes.

 

A Bíblia é valiosa porque não nos protege quando pecamos, mas nos acusa, e não nos desdenha quando confessamos, mas nos escancara o perdão sob o qual nossa alma repousa.

 

A Bíblia é extraordinária porque, quando percorremos suas páginas com sinceridade, vislumbramos que, mesmo quando fala por meio de um grito pavoroso, Deus não se omite porque é imutavelmente amoroso, tanto quando corrige e exige e também quando absolve e envolve.

 

A Bíblia é perfeita no que diz, mesmo naquilo que não concordamos. Ela nos muda, para melhor, quando a amamos.

 

A Bíblia é inesgotável, como se a cada momento a nossa necessidade descobrisse e em todos os instantes a suprisse, instruindo-nos na sabedoria de Deus que não passa e nos confortando com a sua maravilhosa graça.

 

A Bíblia é pequena, irrelevante, superada, sem valor e sem importância, um livro como qualquer outro, apenas numa circunstância: quando é transformada em objeto que decora uma mesa ou uma estante, não uma palavra viva e exuberante.

 

4.   George Muller disse certa vez acerca da Bíblia:

 

“O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossas vidas e em nossos pensamentos. Faço esta declaração solenemente, baseado na experiência de cinquenta e quatro anos. Nos primeiros três anos após minha conversão, negligenciei a Palavra de Deus. Mas desde que comecei a pesquisá-la diligentemente tenho sido maravilhosamente abençoado. Já li a Bíblia toda cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada vez se me apresenta um livro novo. Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido, diligente e cotidiano. Considero perdido o dia em que não me detive a meditá-la”.

 

5.   Na Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, a nossa Declaração Doutrinária, lemos acerca da Bíblia:

 

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana.

É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens;

Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo.

Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes, e promover a glória de Deus.

Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina.

Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens.

A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas a doutrinas e a conduta dos homens.

Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.

 

6.   E constam lá todos os textos bíblicos que embasam essa declaração.

7.   Então hoje vamos refletir tendo em mente a Bíblia, a Palavra de Deus. Mais precisamente, vamos pensar em alguns conselhos práticos sobre a Palavra de Deus.

8.   Vamos ao primeiro:

 

I.             CONHEÇA A PALAVRA DE DEUS

 

1.   É imprescindível que o servo de Deus se preocupe em conhecer a Palavra de Deus.

2.   Pelo menos duas razões podem ser apresentadas para isso, e essas duas já nos são suficientes.

a.   A Primeira razão é que na própria Palavra de Deus nós encontramos exortações para que a conheçamos. Citando só algumas:

                                  i.    Ao grande Josué, sucessor de Moisés, Deus disse: “Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” (Josué 1:8 RC)

                                ii.    Aos Saduceus, que não acreditavam na ressurreição, Jesus disse em certa ocasião: “Errais não conhecendo as Escrituras...” – Mateus 22.29

                               iii.    Paulo escreveu aos Efésios: “Não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” – Efésios 5.17

                               iv.    A ordem de Jesus para ir a todo o mundo pregando o evangelho, fazendo discípulos, inclui ensiná-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou, e obviamente, logicamente, se assim o é, inclui também, da parte do discípulo, aprender, conhecer aquilo que Jesus ensinou.

b.   E a segunda razão é que a Palavra de Deus é para nós, podemos assim dizer, um “baú” cheio de tesouros e riquezas que satisfarão as nossas necessidades diárias. Citando apenas alguns exemplos:

                                  i.    Ela é alimento que propicia o nosso crescimento na fé. Moody queria ser um homem de fé... e foi. Mas o foi depois de descobrir, pela própria Palavra que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Então, ele que já orava pedindo fé, começou a estudar diligentemente a Palavra de Deus e tornou-se um grande homem de fé.

                                ii.    Ela é uma poderosa arma na guerra espiritual na qual estamos envolvidos. A Bíblia diz que nossa luta não é simplesmente contra carne e sangue, mas contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais, e que, sendo assim, devemos nos revestir de toda a armadura de Deus, e nessa armadura está inclusa a Sua Palavra, que é descrita como sendo a “espada do Espírito”, ou “a espada que o Espírito usa”.

                               iii.    A Palavra de Deus é fonte de esperança e consolo nos momentos de aflições; até mesmo no momento de nossa morte. Muita gente tem sido consolada, tremendamente confortada por saber, pela Palavra de Deus, por exemplo, que as aflições deste tempo presente não podem ser comparadas com a glória que em nós há de ser revelada e que “se este tabernáculo” se desfizer temos de Deus uma casa feita não por mãos, eterna, nos céus. Diz-se de um soldado que sempre pregava com muita convicção a Palavra de Deus para seus companheiros, que numa certa ocasião ele foi mortalmente ferido em batalha; e ali ferido, pouco antes de morrer, um soldado lhe perguntou sobre quais eram as suas convicções naquele momento, ao que ele respondeu: “Estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

                               iv.    A Palavra de Deus revela para nós uma direção e orientação divina, um discernimento para caminharmos pela vida em retidão. “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e Luz para os meus caminhos”, declarou o Salmista. E este mesmo Salmista orou assim: “ordena os meus passos na Tua Palavra, e não se apodere de mim iniquidade alguma”

3.   Howard B. Orbon contou a seguinte história: “A primeira oportunidade que tivemos para visitar uma caverna foi durante uma viagem de férias. Enquanto estávamos de pé, observando as formações rochosas embebidas de água, o guia explicou-nos que a formação das rochas começou há muitos séculos com o gotejar das águas. Ele nos disse também que a vegetação verdejante, que crescia nas paredes da caverna, só apareceu depois de ser instalada ali a luz elétrica. O guia desligou então o interruptor e a caverna ficou completamente em trevas. A mais densa escuridão que já vimos. A seguir, acendeu uma vela e novamente pudemos enxergar. Todas as trevas daquela caverna não puderam prevalecer contra a luz de uma vela.

4.   Depois Orbon continuou escrevendo a seguinte reflexão com base em sua experiência: A fé radiante e inabalável teve sua origem já há muitos séculos passados. Os cristãos de todas as épocas testificam que uma nova vida brota nos lugares mais sombrios, quando expostos à luz da Palavra de Deus. É uma certeza inabalável da fé cristã que Deus estabeleceu a sua Palavra como a luz do mundo, e não há trevas escuras o bastante para prevalecerem contra ela.

5.   Sendo assim, conheça a Palavra de Deus; não poupe esforços nesse intento. Esse é o primeiro conselho prático.

6.   E o segundo conselho prático pode ser:

 

II.            CREIA NA PALAVRA DE DEUS

 

1.   Porque de nada adianta conhecermos se não crermos, não é verdade?

2.   Em Atos 28 encontramos Paulo em Roma, prisioneiro por causa do evangelho, mas em uma espécie de prisão domiciliar. Ali em Roma alguns JUDEUS se reúnem em um determinado dia para Paulo lhes falar. Veja que interessante o texto para esse ponto de nossa reflexão hoje. Diz lá, a partir do verso 23, que Paulo lhes “... declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé de Jesus, tanto pela lei de Moisés quanto pelos profetas, desde pela manhã até à tarde. E alguns criam no que se dizia, mas outros não criam. E como ficaram entre si discordes, se despediram, dizendo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, dizendo: vai a este povo e dize: de ouvido ouvireis e de maneira nenhuma entendereis; e, vendo, vereis e de maneira nenhuma percebereis. Porquanto o coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem com o coração entendam, e se convertam e eu os cure. Seja-vos pois notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão.”

3.   Ouviram, não creram, de nada lhes adiantou; a palavra foi reendereçada aos gentios.

4.   Em Hebreus 11 temos o relato de pessoas que creram; e porque creram, obedeceram; e porque creram e obedeceram deles foi dito que eram pessoas das quais o mundo não era digno; pessoas que agradaram a Deus porque creram, porque sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam, conforme diz a Sua Palavra; é necessário crer, conforme está escrito que os mundos, todo o universo, todas as coisas, pela Sua Palavra foram criados, de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

5.   Uma ocasião Jesus disse: “... se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último Dia.” (João 12:47-48 RC)

6.   É preciso crer.

a.   É preciso crer que o EVANGELHO é o poder de Deus para a salvação, porque assim o diz a Palavra de Deus – Romanos 1.16

b.   É preciso crer que é Jesus quem tem as palavras de vida eterna e que ele é o Cristo, o filho do Deus vivo, porque assim o diz a Palavra de Deus – João 6.68

c.   É preciso crer que Ele, Jesus, é o Emanuel (Deus conosco) , porque assim o diz a Palavra de Deus – Mateus 1.23 e João 1.1

d.   É preciso crer que Ele, Jesus, é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, porque assim o diz a Palavra de Deus – João 1.29

e.   É preciso crer que é Jesus o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai se não for por ele, porque assim o diz a Palavra de Deus – João 14.6

f.     É preciso crer que "em nenhum outro, a não ser em Jesus, há salvação" e que, debaixo do céu, "nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos", porque assim o diz a Palavra de Deus – Atos 4.12

g.   É preciso crer em toda a Palavra de Deus.

7.   É absolutamente necessário crer. Conhecer e crer. Então creia na Palavra de Deus. Esse é o segundo conselho prático.

8.   O terceiro pode ser:

 

III.          TENHA SUA COSMOVISÃO BASEADA NA PALAVRA DE DEUS

 

1.   Isaltino Gomes Coelho Filho disse algo muito importante sobre isso quando falou sobre “Uma Igreja Preparada para o Presente século”. Ele disse que é surpreendente a ênfase hermenêutica que tem tomado conta do meio dito cristão nos últimos tempos: “Uma visão afro da Bíblia”, “Uma visão homossexual da Bíblia”, “Uma abordagem feminista da Bíblia” e temas parecidos revelam uma perspectiva hermenêutica antropocêntrica. O homem posto no centro. A cultura humana interpreta a Bíblia. É fato que a revelação bíblica tem componentes culturais, foi expressa numa cultura, deve ser estudada e transmitida para outra cultura. Mas, embora possa ser veiculada em qualquer cultura, porque vem de Deus e se sobrepõe à cultura humana, a mensagem bíblica em geral e a cristã em particular não podem ser aprisionadas por cultura alguma. Em outras palavras: não podemos ter uma cosmovisão secular para interpretar a Bíblia. ELA deve interpretar nossa visão secular. Por isso que precisamos de uma cosmovisão bíblica.

2.   Então, que a Palavra de Deus seja “a lente” através da qual você enxergará esse mundo com todos os seus costumes e pensamentos, e não o contrário. Não é porque algo se tornou normal, plenamente aceito pela sociedade em geral que você também vai ter esse algo como normal e aceitável; você deve olhar através da “lente” da Palavra de Deus e não da “lente” do que é normal e aceitável na sociedade em geral.

3.   Então, tenha uma cosmovisão bíblica; meça todas as coisas, todas as práticas, todas as modas, todas as filosofias, pela Palavra de Deus. Esse é o terceiro conselho.

4.   O quarto conselho prático pode ser:

 

IV.          AME A PALAVRA DE DEUS

 

1.   O Salmista do Salmo 119, exclamou no verso 97: “Ah! Quanto amo a Tua lei!”.

2.   E depois acrescentou: “É a minha meditação em todo o dia”. Porque amo a Tua lei, medito nela todo o dia.

3.   Me vem à mente enquanto medito neste ponto deste estudo duas pessoas, duas mulheres. Uma delas foi minha professora de português e literatura há mais de trinta anos, dona Maria Lima. Como aquela mulher amava literatura! Se algum dos alunos puxasse assunto com ela acerca de algum livro de um dos clássicos escritores brasileiros, a dona Maria Lima “perdia o rumo” conversando com riqueza de detalhes sobre aquela obra literária. Parecia que ela estava lá dentro da história. Muitos anos depois encontrei outra mulher assim, numa viagem missionária. Não me recordo do nome dela, mas me recordo bem dela dizendo com uma enorme satisfação já ter lido todos os clássicos da literatura brasileira. Dava para perceber o amor, a paixão dessa mulheres por essas obras literárias.

4.   Pois bem, esse é o tipo de amor que precisamos ter pela Palavra de Deus, e esse parece ter sido o tipo de amor do salmista, um amor que o fazia debruçar-se sobre a palavra, a lei, para a estudar, para a contemplar com um “espírito tranquilo”, com contemplação e profundidade.

5.   Então ame a Palavra, pois só quem a amar vai querer refletir nela deixando que suas verdades penetrem em seu coração.

6.   Vamos ao conselho número cinco:

 

V.           OBEDEÇA A PALAVRA DE DEUS

 

1.   Jesus, no finalzinho de Mateus 7, fala sobre a importância de se obedecer; não só ouvir, mas obedecer. E Jesus faz uma comparação com o construir de uma casa. Quem ouve e não obedece é como quem constrói sua casa sobre a areia, sobre algo que não lhe imprime nenhuma firmeza para os momentos de intempéries. Mas quem ouve e obedece é como alguém que constrói a sua casa sobre a rocha.

2.   Tiago também fala sobre a importância de se obedecer à Palavra de Deus: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;  porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era.  Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” (Tiago 1:22-25 RC)

3.   Quando obedecemos somos bem aventurados; quando obedecemos somos abençoados. Os discípulos de Jesus trabalharam a noite inteira na pescaria, sem pegar nenhum peixe. No outro dia, depois de recolherem as redes, Jesus os manda lançar as redes, ao que eles lhes dizem que passaram a noite inteira na pescaria sem nada pescar, mas que iriam obedecê-lo – “sob tua palavra lançaremos as redes” – e o fizeram, e pegaram tanto peixe que tiveram que chamar pela ajuda de outros pescadores.

4.   Há pouco tempo refletimos sobre “Como você está ouvindo a Palavra de Deus?”. Citamos exemplos negativos, de pessoas que ouviram mas não atenderem; mas também citamos alguns exemplos positivos, os seguintes:

a.   Abraão – Ouviu e atendeu com prontidão – Gênesis 12.1-8

b.   Moisés – Ouviu, até resistiu à voz de Deus, mas finalmente cedeu a Deus – Gênesis 3 e 4

c.   A Mulher Samaritana – ouviu, creu e anunciou – João 4

d.   Zaqueu – Ouviu a ordem de Jesus: "Desce depressa"... e ele desceu... – Lucas 19.1-10

e.   Os Colossenses – Ouviram e cresceram na fé e no amor – Colossenses 1.1-8

f.     Timóteo – Ouviu, não esqueceu, e ainda jovem envolveu-se... – 2 Timóteo 1.1-5

5.   Então, obedeça a palavra de Deus. Obedeça a TODA a palavra de Deus. Não faça dela um bufet onde você pega o que mais lhe apetece e o resto deixa pra lá; não! Sirva-se, em obediência, de TODA a Palavra de Deus.

6.   Obedeça! É o quinto conselho.

7.   Vamos ao sexto conselho, o último para hoje:

 

VI.          PREGUE A PALAVRA DE DEUS

 

1.   Certamente que não ignoramos o fato de que temos, como servos individuais de Cristo, e como igreja de Cristo, que Pregar a Palavra de Deus. Mas às vezes, conquanto não ignoremos no sentido de saber, ignoramos no sentido de fazer. Precisamos “fazer”.

2.   Então, pregue a Palavra de Deus, e pregue com um certo sentido de urgência, enquanto ainda há pessoas dispostas a ouvir. Chegará um tempo em que será bem difícil encontrar tais pessoas. Veja o que Paulo escreveu a Timóteo:“Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” (2 Timóteo 4:1-5 RC)

 

CONCLUINDO

 

1.   Então,

a.   Conheça a Palavra de Deus;

b.   Creia na Palavra de Deus;

c.   Tenha a sua cosmovisão baseada na Palavra de Deus;

d.   Ame a Palavra de Deus;

e.   Obedeça a Palavra de Deus e

f.     Pregue a Palavra de Deus.

2.   Seis conselhos práticos que precisamos seguir e que só nos farão bem.

3.   Nossa vida cristã, por melhor que seja, melhorará ainda mais, muito mais, quanto mais seguirmos esses conselhos.

a.   Será difícil satanás nos derrubar;

b.   os ventos de doutrina não nos atingirão;

c.   o presente século perderá cada vez mais o seu sabor;

d.   nossa vida ganhará mais plenitude, mais significado e, consequentemente, seremos mais felizes;

e.   chegaremos ao ponto de poder dizer como Paulo disse: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que vivo agora na carne vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou e a si mesmo se entregou por mim”.

 

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

Igreja Batista em Muqui, Dezembro de 2017