sexta-feira, 27 de agosto de 2010

GOVERNADOS PELA LEI DO AMOR.

GOVERNADOS PELA LEI DO AMOR.

 

1.    Ler 1 João 3.11-18

2.    A história a seguir foi contada por M. McGavock Woodward:

 

"As arquibancadas do estádio de uma Universidade estavam repletas de estudantes durante uma renhida partida de futebol. No intervalo do jogo, um garoto de uns oito anos, imiscuindo-se por entre a turba, anunciava a venda de saquinhos de pipocas. Esse garoto, levando um esbarro, teve o seu cesto entornado, espalhando-se pelo chão os saquinhos de pipocas. O menino começou a chorar, enquanto recolhia, penosamente, a sua mercadoria. Um senhor bondoso, aproximando-se o ajudou a recolher as pipocas espalhadas, colocando-as no seu cesto. Ao término do trabalho, o menino virou-se para o gentil cavalheiro, e, com comovente ternura, perguntou:

O senhor é meu tio?

Não! – respondeu o homem.

Por que me pergunta?

Bem, porque eu tenho um tio que é crente e ele sempre ajuda os outros.[1]

 

3.    Não é incomum que muita gente pense que as pessoas bondosas que auxiliam aos necessitados sejam crentes em Jesus.

4.    No estudo anterior vimos sobre a relação do filho de Deus com o pecado, e enfatizamos que o filho de Deus, ainda que seja um pecador, não vive na prática do pecado, e, se alguém vive na prática do pecado, vive para o pecado, esse tal não é filho de Deus.

5.    Com respeito ao amor, a relação do filho de Deus para com ele é a de ser governado por ele.

6.    Essa é a mensagem da palavra de Deus.

7.    Toda a lei se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

8.    Nos versículos que propusemos para o estudo de hoje, João fala exatamente sobre o amor, e, baseados nas palavras de João, vamos pensar um pouquinho sobre esse tema tão importante para a vida cristã.

 

I. Uma mensagem antiga.

 

1.    No versículo 11 João diz: "Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros." (1 João 3:11 RC)

2.    Não era nenhuma novidade para aqueles crentes, para quem João estava escrevendo esta epístola, que eles deveriam amar uns aos outros. A mensagem do amor não era nova, era antiga, era a mensagem que eles "... ouviram desde o princípio"

a.    Jesus havia pregado o amor.

                                  i.    Em João 13:34 e 35 estão registradas as seguintes palavras de Jesus: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:34-35 RC).

                                ii.    Em Mateus 5:43 – 46 Jesus chega a dizer que até os inimigos (humanos, é claro) devem ser objetos do amor dos crentes: "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que [está] nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?" (Mateus 5:43-46 RC)

 

b.    A própria lei se resumia no amor: "E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento da lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, [é:] Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." (Mateus 22:34-40 RC)

c.    Não sei se eles já haviam ouvido, mas Paulo ensinava que o caminho mais excelente que existe é o caminho do amor: "Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará." (1 Coríntios 12:31-13:3 RA) / "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1 Coríntios 13:13 RA)

d.    Paulo também ensinava que o amor faz parte do fruto que o Espírito produz na vida dos crentes: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." (Gálatas 5:22-23 RA)

3.    Não era uma mensagem nova, esta do amor. Era uma mensagem antiga e exaustivamente ensinada tanto por Jesus quanto por seus apóstolos.

4.    Agora, se essa mensagem não era nova para eles que viviam no primeiro século da era cristã, quanto mais para nós que estamos vivendo no vigésimo primeiro século da mesma era!!!???

5.    Porém, ainda assim, a igreja ainda tem enfrentado problemas nessa área.

6.    Precisamos aprender a ouvir e obedecer aos ensinamentos da Palavra de Deus, principalmente no que concerne ao amor, a maior, a mais excelente de todas as virtudes.

7.    Vai chegar o dia em que não precisaremos mais da esperança, e nem da fé, mas o amor permanece para sempre.

 

II. Uma prova de que somos salvos.

 

1.    O versículo 14 nos informa: "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte." (1 João 3:14 RA)

2.    O amor funciona como uma espécie de comprovante, uma espécie de carteira de identidade celestial...

3.    Jesus também ensinou isso quando disse aos seus discípulos: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35 RA)

4.    Numa certa ocasião o sábio rei Salomão se viu diante de um impasse.

a.    Leiamos 1 Reis 3:16-23 para vermos qual foi esse impasse.

b.    Agora leiamos o restante, até o versículo 27, para vermos como Salomão resolveu esse impasse.

c.    Salomão aplicou a lei do amor.

d.    Foi o amor que identificou a mãe verdadeira, foi o amor que identificou qual das mulheres fazia parte da família daquela criança.

5.    Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos uns aos outros.

6.    As pessoas nos reconhecem como discípulos de Jesus porque olham para nós e vêem o amor presente entre nós.

7.    É isso que ensina a Palavra de Deus!

8.    Mas a palavra de Deus também ensina que se a alguém falta o amor, esse ainda está morto, ainda não foi salvo, ainda não faz parte da família de Deus.

9.    Salomão descobriu quem não era a mãe do menino, quem não fazia parte da família do pequenino quando em uma das mulheres viu que faltava o amor pela criança, consentindo ela em que o mesmo fosse cortado ao meio e repartido entre as duas.

10. Você ama a seus irmãos na fé?

11. Amamo-nos uns aos outros?

12. "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." (1 João 4:8)

 

III. A demonstração do amor precisa ultrapassar as meras palavras.

 

1.    Os versículos 17 e 18 dizem: "Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1 João 3:17-18 RA)

2.    "Conta-se que dois amigos judeus certa vez travavam a seguinte conversa:

 

-          Dize-me, amigo Ivan, amas-me?

-          Amo-te, e muito!

-          Sabes, amigo, o que me dói?

-          Como posso saber o que te dói?

-          Se não sabes o que me dói, como podes dizer que me amas?

 

3.    O amor verdadeiro procura diligentemente saber o que dói ao outro, e em seguida, toma providências.

4.    Sartre tinha razão: "O amor suja as mãos!".[2]

5.    Alguém disse muito acertadamente que o mundo rejeita a nossa declaração de amor, porque o que ele quer é demonstração de amor.

                       

CONCLUSÃO

 

1.    Por que lei temos sido governados?

2.    O crente precisa ser governado pela lei do amor da mesma forma como Jesus foi governado por essa lei.

3.    Jesus disse: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros." (João 13:34 RA) e "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei." (João 15:12 RA)

4.    Lembre-se: Quem não ama não o conhece, pois Deus é amor.

5.    Para encerrar, vejam o que recebi pela internet sob o título "Amor na Latinha":

 

"Um fato real, dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam famintos: 'vai trabalhar e não amole', ouvia-se detrás da porta; 'aqui não há nada moleque...', dizia outro... As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: 'Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!' E voltou com uma latinha de leite. Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos: 'você é mais velho, tome primeiro...e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua'. Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino...! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão: 'Agora é sua vez. Só um pouco.' E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: 'como está gostoso!' 'Agora eu', diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. 'Agora você', 'Agora eu', 'Agora você', 'Agora eu'... E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo... ele sozinho. Esse 'agora você', 'agora eu' encheram-me os olhos de lágrimas... E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância. Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, 'quem dá é mais feliz do que quem recebe.' É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos." [3]



[1] OLIVEIRA, Moysés Marinho de – "Manancial de Ilustrações", p. 29, 30 - JUERP

[2] Fonte não identificada

[3] Recebido pela internet – sem fonte

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