quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Compaixão, Ternura e Poder


COMPAIXÃO, TERNURA E PODER

 

Mateus 4:14-21 RC:

 

(14) para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz:

(15) A terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações,

(16) o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou.

(17) Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

(18) E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.

(19) E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

(20) Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.

(21) E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os.

 

COMPAIXÃO

 

Você sabe o que é compaixão?

 

Veja esta definição:

 

Sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor. (Houaiss)

 

Jesus era assim, compassivo. Veja:

 

“E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.” (Marcos 1:40-42 RC)

 

“E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.” (Lucas 7:11-15 RC)

 

A compaixão de Jesus era do tipo que não desaparece mesmo quando os momentos pessoais não são tão fáceis.

 

Sugeri como texto inicial Mateus 14, a partir do versículo 14, mas você pode ler a partir do 1º e notar que a morte trágica de João Batista havia ocorrido ainda há pouco, e, certamente, sendo João Batista quem era, tendo ele a ligação que tinha com Jesus, Jesus estava com o coração dolorido, tanto que, ao saber da notícia, foi para um lugar deserto, apartado, queria ficar só.

 

Entretanto, mesmo com o coração dolorido, ao ver a aflição da multidão que, sabendo de sua retirada, o seguiu, ainda que essa aflição era certamente menor que a que ele próprio estava sentindo, sentiu compaixão, e atendeu aquela multidão em sua necessidade imediata, curando os enfermos e providenciando de maneira miraculosa a alimentação necessária.

 

A vida de Jesus em carne entre nós foi uma só manifestação de compaixão, desde o seu nascimento até sua morte, ressurreição e ascensão.

 

De todas as características de Jesus, talvez uma das principais fosse a sua participação simpática nos sofrimentos alheios.

Ø Ele aliviava os sofrimentos alheios sem qualquer objetivo de fomentar a sua popularidade.

Ø Ele agia como agia principalmente por misericórdia, por compaixão.

Ø Mas há lições também que Jesus queria passar com seus milagres, sendo uma delas a dependência que o homem deve ter de Deus e a confiança no Senhor.

        

         Uma das coisas que todos nós, servos de Jesus, sabemos bem é que é nosso dever seguir o Seu exemplo. Em um contexto um pouco diferente do que temos aqui, Jesus disse a seus discípulos que o discípulo não é maior do que o seu mestre e nem o servo é maior do que o seu senhor, e que basta ao discípulo ser como o seu mestre e o servo ser como o seu senhor. Tratava-se de uma questão de “destinos”. Os “destinos” do mestre e do discípulo, bem como do senhor e dos seus servos (ou escravos) estão interligados devido à relação existente entre eles. Então, se Jesus passou por sofrimentos, seus discípulos podiam esperar passar por eles também; por outro lado, se Jesus venceu, seus discípulos poderiam esperar a vitória também. Mas está subentendido que o discípulo, que passará pelas mesmas coisas que o mestre passou, passará porque é um seguidor dos exemplos do mestre, pensa como ele pensa e age como ele age.

 

Amados, nós, servos de Jesus, em tudo devemos seguir o seu exemplo, inclusive no exercício da compaixão. É óbvio que não conseguiremos fazer pelas pessoas o mesmo que Jesus, e, em muitos casos, seremos muitos limitados em o exercício da compaixão, mas precisamos fazer o máximo, com o sentimento e pelas motivações corretos. Comecemos perdoando, não maldizendo, sendo longânimos, participando dos sofrimentos se tivermos oportunidade, e, se Deus nos conceder, oferecendo a ajuda que nos for possível.

 

TERNURA

 

Ser terno é ser sensível, tratar com afeto, com amabilidade, com bondade.

 

A ternura de Jesus é evidenciada nos evangelhos em muitos contextos e de muitas maneiras.

 

No texto em questão, a ternura de Jesus é demonstrada primeiramente no trato para com aquela multidão que o seguira mesmo diante do momento difícil em que ele estava passando, momento em que o que mais queria era ter um tempo a sós; e depois, sua ternura é demonstrada em seu trato paciente para com os discípulos (versículos 15-18)

 

Se somos discípulos de Jesus devemos pensar seriamente em seguir o seu exemplo de ternura. Parece coisa pequena, da qual nos esquecemos facilmente, mas, quando se trata de coisas espirituais, nada é pequeno.

 

Conta-nos uma história ilustrativa que

 

Certa manhã, às oito e vinte, um relógio da vitrine de um joalheiro parou por meia hora. Os habitantes daquela cidadezinha pouco imaginavam o quanto confiavam naquele relógio, até que foram por ele iludidos. Os passageiros perderam o trem, porque ao passarem junto ao mostruário do joalheiro, o relógio indicou que ainda faltavam vinte minutos para o trem das 8:40 partir. As crianças chegaram tarde à escola. Quando viram a hora, acharam que ainda tinham quarenta minutos, e assim puseram-se a brincar. Empregados estenderam a conversa quando viram que faltava bastante tempo para a fábrica abrir, e chegaram atrasados. Por ter o relógio parado apenas meia hora naquele dia, houve muita confusão na cidadezinha.

 

Fazendo uma aplicação espiritual da história alguém escreveu:

 

Amados, quer conscientemente, quer não, a vida de todo cristão exerce sua influência sobre os que o cercam. Muito mais do que julgamos, nossa vida fala ou em favor de Deus ou contra Ele. "Falareis por Deus injustamente, e usareis de engano em nome dEle?" Esta é a pergunta que Jó nos faz, como fez a seus amigos. Que pensamento solene esse, de que nossa vida pode falar injustamente por Deus, levando alguém a tropeçar e cair!”

 

PODER – Um poder que não dispensa o nosso envolvimento

 

O poder de Jesus é evidenciado de maneira tremenda pelo milagre realizado.

 

Mas, notem que mesmo Jesus sendo quem é, e tendo o poder que tem, ele quer contar com a ajuda dos seus discípulos.

 

Vou repetir: notem que mesmo Jesus sendo quem é, e tendo o poder que tem, ele quer contar com a ajuda dos seus discípulos.

 

O que quero evidenciar neste ponto, então, não é tanto o poder de Jesus quanto o fato de que, mesmo tendo todo o poder ele quer o nosso envolvimento.

 

Quando Jesus comissionou seus discípulos a continuarem a obra da evangelização ele começou dizendo: “é-me dado todo o poder, nos céus e na terra...”. E depois ele diz aos discípulos que, firmados nesse poder, fosse e pregassem o evangelho. Todo o poder pertence a Jesus, mas a nós ele deu a tarefa de evangelizar... Ele não dispensa o nosso envolvimento.

 

Ele pode fazer tudo sozinho, ou será que não? O que os irmãos acham?

 

Mas é claro que sim!

 

Não seria difícil para Jesus fazer com que a comida aparecesse já nas mãos dos daquela multidão, já que não foi difícil efetuar aquela tremenda multiplicação. Mas Ele quer o envolvimento dos seus.

 

ENTÃO:

 

Como Jesus devemos ser compassivos em nosso caráter;

 

Como Jesus, devemos tratar as pessoas com “positividade”, mas não sem ternura.

 

Como servos de Jesus devemos estar envolvidos, de forma coletiva e individual, com a obra que ele quer realizar.

 

Katherine Bevis (Texas, E.U.A.) conta que

 

num dia de verão, certo viajante vagava à procura de descanso e prazer, perto da foz de um grande rio. Chegando a hora que a maré estava baixa, ele viu uma esplêndida fonte de água cristalina, fresca e pura jorrando das rochas. Duas vezes ao dia a água salgada subia acima daquela linda fonte de água fresca, cobrindo-a totalmente. Mas quando a maré esgotava as suas forças e se retirava para as profundezas do oceano, da fonte brotava a água pura e cristalina novamente.

 

E é ela mesma quem faz a aplicação:

 

Se o coração do homem for realmente uma fonte do amor de Cristo, ele há de fazer brotar do seu interior a água pura e cristalina, mesmo por entre as ondas da vida. E possível que a maré da vida, com seus interesses, tente suplantar e engolfar a fonte, mas o mundo esgotará as suas forças e aqueles que trazem em seu coração a presença do Espírito Santo serão sempre vitoriosos. Reaparecerão com mãos puras, corações limpos, manifestando a mente de Cristo, com a consciência livre de ofensa a Deus e aos homens.

 

Na graça,

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

www.prwalmir.blogspot.com

www.igrejabatistanoparqueimperatriz.blogspot.com

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