terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Matéria acerca do trabalho de minha esposa na Escola Olímpio Rafagnin


Foz do Iguaçu: Trabalho de conscientização com alunos zera problemas de bullyng na escola

dezembro 2, 2011

 

http://suacidade.org/foz-do-iguacu/trabalho-de-conscientizacao-com-alunos-zera-problemas-de-bullyng-na-escola

            Há pelo menos três meses, durante o horário de intervalo, não é registrado na Escola Municipal Olímpio Rafagnin, no Parque Imperatriz, qualquer tipo de ocorrência envolvendo alunos vítimas de apelidos, piadas ou discriminação. Resultado de um trabalho de conscientização e esclarecimento feito com a turma do quarto ano, sobre o bullyng. Eles se transformaram em agentes multiplicadores e envolveram todos os colegas da unidade.
            Para comemorar essa mudança de comportamento e mostrar que a lição foi aprendida. Nesta quinta (1º. De dezembro), no período da manhã a turma de quarto ano, vai apresentar um peça de teatro, escrita e montada por eles, sobre o bullyng. Também será exibido um filme e os estudantes poderão ver amostra que reunirá desenhos, textos e histórias em quadrinho produzidas em sala de aula pelos alunos.
            “Será uma forma de aumentar a conscientização adquirida pelos estudantes”, destaca a supervisora da escola, Vânia de Lima. “Antes do projeto, todos os dias registrávamos aqui na secretaria, pelo menos um atendimento, à algum estudante que durante o recreio tinha sofrido algum tipo de discriminação e que acabava em briga. Hoje não temos mais esse tipo de problema”.
            A iniciativa de combater o bullyng, surgiu com a professora Ester Gonçalves, da turma do quarto ano. Segundo ela, ao assumir a turma, que é excelente, percebeu que alguns alunos gostavam de colocar apelidos pejorativos nos colegas e riam bastante disso, dentro e fora da sala de aula. “Notei que isso constrangia alguns e irritava outros. Isso na maioria das vezes causava brigas e confusões. Comecei a conversar com eles e a perguntar se sabiam o que era aquilo que faziam. A maioria pensava que era apenas brincadeira, nem imaginava que esse tipo de atitude era constrangedor para o outro”, analisa a professora.
            No dia 9 de agosto a professora iniciou o projeto “Bullyng na escola”. Uma vez por semana o tema era apresentado aos alunos por meio de histórias de discriminação como racial, social, peso, gagueira, deficiência física, entre outros. O assunto era debatido e as crianças eram convidadas a pesquisar, desenhar, escrever, criar peças de teatro sobre o que aprenderam.
            Segundo a professora elas ficaram surpresas ao descobrir que o blullyng era um tipo de crime e passaram a observar os fatos noticiados e traziam para compartilhar com a turma. Eles também mudaram de atitude e passaram a cobrar dos colegas de outras turmas mais respeito aos outros estudantes. Com isso a escola conseguiu diminuir esse tipo de violência que vem crescendo no mundo e nas escolas. O bullyng, que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais pessoas contra um ou mais colegas, pode ocorrer em qualquer contexto social como a escola, universidade, famílias, vizinhança e locais de trabalho.
            Por isso a importância de trabalhar com os estudantes esse problema. Pois, o que à primeira vista pode parecer um simples apelido pode afetar emocional e fisicamente a pessoa que é alvo da ofensa. Na escola o resultado disso é isolamento, queda do rendimento escolar e em alguns casos abandono dos estudos. Mal este que está sendo combatido e com bons resultados na escola Olímpio Rafagnin.

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