terça-feira, 18 de novembro de 2014

DESCULPE... FOI ENGANO.

 

DESCULPE... FOI ENGANO.

 Engano

            Era uma vez um rapaz que tinha muitos problemas. Constantemente, em suas preces, ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento. Um dia, Jesus bateu à sua porta, e ele, maravilhado, convidou-o a entrar. E Jesus sentou-se no sofá da sala. Na mesinha de centro encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91. Numa das paredes estava pendurado um bordado com o Salmo 23 e na outra um quadro da última ceia.

 

            "Senhor Jesus", disse o jovem, "em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebê-lo em minha casa. Conforme o Senhor deve saber, estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da Sua ajuda..."

 

            "Filho", interrompeu Jesus, "antes de conversarmos sobre seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é o lugar que você dorme?"

 

            No mesmo instante o rapaz se lembrou que, no quarto, o computador estava ligado e aberto em uns sites pouco recomendáveis e, colocando-se na frente da porta disse: "Não, Jesus, aqui não! Meu quarto não está arrumado!"

 

            "Ok", disse Jesus, " E onde é o lugar que você toma banho?" Novamente o rapaz se lembrou que guardava, no banheiro, umas revistas terríveis, e se apressou em dar uma desculpa: "Ih, Jesus, melhor não. Acabei de tomar banho e está tudo molhado..."

 

            "Bem", disse Jesus, "e a cozinha, posso conhecer sua cozinha?" E o rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida vazias que ele não gostaria que Jesus visse. "Senhor, desculpe, mas prefiro que não", respondeu o rapaz, "a minha cozinha está vazia, não tenho nada de bom para oferecê-lo."

 

            Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa. Pam, pam, pam...! Era alguém que batia furiosamente na porta. O rapaz se levantou, assustado, e foi ver quem era. Abriu a porta meio desconfiado, e viu que era o diabo. "Sai da frente que eu quero entrar!", gritou o tentador. "De jeito nenhum", respondeu o rapaz, e assim começou a briga. Com muita dificuldade o rapaz conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta. Cansado, o rapaz voltou para sala e continuou: "Então, Jesus", disse ele, "como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas..." Mas, outra vez a conversa é interrompida por um barulho forte que vinha da janela do quarto. O rapaz correu para ver quem era, e, ao abri-la, se deparou, novamente, com o diabo: "Agora não tem jeito, eu vou entrar!", disse o inimigo. E mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu trancar a janela. "Senhor", disse ele, "desculpe a interrupção. Conforme lhe dizia..." E outra vez, dos fundos da casa, se ouvia tamanho barulho como se alguém quisesse arrombar a porta. Era novamente o diabo: "Eu quero entrar!" E o rapaz, já exausto, lutou com ele e conseguiu mantê-lo do lado de fora.

 

            Ao voltar, contrariado, disse a Jesus: "Eu não entendo. O Senhor está na minha casa e por que o diabo fica insistindo em entrar?" "Sabe o que é meu filho", explicou Jesus, "é que na sua casa você só me deu a sala." E o rapaz, humildemente, entendeu a lição de Jesus e fez uma faxina na casa para entregá-la aos cuidados do Senhor. Neste instante, o diabo bateu mais uma vez à porta. O rapaz olhou para Jesus sem entender, e o Senhor disse: "Deixa que eu vou atender." Quando o diabo viu que era Jesus, que atendia a porta, disse: "Desculpe, foi engano," e sumiu rapidinho.

 

            Muitas vezes, é assim que acontece com o nosso coração. Entregamos a Jesus só uma parte dele, apenas a sala, ficando as dúvidas a morar no quarto, o acaso na cozinha, o medo na varanda... Então lutamos e não vencemos porque a casa está dividida. A Bíblia diz que "os olhos do Senhor passeiam por toda a terra para se mostrar forte para com aqueles cujo coração é inteiramente Seu.

 

        (Autor desconhecido)

 

REFLITA NESTA FRASE DE JOÃO FALCÃO SOBRINHO:

 

“O cristão está no mundo, mas não é do mundo. Sua vida no mundo deve ser vivida em consonância com o tipo de vida que ele viverá na eternidade. Ele vive na terra, mas ajunta tesouros no céu”

 

Muqui, Novembro de 2014

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