quarta-feira, 2 de junho de 2010

O ANO ACEITÁVEL E O DIA DA VINGANÇA (Literalmente "JUÍZO", porque Deus não se vinga conforme entendemos vingança)

O ANO ACEITÁVEL E O DIA DA VINGANÇA (Literalmente "JUÍZO", porque Deus não se vinga conforme entendemos vingança)

"O Espírito do Senhor JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento {ou grinalda} por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do SENHOR, para que ele seja glorificado." (Isaías 61:1-3 RC)

1. Que mensagem maravilhosa esta!

2. Isaías está falando sobre Jesus e sua obra, em sua primeira e segunda vindas.

a. Qual cativo não gostaria de ser liberto?

b. Qual triste não gostaria de ser consolado, não simplesmente com palavras, mas com a remoção daquilo que lhe causa tristeza?

c. Quem não gostaria de receber das mãos de Deus ornamento, a coroa dos vitoriosos, no lugar das cinzas da lamentação? Óleo de alegria no lugar do choro? Veste de louvor, o símbolo da honra recebida de Deus, no lugar do espírito angustiado, desmaiado, desencorajado?

d. Quem não gostaria de se tornar qual carvalho de retidão, árvore de justiça, plantado na floresta de Deus, pelo próprio Deus (como diz Is. 60.21) para a glória de Deus?

3. Isaías está profetizando que Cristo viria para tornar isso possível.

4. Ele estaria apregoando a chegada de uma época tremendamente maravilhosa: "O Ano Aceitável do Senhor".

5. Porém, por outro lado, Jesus estaria também apregoando o "Dia da Vingança do Nosso Deus".

6. Vamos pensar um pouquinho sobre essas duas épocas.

I. O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR

1. Quando Isaías pronunciou essas Palavras acerca de Jesus, se tratava ainda de algo para o futuro (Isaías foi um profeta que trabalhou como tal, segundo estudiosos do assunto, entre 791-740 a.C.).

2. Mas agora elas já fazem parte do nosso presente.

a. Estamos no "Ano Aceitável".

b. Jesus inaugurou oficialmente esse "ano" depois da tentação no deserto, numa sinagoga em Nazaré (veja sobre isso em Lucas 4.1-30 – abaixo coloco um resumo).

i. Jesus estava no deserto jejuando, e satanás tentou fazê-lo fracassar já no início de seu ministério (vs. 1-13)

ii. Jesus venceu satanás e, no poder do Espírito, ensinava na Galiléia e circunvizinhanças (vs. 14-15)

iii. Jesus foi para Nazaré, entrou na sinagoga, num Sábado, e leu Isaías 61:1-2a (vs. 16-19)

iv. E Jesus anunciou que as palavras lidas se cumpriam naquele dia. Ele era a pessoas sobre quem Isaías escrevera (vs. 20-21).

3. O tempo em que vivemos é o "Ano Aceitável do Senhor".

4. Hoje é tempo de recebermos a Jesus como o Salvador e Senhor.

5. Hoje é tempo de restauração.

6. Deus quer fazer uma grande obra de restauração em nossas vidas nesse tempo.

7. Vou usar o Apóstolo Pedro como exemplo dessa grande obra que Deus quer fazer em nós. Vejamos:

1.1. Deus, em Jesus, quer restaurar a nossa consciência

1. Veja o seguinte texto bíblico:

"Então, prendendo-o, o levaram e o meteram em casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia-o de longe. E, havendo-se acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles. E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele. Porém ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço. E, um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. Mas Pedro disse: Homem, não sou. E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este verdadeiramente estava com ele, pois também é galileu. E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes. E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente." (Lucas 22:54-62 RC)

2. Pedro negara a Jesus vergonhosamente.

3. Mas nós conhecemos a história de Pedro, e sabemos quem ele foi, em quem ele se tornou; um servo de Deus valoroso, um homem intrépido, capaz de, diante de uma grande multidão, dizer:

"Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela." (Atos 2:22-24 RC) e "Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo." (Atos 2:36 RC)

4. Foi este mesmo Pedro que, ameaçado pelas autoridades e proibido de falar ou ensinar no nome de Jesus, disse:

"Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." (Atos 4:19-20 RC)

5. Pedro teve a sua consciência restaurada por Deus.

6. É inestimável o valor de uma consciência restaurada por Deus, e nesse "Ano Aceitável" Deus quer restaurar a nossa consciência; limpá-la com o precioso sangue de Jesus.

1.2. Deus, em Jesus, quer restaurar o nosso coração

1. Por coração devemos entender o "homem interior".

2. De uma forma positiva, é do coração que procedem as boas coisas, as boas falas, os bons pensamentos, as boas atitudes. Provérbios 4.23 diz-nos que é dele que procedem as fontes, ou saídas da vida, isto é, vitalidade espiritual.

3. Porém, falando de uma forma "negativa", mas real, todos os atos pecaminosos têm suas raízes no coração humano. Em Marcos 7.21-23 Jesus diz que

"do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem." (RC)

4. Mas Deus, nesse "Ano Aceitável", quer mudar isso, quer restaurar o nosso coração, o nosso homem interior.

5. Pedro tinha dentro de seu coração muitas raízes de pecado.

6. Uma delas era a raiz maligna da autoconfiança.

7. Mas Jesus o restaurou.

8. Jesus foi fundo no coração de Pedro e arrancou aquela raiz.

9. Ele mostrou para Pedro que ele não poderia permanecer fiel confiando em si próprio.

10. Ao ver Jesus olhar para ele, depois de tê-lo negado três vezes, Pedro reconheceu seu pecado e chorou amargamente. Bastou um olhar!

11. Jesus veio para nos restaurar interiormente.

12. Ele quer tirar de nós as raízes malignas

a. do orgulho,

b. da vaidade pessoal,

c. da cobiça,

d. da ambição,

e. de um espírito amargurado e rancoroso,

f. dos vícios destruidores que desviam para outros lados a nossa atenção e aquilo que deveríamos aplicar na obra do Senhor,

g. da auto-justificação

h. e muitas outras coisas mais,

13. E quer plantar

a. o amor,

b. a alegria,

c. a paz,

d. a longanimidade,

e. a bondade,

f. a fidelidade,

g. a mansidão,

h. o domínio próprio...

14. Deus, em Jesus, quer restaurar o seu coração.

1.3. Deus, em Jesus, quer restaurar a nossa posição

1. Veja João 21.18-19:

"Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias: mas, quando já fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queiras. E disse isso significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isso, disse-lhe: Segue-me." (João 21:18-19 RC)

2. "Segue-me".

3. Jesus já havia dito isto a Pedro uma vez. Quando ele estava com André, pescando no mar da Galiléia, Jesus os convidou para segui-lo. E eles foram. Agora, depois de muitos acontecimentos, Jesus diz novamente a Pedro: "Segue-me". Ele estava restaurando a Pedro a sua posição.

4. Jesus quer restaurar a nossa posição diante de Deus Pai.

5. João 1.12 diz-nos que ele quer nos tornar filhos de Deus, e ele nos dará esse poder se crermos em seu nome.

6. Jesus quer restaurar a nossa posição diante de Deus através de um novo nascimento.

1.4. Deus, em Jesus, quer restaurar o nosso caminho

1. Várias vezes encontramos Jesus dizendo: "Segue-me", "Vinde após mim".

2. O nosso caminho é "após Jesus".

3. Hebreus 12.1-2 nos diz que devemos deixar de lado todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corrermos a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus.

4. Deus, em Jesus, quer restaurar o nosso caminho, assim como ele restaurou o caminho de Pedro, e fazer com que este seja um caminho que leve ao Pai.

5. E, a respeito, Jesus diz em João 14.6:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo. 14:6 RC)

6. Estamos vivendo em pleno "Ano Aceitável".

7. O Evangelho ainda tem sido pregado.

8. Ainda é tempo de

a. os cativos do pecado receberem a libertação,

b. de os cegos espirituais receberem a visão de Deus,

c. de os oprimidos serem libertos pelo poder de Jesus.

9. Ainda vivemos nesse tempo da oportunidade de achar a Jesus, o caminho para Deus.

10. Mas não podemos perder tempo, porque em breve, quando menos imaginarmos, virá:

II. O DIA DA VINGANÇA DO NOSSO DEUS

1. Uma história bíblica muito boa para ilustrar esse "dia da vingança do Senhor" é a história dos anos que antecederam ao dilúvio.

a. A história de homens como Enoque e Noé mostram que o homem, depois da queda, no Éden, mesmo passando-se vários séculos, manteve a consciência sobre a existência de Deus e o dever de temê-lo e respeitá-lo.

b. Porém, a maldade do homem foi se multiplicando, e era continuamente mau todo o desígnio do seu coração, de forma que Deus resolveu enviar um grande dilúvio sobre a Terra.

c. Só Noé era justo diante de Deus na época dessa "resolução", e Deus iria poupá-lo e à sua família.

d. Deus diz então a Noé para construir uma grande arca. E Noé passou muitos anos construindo essa arca, tempo o suficiente para muita gente ter se conscientizado e se voltado para Deus. Mas isso não aconteceu.

e. Veio o dia do dilúvio, e, da raça humana, apenas Noé e sua família escaparam.

f. Será que Noé não pregou para eles?

g. I Pedro 3.20 diz que

"... a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca..."

h. e II Pedro 2.5 diz que Deus

"... não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios"

2. A respeito desse "Dia da Vingança" que está por vir, Mateus 24.36-39 diz-nos:

"Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem."

3. Na sua segunda vinda, Jesus vem para trazer bênçãos àqueles que em tempo o receberam como Salvador e Senhor. Mas será também um dia em que muitos sofrerão os castigos da condenação.

4. Apocalipse 20.15 diz que o castigo consiste em ser lançado dentro de um "lago de fogo e enxofre", e no v. 10 diz que ali haverá constantes tormentos para todo o sempre.

5. Na Parábola do Rico e Lázaro, registrada em Lucas 16:19-31, vemos isso claramente.

a. Sobre o rico:

i. Um homem sem compaixão (v. 21)

ii. Um homem que não dera ouvidos a Deus (v. 29)

iii. Morreu como todo mundo (v.22)

iv. Foi para um lugar de tormentos (v. 23)

v. No lugar de tormentos, nem uma gota de água ele poderia receber (vs. 24-26)

6. O que para Lázaro foi dia de bênção, para o homem rico da Parábola foi dia de maldição.

7. O motivo? – Em sua vida vivida longe de Deus ele cavou um grande abismo, ficando ele mesmo do lado errado do abismo.

CONCLUSÃO

1. Leiamos novamente o texto inicial:

"O Espírito do Senhor JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento {ou grinalda} por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do SENHOR, para que ele seja glorificado." (Isaías 61:1-3 RC)

2. Você não gostaria

a. de ser liberto?

b. De ser consolado, não simplesmente com palavras, mas com a remoção daquilo que lhe causa tristeza?

c. De receber das mãos de Deus ornamento, a coroa dos vitoriosos, no lugar das cinzas da lamentação? Óleo de alegria no lugar do choro? Veste de louvor, o símbolo da honra recebida de Deus, no lugar do espírito angustiado, desmaiado, desencorajado?

d. Você não gostaria de se tornar qual carvalho de retidão, árvore de justiça, plantado na floresta de Deus, pelo próprio Deus (como diz Is. 60.21) para a glória de Deus?

3. Isso é possível!

4. Em Cristo isso ainda é possível!

5. Aproveite enquanto você ainda está vivendo no "Ano Aceitável do Senhor", e busque a Jesus, arrependa-se de seus pecados e renda-se a Jesus, creia nele e viva para ele.

6. Que Deus o abençoe muitíssimo.

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Um comentário:

  1. Pr. Prof. MARCIO RIGOR. Ao invés de o amado usar a expressão vingança do senhor, ficaria melhor justiça que é uma tradução do original em hebraico, pois Deus não se vinga, e sim aplica sua justiça, pois ele é justo.Gostei muito da sua postagem parabéns, paz.

    ResponderExcluir