terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Zelo pelo Nome de Deus

 

ZELO PELO NOME DE DEUS

“Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Agora, tornarei a trazer os cativos de Jacó. E me compadecerei de toda a casa de Israel; terei zelo pelo meu santo nome.” (Ezequiel 39:25 RC)

Quando o Senhor declara, aqui em Ezequiel 39.25 que agiria com zelo pelo Seu Santo Nome, Ele nos lembra de algo profundo: *o nome de Deus é precioso demais para ser tratado com descuido*.

Se Ele mesmo zela pelo Seu Nome, nós, que carregamos esse Nome diante do mundo, somos chamados a viver de modo que o honre.

Não se trata apenas de evitar o pecado por medo, mas de cultivar uma vida que reflita quem Ele é: um Deus santo, fiel, compassivo e justo.

Zelamos pelo Nome de Deus quando nossas palavras e atitudes apontam para a beleza do caráter dEle;

Zelamos pelo Nome de Deus quando respondemos com mansidão onde o mundo reagiria com dureza;

Zelamos pelo Nome de Deus quando servimos com alegria onde outros serviriam por obrigação;

Zelamos pelo Nome de Deus quando permanecemos fiéis mesmo nas pequenas coisas.

Honramos o Nome do Senhor quando tratamos pessoas como Ele nos trata, quando buscamos a verdade, quando mantemos um coração quebrantado e disposto a obedecer.

Em cada gesto, em cada escolha, carregamos a marca do Deus que nos salvou; por isso, viver de modo digno do Seu Nome não é peso – é privilégio e testemunho.

Que cada dia nosso seja uma oportunidade de revelar, ainda que imperfeitamente, a grandeza dAquele que decidiu colocar Seu Nome sobre nós.

Pense nisso!

 

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Retirar... pra onde? E pra quem?

 

RETIRAR... PRA ONDE? E PRA QUEM?

Quando Jesus olha para os Doze, em João 6, depois que tantos discípulos haviam ido embora, a cena carrega um peso quase palpável. As palavras duras do Mestre haviam peneirado seguidores, revelado motivações, exposto corações. E então Ele pergunta: “Quereis vós também retirar-vos?” É nesse momento que Pedro, com aquela mistura tão humana de coragem e fragilidade, responde algo que atravessa os séculos: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”

Essa declaração não é apenas uma profissão de fé; é um choque de realidade espiritual. É como se Pedro dissesse: “Senhor, nós já vimos demais, já provamos demais, já conhecemos demais para fingir que existe outro caminho.” E é justamente esse ponto que fala tão forte aos crentes que hoje estão balançando entre ficar e sair, entre obedecer e relaxar, entre buscar a Deus e buscar o que o mundo oferece. Porque, convenhamos, esse balanço sempre aparece quando o evangelho começa a confrontar aquilo dentro de nós que ainda deseja facilidade, aplauso, conforto e controle.

Muitos discípulos abandonaram Jesus naquele dia não porque não acreditassem que Ele era alguém especial, mas porque Suas palavras começaram a exigir entrega, mudança, renúncia, direção. E, quando o evangelho toca nessas áreas, até o crente mais antigo sente o incômodo. A sensação é a mesma daquela multidão: “Talvez haja um caminho mais leve… talvez eu possa seguir Jesus e, ao mesmo tempo, não abrir mão de certas coisas… talvez eu possa ser discípulo sem precisar ajustar minha vida…” E é aí que a fé se testa. Não no culto cheio, não no cântico alto, não no momento emocionante – mas na hora da decisão silenciosa entre seguir ou retroceder.

A verdade é que qualquer crente que pensa em desistir precisa ser honesto consigo mesmo: para quem iremos nós? Para onde, exatamente, se volta quando se vira as costas para Cristo? Há alguma palavra mais poderosa do que a dEle? Alguma fonte que sacie mais do que Ele? Alguma verdade que não acabe em frustração e vazio? A questão de Jesus continua ecoando, porque, no fundo, não há alternativa real fora dEle. Podemos até nos afastar por um tempo, tentar nos distrair, “respirar outros ares”, viver com menos compromisso. Mas, cedo ou tarde, o coração volta a sentir fome – e só Ele tem o pão da vida.

Aquele que já provou a graça não consegue mais achar sabor no mundo. Aquele que já experimentou a presença de Cristo não consegue se acomodar numa vida distante. Aquele que já viu Deus agir não consegue fingir que a fé é opcional. Por isso, a instabilidade espiritual dos crentes de hoje não se resolve com mais emoção ou mais atividade, mas com esse mesmo reconhecimento profundo que Pedro teve: não existe outro lugar, outro nome, outra voz que nos sustente. Essa é a cura do vacilo espiritual: olhar novamente para Cristo e admitir que Ele é tudo.

E talvez seja justamente isso que o Espírito está sussurrando a muitos corações: volte-se de novo para o Senhor. Não porque é bonito, não porque é esperado, mas porque é inevitável para uma alma que já O conheceu. O compromisso com Cristo não se renova por obrigação, mas por consciência – a consciência de que ninguém mais tem palavras que façam a vida pulsar, ninguém mais tem autoridade para transformar, ninguém mais tem amor suficiente para nos sustentar no caminho.

No fim das contas, seguir Jesus não é sobre achar leve tudo o tempo todo, mas sobre saber que só Ele é vida, mesmo quando Seu caminho exige mais de nós. Para onde iremos? Não temos outro salvador, outro mestre, outro Senhor. Quando o coração entende isso de novo, a oscilação perde força, o mundo perde brilho, e a alma encontra o prumo que tinha perdido. E é aí que a caminhada reacende, porque voltar para Cristo não é regressar ao ponto de partida, mas retomar o único caminho que realmente faz sentido.

Pense nisso! Pense seriamente! 

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Servi ao Senhor com Alegria

 

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA

Servir ao Senhor com alegria não é apenas uma instrução bíblica; é um modo de viver que transforma o coração, redireciona a mente e devolve brilho aos passos. Quando o salmista declara: “Servi ao Senhor com alegria”, ele não está falando de um sorriso forçado ou de uma postura religiosa automática. Ele está convidando o povo de Deus a descobrir uma maneira diferente de se relacionar com o serviço, onde o trabalho para o Reino não é um peso, mas um privilégio; não é uma obrigação fria, mas uma resposta apaixonada ao Deus que nos chamou para perto dEle. A alegria no serviço nasce de uma compreensão simples e profunda: nós não servimos para sermos aceitos, servimos porque já fomos aceitos. Nosso labor não é a tentativa de ganhar o favor de Deus, mas a expressão natural de quem já experimentou Sua graça. Quando a alma entende isso, algo muda por dentro; o que antes era cansaço vira disposição, o que parecia apenas “tarefas de igreja” se torna culto, e aquilo que exigia empurrões externos passa a fluir de dentro para fora.

A alegria também floresce quando percebemos que servir ao Senhor é caminhar ao lado dAquele que nos sustenta. Não é à toa que tantos se esgotam: servem, mas isolados; fazem, mas sem se abastecer na fonte; correm, mas sem um coração repousado em Deus. A alegria não prospera onde há apenas ativismo, porque alegria não nasce de produtividade, nasce de presença. É quando lembramos que Ele está conosco – no ministério, na rotina, na madrugada, no preparo, no aconselhamento, na visita, no louvor, no ensino – que o serviço se torna leve. Não por ser fácil, mas porque Ele é quem carrega o peso maior.

Além disso, servir ao Senhor com alegria é enxergar que cada pequena ação, cada gesto simples, cada esforço escondido aos olhos do público, tem valor eterno. Nada se perde quando é feito para Deus. Não existe “serviço pequeno” quando a obra é do Reino; existe obediência, existe fidelidade, existe amor sendo traduzido em atitudes. E isso traz uma satisfação profunda: saber que nossa vida tem impacto eterno mesmo quando ninguém aplaude, mesmo quando ninguém percebe, mesmo quando parece que não estamos fazendo diferença. O nosso Pai vê. E ver o sorriso dEle é suficiente para reacender a alegria que o mundo não pode roubar.

Por fim, servir com alegria é lembrar que o próprio Cristo nos serviu primeiro. Ele, sendo Senhor, tomou a forma de servo. Ele, sendo Rei, lavou os pés dos discípulos. Ele, sendo Deus, entregou-se na cruz. Quando olhamos para esse amor tão prático, tão humilde e tão profundo, percebemos que nossa alegria não está apenas em fazer algo para Ele, mas em fazer algo com Ele, no espírito dAquele que é manso, humilde e profundamente compassivo.

Servir ao Senhor com alegria, então, não é uma utopia espiritual; é a vida cristã no seu estado mais bonito. É andar com o coração aceso, sabendo que cada dia é uma oportunidade de honrar Aquele que nos resgatou. É trabalhar com mãos ocupadas e alma leve, porque sabemos que pertencemos a um Deus que transforma todo serviço em adoração. E quando servimos assim, a igreja floresce, o testemunho ganha força e o próprio nome do Senhor é exaltado através de vidas que brilham não por obrigação, mas por alegria.

Pense nisso!

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domingo, 23 de novembro de 2025

Servir e Esperar

 

SERVIR E ESPERAR

“... porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1 Ts 1:9-10 RC)

Introdução

Ø  Os crentes de Tessalônica eram jovens na fé, recém-convertidos, perseguidos, pressionados por todos os lados…

Ø  O oposto de nós – nós somos velhos convertidos – com algumas poucas exceções –, não podemos dizer que somos perseguidos e as pressões que sofremos são, ainda, as “normais” – ninguém aqui já foi ameaçado e nem tratado com violência física por causa da fé... ou foi?

Ø  Mas aqueles crentes lá de Tessalônica, apesar de tudo pelo que passavam por causa da fé, eram conhecidos por duas marcas que Paulo exalta com admiração:

o   eles serviam a Deus

o   e eles esperavam o retorno de Jesus.

Ø  Não tinham, ainda, na ocasião em que Paulo lhes escreveu, uma fé acomodada, sentimental ou apenas discursiva – “da boca pra fora”.

Ø  Eram homens e mulheres que tinham virado as costas aos ídolos – fossem eles de madeira, de pedra, de ouro ou do coração – para abraçar o Deus vivo.

Ø  E, uma vez abraçado o Deus vivo, lançaram-se em dois movimentos que definem o cristão de verdade...

Ø  Eu disse “dois movimentos que definem o cristão de verdade”: servir com entusiasmo (a Deus) e esperar/aguardar com fé e esperança (o retorno de Jesus).

Ø  Cristão que não serve... “não serve” – é como sal que perdeu o sabor...

Ø  Cristão que não espera o retorno de Cristo, e, pior, vive tão obcecado pelas coisas do mundo como se Cristo não fosse mesmo voltar, está cego.

Ø  Mas cristão que serve e espera, esse vive o evangelho na plenitude.

Ø  Louvado seja Deus pela vida desse cristão.

Ø  Louvado seja Deus pela SUA vida. Amém???

Ø  Dito isto, vamos agora olhar para cinco dimensões desse serviço santo que vamos fazendo enquanto nossos olhos permanecem erguidos para o retorno glorioso de Jesus.

Ø  A primeira dimensão desse serviço a se considerar é:

1)    DILIGÊNCIA – Servir com diligência

Ø  “Dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir…”

Ø  Conversão não é apenas tirar algo do coração, conversão é pôr Cristo no centro e agir em consequência.

Ø  A diligência é a marca de quem entendeu que “o relógio de Deus está correndo” e que cada dia é oportunidade sagrada.

Ø  Romanos 12.11 nos exorta: “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”

Ø  Diligência é servir sem preguiça espiritual, sem aquela lentidão devocional que adormece a alma.

Ø  Diligência é viver dizendo a cada amanhecer: “Senhor, o que queres que eu faça hoje?”

Ø  E esperar a resposta...

o   Pode ser que Ele lhe direcione a orar por e com alguém;

o   Pode ser que Ele lhe direcione a falar de Jesus para alguém;

o   Pode ser que Ele lhe direcione a ajudar alguém com seu trabalho, com aquilo que você sabe fazer;

o   Essas e outras coisas fora aquilo que já sabemos serem a nossa obrigação, inclusive através da igreja.

o   Fique atento...

Ø  Enquanto esperamos Jesus voltar, servimos como quem entende que cada ato, por menor que pareça, tem peso eterno.

Ø  Quem espera sem trabalhar se ilude; quem trabalha sem esperar se perde; quem faz os dois honra o Senhor.

Ø  Faça os dois – trabalhe e espere...

Ø  A segunda dimensão desse serviço a se considerar é:

2)    INTEGRIDADE E FIDELIDADE – Servir com integridade e fidelidade

Ø  A integridade é o cimento que sustenta qualquer serviço cristão.

Ø  Quando se diz que a integridade é o cimento, o sentido é claro: você pode até ter um prédio bonito, uma obra bem ornamentada, muitos andares, janelas, brilho, eficiência…, mas se o cimento for fraco, tudo vai ruir.

Ø  Assim é no serviço cristão.

Ø  O cristão pode ser talentoso, eloquente, eficiente, habilidoso, pode realizar muito, pode até impressionar pessoas, mas se faltar integridade, tudo o que faz perde força, credibilidade e valor diante de Deus. O serviço que se sustenta apenas em performance e não em caráter é um castelo construído na areia: basta uma provação, um elogio mal recebido, uma tentação mal enfrentada, e tudo desaba.

Ø  Os tessalonicenses eram conhecidos não apenas pelo que faziam, mas por como faziam. Gente reta, gente firme, gente íntegra...

 

Ø  ... e gente fiel...

 

Ø  1 Coríntios 4.2 nos diz que “O que se requer dos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.”

Ø  Servir com fidelidade é continuar firme mesmo quando ninguém está olhando.

Ø  É não negociar convicções, não vender princípios, não se deixar seduzir pelas ofertas do mundo.

Ø  Enquanto esperamos Cristo, nosso caráter precisa antecipar o Reino que vem.

Ø  O servo fiel honra Aquele que é fiel.

Ø  A obra de Deus merece mãos limpas, coração íntegro e passos firmes.

o   Mãos limpas: ações corretas, atitudes transparentes, escolhas que não ferem a santidade de Deus.

o   Coração íntegro: coração não dividido, “inteiramente dedicado a Deus”

o   Passos firmes: passos firmes representam uma vida que caminha com decisão, estabilidade e foco. Não é alguém que serve hoje com paixão e amanhã esfria; não é alguém que oscila conforme a aprovação ou a crítica. Passos firmes indicam fidelidade nas pequenas coisas, disciplina espiritual, continuidade apesar das lutas, convicção de que a obra é de Deus, e não do servo. Quem anda com passos firmes chega onde Deus quer – e leva outros junto.

Ø  A terceira dimensão desse serviço a se considerar é:

3)    VIVER DIGNO E PERFEITO – Servir através de um viver digno e perfeito

Ø  Obviamente, “perfeito” aqui não significa ausência total de falhas, mas maduro, coerente, inteiro, alguém que vive de modo digno da fé que professa.

Ø  E qual é a fé que nós professamos?

Ø  E em que cremos e como devemos andar, de acordo com essa fé?

Ø  Ora, dentre outras coisas:

o   Cremos em um Deus Santo – portanto devemos viver em santidade

§  A fé cristã começa afirmando que Deus é santo, puro, perfeito.

§  Se Ele é santo, nossos passos devem refletir essa santidade.

§  Não dá para professar um Deus santo e viver uma vida moralmente frouxa.

§  Quem crê em um Deus santo não negocia princípios.

o   Cremos que Jesus é Senhor – portanto devemos obedecer

§  A fé cristã afirma que Jesus não é apenas Salvador; Ele é Senhor.

§  E senhorio implica submissão.

§  Se Ele é Senhor, eu não sou dono de mim mesmo.

§  Meus desejos, escolhas, prioridades e valores precisam ser medidos pela Palavra.

§  Viver de modo digno é viver debaixo da autoridade de Cristo.

o   Cremos no evangelho da graça – portanto devemos viver com gratidão e transformação

§  A graça que nos alcança é a mesma que nos transforma.

§  A graça nos ensina a renunciar ao pecado (Tito 2.11–12).

§  A vida muda porque o coração mudou.

§  A graça que salva também modela.

o   Cremos na presença do Espírito Santo – portanto devemos viver guiados por Ele

§  A fé cristã diz que o Espírito Santo habita no crente. E se Ele habita, Ele dirige.

§  Não podemos professar o Espírito e viver na carne.

§  O fruto do Espírito precisa aparecer no caráter, nas palavras, nas relações.

§  Quem segue o Espírito não vive como se estivesse sozinho.

o   Cremos na Palavra como autoridade final – portanto devemos viver de acordo com ela

§  Nossa fé afirma que a Escritura é inspirada, suficiente, verdadeira.

§  Se a Palavra é autoridade, então minha vida deve ser moldada por ela.

§  Eu não interpreto a Bíblia conforme a vida; interpreto minha vida conforme a Bíblia.

§  Viver de modo digno é alinhar decisões, ética, linguagem, relacionamentos e prioridades ao que a Palavra diz.

§  A fé cristã é bíblica; logo, a vida cristã precisa ser bíblica.

o   Cremos que fomos chamados para amar – portanto devemos amar de verdade

§  Jesus afirmou: “Nisto conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes…”

§  Não é opcional.

§  Amor não é sentimento, é ação.

§  Amor não é discurso, é entrega.

§  Amor não é seletivo, é obediente.

§  Viver de modo digno é amar como Cristo amou.

o   Cremos que Cristo voltará – portanto devemos viver vigilantes e responsáveis

§  A fé cristã aponta para o retorno de Jesus, e essa expectativa molda o presente.

§  Quem espera Cristo vive como quem será encontrado por Cristo.

§  A esperança futura transforma a conduta presente.

§  O céu prometido exige uma vida coerente na terra.

Ø  Viver de modo digno da fé é viver uma vida que combina com aquilo que dizemos crer.

Ø  É uma fé que produz frutos, um coração que gera coerência, um testemunho que confirma a profissão.

Ø  Se nossa fé aponta para Cristo, nossas atitudes precisam apontar também.

Ø  Assim, “viver de modo digno da fé” se torna não apenas um ideal, mas um testemunho vivo da transformação que Deus opera em quem crê.

Ø  Efésios 4.1 diz: “Rogo-vos… que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados.”

Ø  A vida digna é o serviço que começa antes de qualquer tarefa: começa no testemunho.

Ø  Há pessoas que nunca lerão um versículo da Bíblia, mas lerão diariamente a sua conduta.

Ø  Enquanto esperamos o Cristo dos céus, somos chamados a viver na terra de maneira que as pessoas percebam que pertencemos a outro Reino.

Ø  O mundo precisa ver em nós o evangelho antes de ouvi-lo de nós.

Ø  A quarta dimensão desse serviço a se considerar é:

4)    ALEGRIA E LIBERALIDADE – Servir com alegria e liberalidade, constrangidos pelo amor de Cristo

Ø  Servir sem alegria vira peso.

o   Quando a alegria é retirada do serviço, o que sobra é obrigação, cansaço e ressentimento.
A alegria é o combustível do serviço cristão. Não é uma alegria superficial, mas aquela que vem da gratidão, da consciência de que estamos servindo o Senhor da glória.

Ø  Servir sem liberalidade vira cálculo.

o   Liberalidade é generosidade, desprendimento, entrega. Quando ela desaparece, o serviço se torna uma equação: “Quanto vou gastar? Quanto vou perder? Quanto vale a pena?” O servo que perde a liberalidade começa a medir tudo, até o tempo.

Ø  Mas quando o amor de Cristo nos constrange, servimos como quem não consegue fazer menos do que o melhor.

Ø  Alegria no serviço é sinal de gratidão, não de obrigação.

Ø  Liberalidade é desprendimento, generosidade, coração aberto – tempo, dons, recursos, empatia, cuidado.

Ø  Quem espera Jesus não vive se agarrando às coisas; vive abrindo as mãos.

Ø  A alegria do Senhor não é um acessório, é combustível.

Ø  Quem serve por amor não negocia esforços, apenas multiplica gestos.

Ø  A quinta e última dimensão desse serviço a se considerar hoje é:

5)    HUMILDADE – Servir com humildade

Ø  A humildade é o ambiente onde todo verdadeiro serviço floresce.

Ø  É reconhecer que nada é sobre nós; tudo é sobre Ele.

Ø  Jesus foi o exemplo. Filipenses 2.5-7 diz que Cristo, sendo Deus, assumiu forma de servo.

Ø  O humilde não precisa de palco para servir, porque já encontrou no altar do coração o lugar de honra.

Ø  Humildade é depender de Deus, não de aplausos.

Ø  Enquanto esperamos Jesus, que é o Servo perfeito, servimos com o espírito de quem aprendeu com Ele: meu lugar é aos pés do Senhor, e minhas mãos são para o bem do próximo.

Ø  Quem se abaixa para servir se levanta mais parecido com Cristo.

Conclusão – Servir agora, esperar sempre

Ø  Paulo afirma que Jesus “nos livra da ira futura”.

Ø  Ou seja: estamos servindo Aquele que nos salvou, e esperando Aquele que virá nos buscar.

Ø  Não servimos para sermos salvos – servimos porque fomos salvos.

Ø  Não esperamos com medo – esperamos com fé e esperança vivas.

Ø  Não caminhamos distraídos – caminhamos com os olhos firmes no céu e os pés firmes na fé enquanto na terra.

Ø  Que o Senhor faça de nós uma igreja que serve com diligência, integridade, dignidade, alegria, liberalidade e humildade… até que Ele venha.

Ø  Servimos com as mãos, esperamos com os olhos, caminhamos com o coração, e viveremos para sempre com Aquele que vem.

Ø  Amém!!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Digno de máxima dedicação

 

DIGNO DE MÁXIMA DEDICAÇÃO

Irmãos amados,

Quando olhamos para Cristo, percebemos que nenhuma, absolutamente nenhuma entrega nossa é exagero.

Ele deu tudo por nós: vida, sangue, graça, perdão, esperança.

Por isso, a resposta natural de um coração alcançado pelo Evangelho é andar em dedicação.

Não como peso, mas como privilégio.

Não como obrigação, mas como expressão de amor.

E, ainda que existam muitos caminhos para crescer nessa dedicação, há alguns fundamentos tão simples e tão essenciais que não podem faltar na vida de quem deseja caminhar de modo coerente com a fé que professa.

NA VIDA PESSOAL, o primeiro passo é guardar a comunhão com Jesus pela leitura da Palavra e oração.

Abrir a Bíblia diariamente é como abrir a janela da alma para a luz entrar; é deixar Deus dizer a verdade que sustenta, corrige e renova.

Orar é o movimento que mantém o coração aceso; é derramar angústias, celebrar vitórias, pedir direção e, acima de tudo, permanecer ligado à videira verdadeira.

Outro gesto precioso de dedicação, na vida pessoal, é falar de Cristo a alguém.

Não precisa ser um sermão; às vezes, é uma frase, um convite, um testemunho simples. Cada contato é uma oportunidade para que a luz que recebemos alcance outro coração. A fé só se fortalece quando transborda.

NA VIDA ECLESIÁSTICA (DA IGREJA), a dedicação também se expressa em atitudes concretas.

Estar nos cultos – especialmente nos dominicais, quando todo o corpo se reúne – é mais do que cumprir um hábito: é declarar que Deus é prioridade. É receber alimento espiritual, repartir comunhão e permitir que o Senhor trate nossas vidas por meio da adoração e da Palavra.

E contribuir financeiramente é parte daquele compromisso maduro que entende que a obra de Deus caminha quando seus filhos assumem responsabilidade. Não é troca, não é compra de bênçãos – é gratidão transformada em investimento naquilo que é eterno.

No fim, tudo se resume a isto: Jesus é digno da nossa máxima dedicação.

Quando alinhamos o coração a essa verdade, o básico deixa de ser mínimo e passa a ser precioso. O simples passa a ser sagrado. E cada gesto, por menor que pareça, se torna expressão de um amor que Ele mesmo acendeu em nós.

Que vivamos assim, firmes, constantes e profundamente dedicados Àquele que nos amou primeiro.

Deus seja com todos, amém!

Pr. Walmir

 

Estando em Muqui, visite a Primeira Igreja Batista

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Só faltam 680 km pra chegar em casa

 

“SÓ FALTAM 680 KM PRA CHEGAR EM CASA”

Era 27 de outubro de 2025

O marcador do painel, do GPS, dizia: “Faltam 680 km pra chegar em casa.” E meu cunhado, voltando da Bahia, postou no grupo da família, em tom de brincadeira: “só faltam 680 km”, como se 680 km fosse pouco.

Mas quem já viajou longas distâncias sabe o que esse número significa – não é só uma medida de estrada, mas também de saudade de casa. É o coração contando os quilômetros. A cada curva, o pensamento vai à frente, imaginando o portão, o cheiro do café, o abraço de quem espera. Dá até pra sentir o colchão conhecido chamando o corpo cansado. É assim: a estrada pode ser longa, mas o coração já mora lá.

Mas, enquanto pensava nisso, veio outra lembrança: “E quanto falta pra chegar na outra casa?” – aquela que não se mede com quilometragem, nem aparece no GPS. A casa definitiva, a que não tem reforma, aluguel nem prazo de validade. A casa onde não há despedidas, onde não se tranca a porta por medo, nem se apaga a luz pra dormir, porque lá o próprio Senhor é a luz.

A gente fala da “casa terrena” com tanto zelo – pinta, arruma, troca o telhado – e é bom que seja assim, porque é aqui que vivemos por um tempo. Mas é só um tempo. Essa é a casa “temporal”, hospedagem provisória. Um dia, o caminhão da vida estaciona, o corpo descansa, e a alma segue viagem. E a pergunta volta a ecoar: quanto falta pra chegar na definitiva?

Uns estão mais próximos do que imaginam. Outros ainda acham que a estrada é longa, mas ninguém sabe exatamente onde fica o marco zero dessa chegada. Só se sabe que a entrada é uma pessoa: Jesus. Ele mesmo disse — “Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar.” (João 14.2). E completou: “Eu sou o caminho.” Ou seja: quem está com Ele já está na direção certa.

Então, se faltam 680 km pra chegar em casa, aproveite o percurso. Agradeça por essa morada terrena, onde ainda há risadas, aprendizados e serviço. Mas não se esqueça de garantir a passagem para a casa definitiva. Porque, no fim, a melhor notícia não é que você está voltando pra casa – é saber que há uma casa eterna, e que Jesus está lá, esperando por você.

Pense nisso!

domingo, 16 de novembro de 2025

Entre Acordes e Ausências

 

ENTRE ACORDES E AUSÊNCIAS

(Só um desabafo – nada mais que isso)

Às vezes, confesso, me pego cansado.

Não daquele cansaço bonito, que vem depois de um dia de trabalho bem-feito, um trabalho satisfatório, mas um cansaço meio atravessado, que chega como visita inesperada.

João, José, Manoel… nomes que invento para não apontar o dedo pra ninguém em particular, mas que carregam o peso dos famosos da música gospel. Eles não sabem, mas quase derrubaram a página da nossa igreja no Instagram por causa dos tais “direitos autorais”.

Direitos justos, é verdade – não digo que não são.

O trabalho deles sustenta famílias, paga contas, abençoa vidas.

Nada contra.

Mas fico ali, sentado num banco qualquer da PIB Muqui, pensando:

Quando foi que um culto simples, numa noite qualquer, passou a precisar pedir licença para existir? Não estamos vendendo ingressos, nem acendendo luzes coloridas. Estamos só cantando. Cantando a Deus. Cantando juntos. Cantando porque a alma precisa.

Mas o aviso chega, seco: “Pode transmitir sim, desde que pague.”

E eu respiro fundo.

Ainda assim, a questão que mais martela minha mente não é essa – Não são eles. Somos nós.

Por que “nós”?

Porque basta anunciar que um desses nomes famosos vai aparecer no domingo e pronto: os bancos lotam como num milagre instantâneo. Os corredores ganham vida, o estacionamento vira mar, o templo mal comporta tanta gente. Gente boa, gente querida, mas gente que, no domingo anterior, parecia ter evaporado, e vai evaporar de novo no próximo.

E aí me pergunto, com cuidado para não amargar por dentro e nem ferir ninguém: afinal, por que nos reunimos?

Por quem?

Qual é o nome que realmente nos move?

Qual é o Deus que estamos seguindo?

O da cruz simples ou o do palco iluminado?

Não faço essas perguntas por revolta. Faço por preocupação. Porque liderar é também carregar o peso de um espelho que sempre volta o próprio reflexo para nós.

Talvez eu esteja só cansado.

Talvez seja só um daqueles dias em que a alma precisa conversar.

Mas tenho medo de que, no fundo, estejamos afinando o coração no tom errado.

E Deus… esse Deus que não cobra ingresso, que não exige direitos autorais, que não precisa de contrato... esse continua esperando...

Paciente...

Silencioso...

Enquanto nós, distraídos, corremos atrás de aplausos que não iluminam o céu.

Talvez eu só esteja cansado hoje... amanhã é outro dia!

Pr. Walmir – PIB Muqui

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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Paz em meio às noites turbulentas

 

PAZ EM MEIO ÀS NOITES TURBULENTAS

“Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.” (Salmos 4:8 RC)

A vida se parece com uma longa viagem de avião: boa parte do tempo transcorre tranquila, mas, de repente, surgem as turbulências – enfermidades, crises financeiras, desavenças familiares, perdas, decepções e medos. Nessas horas, o coração se agita, e o sono foge. Davi viveu algo assim quando escreveu o Salmo 4, provavelmente durante a rebelião de seu filho Absalão. Foi um tempo de dor, traição e insegurança. Ainda assim, ele termina o salmo com uma das mais belas declarações de confiança: “Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.”

Davi nos ensina que a verdadeira paz não depende da ausência de problemas, mas da presença de Deus. Mesmo cercado de ameaças, ele decidiu descansar. O verbo “deitar” no original hebraico indica uma ação intencional, uma escolha de confiar. Primeiro ele se deita, depois dorme; a fé precede o descanso. Quando o coração confia, o corpo repousa. É por isso que Davi podia dormir em paz: sua segurança não estava em circunstâncias favoráveis, mas no caráter do Deus que não falha.

Essa paz é dom divino e tem uma única fonte. “Só tu, Senhor”, declara Davi, reconhecendo que nenhuma proteção humana poderia lhe dar o descanso que só Deus concede. O mundo tenta vender paz através do entretenimento, do consumo ou do controle, mas tudo isso é superficial. A paz que Jesus oferece é diferente: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.” (Jo 14.27). É uma paz profunda, que acalma a alma mesmo quando o céu da vida está turbulento.

“Tu me fazes habitar em segurança.” Essa expressão mostra que a paz não é apenas um instante de alívio, mas um estado de vida sustentado por Deus. Habitar é permanecer, é viver cercado pelo cuidado divino. Mesmo exilado, Davi sentia-se em casa na presença do Senhor. E quem habita com Deus vive seguro, ainda que o mundo esteja em colapso.

O Salmo 4.8 é o retrato de uma alma que aprendeu a descansar em Deus. Davi não perdeu o sono porque não perdeu a confiança. Essa deve ser também a confissão de cada crente: “Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.” Quando o medo tentar roubar seu repouso, lembre-se: o Deus que cuida de você não dorme.

Se suas noites têm sido turbulentas, entregue suas ansiedades ao Senhor. Ele é o Príncipe da Paz. Nele encontramos descanso verdadeiro, porque quem confia em Deus pode fechar os olhos e dormir em paz, mesmo quando os ventos da vida continuam soprando.

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Zelo pelo Nome de Deus

  ZELO PELO NOME DE DEUS “Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Agora, tornarei a trazer os cativos de Jacó. E me compadecerei de toda a cas...