quarta-feira, 29 de março de 2023

DISCURSO DE UMA ALUNA NO CURSO DE MEDICINA DA PUC/RIO

 

DISCURSO DE UMA ALUNA NO CURSO DE MEDICINA DA PUC/RIO.

Dizem que esse foi o discurso de uma aluna no curso de medicina da PUC / Rio.

Bom, sendo ou não, é brilhante o texto. Então, leia com atenção.


Boa noite a todos!

Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!

Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

Que médico mais excelente poderia existir?

Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.

Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.

Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que, além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!

Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”

Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.

Jesus é o primeiro oftalmologista. Relatou-se em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.

Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardiopulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.

Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento?  O poder de seu amor.

Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!

Deus também  é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.

Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!

O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes!  Ele fez isso por nós!

Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!

No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!

Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.

Seu nome é Jesus

A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!

segunda-feira, 20 de março de 2023

PERSEVERANÇA NA PREGAÇÃO, ORAÇÃO E EM MEIO À PROVAÇÃO


PERSEVERANÇA NA PREGAÇÃO, ORAÇÃO E EM MEIO À PROVAÇÃO

“Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” (2 Timóteo 4:1-2 RC)

“... orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18 RC)

“Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;  alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Romanos 12:11-12 RC)

“... e a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança.” (Lucas 8:15 RC)

1.    Conta-se que Timur, um guerreiro que no passado conquistou rapidamente várias nações do Oriente, costumava contar a seus amigos o seguinte fato, segundo ele, acontecido na sua juventude: 

“Uma vez – dizia ele – vi-me obrigado por meus inimigos a me refugiar em um edifício em ruínas, onde permaneci sentado durante muitas horas. Desejando desviar o pensamento de minha condição desesperada, fixei os olhos em uma formiga que tentava subir por uma parede carregando um grão de trigo maior do que ela. Observei os esforços que despendeu para conseguir o que desejava. O grão caiu no chão sessenta e nove vezes, mas a formiga perseverou, e, por fim, na septuagésima vez, pôde chegar ao alto. Isto me confortou grandemente naqueles momentos e jamais me esqueci da lição.” (Respigando – Ilustrações)

2.    Por perseverança entendemos persistência, constância, firmeza na busca por alcançar os objetivos propostos, mesmo havendo oposições ou aparentes fracassos.

3.    Você consegue se lembrar de algo que começou e depois desistiu, e que agora se arrepende por não ter perseverado até o fim?

4.    Eu não preciso me esforçar muito para lembrar-me de algumas coisas.

5.    Ao que me parece, para quase tudo que não seja “instantâneo”, para quase tudo que exija tempo e esforço, a perseverança é uma virtude indispensável.

6.    No que diz respeito às coisas espirituais também não é diferente, e penso que, devido à oposição por parte de inimigos “poderosos” (veja Efésios 6.10ss), a perseverança, nesse caso, precisa ser ainda maior.

7.    Hoje quero pensar sobre três coisas nas quais precisamos ser perseverantes.

8.    Vamos à primeira:


I.             Precisamos ser perseverantes na pregação

 

1.    Paulo orientou Timóteo: “... pregues a palavra, instes (insista) a tempo e fora de tempo...”

2.    Por pregar podemos entender tornar conhecido das pessoas o evangelho, as boas novas da salvação em (e só em) Cristo.

3.    Porque precisamos ser perseverantes na pregação?

a.    Paulo disse aos Coríntios: “... aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação... os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos [e o que pregamos é] Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Coríntios 1:21-24 RC)

b.    Deus disse através do profeta Joel há muito tempo atrás (aproximadamente 2400 anos atrás): “... derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue, e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo...” (Joel 2:28-32 RC)

c.    Paulo, escrevendo aos Romanos diz: “... não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam”, e, logo em seguida, cita a profecia em Joel: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”;

d.    E depois Paulo observa: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:12-14 RC)

4.    Essa é a razão porque a perseverança na pregação se faz necessária.

5.    Ás vezes parecerá que houve fracasso na obtenção dos resultados, mas devemos perseverar. Veja a seguinte história que saiu no periódico “Leituras Cristãs”, volume 41, número 4, sob o titulo “Vinte Anos Perdidos”:

Um crente que levava a salvação dos pecadores muito a sério empregava o seu tempo livre para difundir o Evangelho distribuindo porções bíblicas e folhetos. Como campo de atividade ele havia escolhido um barco que percorria o rio Clyde, na Escócia. Certo dia, ao entregar um folheto a um dos passageiros, este lhe comentou que tais esforços não produziam resultado algum. “Também sou cristão e não desprezo esse tipo de trabalho – prosseguiu –, até fiz a mesma coisa em minha juventude, mas não colhi fruto algum”. / O evangelista achou estranho ouvir esta observação. Afinal, a lembrança de sua própria conversão enfatizava justamente o contrário. Na verdade, sua conversão foi devido à leitura de um folheto recebido na rua, quando tinha uns doze anos. Era uma noite fria de inverno quando passava em frente a um local de pregação do Evangelho. Um desconhecido o parou, deu-lhe um folheto e o convidou a entrar para escutar o Evangelho. Ele aceitou e ouviu uma mensagem que despertou sua consciência, fazendo-o refletir acerca da eternidade e de seu estado pecaminoso diante de Deus. Quando voltou para casa, estava perturbado, mas leu o folheto e achou paz. / O relato dessa experiência despertou grande interesse por parte do passageiro do barco. “Posso perguntar-lhe quando isso aconteceu?”. Quando soube o nome da rua e a data exata, seus olhos se encheram de lágrimas. Tomando a mão do seu interlocutor, exclamou com profunda emoção: “Recordo-me perfeitamente do garoto que convidei a entrar, naquela noite, na sala de reuniões, pois a mim havia sido confiado, durante várias noites, a tarefa de convidar os transeuntes e de lhes entregar alguns folhetos. Eu era naquela época um recém-convertido e, como não via nenhum fruto do meu trabalho, acabei por abandoná-lo. Isso foi há vinte anos atrás, e agora Deus me mostra que aquele trabalho a Seu serviço não foi em vão. Se Ele me permitir viver até que retorne à minha cidade, voltarei a fazer, com a Sua ajuda, o trabalho que me havia confiado, trabalho que, por infidelidade e falta de fé, não julguei digno de ser realizado”.

6.    O período de vinte anos estava perdido para sempre. Para nós também logo terminará o tempo de servi-Lo. “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Gálatas 6.9).

7.    Exemplo de perseverança na pregação: Noé

8.    A segunda coisa na qual precisamos ser perseverantes é a oração...

 

II.            Precisamos ser perseverantes na oração.

 

1.    Aos crentes de Éfeso Paulo orientou a que eles orassem em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito, e a que vigiassem nisso com toda perseverança e súplica, não só por eles, mas por todos os santos (crentes)

2.    Veja em Efésios 6.10 em diante as razões de Paulo para essa orientação.

3.    Léo Francisco Pais, em seu livro “Oração”, ao falar sobre a importância da oração, destaca os seguintes pontos:

a.    A oração ocupou o centro do ministério público de Jesus – Em Marcos 1.35 encontramos o Mestre em privação do sono para dedicar-se ao labor da oração. Houve ocasiões em que ele passou noites inteiras em oração. Lucas 6.12 nos revela uma dessas noites.

b.    A oração ocupou o centro do ministério apostólico – Veja Atos 6.1-4.

c.    A oração ocupa o centro do ministério atual de nosso Senhor Ressurreto – Veja Hebreus 7.23-25 e 9.24.

d.    A oração é o meio pelo qual entramos em comunhão com Deus – A oração é um lugar de encontro entre o Pai e o filho querido.

e.    A oração é o meio pelo qual recebemos as coisas que pedimos a Deus – Veja Mateus 7.7 e 8.

f.     A oração é a maior obra que Deus requer dos cristãos.

g.    A oração é a preparação do caminho do Senhor.

h.    A oração do cristão é a semente de todo avivamento espiritual – A grande mentira de Satanás é a de que no mundo de hoje não há tempo para se dedicar à oração. No entanto, quando compreendermos que a oração é tão importante quanto o sono, a respiração e o alimento diário, ficaremos admirados com a constatação da abundância de tempo que podemos dedicar a esse exercício espiritual. É pela oração que o Espírito Santo leva os homens e mulheres a confessarem seus pecados e receberem a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Enquanto mantemos o espírito de oração na igreja, as pessoas se convertem em toda parte pela fé em Jesus Cristo. / O avivamento espiritual não somente é iniciado pela oração, mas também é mantido pela constância da oração persistente. No momento em que a oração fervorosa e contínua cessa dentro da igreja, o avivamento perde seu ímpeto, restando somente um fraco impulso do passado. A oração é o recurso que temos para manter a continuidade do avivamento produzido pela ação do Espírito Santo na vida dos crentes. A falta de oração tem como conseqüência o afastamento da visitação especial de Deus, e o movimento que antes trouxe vida abundante a muitos fica como um monumento do passado.

4.    O hino 148 do Cantor Cristão diz:

Bendita hora de oração, pois traz-nos paz ao coração,

E sobrepuja toda a dor, trazendo auxílio do Senhor.

Em tempos de perturbação, na dor maior, na tentação,

Procurarei com mais fervor a comunhão com o Senhor.

 

Bendita a hora de oração, produto só da devoção,

Que eleva ao céu o seu odor em doce cheiro a meu Senhor.

E, finda a hora da aflição, os dias maus, a tentação,

Então darei melhor louvor a meu Jesus, a meu Senhor.

 

Bendita a hora de oração, pois liga-nos em comunhão

E traz-nos fé e mais amor, enchendo o mundo de dulçor.

Desejo a vida aqui findar com fé, amor, constante orar;

Depois da morte, do pavor, então será, sim, só louvor.

 

5.    Viram como é importante a perseverança na oração?

6.    Exemplo de perseverança na oração: Daniel

7.    E a terceira coisa na qual precisamos ser perseverantes é o contexto de provação...

 

III.          Precisamos ser perseverantes em meio à provação.

 

1.    Paulo escreveu aos Romanos: “sede pacientes na tribulação”.

2.    As aflições são uma realidade também na vida dos crentes, e elas até são preciosas para provar o valor de nossa fé.

3.    Jesus disse em João 16.33: “... no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

4.    Tiago escreveu em 1:2 e 3: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.”

5.    E Pedro também escreveu em 1.3-7: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”.

6.    Pastor Wilson Noro, pregando no Porto Meira em 28 de Fevereiro de 1999 disse:

“Viver é uma autêntica aventura de fé. Viver é correr riscos. Deus deseja fazer-nos verdadeiras peças de aço. Deus quer que sejamos carvalhos, rochas de granito, e, para tornar-nos assim Ele precisa às vezes levar-nos até à sala do sofrimento. Deus às vezes afasta de nós os resultados positivos, para que aprendamos a confiar nele sem tais resultados.”

7.    Diz-se de um artista antigo que ele pintou um quadro representando o “Vale da Sombra da Morte”. Com uma habilidade admirável ele passou para a tela as mais densas trevas. Mas o tempo passou, e, aquele artista, já quase ao fim de sua vida, depois de muitas experiências, pediu que lhe trouxessem novamente aquele quadro, pincéis e tintas. Ele iria modificar o quadro. “Errei”, disse ele, “o vale das sombras é inundado de glória; é preciso corrigir o quadro”. (Respigando – ilustrações)

8.    Exemplo de perseverança em meio à provação: Jó.

 

Concluindo

 

1.    Precisamos ser perseverantes, persistentes, constantes, firmes, mesmo havendo oposições ou aparentes fracassos,

a.    Na pregação da Palavra de Deus

b.    Na oração

c.    E em meio às provações

2.    Ore comigo:

“Pai Bendito, ajuda-me a ser firme na proclamação da Tua Palavra; ajuda-me a orar perseverantemente e ajuda-me a não vacilar quando estiver sendo provado. Em nome de Jesus, amém!” 

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

segunda-feira, 13 de março de 2023

Muqui Tem Sede de Deus

 

MUQUI TEM SEDE DE DEUS

“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?  E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10:13-15 RC)

“O Brasil Tem Sede de Deus – Quem terá compaixão?”

Esse foi o tema de uma de nossas campanhas de Missões Nacionais por iniciativa de nossa Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira.

Trazendo a pergunta para o nosso contexto muquiense: “Muqui Tem Sede de Deus – Quem terá compaixão?”

Você terá compaixão?

A Sede de Deus que muitos do povo muquiense têm pode ser saciada. O texto que lemos inicialmente diz em uma de suas partes que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo;

Ser salvo é ter saciada a sede de Deus, ou a sede por Deus

Mas é preciso invocar o nome do Senhor; e para invocar é preciso crer; e para crer é preciso conhecer/ouvir sobre Jesus; e para ouvir é preciso ter alguém que pregue, e em alguns casos é preciso que a igreja envie alguém para pregar.

Quem terá compaixão?

Compaixão: “sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la” (Houaiss – UOL) – Portanto, sentimento acompanhado de ação.

Qual é a maior tragédia que o homem em geral vive?

Estar ainda sob a ira de Deus é a maior tragédia na vida do homem, porque “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3:36 RC) e “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Apocalipse 20:15 RC)

Você sabe quanta gente no Brasil ainda vive sob a ira de Deus?

Você sabe quanta gente em Muqui ainda vive sob a ira de Deus?

Você sabe quanta gente no seu bairro, em sua vizinhança, ainda vive sob a ira de Deus?

Você tem tido compaixão?

Você terá compaixão?

Ore por essas pessoas; dê bom testemunho para elas; pregue para elas; convide-as a vir à igreja com você para ouvir a Palavra de Deus... 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

segunda-feira, 6 de março de 2023

Não Desperdice o Seu Talento

 

NÃO DESPERDICE O SEU TALENTO

 

Em Mateus 25.14-30 encontramos a conhecidíssima “Parábola dos Talentos”. Recomendo que a leia em sua bíblia, porque ela é a base dessa reflexão.

 

Era comum os proprietários de terra mais abastados empreenderem longas jornadas às vezes para supervisionarem propriedades em outras regiões ou realizar outras incumbências. E quando faziam isso, delegavam o controle de suas fortunas a servos capacitados a trabalhar com essas fortunas de forma que elas aumentassem. Bem, esse é o caso da parábola dos talentos.

 

A parábola, depois de falar de dois servos que trabalharam bem, fala de um que escondeu o talento em um buraco no chão. Isso também não era incomum; era uma das formas seguras de se proteger o dinheiro, mas também uma forma nada lucrativa e nada sábia. Ainda nos tempos atuais às vezes se descobrem reservas assim, que nunca foram recuperadas pelos seus donos. Cumprido o tempo de sua viagem o senhor voltava e os servos tinha que prestar contas de sua administração.

 

Então, era uma parábola com imagens que as pessoas daquela época compreendiam muito bem, e Jesus faz uso dela para chamar a atenção para o fato de que em vista da proximidade da chegada do dia em que teremos que acertas as contas com Deus, precisamos fazer uso o mais sábio possível de tudo o que Ele nos confiou. Infelizmente há muitos “cavadores de buracos” ainda nos dias atuais, e essa atitude, além de lhes reservar repreensão ao invés de louvor no dia do acerto de contas, faz com que aqueles que querem ver a obra de Deus avançar e nisso se empenham fiquem sobrecarregados.

 

Da parábola podemos extrair lições. Algumas delas são:

 

1)    A todos os Seus servos Deus deu capacitações – dons e talentos. A uns mais e a outros menos, mas a todos Ele os deu.

2)    Além das capacitações em si, às vezes Deus dá aos Seus servos a oportunidade de usar essas capacitações.

3)    É responsabilidade do servo de Deus trabalhar com a capacitação que lhe foi dada e desenvolvê-la quando Deus lhe dá a oportunidade de usá-la.

4)    O servo de Deus será cobrado pelo uso que fez da capacitação que Deus lhe concedeu e deu oportunidade de usar.

5)    A cobrança será de acordo com as o uso que fez das capacitações que recebeu e teve oportunidade de usar.

6)    Tem servo de Deus que usa e desenvolve sua capacitação.

7)    Tem servo de Deus que esconde sua capacitação.

8)    O servo de Deus que escondeu a capacitação, ou talento, receberá alguma espécie de repreensão ao invés de louvor.

9)    O servo de Deus que fez bom uso da capacitação e a desenvolveu, receberá louvor, e esse louvor não tem a ver com a capacitação em si, mas com a dedicação do servo. Então, se você recebeu a capacitação de ser, talvez nem um professor, mas uma espécie de monitor, um condutor de estudos de lições de Escola Bíblica Dominical e teve oportunidade de usar essa capacitação na Igreja Batista em Muqui para um pequeno grupo de pessoas e você aproveitou bem essa oportunidade e trabalhou com esmero, você será louvado tanto quanto aquele que recebeu e desenvolveu a capacidade de realizar um ministério evangelístico a nível mundial e alcançar milhões e milhões de pessoas. “Servo bom e fiel” ouvirá esse grande evangelista (Billy Grahm talvez); mas você também ouvirá a mesma coisa.

 

Então, meu irmão, não desperdice o seu talento; não o “esconda na terra”; use-o e desenvolva-o para a honra e a glória de seu Senhor.

 

Se Jesus voltar hoje você ouvirá dele acerca de você que você foi “servo bom e fiel” ou “mal e negligente servo”?

 

Pense nisto!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Exposição de efésios - estudo 9 de 9 - ESTAMOS NO EXÉRCITO

 

ESTAMOS NO EXÉRCITO

 

Efésios 6.10-24

 

Ø  Tozer escreveu que o mundo em que vivemos não é um lugar de lazer, e sim um campo de batalha.

Ø  E é verdade! Obviamente que desfrutamos de muito lazer, mas as batalhas para aqueles que creem e servem a Deus são muitas e grandes. Quanto mais interessados somos em viver uma vida de dedicação a Deus, uma vida santificada, mais e maiores serão as batalhas espirituais que enfrentaremos, ou pelo menos a percepção delas. Por exemplo, um crente que não se importa em cometer determinado pecado não achará ou não perceberá que a inclinação para ele seja uma batalha a se travar. Não tem batalha porque já se deixou derrotar antes mesmo de começar a lutar. É impressionante hoje a quantidade de crente que acha que está fazendo grande coisa em, antes mesmo de pecar, se entregar à disciplina da igreja porque vai passar um tempo “pecando com tal pecado”. Nesse momento o que ele está dizendo, mesmo que não tenha consciência disso, é que entre obedecer e desobedecer escolhe desobedecer; entre o mundo e a igreja escolhe o mundo; entre Deus e o diabo escolhe o diabo; entre o céu e o inferno escolhe o inferno. Tinha é que lutar, renunciar, mas o que faz é pedir licença para “ir ali perder uma batalha que nem começou ainda” como se isso fosse coisa pequena sem importância.

Ø  Isso é muito sério! A Bíblia é um livro de princípios; quero dizer: é um livro de ensinamentos que servem de base para outros ensinamentos. Então, por exemplo, Jesus ensinou que não se deve “trombetear”, para ser visto pelos homens, ao orar, ao dar esmolas e ao jejuar. Mas seriam só nesses casos específicos que não deveríamos querer “aparecer e sermos louvados pelos homens”? Não! Temos aí nesses exemplos um “princípio” que pode ser aplicado a muitas outras coisas mais: pregar, cantar, tocar instrumento, escrever textos, ensinar, profetizar, “falar em outras línguas” (muita gente fala, não é?), etc. E como tem gente que faz questão de trombetear coisas como essas!

Ø  Pois bem, onde quero chegar? Quero chegar no seguinte: quando Jesus manda ao mancebo de qualidade renunciar seus bens materiais para segui-lo, temos ali um caso específico, mas também um princípio – qualquer coisa que interrompa nossa comunhão com Deus, qualquer coisa que nos conduza à infidelidade, qualquer tipo de pecado, e até mesmo a roupa manchada da carne, como lemos em Judas 1.23, nós devemos renunciar ou “aborrecer” para seguir a Jesus, e isso implica em batalha. Que não sejamos derrotados.

Ø  Então, estejamos nós perceptivos quanto a isso ou não, estamos envolvidos em uma grande batalha, estamos no exército – o exército de Deus!

Ø  Três são os grandes inimigos que temos que enfrentar. Paulo falou sobre eles aqui mesmo em Efésios, em 2.1-3. Na ordem em que lá está: o mundo, o diabo e a carne. Geralmente usamos a ordem: o mundo, a carne e o diabo.

Ø  “O mundo” refere-se ao “sistema” ao nosso redor que se opõe a Deus.

Ø  “A carne” a gente sabe do que se trata: é a velha natureza que vem de Adão e que é inclinada a pecar, pecar e pecar.

Ø  E o diabo... Bem, o diabo é o diabo, o pai da mentira, o enganador, aquele que anda em derredor bramindo como leão buscando a quem possa tragar; e isso ele o faz incansavelmente.

Ø  O diabo é o grande inimigo contra o qual temos que lutar e que está em evidência aqui nessa parte dessa carta de Paulo.

Ø  Vamos ver aí sobre o inimigo, sobre o “equipamento” que Deus nos disponibiliza para a batalha, de onde vem a energia para a batalha e o encorajamento para a batalha.

Ø  Primeiro o inimigo:

 

I.             O INIMIGO (10-12)

 

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:10-12 RC)

 

Ø  Uma das necessidades cruciais numa guerra é conhecer o inimigo. Saber qual é a força do inimigo, qual é a sua capacidade bélica, como ele age, quais as suas estratégias.

Ø  Não é diferente quando se trata de batalha espiritual, e, por isso mesmo, Deus nos instrui sobre ele não apenas aqui em efésios 6, mas ao longo de toda a Sua Palavra, de forma que só seremos pegos de surpresa se formos descuidados.

Ø  Nosso verdadeiro inimigo é espiritual. Aqui ele é descrito como principados, potestades, príncipes das trevas deste século, hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.

Ø  Arche, exousia, kosmokrator, poneria. Tem uma hierarquia aqui: os que governam, os que estão logo abaixo dos que governam, mas também exercem autoridade, e os poderes malignos que saem dominando maldosamente este mundo de trevas.

Ø  Se fôssemos fazer um estudo teológico mais aprofundado de cada termo desses, isso levaria um bom tempo. Mas o cerne da questão é que nossa batalha não é simplesmente contra carne e sangue, não é simplesmente contra seres humanos, mas sim contra poderes espirituais. Então quando concentramos todas as nossas forças lutando contra pessoas que de uma forma ou de outra nos atrapalham em nossa vida espiritual, em nossa fé e fidelidade a Deus, em nossa comunhão com Deus, em nossa consagração, estamos perdendo tempo. Essas pessoas estão sendo controladas e usadas pelo diabo como inimigas da obra de Deus. Daí, conquanto pessoas estejam envolvidas e não devamos ignorar totalmente esse fato, nosso inimigo real e maior é o diabo, e isso faz com que as “armas” com as quais devemos lutar mudem.

Ø  E isso nos leva, então, ao segundo ponto, que é sobre:

 

II.            O EQUIPAMENTO (6.13-17)

 

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus,” (Efésios 6:13-17 RC)

 

Ø  Antes disso, quando vai apresentar o inimigo, Paulo já fala sobre a necessidade de fortalecermo-nos no Senhor e na força do Seu Poder. Em quem mais poderíamos encontrar fortalecimento para lutar contra tão poderoso e astuto inimigo? Em ninguém mais. E esse fortalecimento no Senhor e na força do Seu poder é operado em nós pelo Espírito Santo que Ele enviou, em quem nós devemos andar e a quem devemos buscar. Alguém nos disse, aqui mesmo desse púlpito (PIB Muqui), que cantamos errado e oramos errado quando cantamos e oramos invocando a vinda do Espírito sobre nós, porque ele já veio de forma definitiva. Em certo sentido está certo porque Jesus disse que ele enviaria o Consolador e que Ele estaria para sempre conosco. No entanto não concordo que não possamos invocar a presença do Espírito, seja cantando, seja orando; podemos e devemos, e quando isso fazemos não estamos dizendo que Ele não está aqui, mas estamos declarando que desejamos e pedimos a Sua manifestação em nosso meio. Pois bem, devemos buscar essa manifestação em nossa vida para que sejamos fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder e vençamos aquele inimigo poderoso cujo desejo é o de apagar a imagem de Cristo em nós.

Ø  Tendo dito isto e apresentado o inimigo Paulo diz: “Portanto...”, isto é: já que a luta é contra tal inimigo, “tomai toda a armadura de Deus para que possais resistir e ficar firmes no dia mau”. Dia mau é uma expressão um tanto quanto vaga, mas certamente inclui o dia da tentação forte, o dia em que esses inimigos atacam de forma singular, dia de guerra. E quais são as “peças” dessa armadura? É o que veremos agora. Esse é o nosso “equipamento”.

 

A verdade, que é qual cinto que segura o restante da armadura. Satanás tenta enganar com mentiras, mas ele só consegue enganar quem não conhece e/ou não está firmado na verdade.

 

A justiça, que funciona como uma couraça. A couraça era um peitoral que protegia os órgãos vitais do tórax e da parte superior do abdômen. Era uma proteção extremamente importante para o soldado. Assim também A JUSTIÇA é importante para o discípulo de Jesus. JUSTIÇA aqui quer dizer RETIDÃO. A retidão de Cristo está em pauta. Cristo é o modelo. Precisamos deixar o Espírito operar em nós esse tipo de retidão, porque quando estamos exercitados no andar em retidão, qualquer tortuosidade que se apresente é logo percebida com facilidade. A nossa vitalidade espiritual é então protegida.

 

A “Preparação do evangelho da paz”, que funciona como as sandálias que protegem os nossos pés. Isto significa que devemos estar nos preparando para falar de Cristo a qualquer pessoa. O que é que protege os nossos pés e nos dá firmeza para caminhar? Não é o calçado? Imagine-se passando em uma estrada cheia de pedrinhas pontiagudas. Descalço você poderá caminhar com firmeza? E calçado? O Evangelho da paz, da reconciliação com Deus dá firmeza aos nossos pés. Você CONHECE esse evangelho, você VIVE esse evangelho, você PROCLAMA esse evangelho, você está firme.

 

A é o escudo que protege contra os dardos inflamados do maligno. Não se trata aqui da fé como sendo um corpo de doutrinas, e, sim, como aquele princípio que consiste na entrega de todo o nosso ser aos braços de Cristo. É compromisso com Cristo, lealdade crescente... Imaginemos dardos inflamados (flechas com fogo na ponta) sendo lançados. O objetivo é atear fogo em alguma coisa. Mas para que o fogo pegue é preciso que as mesmas atinjam algum material suscetível ao fogo. Assim é que satanás age. Ele lança sobre nós suas tentações; essas, para serem eficazes precisam encontrar “material suscetível”. A autoconfiança é um desses "materiais suscetíveis": “A autoconfiança é combustível fácil. A fé, porém, que elimina a dependência do crente de si mesmo, retira o combustível da frente do dardo. ... Cria a sensibilidade para as influências santas, mediante as quais a força da tentação é neutralizada. A fé chama em nosso socorro a ajuda de Deus”.

           

A salvação é o “capacete” que protege a mente, a alma. Veja o fantástico testemunho de Paulo em 2 Coríntios 1.3-9: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos. E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação. Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos” (2 Coríntios 1:3-9 RC)

 

A espada é a arma ofensiva, e esta não é outra senão a Palavra de Deus. Mas notem que ela é a espada do Espírito. É o Espírito quem convence... é o Espírito quem aplica a Palavra. “É somente através do poder do Espírito Santo que a Palavra de Deus nos oferece qualquer utilidade. O Espírito Santo nos dá a Palavra e a torna eficaz em nós, dando vigor ao uso que fazemos dela. Também é o Espírito do Senhor que interpreta os preceitos da mensagem de Cristo para nós, tornando-os reais em nossas vidas. Em suma, é o Espírito Santo quem torna a Palavra de Deus uma força viva e vital em nossa vida diária”

 

Mas prestem bem atenção! O Espírito não vai nos colocar em uma espécie de transe, ou quando estivermos dormindo, colocar a Palavra em nossa mente.

 

-   NÓS temos a responsabilidade de estudá-la;

-   NÓS temos a responsabilidade meditar nela;

-   NÓS temos a responsabilidade de buscar colocá-la em prática;

-   NÓS temos a responsabilidade de nos mantermos sempre abertos à ação da Palavra em nossas vidas

 

Ø  Aí está, então, o equipamento que Deus dispõe para nós nessa batalha: o cinto da verdade, a couraça da justiça, as sandálias do evangelho, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do espírito que é a Palavra de Deus.

Ø  Mas tem também:

 

III.          A ENERGIA PARA A BATALHA (18-20)

 

“orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.” (Efésios 6:18-20 RC)

 

Ø  Onde é que encontramos “energia” para a batalha? Na oração.

 

-   Devemos orar em todo tempo, isto é, em qualquer ocasião e sob quaisquer circunstâncias; antes de tudo, primeiro do que tudo e mais importante do que tudo é a oração.

-   Devemos orar “com toda oração e súplica”. O cristão que ora apenas para pedir coisas para si está perdendo as bênçãos resultantes da intercessão e da ação de graças. A ação de graças é uma grande arma para derrotar satanás. Na quinta-feira bem cedo, enquanto me preparava para voltar ao estudo desse sermão, li um comentário em alguma postagem. Não lembro bem a postagem; acho que era em uma música que falava sobre a bondade de Deus; mas o comentário ficou na mente. No comentário a pessoa tinha o coração grato a Deus – coisas aconteceram na infância, mas Deus a amparou e hoje seu coração estava focado na gratidão a Deus pela Sua Bondade e ela se considerava uma pessoa vitoriosa. Satanás não conseguiu derrubar essa pessoa porque não conseguiu desviar seu coração de ser grato a Deus para a amargura.

-   Devemos orar no espírito, isto é, como expressão de nossa natureza espiritual, como um desejo sincero da alma e não como um mero capricho mental;

-   Devemos vigiar com toda perseverança, como um soldado em batalha, tanto para não sermos apanhados quanto para atacarmos quando Deus nos der a oportunidade;

-   E devemos orar por todos os santos, isto é, uns pelos outros, e pelos pregadores, para que possam falar como convém.

 

Ø  É aí que encontramos energia e fazemos satanás tremer, como bem disse alguém: “Satanás treme quando vê o mais fraco santo de joelhos”

 

IV.          O ENCORAJAMENTO NA BATALHA (21-24)

 

“Ora, para que vós também possais saber dos meus negócios e o que eu faço, Tíquico, irmão amado e fiel ministro do Senhor, vos informará de tudo, o qual vos enviei para o mesmo fim, para que saibais do nosso estado, e ele console os vossos corações. Paz seja com os irmãos e caridade com fé, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo. A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade. Amém!” (Efésios 6:21-24 RC)

 

Ø  Saber que não estamos travando essa batalha sozinhos, nem espiritualmente e nem humanamente falando, nos encoraja; e nós também devemos encorajar outros.

Ø  Paulo animou os efésios; Tíquico encorajou Paulo (Atos 20.4); e Paulo o estava enviando de volta a Éfeso, a fim de ser um estímulo para os cristãos de lá.

Ø  É um grande estímulo saber que fazemos parte da família de Deus e que estamos orando uns pelos outros. Em parte alguma do Novo Testamento encontramos um cristão isolado. Os cristãos são como ovelhas: vivem em rebanhos. A igreja é um exército, e os soldados precisam permanecer juntos e lutar juntos.

Ø  É interessante notar as palavras que Paulo usa para encerrar essa carta: paz, amor, fé e graça. Ora, ele estava preso em Roma, mas cheio de coragem. Quaisquer que sejam as nossas circunstâncias, em Jesus Cristo somos abençoados com “toda sorte de bênçãos espirituais”.

 

CONCLUSÃO

 

Ø  O mundo em que vivemos é um grande campo de batalha e nós somos soldados no exército de Deus.

Ø  O inimigo é forte e é um inimigo espiritual: satanás e suas hostes espirituais da maldade.

Ø  Temos que buscar nos fortalecer no Senhor e na força do Seu poder; temos que nos vestir da armadura de Deus; temos que orar e vigiar com perseverança, inclusive orando uns pelos outros para que esses inimigos poderosos não obtenham vitória sobre nenhum de nós; e temos que ficar juntos, lutar juntos, encorajando uns aos outros.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

 

FONTES:

 

Tão Grande Salvação – Exposição de Efésios – Russel Shedd

 

O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – R. N. Champlin

 

Comentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento 2 – Warren W. Wiersbe

 

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