DEUS NOS DEU “O MELHOR” ...
NÃO VAMOS ESTRAGAR TUDO
ESCOLHENDO “O PIOR”.
A igreja estava silenciosa naquela noite.
Não completamente silenciosa, é verdade.
Havia o barulho tímido de um ventilador antigo girando no teto,
um banco rangendo vez ou outra
e o som das páginas de uma Bíblia sendo folheadas por uma irmã já idosa,
dessas que parecem carregar décadas de oração nos ombros.
Mas estava silenciosa para os padrões de antigamente.
O irmão Joel sentou-se no último banco e ficou observando
o salão.
Fez isso sem amargura,
mas com aquela tristeza calma de quem percebe mudanças que ninguém comenta.
Lembrou-se de quando os cultos de oração quase não comportavam o povo.
Quando havia crianças correndo pelo corredor,
jovens afinando violão às pressas,
diáconos procurando mais cadeiras
e irmãs conversando animadamente antes do culto começar.
Mas agora sobravam bancos...
... Muitos bancos.
Joel olhou discretamente para a porta,
como quem ainda esperava alguém entrar atrasado dizendo:
Desculpem a demora!
Mas ninguém entrou.
Pegou o celular no bolso.
Sem perceber, abriu uma rede social.
Vídeos rápidos,
piadas,
notícias inúteis,
receitas que nunca faria,
discussões que não mudariam o mundo.
Rolou a tela por alguns segundos e então travou o dedo no aparelho.
Pensou consigo:
“Engraçado… temos tempo para tudo.”
Tempo para séries.
Tempo para maratonas.
Tempo para jogos.
Tempo para conversas intermináveis.
Tempo para vídeos curtos que roubam horas longas.
Mas falta tempo para oração.
E aquilo lhe apertou o coração.
Não porque entretenimento seja pecado automaticamente.
Joel nem era desses homens que demonizam tudo.
Gostava de futebol,
ria de vídeos engraçados
e até assistia a um filme de vez em quando.
O problema não era usar certas coisas.
Era substituir as melhores pelas menores.
Era trocar a profundidade pela distração.
A comunhão pelo isolamento.
A presença pelo conforto.
A Palavra pelos algoritmos.
O secreto com Deus pelo barulho constante.
O culto começou.
Pouca gente cantando.
Pouca voz.
Pouca força.
Mas, curiosamente,
a irmã idosa cantava como se estivesse num templo lotado.
“Tu és fiel, Senhor…”
E Joel percebeu uma coisa estranha:
talvez o problema da igreja moderna não seja falta de recursos.
Nunca tivemos tantos livros,
tantos pregadores disponíveis,
tantos aplicativos bíblicos,
tantas facilidades.
Talvez o problema seja outro.
Talvez estejamos cercados de distrações demais
e fome de Deus de menos.
Enquanto o pastor pregava,
Joel observou os bancos vazios novamente.
E imaginou como seria dali alguns anos.
O que acontece quando uma geração prefere a cama ao culto?
O entretenimento à comunhão?
O cansaço à oração?
O conforto ao compromisso?
Os cultos de oração enfraquecem.
A EBD perde alunos.
A comunhão vira formalidade.
A próxima geração cresce sem raízes.
A igreja de Cristo continua viva, porque pertence a Ele.
Mas igrejas locais podem virar apenas lembrança...
... mesmo as centenárias...
Um prédio.
Uma placa antiga.
Uma fotografia amarelada.
No fim do culto, a irmã idosa aproximou-se devagar e
disse sorrindo:
“Valeu a pena estar aqui hoje, não valeu?”
Joel sorriu de volta.
“Valeu!”
Porque, apesar de tudo,
Deus ainda continua oferecendo “o melhor”.
E talvez ainda haja gente disposta a trocar o passageiro pelo eterno outra vez.
Estando em Muqui, visite a Primeira Igreja Batista
WhatsApp: (28) 99903-3773
Havia o barulho tímido de um ventilador antigo girando no teto,
um banco rangendo vez ou outra
e o som das páginas de uma Bíblia sendo folheadas por uma irmã já idosa,
dessas que parecem carregar décadas de oração nos ombros.
Fez isso sem amargura,
mas com aquela tristeza calma de quem percebe mudanças que ninguém comenta.
Lembrou-se de quando os cultos de oração quase não comportavam o povo.
Quando havia crianças correndo pelo corredor,
jovens afinando violão às pressas,
diáconos procurando mais cadeiras
e irmãs conversando animadamente antes do culto começar.
como quem ainda esperava alguém entrar atrasado dizendo:
Desculpem a demora!
Sem perceber, abriu uma rede social.
Vídeos rápidos,
piadas,
notícias inúteis,
receitas que nunca faria,
discussões que não mudariam o mundo.
Rolou a tela por alguns segundos e então travou o dedo no aparelho.
“Engraçado… temos tempo para tudo.”
Tempo para séries.
Tempo para maratonas.
Tempo para jogos.
Tempo para conversas intermináveis.
Tempo para vídeos curtos que roubam horas longas.
Mas falta tempo para oração.
Joel nem era desses homens que demonizam tudo.
Gostava de futebol,
ria de vídeos engraçados
e até assistia a um filme de vez em quando.
Era substituir as melhores pelas menores.
Era trocar a profundidade pela distração.
A comunhão pelo isolamento.
A presença pelo conforto.
A Palavra pelos algoritmos.
O secreto com Deus pelo barulho constante.
Pouca gente cantando.
Pouca voz.
Pouca força.
Mas, curiosamente,
a irmã idosa cantava como se estivesse num templo lotado.
“Tu és fiel, Senhor…”
talvez o problema da igreja moderna não seja falta de recursos.
Nunca tivemos tantos livros,
tantos pregadores disponíveis,
tantos aplicativos bíblicos,
tantas facilidades.
Talvez o problema seja outro.
Talvez estejamos cercados de distrações demais
e fome de Deus de menos.
Joel observou os bancos vazios novamente.
E imaginou como seria dali alguns anos.
O que acontece quando uma geração prefere a cama ao culto?
O entretenimento à comunhão?
O cansaço à oração?
O conforto ao compromisso?
Os cultos de oração enfraquecem.
A EBD perde alunos.
A comunhão vira formalidade.
A próxima geração cresce sem raízes.
A igreja de Cristo continua viva, porque pertence a Ele.
Mas igrejas locais podem virar apenas lembrança...
... mesmo as centenárias...
Um prédio.
Uma placa antiga.
Uma fotografia amarelada.
“Valeu a pena estar aqui hoje, não valeu?”
“Valeu!”
Porque, apesar de tudo,
Deus ainda continua oferecendo “o melhor”.
E talvez ainda haja gente disposta a trocar o passageiro pelo eterno outra vez.
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