quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Estudos no Sermão do Monte / parte 28 – Efeitos do Pecado


EFEITOS DO PECADO

 

- Quatro Terríveis Efeitos do Pecado -

 

Estudo baseado em “A Imunda Servidão ao Pecado”, do Dr. Martin Lloyde-Jones em “Estudos no Sermão do Monte” (Editora Fiel)

 

01. Texto bíblico:

 

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:19-24 BRP)

 

02. O Dr. J. Wilbur Chapman conta a história de

 

um ministro que pregava com profético poder, a respeito do pecado. Falava aberta e penetrantemente, referindo-se ao pecado como "uma coisa abominável que Deus odeia". Certo dia, um membro da igreja foi ao escritório do ministro e disse-lhe:

— Nós não queremos que o senhor fale assim tão abertamente sobre o pecado, porque se os nossos filhos e filhas ouvirem tanto sobre esse assunto, mais facilmente eles se tornarão pecadores. Chame-o um erro, se lhe parecer bem, mas não fale assim claramente sobre o pecado.

O ministro foi a uma prateleira de remédios, trouxe um vidrinho de estriquinina marcado "veneno" e disse:

— Veja o que o senhor quer que eu faça; deseja que eu mude o rótulo. Suponhamos que eu tire esse rótulo e coloque outro mais ameno, por exemplo, "essência de hortelã-pimenta"; pode o senhor prever o que aconteceria? Quanto mais brando fizermos o rótulo, tanto mais perigoso faremos o veneno.

           

03. Hoje vamos pensar sobre o pecado; mais precisamente, sobre Efeitos do Pecado – quatro terríveis efeitos.

04. Quantos de vocês já pararam para pensar no fato de que a Bíblia está repleta de instruções, muitas vezes no sentido positivo, isto é, no sentido de “faça assim”, mas também muitas vezes no sentido negativo, isto é, no sentido de “não faça assim”.

05. Por que a necessidade de tantas instruções?

06. A resposta é simples e objetiva: é por causa do pecado e seus efeitos malignos.

07. O Dr. Martin Lloyde-Jones, em “Estudos no Sermão do Monte” (Editora Fiel), sob o título de “A Imunda Servidão ao Pecado”, aponta quatro terríveis efeitos do pecado.

08. Nossa reflexão hoje vai se basear nesses quatro efeitos.

09. E o primeiro efeito é:

 

I. O pecado perturba e desorganiza o equilíbrio normal de um homem e o funcionamento normal de suas qualidades de ser humano.

 

01. Precisamos aqui pensar na constituição do ser humano.

02. De quê somos constituídos?

03. O ser humano é constituído de corpo, alma e espírito.

04. Em ordem de importância relativa, o espírito vem em primeiro lugar, a alma em segundo e o corpo em terceiro.

05. O espírito tem a ver com a mente, a alma com os sentimentos e o corpo com a expressão prática da vontade. E isso significa que o funcionamento normal do ser humano, pelo interagir de suas três partes constituintes, deveria se dar da seguinte maneira:

a.    A mente deveria figurar em primeiro lugar percebendo e analisando as coisas;

b.    Em segundo lugar deveria figurar os afetos, os sentimentos e as sensibilidades conferidas ao homem pelo Senhor;

c.    E em terceiro lugar deveria vir a vontade expressa através do corpo. A vontade é, podemos assim dizer, a faculdade pala qual colocamos em operação as coisas que compreendemos e que temos desejado.

06. Mas o que temos visto, em geral, é uma perturbação, uma desorganização desse equilíbrio normal de um homem, causado pelo pecado.

07. O homem deixou de ser governado pela sua mente e compreensão em primeiro lugar, e passou a ser governado pelos seus desejos, pelos seus afetos, pelas suas paixões e concupiscências.

08. Isso tem colocado o homem em uma terrível situação.

09. Em João 3.19 lemos: “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”. (João 3:19)

10. A luz veio ao mundo, e continua vindo ao encontro dos homens, mas o que acontece?

a.    Eles amam mais as trevas que a luz.

b.    Eles contemplam a vida não com a mente, eles a contemplam por meio de desejos e paixões e se deixam governar por estes desejos e paixões.

c.    E o problema está justamente aí: o homem está sendo governado por seus desejos e paixões, ele não usa mais a cabeça.

11. Por que é que muitos dizem que com a mente, pela razão, até querem servir a Cristo, mas não conseguem fazer com que o corpo siga segundo esse querer? É porque são governados pelos desejos e paixões. E isso é efeito do pecado. O pecado perturbou e desorganizou o equilíbrio normal do homem, bem como o funcionamento de suas qualidades normais de ser humano.

12. Passemos ao segundo efeito do pecado:

 

II. O pecado cega o ser humano no tocante a determinadas questões vitais.

 

01. Isso, depois de pensarmos no primeiro ponto, é algo que nos parece lógico; e é lógico mesmo.

02. O pecado cega o ser humano para as coisas que são óbvias, e torna-os incapazes de perceber tais coisas.

03. Jesus ilustra bem isso ao falar dos tesouros terrenos em contraste com os celestiais. Todos sabemos que os tesouros terrenos, nenhum deles, perdura.

a.    As pessoas se orgulham de sua aparência pessoal, mas a mesma não perdura.

b.    Todos sabemos que o corpo envelhece, cria rugas e um dia morre.

                                  i.    Powerpoint com fotos minhas.

c.    No entanto, pessoas há que, cegas pelo pecado, são capazes de até mesmo sacrificar sua fidelidade a Deus por causa de sua aparência física.

d.    E o que dizer do dinheiro, dos objetos materiais e outras coisas mais?

 

Todas essas coisas acabam perecendo; elas são passíveis de destruição. Se um homem se sentasse para verdadeiramente meditar sobre isso, teria de admitir que essa é a pura verdade. Não obstante, [muitas pessoas há] que tendem por viver em harmonia com o pressuposto contrário. Mostram-se invejosas e ciumentas umas com as outras, e se dispõem em sacrificar tudo e qualquer coisa em troca desses valores terrenos – por causa dessas coisas que estão destinadas a ter fim, e que não poderão levar para sempre consigo. A situação real é tão óbvia; mas, no entanto, os homens não parecem vê-la tão obviamente assim.

 

04. O pecado cega tanto o ser humano que ele perde até o valor relativo das coisas.

a.    Um exemplo bem comum é o de um crente que infringe a lei de trânsito e, para não arcar com o valor da multa, paga um suborno. O que é relativamente mais importante: quinhentos reais “poupados” ou uma consciência limpa diante dos homens, de si mesmo e de Deus?

05. O que é relativamente mais importante: o tempo ou a eternidade?

a.    Sabemos que somos criaturas presas ao tempo, mas destinadas a viver na eternidade, e que o tempo ao qual estamos presos é brevíssimo.

b.    A Bíblia nos ensina a buscar e pensar nas coisas que são de cima.

c.    Mas o que fazemos?

d.    Não é fato que os homens, mesmo os crentes, se dedicam muito mais diligentemente às coisas que são temporais do que às que são eternas?

e.    Alguns há que até ignoram por completo as eternas.

06. Quem tem mais valor: Deus ou o homem?

a.    E o homem tem vivido para Deus ou para o homem mesmo?

b.    Deus está esquecido, Deus está ignorado, até mesmo por muitos que dizem ser cristãos. Em muitos casos Deus até é lembrado por alguns, mas não pelo valor que dão a Ele ou porque O amam, mas porque necessitam que Ele os abençoe em alguma questão. Estão pensando em Deus ou em si mesmos?

07. Mas ainda há aqueles a quem o pecado cegou para a impossibilidade de se misturar opostos, e estes se encontram numa cegueira tão grande que pensam que podem misturar a luz com as trevas, mas a Bíblia diz que não se pode servir a dois senhores. Um precisa ser aborrecido.

08. Se você se encontra nessa situação, não deixe o pecado continuar lhe cegando. Clame a Jesus agora! Arrependa-se! Peça perdão! Faça um compromisso de vida sério com Ele.

09. O terceiro efeito do pecado é:

 

III. O pecado reduz o homem a um escravo das coisas que foram criadas para servi-lo.

 

01. Onde está o seu tesouro?

02. Saiba que onde ele estiver, é aí que ele mantém cativo o seu coração.

03. Todas as coisas que Deus nos deu – alimento, vestuário, casa, família, amigos... tudo – são manifestações de Sua graça e de Sua bondade para conosco. Tudo isso é para nós usufruirmos e nos alegrarmos. O que acontece, porém, é que muitos, cegados pelo pecado, se tornam escravos destas coisas. Essas coisas passam a ocupar o primeiro lugar, o lugar de preeminência em suas vidas. Até mesmo muitos crentes estão escravizados pelas coisas temporais, porque estão dando lugar ao pecado em suas vidas. Não estudam a Palavra, não têm comunhão com Deus na oração, não têm comunhão com a igreja, estão raquíticos, franzinos espiritualmente, e o pecado faz ninho e cega e o reduz à escravidão.

04. Onde está o seu tesouro? Aí está também o seu coração.

05. Chegamos ao último efeito:

 

IV. O pecado arruína inteiramente o homem.

 

01. Esse é o efeito final.

02. Como é que o pecado arruína o homem?

 

“O pecado arruína o homem no sentido que, tendo ele gasto sua vida inteira acumulando certas coisas neste mundo (pensando apenas no que é temporal), no final da vida ele se encontra de mãos vazias. Após haver amealhado para si tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões escavam e roubam, ele se encontra face a face com o mais poderoso de todos os adversários, que é a própria morte. E então esse pobre e mísero homem, que viveu exclusivamente para essas coisas, repentinamente se vê destituído de tudo – desnudo de tudo, excetuando a sua alma. E a sua ruína é completa, pois, ‘que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?’ (Marcos 8.36)”

 

03. Veja a parábola do rico e Lázaro, em Lucas 16.19-31

04. Certamente que o rico da parábola pensava que tudo estava bem com ele. Mas ele estava cego, e, quando, de súbito, viu corretamente a sua realidade, já era tarde demais para ele. Foi um insensato a vida inteira, pensando o contrário. O pecado o arruinou inteiramente e eternamente.

 

Conclusão

 

01. Relembrando os pontos:

a.    O pecado perturba e desorganiza o equilíbrio normal de um homem e o funcionamento normal de suas qualidades de ser humano.

b.    O pecado cega o ser humano no tocante a determinadas questões vitais.

c.    O pecado reduz o homem a um escravo das coisas que foram criadas para servi-lo.

d.    O pecado arruína inteiramente o homem.

02. Existe solução?

03. Felizmente a resposta é sim!

04. A solução é sempre e somente Jesus Cristo!

05. O apóstolo Paulo, Falando sobre Jesus em uma sinagoga em Antioquia da Pisídia, disse: “Seja-vos, pois, notório, varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados (Atos 13:38 RC)

06. Em Colossenses 1.14 é-nos dito que pelo seu sangue (o de Cristo) temos a redenção, isto é, a remissão dos pecados.

07. João 3.16 nos diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

08. Romanos 6.23 diz que “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”

09. E por aí vai... A solução é Jesus Cristo! Você já pertence a Jesus Cristo?

 

 

Muqui – Julho de 2013

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