quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Creia!

 

CREIA!

Em Êxodo 9.20–21 lemos uma cena forte e muito reveladora:

“Quem, dos servos de Faraó, temia a palavra do SENHOR fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;  mas aquele que não tinha aplicado a palavra do SENHOR ao seu coração deixou os seus servos e o seu gado no campo.” (Êxodo 9:20-21 RC)

O contexto é o das pragas do Egito. Deus está julgando o orgulho de Faraó e, ao mesmo tempo, mostrando quem Ele é: o Senhor soberano, vivo e verdadeiro. A praga da saraiva não vem de surpresa. Antes dela, Deus avisa. Ele fala. Ele dá oportunidade. A Palavra é anunciada antes do juízo.

E o texto mostra algo impressionante: havia dois tipos de reação à mesma palavra:

1)    Alguns “temeram a palavra do Senhor” – levaram a sério o aviso, creram, obedeceram e foram preservados.

2)    Outros “não se importaram” – desprezaram a palavra, acharam exagero, acharam que nada aconteceria… e sofreram as consequências.

A diferença não estava no céu, nem na intensidade da tempestade. A diferença estava na resposta à Palavra de Deus.

Essa cena do Êxodo aponta diretamente para aquilo que o Novo Testamento nos anuncia com ainda mais clareza. Em Jesus, Deus volta a falar ao mundo, não apenas anunciando juízo, mas oferecendo salvação. O evangelho é, antes de tudo, um anúncio: Deus enviou o seu Filho para salvar pecadores. Cristo morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia e oferece vida eterna a todo aquele que crê.

Assim como no Egito, a Palavra continua sendo proclamada antes do juízo final. Jesus mesmo disse:

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3:36 RC)

Note bem: não é a tempestade que escolhe quem será atingido, é a postura do coração diante da Palavra.

Em Êxodo, quem creu correu para dentro. No evangelho, quem crê corre para Cristo. Quem confia se abriga nele. Quem se rende encontra salvação.

Mas o texto também nos lembra, com sobriedade e amor, que ignorar a Palavra tem consequências reais. Não é falta de aviso. Não é injustiça divina. É rejeição consciente. Assim como alguns oficiais de Faraó viram o aviso, ouviram o alerta e ainda assim deixaram tudo no campo, muitos hoje ouvem o evangelho, conhecem a mensagem da cruz, mas decidem adiar, relativizar ou desprezar.

O evangelho nos chama hoje à mesma decisão: temer a Palavra do Senhor. Não um medo paralisante, mas um temor que gera fé, arrependimento e obediência. Temer aqui é levar Deus a sério. É crer no que Ele diz. É responder com fé ao que foi anunciado.

Ainda há tempo. A Palavra está sendo proclamada. A salvação está disponível. Cristo é o refúgio seguro contra o juízo que virá. Quem crê é salvo. Quem se abriga nele encontra perdão, nova vida e esperança eterna. Mas quem não crê, quem não se importa com a Palavra, permanece exposto.

Hoje, Deus continua falando. A pergunta é a mesma do Êxodo: o que você fará com a Palavra do Senhor?

Quer a minha opinião? CREIA! Mas saiba que crer não é apenas ouvir; crer é correr para Cristo e confiar nele de todo o coração.

Pense nisso! 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Carnaval não é festa de crente

 

O CARNAVAL NÃO É FESTA DE CRENTE

O carnaval é, culturalmente, uma das maiores festas do Brasil. É tempo de música, cores, multidões, euforia, e muitos o tratam como algo “normal”, apenas parte da tradição nacional. Mas quando olhamos à luz das Escrituras, precisamos fazer uma pergunta mais profunda: isso combina com a vida de alguém que foi comprado pelo sangue de Cristo?

A Bíblia nos lembra em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente…”. O princípio é claro: o cristão não vive simplesmente seguindo o fluxo da cultura. Ele vive debaixo de outro Reino. Nem tudo o que é culturalmente aceito é espiritualmente saudável.

O carnaval, em sua essência histórica e prática, é marcado pela exaltação da carne: sensualidade, embriaguez, excessos, libertinagem. E a Palavra de Deus é igualmente clara sobre essas obras. Em Gálatas 5.19-21, Paulo fala das “obras da carne” e menciona coisas como prostituição, impureza, lascívia, bebedices e orgias; e conclui dizendo que “os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus”.

Perceba: não é uma questão de “ser chato” ou “não saber se divertir”. É uma questão de identidade espiritual.

1 Pedro 1.15-16 nos chama a um padrão mais alto: “Sede santos, porque eu sou santo.”

Santidade não é isolamento social, mas é separação moral. O cristão pode até estar no mundo, mas não vive segundo os valores do mundo. Ele entende que sua alegria não depende de estímulos carnais, mas da comunhão com Deus.

Enquanto o carnaval celebra a liberdade sem limites, a Bíblia ensina a liberdade com propósito. Em Gálatas 5.13 lemos: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne…”

O crente tem uma alegria diferente. Não é uma alegria de três ou quatro dias que termina em ressaca, culpa ou vazio. É a alegria do Espírito Santo (Romanos 14.17). É a satisfação de quem sabe que pertence a Cristo.

Alguns podem dizer: “Mas eu posso ir sem praticar nada errado”. A questão não é apenas o que fazemos, mas onde escolhemos estar e com o que nos associamos. Efésios 5.11 orienta: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”.

A vida cristã envolve testemunho. O mundo precisa ver diferença. Se a luz se mistura totalmente com as trevas, deixa de iluminar.

Carnaval não é festa de crente porque a essência dessa celebração não glorifica a Deus, não promove santidade, não edifica o espírito. O cristão não é chamado a viver de acordo com o calendário cultural, mas segundo o calendário do céu.

Isso não significa viver em amargura ou isolamento. Pelo contrário. Significa investir esse tempo em comunhão, em culto, em serviço, em descanso saudável, em fortalecer a família, em buscar mais a Deus. Significa mostrar que existe uma alegria superior.

No fim, a pergunta não é apenas “posso ou não posso?”. A pergunta bíblica é: Isso glorifica a Deus? Isso reflete quem eu sou em Cristo?

Quem foi alcançado pela graça entende que já tem uma festa maior garantida: as Bodas do Cordeiro. E perto dessa celebração eterna, qualquer alegria passageira perde o brilho.

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Estando na Primeira Igreja Batista em Muqui, fale com o pastor

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Deus ainda procura homens dispostos a se colocarem na brecha


DEUS AINDA PROCURA HOMENS DISPOSTOS A SE COLOCAREM NA BRECHA

Ezequiel 22.30

O CONTEXTO: UMA SOCIEDADE EM COLAPSO ESPIRITUAL

Ø  Diante de nós está um texto deveras extraordinário...

Ø  Deus procurando alguém para se colocar na brecha e O impedir de destruir um povo que estava vivendo de maneira abominável ao Senhor.

Ø  Ezequiel 22 é um capítulo “descritivo”.

Ø  E o que ele descreve não é nada bom: Jerusalém em decadência moral e espiritual.

Ø  O capítulo mostra:

o   Violência (v. 6, 9, 12)

o   Imoralidade (v. 10-11)

o   Corrupção dos líderes (v. 25-28)

o   Injustiça social (v. 29)

Ø  E não era apenas o povo “lá fora” que estava errado; todas as camadas estavam comprometidas:

o   Príncipes abusavam do poder

o   Sacerdotes profanavam o sagrado

o   Profetas enganavam com falsas visões

o   O povo praticava opressão

Ø  Quando olhamos para esse quadro e o comparamos com o que acontece hoje, ainda que num contexto diferente, percebemos que é assustadoramente semelhante, tanto “lá fora” quanto “cá dentro”:

o   Violência;

o   Imoralidade;

o   Corrupção nas lideranças;

o   Injustiça social;

o   Abuso de poder;

o   Profanação do sagrado;

o   Falsos profetas enganando com falsas visões e profecias.

Ø  Obviamente há exceções, há, sempre, um remanescente fiel, mas é uma situação que se observa generalizada.

Ø  E quando a corrupção se torna geral, o juízo se torna inevitável.

Ø  MAS... antes do juízo, vemos algo impressionante…

DEUS BUSCA ALGUÉM QUE ESTEJA DISPOSTO A SE COLOCAR NA BRECHA – A INTERCEDER

“Busquei dentre eles um homem…”

Ø  Imagine só: Deus procurando alguém para se opor a Ele naquilo que Ele estava para fazer

Ø  E mais: Deus se mostra disposto a “perder” para o homem que estiver disposto a lutar com Ele em oração

Ø  Deus se mostra disposto a “ser vencido”.

Ø  É claro que não existe nada e nem ninguém que seja capaz de vencer Deus... a não ser que Ele queira; a não ser que Ele se deixe ser vencido.

Ø  “... como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Genesis 32.28)

Ø  E isso revela algo profundo sobre o caráter de Deus:

o   Ele é justo, mas também é misericordioso

o   Ele julga, mas prefere perdoar

o   Ele castiga, mas antes procura um intercessor

Ø  E Deus não estava procurando:

o   Um exército

o   Uma multidão

o   Um movimento popular

Ø  Ele procurava UM HOMEM.

Ø  Isso mostra que uma única vida disponível pode mudar o destino de muitos.

UM HOMEM “QUE ESTIVESSE NA BRECHA”

Ø  A figura parece ser militar.

Ø  Cidades antigas tinham muralhas. Quando surgia uma brecha (um buraco), o inimigo podia entrar.

Ø  Alguém precisava se colocar ali, entre o perigo e o povo.

Ø  Espiritualmente, a brecha representa:

o   Pecado abrindo espaço para juízo

o   Afastamento de Deus

o   Colapso moral

o   Frieza espiritual

Ø  Estar na brecha é:

o   Interceder quando outros se calam

o   Permanecer fiel quando outros se corrompem

o   Defender a verdade quando ela é abandonada

o   Clamar por misericórdia quando todos merecem juízo

Ø  O homem da brecha se coloca entre Deus e o povo.

Ø  É exatamente isso que fizeram:

o   Moisés (Êx 32.11-14)

o   Samuel (1 Sm 7.5-9)

o   Daniel (Dn 9)

o   E outros

A POSIÇÃO: “SE COLOCASSE NA MURALHA PERANTE MIM”

Ø  Não é apenas diante do povo. É “perante mim” – diz o Senhor.

Ø  O verdadeiro intercessor:

o   Não busca aplauso público

o   Não vive de aparência religiosa

o   Vive diante de Deus

Ø  A obra principal do homem da brecha não é no palco, é no secreto.

Ø  Jesus reforçou isso: “Teu Pai, que vê em secreto…” (Mt 6.6)

Ø  A força da igreja não nasce no púlpito, nasce no joelho dobrado – reflete no púlpito, mas nasce no joelho dobrado.

O OBJETIVO: “PARA QUE EU NÃO A DESTRUÍSSE”

Ø  Olhe a misericórdia de Deus!

Ø  Um homem na brecha poderia:

o   Suspender o juízo

o   Trazer livramento

o   Mudar o rumo da história

Ø  Isso mostra o poder da intercessão.

Ø  Deus, em Sua soberania, decidiu agir através de pessoas que oram.

Ø  A intercessão não muda apenas circunstâncias – ela pode mudar destinos coletivos.

A TRAGÉDIA: “PORÉM A NINGUÉM ACHEI”

Ø  Essa é a parte mais dolorosa do texto.

Ø  Não faltavam:

o   Pessoas religiosas

o   Sacerdotes

o   Profetas

o   Líderes

Ø  Mas faltava alguém disposto a se colocar na brecha.

Ø  Religiosidade havia. Compromisso verdadeiro, não.

Ø  Esse versículo mostra que o maior problema de uma geração não é a maldade dos ímpios,
mas a omissão dos justos.

APLICAÇÕES PARA HOJE

1.     Nossa geração também está cheia de brechas

o   Lares em crise

o   Jovens sem direção

o   Igrejas frias

o   Verdades sendo relativizadas

Ø  A muralha espiritual está rachada.

2.     Deus ainda está procurando intercessores

Ø  Ele não pergunta: “Quem é o mais famoso?” “Quem tem mais seguidores?”

Ø  Ele pergunta: “Quem está disposto a se colocar na brecha?”

3.     Ficar na brecha custa algo

o   Custa tempo em oração

o   Custa lágrimas

o   Custa abrir mão de conforto

o   Custa carregar peso espiritual pelos outros

Ø  Mas o impacto é eterno.

CONCLUSÃO

Ø  Ezequiel 22.30 não é apenas um registro histórico. É uma pergunta ecoando pelos séculos: Se Deus procurar hoje alguém para estar na brecha por sua casa, sua igreja, sua cidade… Ele encontrará você?

Ø  Deus não está procurando perfeitos. Está procurando disponíveis.

Ø  Que Ele não precise dizer sobre nossa geração: “A ninguém achei.” Mas que possa dizer: “Encontrei alguém que se colocou na brecha.”

Ø  Esse alguém pode ser você!

Ø  Melhor ainda: podemos ser todos nós!

 

PIB Muqui – fevereiro de 2026

 

Chamados à Santidade

  CHAMADOS À SANTIDADE “... cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na ...