domingo, 11 de fevereiro de 2024

Maravilhosa Graça

 MARAVILHOSA GRAÇA

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo, e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas". (Efésios 2:1-10 RC)

01. Quando lemos um texto como esse, refletindo em sua mensagem, se cremos, somos levados, inevitavelmente, a pensar que a Graça de Deus é o que de mais maravilhoso existe.

02. Creio que todos conhecemos (eu já contei aqui) aquela história que diz que um grupo de estudantes tinha que fazer uma lista das coisas que eles consideravam hoje as Sete Maravilhas do Mundo. Depois de algumas discordâncias, foi feita uma lista com as mais votadas: 1) As Pirâmides do Egito; 2) Taj Mahal; 3) Grand Canyon; 4) Canal do Panamá; 5) Empire States Building; 6) A Basílica de São Pedro; 7) A Muralha da China. Mas uma menina escreveu diferente, e disse: "Eu acho que as Sete Maravilhas do Mundo são: 1) ver; 2) ouvir; 3) tocar; 4) saborear; 5) sentir; 6) rir; 7) e amar."

03. Essas são coisas realmente maravilhosas; entretanto, a manifestação da graça de Deus em Cristo, trazendo-nos salvação, não tem comparação. De forma muito natural nós podemos ver, ouvir, tocar, saborear sentir, rir e amar, mas, sem a graça de Deus, chegará um dia em que não vamos mais rir e nem amar, e o ver, ouvir, tocar, sentir, e talvez sentir o sabor já não nos trarão um mínimo sequer de prazer; ao contrário, trarão dor e sofrimento. Mas com a graça todas essas coisas se manterão e serão fonte de muito prazer.

04. Graça é algo que não merecemos, mas recebemos assim mesmo.

05. E assim se dá com a salvação; nós não a merecemos de maneira alguma, e nem temos condições de fazer qualquer coisa para a “merecermos”, mas Deus no-la dá assim mesmo.

06. Pela graça de Deus milhares e milhares de pessoas têm sido salvas em diversas épocas e lugares do mundo.

“No século XVIII viveu um homem chamado John Newton. Ele começou a sua vida num lar cristão, onde viveu por uns seis anos. Ficou órfão e, então, foi criado por uma família não crente, onde o evangelho e o cristianismo eram ridicularizados. Como nessa casa era perseguido, fugiu para o mar, porque o pai havia sido marinheiro da Marinha Britânica por algum tempo. Alguma coisa não deu certo, e ele fugiu novamente, escolhendo a África como um bom lugar para esconder-se. tornou-se sócio de um português traficante de escravos. A esta altura ele estava longe, bem longe de Deus. A péssima vida que levava colocou-o em algumas situações horríveis. Chegou até ao ponto de ser obrigado, pela esposa do traficante, a comer no chão. Foi até mesmo forçado a ser um escravo, mas fugiu para o litoral e entrou em um navio qualquer. Quando à bordo, o capitão descobriu que ele entendia de navegação e colocou-o como imediato do navio. Mas ele era muito irresponsável, e roubou o estoque de rum, distribuiu-o a todos os companheiros e, na bebedeira, caiu no mar. Um marinheiro o apanhou com o arpão e o puxou para o convés, mas ele ficou com uma enorme cicatriz. Nada disso serviu para tocar o seu coração, mas, naquela mesma viagem, quando se aproximavam da costa da Escócia, uma violenta tempestade apanhou o navio. Ele teve que manejar as bombas junto com os marinheiros, para evitar o naufrágio. Ali ele foi dominado pelo medo da morte, e começou a recordar os versículos que havia memorizado antes dos seis anos de idade. Deus então lhe falou ao coração e ele se converteu de uma forma maravilhosa. Tornou-se um pregador e um grande compositor de hinos. Um de seus hinos fala sobre a “Maravilhosa Graça” (Não o do HCC). Ele sabia que durante as diversas circunstâncias de sua vida Deus o tivera em Suas mãos.”

07. É pela graça de Deus que somos salvos, e é exatamente isso que Paulo mostra aos efésios, dentre outras coisas, nos versículos inicialmente citados.

08. Vejamos algumas verdades apresentadas.

Primeira verdade: A Graça de Deus é ao homem manifestada em Cristo Jesus.

”Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Versos 4-5 RC)

01.    Encontramos vários exemplos práticos, nos evangelhos, sobre essa verdade. Cito dois que dispensam comentários:

a.     Nicodemos, que apesar de todas as suas virtudes precisava nascer de novo para ver o reino de Deus. E esse novo nascimento se dá mediante a fé em Cristo Jesus seu sacrifício vicário.

b.     Um dos ladrões crucificados ao lado de Jesus que foi salvo na última hora, mesmo sendo quem era, apenas precisando demonstrar sua fé no Cristo que estava crucificado ali ao seu lado.

02.    João 1.17 diz que a lei Deus a deu por intermédio de Moisés, mas a graça veio por intermédio de Jesus.

03.    A graça veio por intermédio de Jesus e continua aí, disponível a você...

Segunda verdade: Sem Cristo o homem está morto em seus delitos e pecados

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Versículos 1-3 RC)

01. Essa é uma situação muito grave!

02. A gravidade de tal situação é exemplificada na parábola do rico e Lázaro... (Lucas 16)

03. E Paulo não está se referindo apenas aos que cometem “grandes” delitos.

04. Qualquer pessoa sem Cristo é uma pessoa que vive em delitos e pecados por não conhecer a fonte do perdão e salvação, e essa pessoa está, diz a Bíblia, morta, sem a verdadeira vida de Deus.

05. Exemplo: O jovem rico de Marcos 10:17 ss.

Terceira verdade: Com Cristo o homem assentará em lugares celestiais e verá, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Graça de Deus.

“...e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” (Versículos 6-7 RA)

01. Você se sente abençoado por Deus? O quanto?

02. Enoque foi homem muito abençoado por Deus!?...

03. Noé foi homem muito abençoado por Deus!?...

04. Abraão foi homem muito abençoado por Deus!?...

05. Moisés...

06. Davi...

07. Os enfermos de enfermidades terríveis que foram curados por Jesus...

08. Os possessos por demônios que foram libertos por Jesus...

09. Mas nenhuma das bênçãos que estes e outros receberam em vida, e nem todas elas de todos eles juntas alcançam a altura do que será denominada a "suprema riqueza da graça de Deus".

10.  A palavra “suprema” aqui encontrada vem do grego “UPERBALLO”, e significa “extravasar”, “fazer-se presente em excesso”.

11. Deus, então, nos séculos vindouros, isto é, na eternidade, será extremamente, excessivamente favorável àquele que pertence a Cristo.

12. Mas isso é somente se o homem estiver em Cristo. Só em Cristo, pois, como diz os versículos 8, 9:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (RA)

Conclusão

01. Vimos então que:

a.     É apenas pela graça de Deus que o homem pode ser salvo (vimos isso na introdução);

b.     A Graça de Deus é ao homem manifestada em Cristo Jesus;

c.     Sem Cristo o homem está morto em seus delitos e pecados;

d.     Com Cristo o homem assentará em lugares celestiais e experimentará, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da graça de Deus.

02. Diante disso, desafio você a entregar-se determinadamente ao Senhor.

03. Grandes bênçãos estão à sua espera.                      

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Se já ressuscitastes com Cristo...

 

SE JÁ RESSUSCITASTES COM CRISTO

Colossenses 3.1-16

Ø  Buscai: as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

Ø  Pensai: nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Ø  Mortificai: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Ø  Despojai-vos: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.  Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;

Ø  Revesti-vos: de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.

Ø  Habite em vós: A palavra de Cristo, abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Lugares que requerem sua atenção e cuidado

 

LUGARES QUE REQUEREM SUA ATENÇÃO E CUIDADO

Texto inicial: Filipenses 3.20-21

Ø  Prezados irmãos, hoje, nesse último encontro do ano 2023 e no despontar de 2024, quero refletir com vocês sobre “lugares que requerem sua atenção em cuidado”.

Ø  Obviamente são muitas as possibilidades de lugares, mas quero guiar a atenção de todos, e a minha também, para quatro lugares.

I.                 O SEU “LUGAR NO MUNDO” – SEU PAÍS E CIDADE

Ø  Seu país e sua cidade requerem sua atenção. Por que?

Ø  É porque é aí que você vive; sua família vive; seus filhos vivem; seus netos vivem... ou viverão.

Ø  A prosperidade do seu país e de sua cidade é a prosperidade sua e de sua família.

Ø  A paz de seu país e de sua cidade é, nesse sentido humano de ausência de “guerra”, sendo guerra a “guerra” mesmo, no sentido mais comum da palavra, ou guerra no sentido de conflitos e situações de violência em geral, é a paz sua e de sua família.

Ø  Se você trabalha na educação, trabalhe com dedicação – sei que ultimamente tem sido difícil, mas dê o máximo de si – “Tudo quanto te vier às mãos para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9.10)

Ø  Se você trabalha na segurança, na “força policial”, trabalhe com honestidade, respeito, dedicação. Também não é fácil...

Ø  Se você trabalha na área da saúde, procure ser melhor médico(a), melhor enfermeiro(a), melhor zelador(a), melhor atendente...

Ø  Se você trabalha na área de atendimento social, procure atender bem as pessoas, com educação, respeito, carinho. Não é fácil também não...

Ø  E mesmo que você não trabalhe em nenhuma dessas áreas, deve exercer a sua cidadania.

Ø  “Procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar; e orai por ela ao SENHOR, porque, na sua paz, vós tereis paz.” (Jeremias 29:7 RC) (E aqui no texto nem era a cidade “deles”)

Ø  Orar para Deus, dentre outras coisas, “sarar a terra”.

Ø  Sua cidade, seu estado, seu país, seu planeta requerem sua atenção e cuidado – a atenção e cuidado de cada um, cada qual dentro de sua limitação.

II.               A SUA CASA

Ø  Por “sua casa” eu quero dizer “sua família” e tudo quanto a ela está relacionado.

Ø  Então você precisa cuidar, por exemplo:

o   Da saúde de sua casa; não se pode andar descuidado quanto a isso

o   Das provisões necessárias à sua casa

o   Da prosperidade de sua casa

o   Da paz e harmonia na sua casa

o   Do respeito e da fidelidade mútuos em sua casa

o   De fazer de sua casa um lugar gostoso de se estar, um lugar para onde não só se tem a obrigação de voltar no fim do dia, mas para onde “se quer” voltar

o   Do bem estar espiritual de sua casa

III.             A SUA IGREJA

Ø  A “sua” igreja, se você “tem” uma, não pode ficar sem sua atenção...

Ø  Há muito crente que, se depender de como se comporta em relação à igreja e às demais coisas ou lugares (não o que pensa ou defende, mas o que faz), o shopping prospera, o restaurante prospera, os centros de lazer prosperam, as pousadas e quiosques nas praias prosperam..., mas a igreja fecha.

Ø  Nesse ano de 2023 vimos com tristeza o fechamento de uma igreja presbiteriana bicentenária nos Estados Unidos. Por que fechou? O motivo apresentado foi “ausência” dos crentes. Bem, é preciso analisar “mais de perto” pra enxergar outros motivos atrelados a este. Mas, quaisquer que sejam, desaguam na falta de atenção cuidadosa para com a igreja. Eu até coloquei em uma das edições de nosso boletim um texto intitulado “Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade”. Parte dele diz assim:

Nos arredores da cidade, um lugar que já ecoou com cânticos fervorosos e palavras inspiradoras (o templo evangélico) agora permanece em um silêncio desolador. Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade, uma perda que transcende as paredes de tijolos e alcança os corações da comunidade que um dia ali se congregava em busca de fé e comunhão.

Os assentos vazios nos bancos revelam uma ausência palpável, uma falta de presença que ressoa como um lamento na atmosfera antes impregnada de espiritualidade. A música que costumava elevar os espíritos e os sermões que alimentavam a alma foram substituídos por um vácuo espiritual, como se a própria essência da igreja tivesse se dissipado.

Os corredores, uma vez percorridos por fiéis de todas as idades, estão agora silenciosos. As salas de estudo bíblico, onde as histórias sagradas eram compartilhadas, estão envoltas em uma quietude que fala mais alto do que qualquer palavra. Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade, um destino cruel que destroçou a vitalidade espiritual que um dia pulsou ali.

O púlpito, outrora palco de mensagens de esperança e consolo, permanece solitário. Os instrumentos musicais, que costumavam se unir em harmonia para criar uma sinfonia de adoração, agora estão em silêncio. Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade, um falecimento que vai além da estrutura física, atingindo os alicerces da fé que um dia sustentou aquele lugar sagrado.

A comunidade, agora dispersa e órfã de seu lugar espiritual, sente o peso da perda. No entanto, nas cinzas da ausência, a esperança persiste. Pois, mesmo que a igreja tenha morrido por ausência, as memórias dos dias de comunhão e as sementes plantadas naquele solo espiritual continuam a ecoar nos corações daqueles que um dia chamaram aquele lugar de lar espiritual. Que, no futuro, novos alicerces de fé possam ser erguidos, trazendo renovação e ressurreição àquilo que um dia foi perdido.

Ø  A sua igreja, meu irmão, é um lugar que requer sua atenção.

o   Requer sua presença e participação ativa – veja Hebreus 10.25

o   Requer seu serviço, como deve servir o bom despenseiro da multiforme graça de Deus – veja 1 Pedro 4.10. Descubra seus dons e talentos dados por Deus e sirva na igreja com dedicação. O serviço é uma expressão tangível do nosso amor por Deus e pelos outros.

o   Requer sua contribuição financeira.

o   Requer sua oração.

o   Requer você vivendo a vida da igreja

Ø  Então, já vimo três “lugares” que requerem sua atenção: Seu “lugar no mundo” (seu país, estado, cidade...); sua casa (sua família) e sua igreja. E agora, vamos ao último lugar que requer sua atenção – último lugar nesse sermão, mas o mais importante lugar, que é:

IV.            O SEU LUGAR NA ETERNIDADE

Ø  Há uma música antiga, do grupo Novo Alvorecer, intitulada “Além do Pó”, cuja letra diz assim:

Assim como caem as folhas,

Cabelos também hão de cair,

Anunciando uma nova estação,

Lembrando a você que nem sempre é verão.


Assim como a pedra desgasta,

seu corpo também vai se acabar,

Fazendo mais pós para o vento leva,

Abrindo passagem pra o tempo passar.


Mas, além do pó,

Existe uma eternidade pra se viver;

Onde você vai passá-la?

Responda que eu quero saber.


Ø  E aí? Já parou pra pensar nisso?

Ø  É preciso pensar. Seu lugar na eternidade é o lugar mais importante que precisa de sua atenção, não depois, quando já for tarde demais, mas aqui e agora.

Ø  Há uma parábola, a parábola do rico e Lázaro, que demonstra bem essa realidade...

Ø  De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma, ou o que dará o homem em regate por sua alma? Foi Jesus quem fez a pergunta. Em nossa incessante busca por conquistas materiais, lembremo-nos sempre de que a verdadeira riqueza reside na preservação da alma. Ao conquistar o mundo, não podemos negligenciar a preciosidade daquilo que é eterno e imperecível.

Imagine um comerciante ambicioso que, durante toda a vida, dedicou-se incansavelmente a acumular riquezas e conquistar o mundo dos negócios. Ele, venceu nos negócios, construiu um império, acumulou fortuna e ganhou renome global. No entanto, no leito de morte, confronta a pergunta de Mateus 16:26: “De que adiantou ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

Ao redor de sua cama estão os troféus de sucesso, mas sua alma está inquieta. Nesse momento, as riquezas tangíveis perdem o brilho diante da realidade da mortalidade humana.

Isso demonstra para nós a efemeridade das conquistas terrenas quando comparadas à eternidade da alma. Nos lembra que, no fim, não são os feitos materiais que definem nossa verdadeira essência, mas a integridade espiritual preservada ao longo da jornada.

Ø  Em Mateus 6.19-21 Jesus diz: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mateus 6:19-21 RC) Enquanto cuidamos dos aspectos temporais da vida, não podemos esquecer a importância da preparação para a eternidade. Invistamos em tesouros no céu.

CONCLUINDO

Ø  Eu comecei esse sermão com Filipenses 3.2-21, onde Paulo diz: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,  que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” (Filipenses 3:20-21 RC)

Ø  Você pode dizer isso que Paulo disse? Que a sua cidade está no céu?

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

PIB Muqui, 31 de dezembro de 2023

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Sobre o dízimo

 

SOBRE O DÍZIMO

1)    O DÍZIMO não é nosso – Acredito que todos sabemos disso. Essa parte da renda com a qual Deus nos abençoou não é nossa, pertence a ELE. E se reconhecemos que pertence a Deus e não a nós, precisamos devolvê-la. Não será nada bom e nem bonito retermos conosco aquilo que pertence a Deus.

2)    O DÍZIMO tem a serventia de sustentar a obra de Deus através da igreja, e isso nos remete a duas conclusões necessárias. A primeira é que, sendo a igreja do Senhor Jesus e não nossa, então é Ele quem a sustenta, mas todos sabemos que a maneira de Ele a sustentar financeiramente é através dos dízimos daqueles que lhe são fiéis. E a segunda conclusão é que, tendo o dízimo a serventia de sustentar a obra de Deus através da igreja, então não cabe a nós de forma particular administrar o dízimo a ser entregue. Você não pode aplicar o seu dízimo “onde você achar melhor”; o seu dízimo deve ser entregue na igreja local da qual você faz parte, e é a ela que compete administra-lo.

3)    A entrega do DÍZIMO é sim uma atitude que move o coração de Deus a nos abençoar. Deus chegou a mandar fazer prova Dele se por acaso Ele não abrisse as janelas dos céus para derramar bênçãos sobre aqueles que praticam essa fidelidade. Em provérbios 3 lemos que quem honra ao Senhor com as primícias de sua renda é abençoado por Ele.

4)    A entrega ou não do DÍZIMO, dependendo do motivo, é um demonstrativo do valor que a obra de Deus tem para nós. E isso é tanto no sentido “positivo” quanto no sentido “negativo”, isto é: no sentido “positivo”, “quem entrega, entrega por que?” Pode ser que entregue “para ser visto pelos homens”, por exemplo, e, nesse caso, a entrega do dízimo não é demonstrativo de que a pessoa entrega porque valoriza a obra de Deus. E no sentido “negativo”, “quem não entrega, não entrega por que?”; e se não tem um motivo que realmente justifique a não entrega, ou se não é porque ainda está na ignorância, sem saber da importância e do requerimento bíblico dessa prática, então pode ser que esteja indiferente e sem valorizar a obra de Deus.

5)    A entrega do DÍZIMO honra a Deus. Já citei provérbios 3, onde lemos “honra ao Senhor com as primícias de toda a tua renda...”. Obviamente há muitas outras formas necessárias também de se honrar a Deus, mas ninguém pode negar que a contribuição financeira, com os dízimos, é uma delas.

6)    A entrega do DÍZIMO é uma resposta de gratidão à graça de Deus em Cristo Jesus. Eu sou grato a Deus por ter sido alcançado pela graça para a salvação e quero contribuir para que o evangelho seja amplamente divulgado e muitas pessoas mais sejam alcançadas.

7)    A NÃO entrega do DÍZIMO prejudica a obra de Deus através da igreja, e quando tudo for posto a descoberto, revelado, na presença do Senhor, eu quero ser apresentado como alguém que, também nessa parte, ajudou e não prejudicou.

8)    Poderia ficar aqui escrevendo muitas coisas mais a respeito desse assunto tão importante, mas quero terminar desafiando os irmãos a que sejam fiéis na entrega dos DÍZIMOS. Quem já é continue, e quem não é comece a ser. E no final desse ano, faça um “balanço”, e se você concluir que não foi abençoado por Deus, então você poderá mudar a sua decisão. Por outro lado, saiba que se a conclusão for de que foi abençoado, então uma mudança de decisão pode lhe ser muito prejudicial.

Que Deus nos abençoe a todos! 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade

 

MORREU POR AUSÊNCIA A IGREJA EVANGÉLICA DA CIDADE 

Prezados irmãos, graça e paz!

Nosso tema do editorial de hoje pode parecer estranho, mas é esse mesmo: MORREU POR AUSÊNCIA A IGREJA EVANGÉLICA DA CIDADE.

A Inteligência Artificial é algo realmente curioso. É um campo da ciência da computação que se dedica ao desenvolvimento de sistemas capazes de realizar tarefas que, normalmente, exigiriam inteligência humana. Esses sistemas são projetados para aprender, raciocinar, reconhecer padrões, tomar decisões e realizar diversas atividades de forma autônoma.

Eu confesso ser um dos curiosos que têm utilizado de forma simples e responsável, por exemplo, como fonte de pesquisa sobre algum assunto, sobre significados de palavras, para dar coerência a algum texto traduzido virtualmente do inglês para o português, e até pedindo a construção de algum texto, que na maioria das vezes é só por curiosidade e não utilizado em lugar algum, apenas para saber a “opinião” dessa “jovem senhora” que tem provocado curiosidade, deslumbramento e também preocupação em muitos.

Esse texto, por exemplo, é construído com a ajuda dela, porque, assentado em minha cadeira no escritório, em frente ao computador, pensando em algumas situações, dentre elas o fechamento de uma igreja evangélica bicentenária nos Estados Unidos devido à ausência dos fiéis (é o que foi divulgado), resolvi pedir uma “opinião”, um texto com esse tema Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade. E, vejam só o texto que me foi fornecido. Achei muito “curioso” e resolvi compartilhar:

Nos arredores da cidade, um lugar que já ecoou com cânticos fervorosos e palavras inspiradoras (o templo evangélico) agora permanece em um silêncio desolador. Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade, uma perda que transcende as paredes de tijolos e alcança os corações da comunidade que um dia ali se congregava em busca de fé e comunhão.

Os assentos vazios nos bancos revelam uma ausência palpável, uma falta de presença que ressoa como um lamento na atmosfera antes impregnada de espiritualidade. A música que costumava elevar os espíritos e os sermões que alimentavam a alma foram substituídos por um vácuo espiritual, como se a própria essência da igreja tivesse se dissipado.

Os corredores, uma vez percorridos por fiéis de todas as idades, estão agora silenciosos. As salas de estudo bíblico, onde as histórias sagradas eram compartilhadas, estão envoltas em uma quietude que fala mais alto do que qualquer palavra. Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade, um destino cruel que destroçou a vitalidade espiritual que um dia pulsou ali.

O púlpito, outrora palco de mensagens de esperança e consolo, permanece solitário. Os instrumentos musicais, que costumavam se unir em harmonia para criar uma sinfonia de adoração, agora estão em silêncio. Morreu por ausência a igreja evangélica da cidade, um falecimento que vai além da estrutura física, atingindo os alicerces da fé que um dia sustentou aquele lugar sagrado.

A comunidade, agora dispersa e órfã de seu lugar espiritual, sente o peso da perda. No entanto, nas cinzas da ausência, a esperança persiste. Pois, mesmo que a igreja tenha morrido por ausência, as memórias dos dias de comunhão e as sementes plantadas naquele solo espiritual continuam a ecoar nos corações daqueles que um dia chamaram aquele lugar de lar espiritual. Que, no futuro, novos alicerces de fé possam ser erguidos, trazendo renovação e ressurreição àquilo que um dia foi perdido.

Ah, meus irmãos, é apenas um texto construído por uma Inteligência Artificial. Mas, convenhamos: “que texto!”. Me fez ficar pensativo. Essa tal IA às vezes parece saber das coisas... Que Deus nos livre de a nossa igreja um dia morrer dessa doença chamada AUSÊNCIA!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

10/12/2023

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

QUE A MINHA VIDA NÃO SEJA INÚTIL

 

QUE A MINHA VIDA NÃO SEJA INÚTIL

John Wesley, o fundador da Igreja Metodista, certa vez orou: “Senhor, ajuda-me para que a minha vida não seja inútil”.

O profeta Ezequiel, no capítulo 15, para falar sobre o desvio do povo de Deus e de como ele se tornou inútil para Deus, fala sobre a inutilidade da madeira da videira se ela não produz frutos. Veja:

O SENHOR falou comigo. Ele disse:

– Homem mortal, será que se pode comparar uma parreira com uma árvore? O que vale uma parreira em comparação com as árvores da floresta? Você pode usá-la para fazer dela algum objeto? Será que a sua madeira serve para fazer um cabide para pendurar coisas?  Não. Só presta para fazer fogo. E, quando as pontas viraram cinzas, e o meio está queimado, será que ela serve para alguma coisa? Não! Antes de ser queimada, essa madeira não prestava para nada. Agora que o fogo a queimou completamente, é mais inútil ainda. 

Pois o SENHOR Deus está dizendo isto:

– Como uma parreira é tirada da floresta e queimada, assim tirarei o povo que vive em Jerusalém e o castigarei. Eles escaparam do fogo, mas agora o fogo acabará com eles. Quando eu os castigar, vocês ficarão sabendo que eu sou o SENHOR.  Eles têm sido infiéis a mim, e por isso farei o seu país virar um deserto. Eu, o SENHOR Deus, falei.” (NTLH)

Comentando esse capítulo de Ezequiel, Wiersbe escreve que

“Israel era uma videira humilde quando Deus a plantou em sua terra prometida, mas que, com a bênção do Senhor, cresceu e prosperou. Durante o reinado de Davi e no início do reinado de Salomão, a videira era perfumada e frutífera, um testemunho para as nações gentias das bênçãos de Deus sobre Israel. Contudo, Salomão trouxe a idolatria para o meio do povo, o reino se dividiu e os judeus começaram a produzir “uvas bravas” em lugar de frutos para a glória de Deus (Is. 5.2). Reis subsequentes, tanto de Israel quanto de Judá, adoraram a ídolos e participaram de práticas pecaminosas das nações vizinhas. Deus permitiu que a terra fosse invadida e Jerusalém fosse destruída. A videira santa foi contaminada e devastada”.

Hoje, milênios depois, nós (a igreja), somos os ramos da videira verdadeira que é o Senhor Jesus (veja João 15), e, como tais, precisamos aprender esta lição. Se deixarmos de permanecer em Cristo, nosso poder espiritual será perdido, vamos secar e deixar de dar frutos para a glória de Deus, e uma igreja (agora me refiro a uma igreja local – a “nossa”, por exemplo) que não dá fruto para a glória de Deus se torna uma igreja inútil e que pode ser “queimada”, isto é, “extirpada”, retirada do lugar em que está para dar lugar a outra que produza os devidos frutos.

Oremos, portanto, a nível pessoal, como John Wesley orou: “Senhor, ajuda-me para que a minha vida não seja inútil”.

E, a nível coletivo, como igreja, “Senhor, ajuda-nos para que a nossa igreja não seja uma igreja inútil”.

Na graça e muitíssimo desejoso de ver a mim e a todos os irmãos e a igreja como “ramos frondosos, frutíferos, belíssimos” da videira que é Cristo,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

domingo, 3 de dezembro de 2023

Estamos no Tempo do Fim

 

ESTAMOS NO TEMPO DO FIM

Romanos 13.8-14

Ø  Em Malaquias 4.1 e 2 lemos sobre o “Dia” final: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como os bezerros do cevadouro.” (Malaquias 4:1-2 RC)

Ø  Prestou bastante atenção? Aquele “dia”, o dia do juízo final, vem; para uns trará salvação, mas para outros trará o ardor do fogo.

Ø  Eu penso, diante de tudo que tenho visto, que já estamos quase lá.

Ø  A bíblia está se cumprindo bem diante de nossos olhos, assustadoramente.

Ø  Estamos vivendo o tempo chamado de “últimos dias”, estamos no tempo do fim.

Ø  E se estamos no tempo do fim, como é que temos que nos comportar?

Ø  É sobre isso que quero pensar brevemente com vocês hoje, tendo como base Romanos 13.8-14.

Ø  Então vamos lá; em primeiro lugar:

1)    É tempo de acordar, porque para uns se aproxima a consumação da salvação, mas para outros a consumação da perdição.

Ø  No verso 11 lemos: “E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.”

Ø  É hora de despertar do sono, diz, em primeiro lugar, o apóstolo Paulo, aí nesse verso.

Ø  Obviamente, o sono de que trata o apóstolo aqui é o sono espiritual.

Ø  E o sono ou adormecimento espiritual é extremamente prejudicial. O impacto desse adormecimento em nossa fé e vida espiritual pode ser tremendamente avassalador. E digo isso não apenas como fruto de uma “teoria”, mas de uma “observação”, isto é: “temos visto isso acontecer”. O sono espiritual pode causar, dentre outras coisas:

o   Distanciamento de Deus: Quando estamos espiritualmente adormecidos, tendemos a nos afastar de Deus. Nossa comunhão com Ele se enfraquece, e a leitura da Bíblia, a oração e a busca por Sua vontade podem se tornar negligenciadas.

o   Falta de discernimento: O sono espiritual nos impede de discernir claramente a vontade de Deus em nossas vidas. Isso pode resultar em más decisões e escolhas que não estão alinhadas com os princípios bíblicos.

o   Perda de paixão e entusiasmo: A paixão pela fé e o entusiasmo pelo serviço a Deus podem diminuir quando estamos espiritualmente adormecidos. As atividades espirituais podem se tornar rituais vazios, e a alegria de seguir a Cristo se desvanece.

o   Aumento do pecado: O sono espiritual nos torna mais suscetíveis ao pecado. Nosso autocontrole enfraquece, e as tentações têm mais poder sobre nós. Isso pode levar a comportamentos pecaminosos que prejudicam nossa fé e relacionamento com Deus.

o   Desânimo e desesperança: Quando estamos espiritualmente adormecidos, é fácil nos sentirmos desanimados e desesperados diante dos desafios da vida. Perdemos a perspectiva eterna e a confiança na soberania de Deus.

o   Falta de testemunho eficaz: Um sono espiritual prolongado pode prejudicar nosso testemunho cristão. Não seremos eficazes em compartilhar o evangelho com os outros quando nossa própria fé estiver comprometida.

o   Estagnação espiritual: O sono espiritual nos impede de crescer em nossa fé. Ficamos estagnados, incapazes de amadurecer espiritualmente e de experimentar o pleno potencial de uma vida cristã abundante.

o   Dificuldade em enfrentar desafios: Quando enfrentamos desafios e dificuldades na vida, o sono espiritual pode nos deixar desarmados, sem a força espiritual necessária para superá-los.

Ø  Em resumo, o sono espiritual é um estado de apatia espiritual que pode enfraquecer nossa fé, nossa relação com Deus e nosso testemunho cristão. É importante reconhecer os sinais desse estado e buscar a renovação espiritual por meio da oração, da leitura da Bíblia, da comunhão com outros crentes e do arrependimento sincero.

Ø  Então, primeiro, aí nesse verso, somos lembrados da importância de despertar espiritualmente para estarmos alertas e vigilantes em nossa jornada de fé.

Ø  E a seguir, o apóstolo dá a razão porque é tempo de despertarmos do sono: “porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”.

Ø  Em outras palavras, precisamos despertar do sono espiritual porque estamos nos dias finais, e esses não são dias para nos darmos ao luxo de dormir; esses não são dias para a igreja se dar ao luxo de dormir, de estagnar.

Ø  Paulo fala aí *para os salvos*: “a nossa salvação está, agora, mais perto...”. Mas, se a salvação dos salvos está mais perto agora do que lá no passado quando aceitamos a fé, a perdição dos perdidos também está mais perto e se aproxima cada vez mais. Para uns se aproxima a consumação da salvação, mas para outros a consumação da perdição.

Ø  Então, é tempo de acordar, e acordar implica em, como lemos no verso 12: rejeitar as obras das trevas e revestirmo-nos das armas da luz.

Ø  Ora, todos nós sabemos o que isso significa; todos temos plena condição de saber o que são “obras das trevas” e “armas da luz”, e, portanto, todos sabemos o que devemos abandonar e o que devemos “abraçar”. Se não, é só fazer uma leitura de Gálatas 5.19 a 23 e Colossenses 3.1-17 para termos um bom exemplo. E também aí mesmo no texto, no verso 13, temos alguns exemplos.

Ø  Mas o inimigo é bem sagaz, e às vezes ele nos leva a um estado de sonolência e coloca uma escama em nossos olhos para que não vejamos, para que não percebamos algumas coisas; não todas as coisas, porque algumas são bem “flagrantes” e facilmente perceptíveis, mas outras não.

Ø  Deixe-me argumentar um pouco, contando algo ocorrido comigo, pra chegar onde quero. Hoje (03/09/2023) de manhã bem cedo, por volta de 5:30, acordei com uma aranha “passeando” pelo meu braço. Era uma aranha pequena, de um ou dois centímetros, e eu fiquei olhando-a andar pelo meu braço, até que resolvi “sacudir” o braço, e ela caiu pelo chão. Eu fiquei muito tranquilo com aquela aranha andando no meu braço; mas, e se fosse uma caranguejeira daquelas bem grandes? Provavelmente eu teria tomado um bom susto e sacudido logo o braço, ou, no susto, até dado um tapa com a outra mão. Só que, e eu sei disso, e até por isso mantive a calma para não ser picado, a picada de uma aranha pequena pode ser muito, mas muito pior do que uma aranha caranguejeira...

Ø  Então, olhe onde estou querendo chegar: às vezes não estamos dormindo para alguns pecados considerados “grandes”, mas dormimos para outros que são igualmente prejudiciais ou talvez mais prejudiciais. Gálatas 5, por exemplo, ao alistar as obras da carne coloca pecados como prostituição, idolatria, feitiçaria, homicídio, e, penso que estamos bem acordados quanto a pecados como esses; mas coloca também inimizades, brigas, bebedices, glutonaria, desunião, divisão...

Ø  Meus irmãos, não é tempo de dormir, é tempo de acordar. O Dia Final se aproxima, precisamos estar prontos, e precisamos pregar agora porque depois não poderemos mais, e as pessoas para as quais o que se aproxima é a consumação da perdição precisam ouvir nossas vozes e ver nosso testemunho agora, porque depois não poderão mais e já não será mais tempo. Então precisamos acordar. “É já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”.

2)    É tempo de demonstrar amor 

Ø  Verso 8: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei”.

Ø  Verso 10: “O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor”

Ø  O verso 8 é uma continuação do verso 7, onde lemos que devemos pagar a cada um o que devemos, seja o que for, inclusive honra, e não apenas e nem necessariamente dinheiro. E aí, no verso 9 é como se Paulo estivesse reforçando: “não tenham nenhuma dívida pendente com ninguém, de espécie alguma” ... a não ser o amor.

Ø  O amor estamos sempre devendo, porque devemos sempre amar.

Ø  Eu te devia 100,00, e paguei – tá pago! Podemos esquecer.

Ø  Eu te devia honra por algo que você fez, e lhe dei a devida honra por esse algo – tá pago! Podemos esquecer.

Ø  Eu te devia uma bíblia que prometi lhe dar de presente – comprei uma e te dei, tá pago! Podemos esquecer.

Ø  Mas com o amor não é assim. Amar eu devo sempre, e, portanto, estou sempre devendo. Eu demonstrei amor por você hoje através de um ato de generosidade, mas preciso continuar demonstrando esse amor.

Ø  Por isso Paulo diz que “a ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor”, e eu estou dizendo que nós estamos no tempo do fim, e esse tempo é tempo de demonstrar amor.

Ø  Ora, muitas são as maneiras de se demonstrar amor:

o   Pelos amigos e irmãos, por exemplo:

§  Agindo com generosidade – Veja em 2 Coríntios 9.10-12 a oração de Paulo pelos Coríntios naquela ocasião – Que Deus multiplique a vossa sementeira; que Deus vos enriqueça; não simplesmente para serem ricos e viverem esplendida e regaladamente, mas para que tenhais condições de serem ainda mais beneficentes / generosos.

§  Socorrendo e servindo – Veja Romanos 12.13. Repartir com os necessitados e receber bem os que vêm para estar conosco, em especial aqueles que vêm para fazerem conosco a obra do Senhor.

§  Encorajando – Veja 2 Coríntios 1.3-4 – Deus nos consola em nossa tribulação, isto é, Ele nos chama para o seu lado e nos encoraja e fortalece pela consolação, e nós devemos fazer isso também uns com os outros.

§  Procedendo com benignidade – Veja Efésios 4.31-32 – Gentileza, amabilidade.

§  Sendo prestativos e dispostos a servir – Veja 1 Pedro 4.10 – “Cada um administre...”. Administrar = diakoneo = Servir – Com aquilo que Deus colocou em suas mãos, sirva...

§  Sendo sensíveis – Veja Romanos 12.15: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram”.

§  Dando bons conselhos – Veja Colossenses 3.16 – Ensinar a admoestar uns aos outros com hinos e cânticos espirituais.

o   Pelos que se comportam como nossos inimigos:

§  “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber...”

§  “Bendizei... fazei bem... orai...” (Mateus 5.44)

Ø  Mas a maneira de amar a que me refiro, por estarmos no tempo do fim, é “não retendo o evangelho da salvação” – não devemos prender o evangelho – Paulo, escrevendo a Timóteo, em 2:9 da segunda carta, disse sofrer até prisões como malfeitor por causa da Palavra, mas, conquanto ele estivesse, a Palavra de Deus não estava presa. Quer dizer que mesmo na prisão ele pregava a Palavra. E nós estamos livres, mas às vezes parece que o evangelho está preso conosco, não em uma cadeia, mas dentro de nossas casas em cima de nossos sofás e na frente de nossos aparelhos de TV, ou em outras situações. Não estou dizendo para abdicarmos disso completamente e de uma vez por todas, mas para deixarmos de lado um pouquinho, de vez em quando, para demonstrarmos amor levando a mensagem de salvação, porque estamos no tempo do fim e corre o risco de o fim chegar e as pessoas ficarem perdidas para sempre no inferno.

Ø  Mas é claro que sei que os irmãos já fazem isso, e estou falando, ainda que dessa maneira (afinal, isso é um sermão), para dizer que vocês estão certos; é assim mesmo que devem agir; e devem crescer nessa atitude de amor para com as almas perdidas.

Ø  Quem aqui fica meio “desconfiado”, como o pé “meio atrás” quando chega na cidade um acampamento de ciganos e eles saem pelas ruas a oferecer os seus “produtos”?

Ø  É possível que muitos ainda fiquem, mas é tempo de deixar de lado um pouco a desconfiança e demonstrar amor por essas pessoas levando-lhes a mensagem do evangelho. Quem vai fazer isso? O pastor Laurindo, aqui de nossa associação, se apresentou, e está fazendo missões entre os povos ciganos que passam por nossa região (e alguns ficam), e já temos notícias de conversões.

Ø  Estamos no tempo do fim – é tempo de demonstrar amor pregando o evangelho da salvação.

3)    É tempo de revestirmo-nos do Senhor Jesus

Ø  Verso 14: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em sua concupiscência”.

Ø  Isto é: não alimentem a carne no tocante às suas concupiscências, alimentem o espírito, com oração, com Palavra de Deus, com a comunhão dos irmãos, com o trabalho para Deus... para irem se tornando cada vez mais parecidos com Cristo.

Ø  Em Lucas 12.35ss. encontramos a parábola do servo vigilante. E Jesus começa dizendo assim: “Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias. Sede vós semelhantes aos homens que esperam pelo seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe. Bem aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando!”

Ø  Estamos no tempo do fim, não é tempo de brincar de ser discípulo de Jesus, é tempo de ser discípulo de verdade; não é tempo de sairmos por aí nos aventurando nos desejos de nossa carne, é tempo de mortificarmos a carne com as suas paixões e concupiscências; é tempo de despojarmo-nos da roupa velha do pecado e revestirmo-nos do Senhor Jesus; é tempo, como lemos em Colossenses 3, de nos despirmos do velho homem com os seus feitos e nos vestirmos do novo homem, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.

Conclusão

Ø  Estamos no tempo do fim. Os irmãos já se deram conta disso?

Ø  É tempo de acordar, é tempo de amar e é tempo de revestirmo-nos do Senhor Jesus.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves 

PIB Muqui – setembro de 2023

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