quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Preocupação com os filhos... e netos

 

PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS... E NETOS

Acordei hoje com essa reflexão na mente.

Me lembro bem de meu pai nos levando, a mim e às minhas irmãs, aos trabalhos da igreja. Éramos uma família presente na vida da igreja. EBD, cultos dominicais, União de Treinamento, cultos de oração, cultos ao ar livre, cultos nos lares... lá estávamos nós... o máximo possível. E quando tinha alguma campanha de levantamento de ofertas – Missões, por exemplo – nossa oferta era maior que a dele, para incentivar as crianças.

Mas tenho observado, de alguns anos para cá, que aquela preocupação antiga dos pais crentes de “criarem os filhos na igreja”, por alguma razão, tem se esmorecido.

Se eu fechar os olhos e pensar por um minuto nisso, consigo ver, na minha mente, muitos, “de aqui e de acolá”, que têm assumido essa atitude mais despreocupada. Filhos pequenos, de 1, 2, 5, 10 anos, que já não estão sendo levados com a mesma disposição ao convívio da igreja, à Escola Bíblica Dominical, aos cultos, às atividades e à comunhão com os irmãos.

E talvez alguém diga: “Mas são apenas crianças. Quando crescerem, poderão decidir se querem ou não participar da igreja.”

É verdade que cada pessoa terá de responder individualmente diante de Deus. A fé não pode ser herdada dos pais, e a salvação é uma obra da graça de Deus no coração. Mas isso não elimina a responsabilidade que nós, pais, temos de ensinar nossos filhos, orar por eles, testemunhar diante deles e colocá-los, enquanto podemos, em contato com a Palavra de Deus e com a vida da igreja.

Ninguém acha estranho quando os pais se preocupam em levar os filhos à escola, às consultas médicas, aos cursos, aos esportes e a tantas outras atividades. Nós fazemos isso porque sabemos que essas coisas contribuirão para a formação deles. Então, como poderíamos não ter a mesma preocupação com a formação espiritual?

E a situação se torna ainda mais preocupante quando esses filhos, além de não serem levados à igreja, também não estão recebendo em casa o ensino da Palavra de Deus. Se não há oração em família, se não há leitura da Bíblia, se não há conversa sobre Deus, pecado, salvação, santidade e eternidade, se não há um testemunho cristão consistente dentro de casa, então precisamos perguntar com seriedade: quem está formando o coração dos nossos filhos? Porque alguém está.

Enquanto nós nos omitimos, o mundo não se omite.

A cultura ensina.

A internet ensina.

As redes sociais ensinam.

Os amigos ensinam.

Os influenciadores ensinam.

O mundo está discipulando os nossos filhos todos os dias.

Desse jeito, como será a futura geração?

Pensando de forma puramente humana, sem levar em conta a possibilidade de uma intervenção divina através de um grande avivamento (que venha logo), na melhor das hipóteses poderemos ter uma geração de pessoas que até dizem crer em Deus, que talvez conservem alguns valores morais e até algum temor de Deus, mas que não se importam com a igreja e não entendem o que significa “ser igreja”.

Uma geração que não vê o culto como prioridade.

Uma geração que não sente necessidade da Escola Bíblica.

Uma geração que não valoriza a comunhão dos santos.

Uma geração que talvez ainda diga que crê em Deus, mas que não vê motivo para estar com o povo de Deus, servir ao Senhor, estudar a sua Palavra e participar da vida da igreja.

E isso já seria muito triste.

Mas existe uma possibilidade ainda mais dolorosa.

Na pior das hipóteses, poderemos amargar ver uma geração, composta por nossos filhos e netos, de pessoas completamente descrentes, criadas muito bem para habitar a terra, mas não para o céu.

Teremos ensinado nossos filhos a estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, construir uma carreira, cuidar da saúde, conquistar bens, vencer na vida e alcançar seus objetivos. Teremos feito tudo para que estejam preparados para viver neste mundo.

Mas teremos nos esquecido de prepará-los para a eternidade.

E que tragédia seria essa!

Que adianta criar um filho para ter uma boa profissão, mas não ensiná-lo a conhecer a Deus?

Que adianta prepará-lo para ganhar a vida, mas não ensiná-lo a valorizar a própria alma?

Que adianta nos preocuparmos tanto com o futuro terreno dos nossos filhos e tão pouco com o futuro eterno?

A Bíblia nunca tratou a formação espiritual dos filhos como algo secundário.

Moisés ordenou: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos” (Dt 6.6-7).

O ensino da fé não deve acontecer apenas no templo, nem somente aos domingos. Deve fazer parte da vida. Mas estar no templo. Com a igreja, aprendendo a ser igreja, também é muito importante e deve ser objeto de nossa preocupação.

Por isso, nós precisamos voltar a nos preocupar.

Precisamos voltar a levar nossos filhos para a igreja.

Precisamos voltar a considerar o culto uma prioridade.

Precisamos voltar a valorizar a Escola Bíblica Dominical.

Precisamos voltar a orar com nossos filhos.

Precisamos voltar a abrir a Bíblia dentro de nossas casas.

Precisamos voltar a falar de Deus com naturalidade no cotidiano.

Precisamos voltar a testemunhar diante deles.

Conquanto tenhamos de leva-los à comunhão da igreja, não podemos transferir para a igreja toda a responsabilidade pela formação espiritual deles. A igreja pode ensinar, ajudar, discipular e cooperar. Mas há uma responsabilidade que Deus colocou especialmente sobre os pais.

Nós não podemos garantir que nossos filhos serão salvos. Não podemos produzir fé no coração deles. Não podemos obrigá-los a amar a Deus. Mas podemos fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para colocar diante deles o evangelho, ensinar a Palavra, viver uma vida coerente e conduzi-los ao convívio do povo de Deus.

O tempo passa muito depressa.

A criança que hoje tem cinco anos amanhã terá quinze.

Aquele menino que hoje depende dos pais amanhã tomará suas próprias decisões.

E, quando esse dia chegar, não teremos mais a mesma oportunidade que temos hoje.

Por isso, talvez seja hora de perguntarmos a nós mesmos, com honestidade: estamos criando nossos filhos apenas para a vida na terra ou estamos nos esforçando para apontá-los para a eternidade?

Que Deus nos ajude, como pais, a não negligenciarmos uma responsabilidade tão grande.

Que nossos filhos não sejam apenas bem preparados para viver neste mundo.

Que sejam ensinados, conduzidos e constantemente expostos ao evangelho de Jesus Cristo, enquanto ainda temos essa oportunidade.

O maior legado que podemos deixar para os nossos filhos não é aquilo que colocamos nas mãos deles para esta vida, mas aquilo que, pela graça de Deus, ajudamos a colocar em seus corações tendo em vista a eternidade.

Pense nisso!

---------------------------------------------------------------------

E PARA QUEM TEM PREGUIÇA DE LER TEXTOS MAIS LONGOS:

PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS... E NETOS

Acordei hoje com essa reflexão na mente.

Me lembro bem de meu pai nos levando, a mim e às minhas irmãs, aos trabalhos da igreja. Éramos uma família presente na vida da igreja. EBD, cultos dominicais, União de Treinamento, cultos de oração, cultos ao ar livre, cultos nos lares... lá estávamos nós... o máximo possível. E quando tinha alguma campanha de levantamento de ofertas – Missões, por exemplo – nossa oferta era maior que a dele, para incentivar as crianças.

Mas tenho percebido, de alguns anos para cá, que nós, pais cristãos, já não temos nos empenhado tanto, como antigamente, em integrar nossos filhos à vida da igreja. Não os levamos à Escola Bíblica Dominical, aos cultos e às demais atividades.

E se, além disso, eles também não recebem em casa o ensino da Palavra, se não oramos com eles e se não lhes damos um testemunho cristão, então precisamos nos perguntar: como será a próxima geração?

Pensando apenas humanamente:

Na melhor das hipóteses poderemos ter uma geração que até creia em Deus, mas que não valoriza a igreja nem compreenda o que significa ser igreja.

E na pior, poderemos ver nossos filhos e netos completamente afastados de Deus.

E talvez o mais triste seja isto: podemos estar criando muito bem nossos filhos para viver na terra, mas não para a eternidade com Deus.

Por isso, enquanto podemos, precisamos voltar a integrá-los à igreja, ensiná-los a Palavra, orar com eles e mostrar, pela nossa própria vida, que Cristo e a eternidade são mais importantes do que tudo o que este mundo pode oferecer.

Estamos preparando nossos filhos apenas para a vida terrena ou também para a eternidade?

Pense nisso!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

PIB Muqui – 26 de agosto de 2026

Preocupação com os filhos... e netos

  PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS... E NETOS Acordei hoje com essa reflexão na mente. Me lembro bem de meu pai nos levando, a mim e às minhas ...