domingo, 8 de fevereiro de 2026

Deus ainda procura homens dispostos a se colocarem na brecha


DEUS AINDA PROCURA HOMENS DISPOSTOS A SE COLOCAREM NA BRECHA

Ezequiel 22.30

O CONTEXTO: UMA SOCIEDADE EM COLAPSO ESPIRITUAL

Ø  Diante de nós está um texto deveras extraordinário...

Ø  Deus procurando alguém para se colocar na brecha e O impedir de destruir um povo que estava vivendo de maneira abominável ao Senhor.

Ø  Ezequiel 22 é um capítulo “descritivo”.

Ø  E o que ele descreve não é nada bom: Jerusalém em decadência moral e espiritual.

Ø  O capítulo mostra:

o   Violência (v. 6, 9, 12)

o   Imoralidade (v. 10-11)

o   Corrupção dos líderes (v. 25-28)

o   Injustiça social (v. 29)

Ø  E não era apenas o povo “lá fora” que estava errado; todas as camadas estavam comprometidas:

o   Príncipes abusavam do poder

o   Sacerdotes profanavam o sagrado

o   Profetas enganavam com falsas visões

o   O povo praticava opressão

Ø  Quando olhamos para esse quadro e o comparamos com o que acontece hoje, ainda que num contexto diferente, percebemos que é assustadoramente semelhante, tanto “lá fora” quanto “cá dentro”:

o   Violência;

o   Imoralidade;

o   Corrupção nas lideranças;

o   Injustiça social;

o   Abuso de poder;

o   Profanação do sagrado;

o   Falsos profetas enganando com falsas visões e profecias.

Ø  Obviamente há exceções, há, sempre, um remanescente fiel, mas é uma situação que se observa generalizada.

Ø  E quando a corrupção se torna geral, o juízo se torna inevitável.

Ø  MAS... antes do juízo, vemos algo impressionante…

DEUS BUSCA ALGUÉM QUE ESTEJA DISPOSTO A SE COLOCAR NA BRECHA – A INTERCEDER

“Busquei dentre eles um homem…”

Ø  Imagine só: Deus procurando alguém para se opor a Ele naquilo que Ele estava para fazer

Ø  E mais: Deus se mostra disposto a “perder” para o homem que estiver disposto a lutar com Ele em oração

Ø  Deus se mostra disposto a “ser vencido”.

Ø  É claro que não existe nada e nem ninguém que seja capaz de vencer Deus... a não ser que Ele queira; a não ser que Ele se deixe ser vencido.

Ø  “... como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Genesis 32.28)

Ø  E isso revela algo profundo sobre o caráter de Deus:

o   Ele é justo, mas também é misericordioso

o   Ele julga, mas prefere perdoar

o   Ele castiga, mas antes procura um intercessor

Ø  E Deus não estava procurando:

o   Um exército

o   Uma multidão

o   Um movimento popular

Ø  Ele procurava UM HOMEM.

Ø  Isso mostra que uma única vida disponível pode mudar o destino de muitos.

UM HOMEM “QUE ESTIVESSE NA BRECHA”

Ø  A figura parece ser militar.

Ø  Cidades antigas tinham muralhas. Quando surgia uma brecha (um buraco), o inimigo podia entrar.

Ø  Alguém precisava se colocar ali, entre o perigo e o povo.

Ø  Espiritualmente, a brecha representa:

o   Pecado abrindo espaço para juízo

o   Afastamento de Deus

o   Colapso moral

o   Frieza espiritual

Ø  Estar na brecha é:

o   Interceder quando outros se calam

o   Permanecer fiel quando outros se corrompem

o   Defender a verdade quando ela é abandonada

o   Clamar por misericórdia quando todos merecem juízo

Ø  O homem da brecha se coloca entre Deus e o povo.

Ø  É exatamente isso que fizeram:

o   Moisés (Êx 32.11-14)

o   Samuel (1 Sm 7.5-9)

o   Daniel (Dn 9)

o   E outros

A POSIÇÃO: “SE COLOCASSE NA MURALHA PERANTE MIM”

Ø  Não é apenas diante do povo. É “perante mim” – diz o Senhor.

Ø  O verdadeiro intercessor:

o   Não busca aplauso público

o   Não vive de aparência religiosa

o   Vive diante de Deus

Ø  A obra principal do homem da brecha não é no palco, é no secreto.

Ø  Jesus reforçou isso: “Teu Pai, que vê em secreto…” (Mt 6.6)

Ø  A força da igreja não nasce no púlpito, nasce no joelho dobrado – reflete no púlpito, mas nasce no joelho dobrado.

O OBJETIVO: “PARA QUE EU NÃO A DESTRUÍSSE”

Ø  Olhe a misericórdia de Deus!

Ø  Um homem na brecha poderia:

o   Suspender o juízo

o   Trazer livramento

o   Mudar o rumo da história

Ø  Isso mostra o poder da intercessão.

Ø  Deus, em Sua soberania, decidiu agir através de pessoas que oram.

Ø  A intercessão não muda apenas circunstâncias – ela pode mudar destinos coletivos.

A TRAGÉDIA: “PORÉM A NINGUÉM ACHEI”

Ø  Essa é a parte mais dolorosa do texto.

Ø  Não faltavam:

o   Pessoas religiosas

o   Sacerdotes

o   Profetas

o   Líderes

Ø  Mas faltava alguém disposto a se colocar na brecha.

Ø  Religiosidade havia. Compromisso verdadeiro, não.

Ø  Esse versículo mostra que o maior problema de uma geração não é a maldade dos ímpios,
mas a omissão dos justos.

APLICAÇÕES PARA HOJE

1.     Nossa geração também está cheia de brechas

o   Lares em crise

o   Jovens sem direção

o   Igrejas frias

o   Verdades sendo relativizadas

Ø  A muralha espiritual está rachada.

2.     Deus ainda está procurando intercessores

Ø  Ele não pergunta: “Quem é o mais famoso?” “Quem tem mais seguidores?”

Ø  Ele pergunta: “Quem está disposto a se colocar na brecha?”

3.     Ficar na brecha custa algo

o   Custa tempo em oração

o   Custa lágrimas

o   Custa abrir mão de conforto

o   Custa carregar peso espiritual pelos outros

Ø  Mas o impacto é eterno.

CONCLUSÃO

Ø  Ezequiel 22.30 não é apenas um registro histórico. É uma pergunta ecoando pelos séculos: Se Deus procurar hoje alguém para estar na brecha por sua casa, sua igreja, sua cidade… Ele encontrará você?

Ø  Deus não está procurando perfeitos. Está procurando disponíveis.

Ø  Que Ele não precise dizer sobre nossa geração: “A ninguém achei.” Mas que possa dizer: “Encontrei alguém que se colocou na brecha.”

Ø  Esse alguém pode ser você!

Ø  Melhor ainda: podemos ser todos nós!

 

PIB Muqui – fevereiro de 2026

 

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Zelo pelo Nome de Deus

 

ZELO PELO NOME DE DEUS

“Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Agora, tornarei a trazer os cativos de Jacó. E me compadecerei de toda a casa de Israel; terei zelo pelo meu santo nome.” (Ezequiel 39:25 RC)

Quando o Senhor declara, aqui em Ezequiel 39.25 que agiria com zelo pelo Seu Santo Nome, Ele nos lembra de algo profundo: *o nome de Deus é precioso demais para ser tratado com descuido*.

Se Ele mesmo zela pelo Seu Nome, nós, que carregamos esse Nome diante do mundo, somos chamados a viver de modo que o honre.

Não se trata apenas de evitar o pecado por medo, mas de cultivar uma vida que reflita quem Ele é: um Deus santo, fiel, compassivo e justo.

Zelamos pelo Nome de Deus quando nossas palavras e atitudes apontam para a beleza do caráter dEle;

Zelamos pelo Nome de Deus quando respondemos com mansidão onde o mundo reagiria com dureza;

Zelamos pelo Nome de Deus quando servimos com alegria onde outros serviriam por obrigação;

Zelamos pelo Nome de Deus quando permanecemos fiéis mesmo nas pequenas coisas.

Honramos o Nome do Senhor quando tratamos pessoas como Ele nos trata, quando buscamos a verdade, quando mantemos um coração quebrantado e disposto a obedecer.

Em cada gesto, em cada escolha, carregamos a marca do Deus que nos salvou; por isso, viver de modo digno do Seu Nome não é peso – é privilégio e testemunho.

Que cada dia nosso seja uma oportunidade de revelar, ainda que imperfeitamente, a grandeza dAquele que decidiu colocar Seu Nome sobre nós.

Pense nisso!

 

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Retirar... pra onde? E pra quem?

 

RETIRAR... PRA ONDE? E PRA QUEM?

Quando Jesus olha para os Doze, em João 6, depois que tantos discípulos haviam ido embora, a cena carrega um peso quase palpável. As palavras duras do Mestre haviam peneirado seguidores, revelado motivações, exposto corações. E então Ele pergunta: “Quereis vós também retirar-vos?” É nesse momento que Pedro, com aquela mistura tão humana de coragem e fragilidade, responde algo que atravessa os séculos: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”

Essa declaração não é apenas uma profissão de fé; é um choque de realidade espiritual. É como se Pedro dissesse: “Senhor, nós já vimos demais, já provamos demais, já conhecemos demais para fingir que existe outro caminho.” E é justamente esse ponto que fala tão forte aos crentes que hoje estão balançando entre ficar e sair, entre obedecer e relaxar, entre buscar a Deus e buscar o que o mundo oferece. Porque, convenhamos, esse balanço sempre aparece quando o evangelho começa a confrontar aquilo dentro de nós que ainda deseja facilidade, aplauso, conforto e controle.

Muitos discípulos abandonaram Jesus naquele dia não porque não acreditassem que Ele era alguém especial, mas porque Suas palavras começaram a exigir entrega, mudança, renúncia, direção. E, quando o evangelho toca nessas áreas, até o crente mais antigo sente o incômodo. A sensação é a mesma daquela multidão: “Talvez haja um caminho mais leve… talvez eu possa seguir Jesus e, ao mesmo tempo, não abrir mão de certas coisas… talvez eu possa ser discípulo sem precisar ajustar minha vida…” E é aí que a fé se testa. Não no culto cheio, não no cântico alto, não no momento emocionante – mas na hora da decisão silenciosa entre seguir ou retroceder.

A verdade é que qualquer crente que pensa em desistir precisa ser honesto consigo mesmo: para quem iremos nós? Para onde, exatamente, se volta quando se vira as costas para Cristo? Há alguma palavra mais poderosa do que a dEle? Alguma fonte que sacie mais do que Ele? Alguma verdade que não acabe em frustração e vazio? A questão de Jesus continua ecoando, porque, no fundo, não há alternativa real fora dEle. Podemos até nos afastar por um tempo, tentar nos distrair, “respirar outros ares”, viver com menos compromisso. Mas, cedo ou tarde, o coração volta a sentir fome – e só Ele tem o pão da vida.

Aquele que já provou a graça não consegue mais achar sabor no mundo. Aquele que já experimentou a presença de Cristo não consegue se acomodar numa vida distante. Aquele que já viu Deus agir não consegue fingir que a fé é opcional. Por isso, a instabilidade espiritual dos crentes de hoje não se resolve com mais emoção ou mais atividade, mas com esse mesmo reconhecimento profundo que Pedro teve: não existe outro lugar, outro nome, outra voz que nos sustente. Essa é a cura do vacilo espiritual: olhar novamente para Cristo e admitir que Ele é tudo.

E talvez seja justamente isso que o Espírito está sussurrando a muitos corações: volte-se de novo para o Senhor. Não porque é bonito, não porque é esperado, mas porque é inevitável para uma alma que já O conheceu. O compromisso com Cristo não se renova por obrigação, mas por consciência – a consciência de que ninguém mais tem palavras que façam a vida pulsar, ninguém mais tem autoridade para transformar, ninguém mais tem amor suficiente para nos sustentar no caminho.

No fim das contas, seguir Jesus não é sobre achar leve tudo o tempo todo, mas sobre saber que só Ele é vida, mesmo quando Seu caminho exige mais de nós. Para onde iremos? Não temos outro salvador, outro mestre, outro Senhor. Quando o coração entende isso de novo, a oscilação perde força, o mundo perde brilho, e a alma encontra o prumo que tinha perdido. E é aí que a caminhada reacende, porque voltar para Cristo não é regressar ao ponto de partida, mas retomar o único caminho que realmente faz sentido.

Pense nisso! Pense seriamente! 

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Servi ao Senhor com Alegria

 

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA

Servir ao Senhor com alegria não é apenas uma instrução bíblica; é um modo de viver que transforma o coração, redireciona a mente e devolve brilho aos passos. Quando o salmista declara: “Servi ao Senhor com alegria”, ele não está falando de um sorriso forçado ou de uma postura religiosa automática. Ele está convidando o povo de Deus a descobrir uma maneira diferente de se relacionar com o serviço, onde o trabalho para o Reino não é um peso, mas um privilégio; não é uma obrigação fria, mas uma resposta apaixonada ao Deus que nos chamou para perto dEle. A alegria no serviço nasce de uma compreensão simples e profunda: nós não servimos para sermos aceitos, servimos porque já fomos aceitos. Nosso labor não é a tentativa de ganhar o favor de Deus, mas a expressão natural de quem já experimentou Sua graça. Quando a alma entende isso, algo muda por dentro; o que antes era cansaço vira disposição, o que parecia apenas “tarefas de igreja” se torna culto, e aquilo que exigia empurrões externos passa a fluir de dentro para fora.

A alegria também floresce quando percebemos que servir ao Senhor é caminhar ao lado dAquele que nos sustenta. Não é à toa que tantos se esgotam: servem, mas isolados; fazem, mas sem se abastecer na fonte; correm, mas sem um coração repousado em Deus. A alegria não prospera onde há apenas ativismo, porque alegria não nasce de produtividade, nasce de presença. É quando lembramos que Ele está conosco – no ministério, na rotina, na madrugada, no preparo, no aconselhamento, na visita, no louvor, no ensino – que o serviço se torna leve. Não por ser fácil, mas porque Ele é quem carrega o peso maior.

Além disso, servir ao Senhor com alegria é enxergar que cada pequena ação, cada gesto simples, cada esforço escondido aos olhos do público, tem valor eterno. Nada se perde quando é feito para Deus. Não existe “serviço pequeno” quando a obra é do Reino; existe obediência, existe fidelidade, existe amor sendo traduzido em atitudes. E isso traz uma satisfação profunda: saber que nossa vida tem impacto eterno mesmo quando ninguém aplaude, mesmo quando ninguém percebe, mesmo quando parece que não estamos fazendo diferença. O nosso Pai vê. E ver o sorriso dEle é suficiente para reacender a alegria que o mundo não pode roubar.

Por fim, servir com alegria é lembrar que o próprio Cristo nos serviu primeiro. Ele, sendo Senhor, tomou a forma de servo. Ele, sendo Rei, lavou os pés dos discípulos. Ele, sendo Deus, entregou-se na cruz. Quando olhamos para esse amor tão prático, tão humilde e tão profundo, percebemos que nossa alegria não está apenas em fazer algo para Ele, mas em fazer algo com Ele, no espírito dAquele que é manso, humilde e profundamente compassivo.

Servir ao Senhor com alegria, então, não é uma utopia espiritual; é a vida cristã no seu estado mais bonito. É andar com o coração aceso, sabendo que cada dia é uma oportunidade de honrar Aquele que nos resgatou. É trabalhar com mãos ocupadas e alma leve, porque sabemos que pertencemos a um Deus que transforma todo serviço em adoração. E quando servimos assim, a igreja floresce, o testemunho ganha força e o próprio nome do Senhor é exaltado através de vidas que brilham não por obrigação, mas por alegria.

Pense nisso!

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domingo, 23 de novembro de 2025

Servir e Esperar

 

SERVIR E ESPERAR

“... porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1 Ts 1:9-10 RC)

Introdução

Ø  Os crentes de Tessalônica eram jovens na fé, recém-convertidos, perseguidos, pressionados por todos os lados…

Ø  O oposto de nós – nós somos velhos convertidos – com algumas poucas exceções –, não podemos dizer que somos perseguidos e as pressões que sofremos são, ainda, as “normais” – ninguém aqui já foi ameaçado e nem tratado com violência física por causa da fé... ou foi?

Ø  Mas aqueles crentes lá de Tessalônica, apesar de tudo pelo que passavam por causa da fé, eram conhecidos por duas marcas que Paulo exalta com admiração:

o   eles serviam a Deus

o   e eles esperavam o retorno de Jesus.

Ø  Não tinham, ainda, na ocasião em que Paulo lhes escreveu, uma fé acomodada, sentimental ou apenas discursiva – “da boca pra fora”.

Ø  Eram homens e mulheres que tinham virado as costas aos ídolos – fossem eles de madeira, de pedra, de ouro ou do coração – para abraçar o Deus vivo.

Ø  E, uma vez abraçado o Deus vivo, lançaram-se em dois movimentos que definem o cristão de verdade...

Ø  Eu disse “dois movimentos que definem o cristão de verdade”: servir com entusiasmo (a Deus) e esperar/aguardar com fé e esperança (o retorno de Jesus).

Ø  Cristão que não serve... “não serve” – é como sal que perdeu o sabor...

Ø  Cristão que não espera o retorno de Cristo, e, pior, vive tão obcecado pelas coisas do mundo como se Cristo não fosse mesmo voltar, está cego.

Ø  Mas cristão que serve e espera, esse vive o evangelho na plenitude.

Ø  Louvado seja Deus pela vida desse cristão.

Ø  Louvado seja Deus pela SUA vida. Amém???

Ø  Dito isto, vamos agora olhar para cinco dimensões desse serviço santo que vamos fazendo enquanto nossos olhos permanecem erguidos para o retorno glorioso de Jesus.

Ø  A primeira dimensão desse serviço a se considerar é:

1)    DILIGÊNCIA – Servir com diligência

Ø  “Dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir…”

Ø  Conversão não é apenas tirar algo do coração, conversão é pôr Cristo no centro e agir em consequência.

Ø  A diligência é a marca de quem entendeu que “o relógio de Deus está correndo” e que cada dia é oportunidade sagrada.

Ø  Romanos 12.11 nos exorta: “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”

Ø  Diligência é servir sem preguiça espiritual, sem aquela lentidão devocional que adormece a alma.

Ø  Diligência é viver dizendo a cada amanhecer: “Senhor, o que queres que eu faça hoje?”

Ø  E esperar a resposta...

o   Pode ser que Ele lhe direcione a orar por e com alguém;

o   Pode ser que Ele lhe direcione a falar de Jesus para alguém;

o   Pode ser que Ele lhe direcione a ajudar alguém com seu trabalho, com aquilo que você sabe fazer;

o   Essas e outras coisas fora aquilo que já sabemos serem a nossa obrigação, inclusive através da igreja.

o   Fique atento...

Ø  Enquanto esperamos Jesus voltar, servimos como quem entende que cada ato, por menor que pareça, tem peso eterno.

Ø  Quem espera sem trabalhar se ilude; quem trabalha sem esperar se perde; quem faz os dois honra o Senhor.

Ø  Faça os dois – trabalhe e espere...

Ø  A segunda dimensão desse serviço a se considerar é:

2)    INTEGRIDADE E FIDELIDADE – Servir com integridade e fidelidade

Ø  A integridade é o cimento que sustenta qualquer serviço cristão.

Ø  Quando se diz que a integridade é o cimento, o sentido é claro: você pode até ter um prédio bonito, uma obra bem ornamentada, muitos andares, janelas, brilho, eficiência…, mas se o cimento for fraco, tudo vai ruir.

Ø  Assim é no serviço cristão.

Ø  O cristão pode ser talentoso, eloquente, eficiente, habilidoso, pode realizar muito, pode até impressionar pessoas, mas se faltar integridade, tudo o que faz perde força, credibilidade e valor diante de Deus. O serviço que se sustenta apenas em performance e não em caráter é um castelo construído na areia: basta uma provação, um elogio mal recebido, uma tentação mal enfrentada, e tudo desaba.

Ø  Os tessalonicenses eram conhecidos não apenas pelo que faziam, mas por como faziam. Gente reta, gente firme, gente íntegra...

 

Ø  ... e gente fiel...

 

Ø  1 Coríntios 4.2 nos diz que “O que se requer dos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.”

Ø  Servir com fidelidade é continuar firme mesmo quando ninguém está olhando.

Ø  É não negociar convicções, não vender princípios, não se deixar seduzir pelas ofertas do mundo.

Ø  Enquanto esperamos Cristo, nosso caráter precisa antecipar o Reino que vem.

Ø  O servo fiel honra Aquele que é fiel.

Ø  A obra de Deus merece mãos limpas, coração íntegro e passos firmes.

o   Mãos limpas: ações corretas, atitudes transparentes, escolhas que não ferem a santidade de Deus.

o   Coração íntegro: coração não dividido, “inteiramente dedicado a Deus”

o   Passos firmes: passos firmes representam uma vida que caminha com decisão, estabilidade e foco. Não é alguém que serve hoje com paixão e amanhã esfria; não é alguém que oscila conforme a aprovação ou a crítica. Passos firmes indicam fidelidade nas pequenas coisas, disciplina espiritual, continuidade apesar das lutas, convicção de que a obra é de Deus, e não do servo. Quem anda com passos firmes chega onde Deus quer – e leva outros junto.

Ø  A terceira dimensão desse serviço a se considerar é:

3)    VIVER DIGNO E PERFEITO – Servir através de um viver digno e perfeito

Ø  Obviamente, “perfeito” aqui não significa ausência total de falhas, mas maduro, coerente, inteiro, alguém que vive de modo digno da fé que professa.

Ø  E qual é a fé que nós professamos?

Ø  E em que cremos e como devemos andar, de acordo com essa fé?

Ø  Ora, dentre outras coisas:

o   Cremos em um Deus Santo – portanto devemos viver em santidade

§  A fé cristã começa afirmando que Deus é santo, puro, perfeito.

§  Se Ele é santo, nossos passos devem refletir essa santidade.

§  Não dá para professar um Deus santo e viver uma vida moralmente frouxa.

§  Quem crê em um Deus santo não negocia princípios.

o   Cremos que Jesus é Senhor – portanto devemos obedecer

§  A fé cristã afirma que Jesus não é apenas Salvador; Ele é Senhor.

§  E senhorio implica submissão.

§  Se Ele é Senhor, eu não sou dono de mim mesmo.

§  Meus desejos, escolhas, prioridades e valores precisam ser medidos pela Palavra.

§  Viver de modo digno é viver debaixo da autoridade de Cristo.

o   Cremos no evangelho da graça – portanto devemos viver com gratidão e transformação

§  A graça que nos alcança é a mesma que nos transforma.

§  A graça nos ensina a renunciar ao pecado (Tito 2.11–12).

§  A vida muda porque o coração mudou.

§  A graça que salva também modela.

o   Cremos na presença do Espírito Santo – portanto devemos viver guiados por Ele

§  A fé cristã diz que o Espírito Santo habita no crente. E se Ele habita, Ele dirige.

§  Não podemos professar o Espírito e viver na carne.

§  O fruto do Espírito precisa aparecer no caráter, nas palavras, nas relações.

§  Quem segue o Espírito não vive como se estivesse sozinho.

o   Cremos na Palavra como autoridade final – portanto devemos viver de acordo com ela

§  Nossa fé afirma que a Escritura é inspirada, suficiente, verdadeira.

§  Se a Palavra é autoridade, então minha vida deve ser moldada por ela.

§  Eu não interpreto a Bíblia conforme a vida; interpreto minha vida conforme a Bíblia.

§  Viver de modo digno é alinhar decisões, ética, linguagem, relacionamentos e prioridades ao que a Palavra diz.

§  A fé cristã é bíblica; logo, a vida cristã precisa ser bíblica.

o   Cremos que fomos chamados para amar – portanto devemos amar de verdade

§  Jesus afirmou: “Nisto conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes…”

§  Não é opcional.

§  Amor não é sentimento, é ação.

§  Amor não é discurso, é entrega.

§  Amor não é seletivo, é obediente.

§  Viver de modo digno é amar como Cristo amou.

o   Cremos que Cristo voltará – portanto devemos viver vigilantes e responsáveis

§  A fé cristã aponta para o retorno de Jesus, e essa expectativa molda o presente.

§  Quem espera Cristo vive como quem será encontrado por Cristo.

§  A esperança futura transforma a conduta presente.

§  O céu prometido exige uma vida coerente na terra.

Ø  Viver de modo digno da fé é viver uma vida que combina com aquilo que dizemos crer.

Ø  É uma fé que produz frutos, um coração que gera coerência, um testemunho que confirma a profissão.

Ø  Se nossa fé aponta para Cristo, nossas atitudes precisam apontar também.

Ø  Assim, “viver de modo digno da fé” se torna não apenas um ideal, mas um testemunho vivo da transformação que Deus opera em quem crê.

Ø  Efésios 4.1 diz: “Rogo-vos… que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados.”

Ø  A vida digna é o serviço que começa antes de qualquer tarefa: começa no testemunho.

Ø  Há pessoas que nunca lerão um versículo da Bíblia, mas lerão diariamente a sua conduta.

Ø  Enquanto esperamos o Cristo dos céus, somos chamados a viver na terra de maneira que as pessoas percebam que pertencemos a outro Reino.

Ø  O mundo precisa ver em nós o evangelho antes de ouvi-lo de nós.

Ø  A quarta dimensão desse serviço a se considerar é:

4)    ALEGRIA E LIBERALIDADE – Servir com alegria e liberalidade, constrangidos pelo amor de Cristo

Ø  Servir sem alegria vira peso.

o   Quando a alegria é retirada do serviço, o que sobra é obrigação, cansaço e ressentimento.
A alegria é o combustível do serviço cristão. Não é uma alegria superficial, mas aquela que vem da gratidão, da consciência de que estamos servindo o Senhor da glória.

Ø  Servir sem liberalidade vira cálculo.

o   Liberalidade é generosidade, desprendimento, entrega. Quando ela desaparece, o serviço se torna uma equação: “Quanto vou gastar? Quanto vou perder? Quanto vale a pena?” O servo que perde a liberalidade começa a medir tudo, até o tempo.

Ø  Mas quando o amor de Cristo nos constrange, servimos como quem não consegue fazer menos do que o melhor.

Ø  Alegria no serviço é sinal de gratidão, não de obrigação.

Ø  Liberalidade é desprendimento, generosidade, coração aberto – tempo, dons, recursos, empatia, cuidado.

Ø  Quem espera Jesus não vive se agarrando às coisas; vive abrindo as mãos.

Ø  A alegria do Senhor não é um acessório, é combustível.

Ø  Quem serve por amor não negocia esforços, apenas multiplica gestos.

Ø  A quinta e última dimensão desse serviço a se considerar hoje é:

5)    HUMILDADE – Servir com humildade

Ø  A humildade é o ambiente onde todo verdadeiro serviço floresce.

Ø  É reconhecer que nada é sobre nós; tudo é sobre Ele.

Ø  Jesus foi o exemplo. Filipenses 2.5-7 diz que Cristo, sendo Deus, assumiu forma de servo.

Ø  O humilde não precisa de palco para servir, porque já encontrou no altar do coração o lugar de honra.

Ø  Humildade é depender de Deus, não de aplausos.

Ø  Enquanto esperamos Jesus, que é o Servo perfeito, servimos com o espírito de quem aprendeu com Ele: meu lugar é aos pés do Senhor, e minhas mãos são para o bem do próximo.

Ø  Quem se abaixa para servir se levanta mais parecido com Cristo.

Conclusão – Servir agora, esperar sempre

Ø  Paulo afirma que Jesus “nos livra da ira futura”.

Ø  Ou seja: estamos servindo Aquele que nos salvou, e esperando Aquele que virá nos buscar.

Ø  Não servimos para sermos salvos – servimos porque fomos salvos.

Ø  Não esperamos com medo – esperamos com fé e esperança vivas.

Ø  Não caminhamos distraídos – caminhamos com os olhos firmes no céu e os pés firmes na fé enquanto na terra.

Ø  Que o Senhor faça de nós uma igreja que serve com diligência, integridade, dignidade, alegria, liberalidade e humildade… até que Ele venha.

Ø  Servimos com as mãos, esperamos com os olhos, caminhamos com o coração, e viveremos para sempre com Aquele que vem.

Ø  Amém!!!

Deus ainda procura homens dispostos a se colocarem na brecha

DEUS AINDA PROCURA HOMENS DISPOSTOS A SE COLOCAREM NA BRECHA Ezequiel 22.30 O CONTEXTO: UMA SOCIEDADE EM COLAPSO ESPIRITUAL Ø   Dian...