PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS... E NETOS
Acordei hoje com essa reflexão na mente.
Me lembro bem de meu pai nos levando, a mim e às minhas
irmãs, aos trabalhos da igreja. Éramos uma família presente na vida da igreja.
EBD, cultos dominicais, União de Treinamento, cultos de oração, cultos ao ar
livre, cultos nos lares... lá estávamos nós... o máximo possível. E quando
tinha alguma campanha de levantamento de ofertas – Missões, por exemplo – nossa
oferta era maior que a dele, para incentivar as crianças.
Mas tenho observado, de alguns anos para cá, que aquela
preocupação antiga dos pais crentes de “criarem os filhos na igreja”,
por alguma razão, tem se esmorecido.
Se eu fechar os olhos e pensar por um minuto nisso,
consigo ver, na minha mente, muitos, “de aqui e de acolá”, que têm assumido
essa atitude mais despreocupada. Filhos pequenos, de 1, 2, 5, 10 anos, que já
não estão sendo levados com a mesma disposição ao convívio da igreja, à Escola
Bíblica Dominical, aos cultos, às atividades e à comunhão com os irmãos.
E talvez alguém diga: “Mas são apenas crianças. Quando
crescerem, poderão decidir se querem ou não participar da igreja.”
É verdade que cada pessoa terá de responder
individualmente diante de Deus. A fé não pode ser herdada dos pais, e a
salvação é uma obra da graça de Deus no coração. Mas isso não elimina a
responsabilidade que nós, pais, temos de ensinar nossos filhos, orar por
eles, testemunhar diante deles e colocá-los, enquanto podemos, em contato com a
Palavra de Deus e com a vida da igreja.
Ninguém acha estranho quando os pais se preocupam em
levar os filhos à escola, às consultas médicas, aos cursos, aos esportes e a
tantas outras atividades. Nós fazemos isso porque sabemos que essas coisas
contribuirão para a formação deles. Então, como poderíamos não ter a mesma
preocupação com a formação espiritual?
E a situação se torna ainda mais preocupante quando esses
filhos, além de não serem levados à igreja, também não estão recebendo em casa
o ensino da Palavra de Deus. Se não há oração em família, se não há leitura da
Bíblia, se não há conversa sobre Deus, pecado, salvação, santidade e
eternidade, se não há um testemunho cristão consistente dentro de casa, então
precisamos perguntar com seriedade: quem está formando o coração dos nossos
filhos? Porque alguém está.
Enquanto nós nos omitimos, o mundo não se omite.
A cultura ensina.
A internet ensina.
As redes sociais ensinam.
Os amigos ensinam.
Os influenciadores ensinam.
O mundo está discipulando os nossos filhos todos os dias.
Desse jeito, como será a futura geração?
Pensando de forma puramente humana, sem levar em conta a
possibilidade de uma intervenção divina através de um grande avivamento (que
venha logo), na melhor das hipóteses poderemos ter uma geração de pessoas que
até dizem crer em Deus, que talvez conservem alguns valores morais e até algum
temor de Deus, mas que não se importam com a igreja e não entendem o que
significa “ser igreja”.
Uma geração que não vê o culto como prioridade.
Uma geração que não sente necessidade da Escola Bíblica.
Uma geração que não valoriza a comunhão dos santos.
Uma geração que talvez ainda diga que crê em Deus, mas
que não vê motivo para estar com o povo de Deus, servir ao Senhor, estudar a
sua Palavra e participar da vida da igreja.
E isso já seria muito triste.
Mas existe uma possibilidade ainda mais dolorosa.
Na pior das hipóteses, poderemos amargar ver uma geração,
composta por nossos filhos e netos, de pessoas completamente descrentes, criadas
muito bem para habitar a terra, mas não para o céu.
Teremos ensinado nossos filhos a estudar, trabalhar,
ganhar dinheiro, construir uma carreira, cuidar da saúde, conquistar bens,
vencer na vida e alcançar seus objetivos. Teremos feito tudo para que estejam
preparados para viver neste mundo.
Mas teremos nos esquecido de prepará-los para a
eternidade.
E que tragédia seria essa!
Que adianta criar um filho para ter uma boa profissão,
mas não ensiná-lo a conhecer a Deus?
Que adianta prepará-lo para ganhar a vida, mas não
ensiná-lo a valorizar a própria alma?
Que adianta nos preocuparmos tanto com o futuro terreno
dos nossos filhos e tão pouco com o futuro eterno?
A Bíblia nunca tratou a formação espiritual dos filhos
como algo secundário.
Moisés ordenou: “Estas palavras que hoje te ordeno
estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos” (Dt 6.6-7).
O ensino da fé não deve acontecer apenas no templo, nem
somente aos domingos. Deve fazer parte da vida. Mas estar no templo. Com a
igreja, aprendendo a ser igreja, também é muito importante e deve ser objeto de
nossa preocupação.
Por isso, nós precisamos voltar a nos preocupar.
Precisamos voltar a levar nossos filhos para a igreja.
Precisamos voltar a considerar o culto uma prioridade.
Precisamos voltar a valorizar a Escola Bíblica Dominical.
Precisamos voltar a orar com nossos filhos.
Precisamos voltar a abrir a Bíblia dentro de nossas
casas.
Precisamos voltar a falar de Deus com naturalidade no
cotidiano.
Precisamos voltar a testemunhar diante deles.
Conquanto tenhamos de leva-los à comunhão da igreja, não
podemos transferir para a igreja toda a responsabilidade pela formação
espiritual deles. A igreja pode ensinar, ajudar, discipular e cooperar. Mas há
uma responsabilidade que Deus colocou especialmente sobre os pais.
Nós não podemos garantir que nossos filhos serão salvos.
Não podemos produzir fé no coração deles. Não podemos obrigá-los a amar a Deus.
Mas podemos fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para colocar diante
deles o evangelho, ensinar a Palavra, viver uma vida coerente e conduzi-los ao
convívio do povo de Deus.
O tempo passa muito depressa.
A criança que hoje tem cinco anos amanhã terá quinze.
Aquele menino que hoje depende dos pais amanhã tomará
suas próprias decisões.
E, quando esse dia chegar, não teremos mais a mesma
oportunidade que temos hoje.
Por isso, talvez seja hora de perguntarmos a nós mesmos,
com honestidade: estamos criando nossos filhos apenas para a vida na terra
ou estamos nos esforçando para apontá-los para a eternidade?
Que Deus nos ajude, como pais, a não negligenciarmos uma
responsabilidade tão grande.
Que nossos filhos não sejam apenas bem preparados para
viver neste mundo.
Que sejam ensinados, conduzidos e constantemente expostos
ao evangelho de Jesus Cristo, enquanto ainda temos essa oportunidade.
O maior legado que podemos deixar para os nossos filhos
não é aquilo que colocamos nas mãos deles para esta vida, mas aquilo que, pela
graça de Deus, ajudamos a colocar em seus corações tendo em vista a eternidade.
Pense nisso!
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E PARA QUEM TEM PREGUIÇA DE LER TEXTOS MAIS LONGOS:
PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS... E NETOS
Acordei hoje com essa reflexão na mente.
Me lembro bem de meu pai nos levando, a mim e às minhas
irmãs, aos trabalhos da igreja. Éramos uma família presente na vida da igreja. EBD,
cultos dominicais, União de Treinamento, cultos de oração, cultos ao ar livre,
cultos nos lares... lá estávamos nós... o máximo possível. E quando tinha
alguma campanha de levantamento de ofertas – Missões, por exemplo – nossa oferta
era maior que a dele, para incentivar as crianças.
Mas tenho percebido, de alguns anos para cá, que nós,
pais cristãos, já não temos nos empenhado tanto, como antigamente, em integrar nossos
filhos à vida da igreja. Não os levamos à Escola Bíblica Dominical, aos cultos
e às demais atividades.
E se, além disso, eles também não recebem em casa o
ensino da Palavra, se não oramos com eles e se não lhes damos um testemunho
cristão, então precisamos nos perguntar: como será a próxima geração?
Pensando apenas humanamente:
Na melhor das hipóteses poderemos ter uma geração que até
creia em Deus, mas que não valoriza a igreja nem compreenda o que significa ser
igreja.
E na pior, poderemos ver nossos filhos e netos
completamente afastados de Deus.
E talvez o mais triste seja isto: podemos estar
criando muito bem nossos filhos para viver na terra, mas não para a eternidade
com Deus.
Por isso, enquanto podemos, precisamos voltar a integrá-los
à igreja, ensiná-los a Palavra, orar com eles e mostrar, pela nossa própria
vida, que Cristo e a eternidade são mais importantes do que tudo o que este
mundo pode oferecer.
Estamos preparando nossos filhos apenas para a vida
terrena ou também para a eternidade?
Pense nisso!
Pr. Walmir Vigo Gonçalves
PIB Muqui – 26 de agosto de 2026