domingo, 19 de abril de 2026

Porque Cristo vive e voltará, vamos completar a missão

 

PORQUE CRISTO VIVE E VOLTARÁ, VAMOS COMPLETAR A MISSÃO 

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20 RC)

Ø  Amados irmãos, ao chegarmos ao encerramento desta campanha (Missões Mundiais 2026), somos convidados a olhar não apenas para o que foi e tem sido feito até aqui, por nós como denominação batista, mas para aquilo que ainda precisa ser cumprido. O tema que nos guiou nesse ano é profundamente bíblico e cheio de implicações práticas: porque Cristo vive e voltará, vamos completar a missão.

Ø  A fé cristã não está firmada em ideias abstratas, mas em fatos gloriosos.

o   Cristo vive.

o   Ele ressuscitou, venceu a morte, está assentado à direita do Pai e reina soberano sobre todas as coisas.

o   E esse mesmo Cristo prometeu que voltará.

Ø  Essa é a esperança da igreja, mas também é o senso de urgência da igreja.

o   Porque Ele vive, a mensagem que pregamos é verdadeira.

o   Porque Ele voltará, o tempo que temos é limitado.

o   E se o tempo é limitado, não podemos viver de maneira indiferente à missão que nos foi confiada.

Ø  O Senhor Jesus, antes de subir aos céus, deixou uma ordem clara: fazer discípulos de todas as nações.

o   Não é uma sugestão, é uma comissão.

o   Não é uma opção, é uma responsabilidade.

Ø  E há algo que precisamos compreender com toda seriedade: essa missão não foi entregue a anjos. Deus não enviou seres celestiais para evangelizar o mundo, mas confiou essa tarefa à sua igreja. Homens e mulheres redimidos, alcançados pela graça, foram chamados para anunciar essa mesma graça.

Ø  E mais: essa missão não é de alguns, é de todos. Às vezes, corremos o risco de pensar que missões é responsabilidade apenas de missionários enviados a terras distantes. Mas a verdade bíblica é que cada crente tem parte nessa obra. Alguns vão, outros enviam, todos participam. Não existe cristão isento da missão.

Ø  No entanto, irmãos, precisamos reconhecer o tempo em que estamos vivendo. O cenário global e até mesmo o nosso contexto local apontam para um aumento crescente de dificuldades na livre proclamação do evangelho. Em muitas nações, pregar Cristo pode custar a liberdade e até a vida. Igrejas são perseguidas, reuniões são proibidas, e a conversão ao cristianismo é tratada como crime.

Ø  E não pensemos que estamos imunes. No Brasil, embora ainda gozemos de liberdade, já percebemos sinais de mudança. A fé cristã tem sido cada vez mais pressionada no espaço público. Valores bíblicos são questionados, relativizados e, muitas vezes, ridicularizados. Em ambientes acadêmicos, profissionais e sociais, assumir uma posição firme nas Escrituras já traz consequências. O cerco, ainda que sutil em comparação com outros países, está se fechando. Diante disso, o que devemos fazer? Recuar? Nos calar? Esperar tempos mais favoráveis? De maneira nenhuma. Esse cenário não deve nos paralisar, mas nos despertar. Se as portas estão se fechando, precisamos agir enquanto ainda estão abertas. Se o tempo está se encurtando, precisamos redobrar nossa diligência.

Ø  Completar a missão exige urgência. Não podemos adiar a obediência. Não podemos tratar a obra de Deus com descaso ou comodismo. Cada dia que passa é um dia a menos. Cada oportunidade perdida pode ser uma alma que deixa de ouvir o evangelho.

Ø  Mas como, então, participamos dessa missão de forma prática?

Ø  Primeiramente, orando. A missão é, antes de tudo, espiritual. Não avançamos apenas com estratégias humanas, mas com dependência de Deus. Precisamos clamar por portas abertas, por corações sensíveis, por ousadia para os missionários e por perseverança em meio às dificuldades. Precisamos orar. Uma igreja que não ora não sustenta missão. (História do tabernáculo metropolitano do Brooklin)

Ø  Em segundo lugar, participamos da missão de forma prática indo. Alguns são chamados a atravessar oceanos, aprender novas culturas, enfrentar riscos maiores. Outros, a grande maioria, são chamados a atravessar apenas a rua, alcançar vizinhos, colegas de trabalho, familiares. Mas todos nós fomos enviados. O campo missionário começa onde nossos pés estão.

Ø  E, em terceiro lugar, participamos da missão de forma prática contribuindo. Quando investimos na obra missionária, estamos participando diretamente da proclamação do evangelho em lugares onde não podemos estar fisicamente. Sustentar missionários é cooperar com Deus na expansão do seu Reino. Não é um ato secundário, é parte essencial da missão.

Ø  Meus irmãos,

o   Cristo vive. Essa é a garantia de que o evangelho tem poder.

o   Cristo voltará. Essa é a certeza de que o tempo é urgente.

o   E entre a ressurreição e a volta de Cristo, existe uma tarefa a ser cumprida: completar a missão.

Ø  Que não encerremos esta campanha apenas como mais um evento em nosso calendário. Que ela marque um compromisso renovado em nossos corações. Que sejamos uma igreja diligente, urgente e fiel. Que, quando o Senhor voltar, nos encontre trabalhando, anunciando, servindo.

Ø  E que possamos dizer, com alegria e humildade, que não fomos negligentes, mas obedientes ao chamado que recebemos.

Ø  Porque Cristo vive e voltará… vamos completar a missão.


Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Nossa Páscoa

 

NOSSA PÁSCOA

“... Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5:7 RC)

A Páscoa é, sem dúvida, uma das datas mais significativas do calendário cristão. Mais do que um feriado, mais do que tradições culturais ou símbolos populares, ela nos convida a retornar ao centro da fé: a obra redentora de Cristo. Em meio a um mundo que frequentemente esvazia o sentido das celebrações, somos chamados a recuperar a profundidade, a reverência e a alegria que marcam esse momento tão especial.

Historicamente, a Páscoa tem suas raízes na celebração judaica, quando o povo de Israel comemorava a libertação do Egito. Naquela ocasião, o sangue do cordeiro, passado nos umbrais das portas, sinalizava proteção e livramento do juízo. Era uma celebração de redenção, de passagem da escravidão para a liberdade. Esse evento, porém, não era apenas um fato isolado no passado; ele apontava para algo maior, mais profundo e definitivo.

Ao olharmos para o Novo Testamento, entendemos que aquela primeira Páscoa era uma sombra da realidade que se cumpriria em Cristo. Ele é o verdadeiro Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Sua morte na cruz não foi um acidente da história, nem apenas o fim trágico de um líder religioso. Foi um ato intencional, soberano e cheio de graça. Jesus morreu como substituto, tomando sobre si a culpa que era nossa, pagando o preço que jamais poderíamos pagar. 

A cruz, portanto, é o coração da mensagem da Páscoa. Nela vemos, de forma clara, a justiça e o amor de Deus se encontrando. A justiça, porque o pecado não é ignorado; ele é tratado com seriedade. O amor, porque Deus mesmo providencia o sacrifício. Cristo não morreu apenas como exemplo de coragem ou entrega, mas como aquele que se colocou em nosso lugar. Ele levou sobre si a condenação que era nossa, para que pudéssemos receber a vida que é dele.

No entanto, a Páscoa não termina na cruz. Se assim fosse, ainda estaríamos sem esperança. O túmulo vazio é a confirmação de que a obra de Cristo foi aceita. A ressurreição é a vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre todo o poder das trevas. Ela declara que Jesus é quem disse ser, e que sua obra é suficiente. Não seguimos um líder morto, mas um Salvador vivo. E, ainda, a ressurreição de Cristo transforma completamente a maneira como enxergamos a vida. Ela nos dá uma esperança que vai além das circunstâncias. Em um mundo marcado por dores, perdas e incertezas, a mensagem da Páscoa nos lembra que a última palavra não é da morte, mas da vida. Não é do sofrimento, mas da redenção. Não é do desespero, mas da esperança.

Essa verdade também tem implicações práticas para o nosso dia a dia. Celebrar a Páscoa não é apenas relembrar um evento histórico, mas viver à luz dessa realidade. Significa reconhecer que fomos comprados por um alto preço e, por isso, não pertencemos mais a nós mesmos. Significa abandonar o velho modo de viver e assumir uma nova vida em Cristo. A ressurreição não é apenas algo que aconteceu com Jesus, mas algo que também se reflete em nós, que fomos chamados a viver uma vida nova.

Além disso, a Páscoa nos convida à gratidão. Em meio à correria da rotina, é fácil nos esquecermos do que realmente importa. Mas quando olhamos para a cruz, somos lembrados do quanto fomos amados. Um amor que não depende do nosso mérito, das nossas obras ou da nossa perfeição. Um amor que nos alcança em nossa condição mais frágil e nos transforma completamente.

Também somos desafiados a compartilhar essa mensagem. A esperança da Páscoa não é algo que deve ser guardado apenas para nós. Vivemos em uma sociedade que carece de sentido, de direção e de esperança. E a mensagem do evangelho continua sendo a resposta. Falar de Cristo, viver de forma coerente com essa fé e testemunhar com amor são formas de anunciar que há vida, há perdão e há restauração disponíveis.

Por fim, a Páscoa nos aponta para o futuro. A ressurreição de Cristo é a garantia de que essa não é a história final. Assim como Ele venceu a morte, também venceremos. Há uma promessa de vida eterna, de um novo céu e uma nova terra, onde não haverá mais dor, nem lágrimas, nem morte. Essa esperança sustenta o coração do cristão e nos fortalece a permanecer firmes, mesmo em tempos difíceis.

Que nesta Páscoa possamos ir além das aparências e redescobrir o verdadeiro significado dessa celebração. Que nossos corações sejam tomados por reverência, gratidão e alegria. E que, acima de tudo, possamos viver todos os dias à luz da cruz e do túmulo vazio, proclamando com nossas vidas que Cristo vive, e porque Ele vive, há esperança para todos nós.

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Chamados à Santidade

 

CHAMADOS À SANTIDADE

“... cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:13-16 RC)

 “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” (Hebreus 12:14 RC)

Ao escrever aos cristãos dispersos, o apóstolo Pedro recorda uma palavra antiga das Escrituras: “Sede santos, porque eu sou santo”. Não é uma ideia nova, nem uma exigência surgida apenas no Novo Testamento. Pedro ecoa uma voz que já havia sido ouvida séculos antes, quando Deus falou ao seu povo por meio de Moisés no livro de Levítico. Ali, no meio das leis e orientações dadas a Israel, o Senhor revela algo fundamental sobre si mesmo: Ele é santo, e o seu povo deve refletir esse caráter.

Quando lemos Levítico, percebemos que Deus não estava apenas estabelecendo regras externas. Ele estava formando um povo diferente das nações ao redor. A santidade envolvia vida, comportamento, adoração, relacionamentos e decisões diárias. Em outras palavras, pertencer ao Senhor significava viver de modo que o caráter de Deus fosse visível na vida do seu povo.

Séculos depois – cerca de 14 a 15 séculos –, Pedro retoma essa mesma verdade ao falar à igreja. Os cristãos a quem ele escreve viviam em meio a pressões, perseguições e valores contrários à fé. Ainda assim, o chamado de Deus permanecia o mesmo. A santidade não era apenas um ideal distante, mas uma forma concreta de viver. O discípulo de Cristo não é chamado apenas a crer corretamente, mas também a viver de maneira que honre aquele que o chamou.

Essa mesma ênfase aparece também em Hebreus 12.14, onde somos exortados: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

A santidade, portanto, não é um detalhe da vida cristã, mas parte essencial dela. Não é apenas um adorno da fé, mas uma evidência de que pertencemos verdadeiramente a Deus.

Esse ensino nos lembra que a santidade nasce do próprio caráter do Senhor. Não se trata simplesmente de evitar certos pecados ou cumprir práticas religiosas. Trata-se de uma vida moldada pela presença de Deus. Quando compreendemos quem Ele é – santo, puro e perfeito –, entendemos que o chamado à santidade é um convite para refletir a sua própria natureza.

Assim, a mensagem que atravessa Levítico, ecoa em 1 Pedro e é reforçada em Hebreus continua atual. O Deus que chamou Israel continua chamando o seu povo hoje. Ele não apenas salva, mas também transforma. E aqueles que pertencem ao Senhor são convidados, todos os dias, a viver de modo que o mundo possa perceber, em suas atitudes e escolhas, algo da santidade do próprio Deus.

Pense nisso!

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quarta-feira, 4 de março de 2026

O pastor desanimou daquele ministério

 O PASTOR DESANIMOU DAQUELE MINISTÉRIO

Ninguém percebeu no primeiro momento. Pastor aprende cedo a sorrir com a alma cansada. Ele continuava chegando antes de todos, abrindo as portas do templo, alinhando os bancos, conferindo o som, ajeitando o púlpito como quem ajeita o próprio coração. Mas havia algo diferente. Não era falta de amor. Era excesso de peso.

O que o desanimou não foi perseguição, nem escândalo, nem crise financeira. Foi algo mais silencioso — e, talvez por isso, mais doloroso: a ausência intermitente dos crentes.

Num domingo, a igreja estava cheia. Vozes firmes no cântico, “améns” vibrantes, abraços demorados. Parecia avivamento. No outro, metade dos bancos vazios. No seguinte, menos ainda. Sempre havia uma justificativa: chuva, visita inesperada, cansaço, compromisso familiar, um jogo decisivo, um passeio que não podia esperar.

E ele começou a perceber um padrão. Quando havia programação especial, a igreja lotava. Quando era apenas culto comum — Palavra, oração, comunhão — a frequência diminuía. Como se o ordinário da graça não fosse suficiente.

O pastor preparava o sermão com zelo. Estudava, orava, organizava ideias, lutava com o texto bíblico até que o texto lutasse com ele. Mas ao subir ao púlpito e ver fileiras vazias, sentia não vaidade ferida, mas um questionamento dolorido: “Será que ainda entendem o valor de estarmos juntos?”

Além disso, havia o trabalho invisível. O irmão que não pôde vir abrir a igreja. O responsável pela escala que esqueceu de avisar. O líder que prometeu organizar, mas não organizou. E lá estava ele, novamente, ligando o som, arrumando as cadeiras da classe infantil, resolvendo o que outros deveriam resolver.

Não reclamava publicamente. Pastor também protege o rebanho de suas próprias frustrações. Mas dentro dele crescia uma fadiga diferente — não física, mas ministerial. Não era cansaço de fazer, era cansaço de fazer quase sozinho.

Ele não precisava de aplausos. Precisava de constância.

Porque ministério não se sustenta apenas com eventos cheios. Sustenta-se com presença fiel. Com gente que entende que culto não é espetáculo, é compromisso. Que comunhão não é opção conveniente, é parte da vida cristã.

O que o desanimou não foi a fraqueza dos novos convertidos. Foi a inconstância dos antigos. Aqueles que já sabiam o valor do ajuntamento, mas começaram a tratá-lo como algo negociável.

Ele nunca disse que pensou em desistir. Mas começou a orar diferente. Já não pedia crescimento numérico. Pedia perseverança do povo. Já não suplicava por grandes projetos. Pedia crentes firmes, que entendessem que a igreja não é um lugar para frequentar quando dá — é um corpo ao qual se pertence.

Certo dia, ao fechar a porta após um culto de pouca presença, ficou alguns segundos parado na nave silenciosa. Olhou os bancos vazios e imaginou cada rosto que deveria estar ali. Não sentiu raiva. Sentiu saudade.

Saudade de uma igreja que entendesse que fidelidade também se mede pela presença. Que servir não é favor ao pastor, é privilégio diante de Deus. Que ausência constante não é detalhe, é sintoma.

O pastor desanimou daquele ministério — não por falta de amor ao povo, mas por amor demais à igreja.

E talvez, se alguém tivesse perguntado como ele estava, teria respondido como sempre: “Está tudo bem.”

Mas não estava.

Porque pastores também precisam ser sustentados pela constância dos seus. E quando a igreja aprende isso, o ministério deixa de pesar nos ombros de um só — e volta a ser aquilo que sempre deveria ser: obra de todos.

A Pedagogia Divina

 

A "PEDAGOGIA DIVINA"

Deus age por meio do processo, não apesar dele (do processo)

Lendo números 26, logo no início, quando Deus manda Moisés e Eleazar “tomar a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima...”, me veio uma pergunta à mente: Se Deus é Onisciente e “já sabe”, por que mandar Moisés e Eleazar fazer isso, ter todo esse trabalho?”

E a resposta está naquilo que pode ser chamado de “A Pedagogia Divina”. A resposta não está na necessidade de informação para Deus (ele já sabe), mas está na necessidade de formação para o povo. Deus não age por meio de instrumentos humanos porque precisa deles, mas porque o processo em si tem um propósito.

Números 26 – O censo como ato teológico

O capítulo 26 de Números reafirma que, apesar da infidelidade humana, Deus continua com seus planos. Ele restaura, reorganiza e conduz seu povo à promessa. Há não apenas um propósito prático, mas também teológico.

O censo tinha duas finalidades concretas:

Ø  Militar: O primeiro censo foi principalmente para organização militar. Se eles iam entrar e tomar posse da Terra Prometida, precisavam saber quantas tropas tinham e como deveriam ser melhor organizados.

Ø  Distribuição de herança: Números 26:52–56 revela uma segunda razão importante para esse segundo censo: ajudar na repartição justa da terra de Canaã, para que as tribos maiores recebessem mais terra.

Mas há ainda um terceiro propósito, espiritual: ao recensear assim o seu povo, o Senhor demonstrou que valorizava cada um deles. Foram registrados por suas famílias e por seus nomes, como se Deus dissesse a cada um: "Eu te chamei pelo teu nome; tu és meu."

O padrão se repete por toda a Bíblia

Esse modo de agir – Deus usando processos humanos mesmo sendo Onisciente – é recorrente:

Ø  Adão e Eva no jardim (Gênesis 3:9) Deus pergunta "Onde estás?" a Adão depois da queda. Ele obviamente sabia onde Adão estava. A pergunta não era para obter informação; era para convidar Adão a um processo de reconhecimento e confissão.

Ø  A escolha de Davi (1 Samuel 16) Deus manda Samuel ir à casa de Jessé para ungir o futuro rei, passando por todos os filhos um a um, dizendo "não é este", sendo que Deus já havia escolhido Davi antes de qualquer apresentação. O processo serviu para ensinar Samuel (e a nós): "O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração."

Ø  O maná no deserto (Êxodo 16) Deus podia ter alimentado Israel de forma instantânea e definitiva. Em vez disso, criou um sistema diário, maná que não podia ser guardado para o dia seguinte. O ponto não era a comida, mas a dependência diária que o processo criava.

Ø  A travessia do Mar Vermelho (Êxodo 14) Deus podia ter simplesmente teletransportado Israel para o outro lado. Em vez disso, as águas se abrem, o povo caminha pelo mar seco, e os egípcios afundam diante de seus olhos. O processo gerou uma fé que nenhum milagre silencioso teria gerado – tanto que Êxodo 14:31 diz: "o povo temeu ao Senhor e creu."

Ø  Jesus e Lázaro (João 11) Jesus recebe a notícia de que Lázaro está doente, e deliberadamente espera dois dias antes de ir. Ele sabia o que ia acontecer. A demora não foi descuido; foi escolha. O processo de luto das irmãs, a incredulidade dos presentes, e a ressurreição pública serviram a um propósito que uma cura silenciosa não serviria: "para que a glória de Deus se manifeste."

Conclusão teológica

A Onisciência de Deus não elimina os processos – ela os informa. Deus sabe o fim desde o princípio, mas insiste em trabalhar através da história, dos instrumentos humanos, das contagens, das esperas e das jornadas, porque:

Ø  O processo forma o caráter do povo (não apenas resolve o problema);

Ø  O processo cria registro histórico – o censo de Números 26 documenta que nenhum dos incrédulos da primeira geração entrou na Terra Prometida, porque o Senhor havia dito que morreriam no deserto, e apenas Calebe e Josué sobreviveram;

Ø  O processo envolve o ser humano como agente, preservando a dignidade e a responsabilidade humana dentro do plano soberano de Deus.

Em outras palavras:

Ø  Deus não precisa do censo.

Ø  Mas Israel precisa do censo.

E é exatamente por isso que Ele o ordena.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Creia!

 

CREIA!

Em Êxodo 9.20–21 lemos uma cena forte e muito reveladora:

“Quem, dos servos de Faraó, temia a palavra do SENHOR fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;  mas aquele que não tinha aplicado a palavra do SENHOR ao seu coração deixou os seus servos e o seu gado no campo.” (Êxodo 9:20-21 RC)

O contexto é o das pragas do Egito. Deus está julgando o orgulho de Faraó e, ao mesmo tempo, mostrando quem Ele é: o Senhor soberano, vivo e verdadeiro. A praga da saraiva não vem de surpresa. Antes dela, Deus avisa. Ele fala. Ele dá oportunidade. A Palavra é anunciada antes do juízo.

E o texto mostra algo impressionante: havia dois tipos de reação à mesma palavra:

1)    Alguns “temeram a palavra do Senhor” – levaram a sério o aviso, creram, obedeceram e foram preservados.

2)    Outros “não se importaram” – desprezaram a palavra, acharam exagero, acharam que nada aconteceria… e sofreram as consequências.

A diferença não estava no céu, nem na intensidade da tempestade. A diferença estava na resposta à Palavra de Deus.

Essa cena do Êxodo aponta diretamente para aquilo que o Novo Testamento nos anuncia com ainda mais clareza. Em Jesus, Deus volta a falar ao mundo, não apenas anunciando juízo, mas oferecendo salvação. O evangelho é, antes de tudo, um anúncio: Deus enviou o seu Filho para salvar pecadores. Cristo morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia e oferece vida eterna a todo aquele que crê.

Assim como no Egito, a Palavra continua sendo proclamada antes do juízo final. Jesus mesmo disse:

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3:36 RC)

Note bem: não é a tempestade que escolhe quem será atingido, é a postura do coração diante da Palavra.

Em Êxodo, quem creu correu para dentro. No evangelho, quem crê corre para Cristo. Quem confia se abriga nele. Quem se rende encontra salvação.

Mas o texto também nos lembra, com sobriedade e amor, que ignorar a Palavra tem consequências reais. Não é falta de aviso. Não é injustiça divina. É rejeição consciente. Assim como alguns oficiais de Faraó viram o aviso, ouviram o alerta e ainda assim deixaram tudo no campo, muitos hoje ouvem o evangelho, conhecem a mensagem da cruz, mas decidem adiar, relativizar ou desprezar.

O evangelho nos chama hoje à mesma decisão: temer a Palavra do Senhor. Não um medo paralisante, mas um temor que gera fé, arrependimento e obediência. Temer aqui é levar Deus a sério. É crer no que Ele diz. É responder com fé ao que foi anunciado.

Ainda há tempo. A Palavra está sendo proclamada. A salvação está disponível. Cristo é o refúgio seguro contra o juízo que virá. Quem crê é salvo. Quem se abriga nele encontra perdão, nova vida e esperança eterna. Mas quem não crê, quem não se importa com a Palavra, permanece exposto.

Hoje, Deus continua falando. A pergunta é a mesma do Êxodo: o que você fará com a Palavra do Senhor?

Quer a minha opinião? CREIA! Mas saiba que crer não é apenas ouvir; crer é correr para Cristo e confiar nele de todo o coração.

Pense nisso! 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Carnaval não é festa de crente

 

O CARNAVAL NÃO É FESTA DE CRENTE

O carnaval é, culturalmente, uma das maiores festas do Brasil. É tempo de música, cores, multidões, euforia, e muitos o tratam como algo “normal”, apenas parte da tradição nacional. Mas quando olhamos à luz das Escrituras, precisamos fazer uma pergunta mais profunda: isso combina com a vida de alguém que foi comprado pelo sangue de Cristo?

A Bíblia nos lembra em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente…”. O princípio é claro: o cristão não vive simplesmente seguindo o fluxo da cultura. Ele vive debaixo de outro Reino. Nem tudo o que é culturalmente aceito é espiritualmente saudável.

O carnaval, em sua essência histórica e prática, é marcado pela exaltação da carne: sensualidade, embriaguez, excessos, libertinagem. E a Palavra de Deus é igualmente clara sobre essas obras. Em Gálatas 5.19-21, Paulo fala das “obras da carne” e menciona coisas como prostituição, impureza, lascívia, bebedices e orgias; e conclui dizendo que “os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus”.

Perceba: não é uma questão de “ser chato” ou “não saber se divertir”. É uma questão de identidade espiritual.

1 Pedro 1.15-16 nos chama a um padrão mais alto: “Sede santos, porque eu sou santo.”

Santidade não é isolamento social, mas é separação moral. O cristão pode até estar no mundo, mas não vive segundo os valores do mundo. Ele entende que sua alegria não depende de estímulos carnais, mas da comunhão com Deus.

Enquanto o carnaval celebra a liberdade sem limites, a Bíblia ensina a liberdade com propósito. Em Gálatas 5.13 lemos: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne…”

O crente tem uma alegria diferente. Não é uma alegria de três ou quatro dias que termina em ressaca, culpa ou vazio. É a alegria do Espírito Santo (Romanos 14.17). É a satisfação de quem sabe que pertence a Cristo.

Alguns podem dizer: “Mas eu posso ir sem praticar nada errado”. A questão não é apenas o que fazemos, mas onde escolhemos estar e com o que nos associamos. Efésios 5.11 orienta: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”.

A vida cristã envolve testemunho. O mundo precisa ver diferença. Se a luz se mistura totalmente com as trevas, deixa de iluminar.

Carnaval não é festa de crente porque a essência dessa celebração não glorifica a Deus, não promove santidade, não edifica o espírito. O cristão não é chamado a viver de acordo com o calendário cultural, mas segundo o calendário do céu.

Isso não significa viver em amargura ou isolamento. Pelo contrário. Significa investir esse tempo em comunhão, em culto, em serviço, em descanso saudável, em fortalecer a família, em buscar mais a Deus. Significa mostrar que existe uma alegria superior.

No fim, a pergunta não é apenas “posso ou não posso?”. A pergunta bíblica é: Isso glorifica a Deus? Isso reflete quem eu sou em Cristo?

Quem foi alcançado pela graça entende que já tem uma festa maior garantida: as Bodas do Cordeiro. E perto dessa celebração eterna, qualquer alegria passageira perde o brilho.

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Porque Cristo vive e voltará, vamos completar a missão

  PORQUE CRISTO VIVE E VOLTARÁ, VAMOS COMPLETAR A MISSÃO   “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem...