quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Carnaval não é festa de crente

 

O CARNAVAL NÃO É FESTA DE CRENTE

O carnaval é, culturalmente, uma das maiores festas do Brasil. É tempo de música, cores, multidões, euforia, e muitos o tratam como algo “normal”, apenas parte da tradição nacional. Mas quando olhamos à luz das Escrituras, precisamos fazer uma pergunta mais profunda: isso combina com a vida de alguém que foi comprado pelo sangue de Cristo?

A Bíblia nos lembra em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente…”. O princípio é claro: o cristão não vive simplesmente seguindo o fluxo da cultura. Ele vive debaixo de outro Reino. Nem tudo o que é culturalmente aceito é espiritualmente saudável.

O carnaval, em sua essência histórica e prática, é marcado pela exaltação da carne: sensualidade, embriaguez, excessos, libertinagem. E a Palavra de Deus é igualmente clara sobre essas obras. Em Gálatas 5.19-21, Paulo fala das “obras da carne” e menciona coisas como prostituição, impureza, lascívia, bebedices e orgias; e conclui dizendo que “os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus”.

Perceba: não é uma questão de “ser chato” ou “não saber se divertir”. É uma questão de identidade espiritual.

1 Pedro 1.15-16 nos chama a um padrão mais alto: “Sede santos, porque eu sou santo.”

Santidade não é isolamento social, mas é separação moral. O cristão pode até estar no mundo, mas não vive segundo os valores do mundo. Ele entende que sua alegria não depende de estímulos carnais, mas da comunhão com Deus.

Enquanto o carnaval celebra a liberdade sem limites, a Bíblia ensina a liberdade com propósito. Em Gálatas 5.13 lemos: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne…”

O crente tem uma alegria diferente. Não é uma alegria de três ou quatro dias que termina em ressaca, culpa ou vazio. É a alegria do Espírito Santo (Romanos 14.17). É a satisfação de quem sabe que pertence a Cristo.

Alguns podem dizer: “Mas eu posso ir sem praticar nada errado”. A questão não é apenas o que fazemos, mas onde escolhemos estar e com o que nos associamos. Efésios 5.11 orienta: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”.

A vida cristã envolve testemunho. O mundo precisa ver diferença. Se a luz se mistura totalmente com as trevas, deixa de iluminar.

Carnaval não é festa de crente porque a essência dessa celebração não glorifica a Deus, não promove santidade, não edifica o espírito. O cristão não é chamado a viver de acordo com o calendário cultural, mas segundo o calendário do céu.

Isso não significa viver em amargura ou isolamento. Pelo contrário. Significa investir esse tempo em comunhão, em culto, em serviço, em descanso saudável, em fortalecer a família, em buscar mais a Deus. Significa mostrar que existe uma alegria superior.

No fim, a pergunta não é apenas “posso ou não posso?”. A pergunta bíblica é: Isso glorifica a Deus? Isso reflete quem eu sou em Cristo?

Quem foi alcançado pela graça entende que já tem uma festa maior garantida: as Bodas do Cordeiro. E perto dessa celebração eterna, qualquer alegria passageira perde o brilho.

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