CHAMADOS À SANTIDADE
“... cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:13-16 RC)
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” (Hebreus 12:14 RC)
Ao escrever aos cristãos dispersos, o apóstolo Pedro recorda uma palavra antiga das Escrituras: “Sede santos, porque eu sou santo”. Não é uma ideia nova, nem uma exigência surgida apenas no Novo Testamento. Pedro ecoa uma voz que já havia sido ouvida séculos antes, quando Deus falou ao seu povo por meio de Moisés no livro de Levítico. Ali, no meio das leis e orientações dadas a Israel, o Senhor revela algo fundamental sobre si mesmo: Ele é santo, e o seu povo deve refletir esse caráter.
Quando lemos Levítico, percebemos que Deus não estava apenas estabelecendo regras externas. Ele estava formando um povo diferente das nações ao redor. A santidade envolvia vida, comportamento, adoração, relacionamentos e decisões diárias. Em outras palavras, pertencer ao Senhor significava viver de modo que o caráter de Deus fosse visível na vida do seu povo.
Séculos depois – cerca de 14 a 15 séculos –, Pedro retoma essa mesma verdade ao falar à igreja. Os cristãos a quem ele escreve viviam em meio a pressões, perseguições e valores contrários à fé. Ainda assim, o chamado de Deus permanecia o mesmo. A santidade não era apenas um ideal distante, mas uma forma concreta de viver. O discípulo de Cristo não é chamado apenas a crer corretamente, mas também a viver de maneira que honre aquele que o chamou.
Essa mesma ênfase aparece também em Hebreus 12.14, onde somos exortados: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.
A santidade, portanto, não é um detalhe da vida cristã, mas parte essencial dela. Não é apenas um adorno da fé, mas uma evidência de que pertencemos verdadeiramente a Deus.
Esse ensino nos lembra que a santidade nasce do próprio caráter do Senhor. Não se trata simplesmente de evitar certos pecados ou cumprir práticas religiosas. Trata-se de uma vida moldada pela presença de Deus. Quando compreendemos quem Ele é – santo, puro e perfeito –, entendemos que o chamado à santidade é um convite para refletir a sua própria natureza.
Assim, a mensagem que atravessa Levítico, ecoa em 1 Pedro e é reforçada em Hebreus continua atual. O Deus que chamou Israel continua chamando o seu povo hoje. Ele não apenas salva, mas também transforma. E aqueles que pertencem ao Senhor são convidados, todos os dias, a viver de modo que o mundo possa perceber, em suas atitudes e escolhas, algo da santidade do próprio Deus.
Pense nisso!
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