sábado, 26 de novembro de 2011

Flores Onde Deus nos Plantou


FLORES ONDE DEUS NOS PLANTOU

“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões” – Fil. 1.10

 

Diz-se de Francisco de Sales que ele tinha uma frase a qual gostava sempre de repetir: “É preciso dar flores onde Deus nos plantou”.

 

Li de um tal Marcel M. Desmarais, que ele conhecia bem essa frase, bem como a mensagem que ela transmitia. Porém, ele mesmo conta que pôde entendê-la melhor ainda, ao viver certa experiência. Com suas próprias palavras: “Há muito que eu conhecia a sabedoria e a força dessa frase que Francisco de Sales gostava de repetir. Nunca, no entanto, pude avaliar todo o seu alcance como numa visita que fiz a um hospital de Montreal. Um conjunto de circunstâncias providenciais me fez entrar em contato com um dos doentes, rapaz com 23 anclip_image004[8]os de idade e paralítico desde a infância. Tinha de permanecer de barriga para baixo durante longos períodos. Contudo, raramente encontrei alguém tão calmo e feliz. Toda a sua pessoa irradiava uma serenidade profunda. Era um inválido permanente que conseguia reerguer o moral de uma multidão de doentes, pois, esse moço, de alma apostólica, redigia esplêndidos boletins que eram policopiados e distribuídos por todo o hospital. Eis alguém que conseguiu desabrochar e dar flores, apesar da aridez do solo em que Deus o plantou”.

 

Paulo também, no texto sobreposto, Filemon 1.10, mostra-nos que nem as prisões o impediam de desabrochar e dar flores. Onésimo foi gerado por ele nas prisões. E não só Onésimo, mas muitos outros. Em Efésios 6.20 Paulo se autodenomina Embaixador em cadeias.

 

Deus nos plantou aqui neste lugar, e Ele quer que floresçamos. Este terreno, onde Deus nos plantou, em comparação com os em que Paulo e muitos outros foram plantados, é mais que excelente, e, penso eu, que se não florescermos, como igreja e como indivíduos, não haverá desculpas que possamos apresentar diante de Deus, tendo nós apenas que confessar a nossa falha, e isso com muita humildade.

 

Todos os anos nós recolhemos e enviamos ofertas para Missões Mundiais, Nacionais e Estaduais. São ofertas que enviamos no intuito de, podemos assim dizer, ajudar outros a florescerem lá onde não alcançamos por nós mesmos. Isso é ótimo e é maravilhoso! Significa que estamos florescendo também, ainda que “por tabela”, através de nossos missionários, lá... distante de onde estamos. Mas não fará sentido enviarmos ofertas nesse intuito se não florescermos nós mesmos, aqui onde Deus nos colocou.

           

Convido os irmãos a refletirem sobre isso, lembrando-se também daquilo que Jesus falou e que João registrou: “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto... eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto...” João 15.8 e 16

 

        Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

“MESTRE, SEGUIR-TE-EI”


“MESTRE, SEGUIR-TE-EI”

“E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para a outra margem. E, aproximando-se dele um escriba, disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. (Mateus 8:18-20 RC)

1. “Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei” – destaco neste texto esta decisão do homem que aproximou-se de Jesus nesta ocasião em que ele estava apertado por uma grande multidão e ordenara a seus discípulos a que entrassem no barco e o levassem para o “outro lado”, para a margem oriental do mar da Galiléia (também conhecido por Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré), onde ficava a província dos Gergesenos, ou Gadarenos conforme algumas traduções.

2. O homem, revela o texto, era um escriba.

a. Escriba era o homem que copiava e interpretava a lei de Moisés.

b. Foram os escribas que criaram, aos poucos, um sistema complicado de ensinamentos conhecido como "a tradição dos ANCIÃOS" (Mt 15.2-9).

c. Jesus os censurou (Mt 23).

d. Os escribas tiveram parte na morte de Cristo (Mt 26.57)

e. e perseguiram a Igreja primitiva (At 4.5; 6.12).

f. Eles eram chamados também de "doutores da lei" (RC Lc 5.17; RA, mestres).

3. Esse escriba em particular, por alguma razão não revelada pelo texto, aproximou-se de Jesus dizendo ter tomado uma decisão, a decisão de segui-lo onde quer que ele fosse.

4. Talvez ele estivesse ali, em meio, àquela multidão, ouvindo as palavras de Jesus, observando os feitos de Jesus, e, ao se dar conta de que Jesus convocara seus discípulos para retirarem-se para o outro lado do mar da Galiléia, aproximou-se e disse querer ir também, não só para a outra banda daquele grande lago, mas para onde quer que Jesus fosse.

5. E você? Já tomou essa decisão?

6. O que significa essa decisão hoje?

a. Significa o mesmo que significava naquela ocasião com a diferença de que hoje sabemos mais perfeitamente que não se trata de um “seguir geográfico”;

b. Significa fazer ou deixar de fazer o que Jesus faria/aprovaria ou deixaria de fazer/aprovar nas diversas situações que fazem e farão parte de nosso contexto de vida, independentemente de “o quanto isso nos custará”, financeiramente, emocionalmente, socialmente...

c. Pode significar uma vida de muita prosperidade em todos os sentidos, inclusive financeira, mas também

          i. Pode significar renúncias mil...

          ii. Pode significar perda de conforto pessoal...

          iii. Pode significar a perda da própria vida...

7. Mas vale a pena!

a. Ouvia essa semana, num vídeo do Youtube, o Dr. Russel Shedd em uma de suas pregações. Nessa pregação ele contou parte da história de Jym Elliot, seu colega de escola que se tornou missionário entre os Aucas no Alto Amazonas e ali vivenciou muitos perigos e morreu atingido pela flecha de um índio. Mas esse homem, lá onde sentia que Jesus queria que ele estivesse, tinha um lema: “Não é tolo aquele que larga o que não pode segurar para pegar firme aquilo que não pode perder”

b. Tudo nesse mundo que você acha bom tem fim, você não pode “segurar”. Então você não será tolo se deixar de lado tudo o que lhe for exigido deixar de lado para seguir a Jesus, porque Jesus tem algo que você “não pode perder”.

8. Seguir a Jesus vale a pena!

9. Você já tomou essa decisão?

10. Se ainda não, lhe digo que você precisa tomá-la, porque, esta é de todas a decisão mais importante e a mais necessária que o homem precisa tomar.

a. É a mais importante e necessária porque Jesus é a luz que nos tira das trevas espirituais.

          i. Em João 8:12 encontramos Jesus afirmando sobre si mesmo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (RC).

          ii. E no livro dos Salmos, capítulo 36, versículo 9, encontramos o salmista afirmando sobre Deus (e Jesus é Deus: “...o verbo era Deus...” – Jo. 1.1): “...em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.” (Salmos 36:9 RC).

          iii. Várias vezes encontramos Jesus dizendo aos líderes religiosos de sua nação que eles eram “condutores cegos”. Eles tinham a visão física, mas não a espiritual, que é a verdadeira e a mais importante.

b. É a mais importante e necessária porque ninguém poderá estar no céu na eternidade se não for por Jesus. Ele é o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vai ao Pai se não for por ele. (João 14.6)

c. É a mais importante e necessária porque ELE tem as palavras de vida eterna (João 6.68 e 69)

d. É a mais importante e necessária porque se não seguirmos a ele, a quem podemos seguir para irmos à glória celestial? Lemos em Atos 4.12 que: “... em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (RC).

e. Há algum tempo vimos, em “O Globo Repórter”, que para se levar, de caminhão, alguma carga para o Chile, é necessário enfrentar as dificuldades da Cordilheira dos Andes, não há outro caminho. Da mesma maneira, para ser salvo e ir ao céu, o único caminho é Jesus. Segui-lo, então, a menos que optemos pela perdição eterna no inferno, é a decisão mais necessária a se tomar.

11. Mas atente bem para algo de que já falei um pouco, mas que quero enfatizar mais, por ser algo de elevada importância: esta é uma decisão de grande responsabilidade e que vai exigir renúncias por parte de quem a tomar.

12. Todos que vivemos nesse país, que, de certa forma, é um país “cristianizado”, sabemos sobre algumas renúncias que a pessoa que se decide a seguir a Cristo terá de fazer.

13. Mas a grande renúncia, que muitas das vezes não é considerada é a “renúncia da própria vida”.

a. Seguir a Cristo significa ir com ele até à cruz, e, com ele, morrer lá.

b. Paulo, que outrora fora um perseguidor de cristãos, que esteve presente e aprovou o apedrejamento de Estevão até à morte do mesmo, depois de convertido a Cristo se expressou: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2:20 RC).

14. Exagerar a profundidade destas palavras é impossível. Aliás, é impossível até mesmo medir tal profundidade.

15. Renunciar a própria vida! Foi isso que, por exemplo, David Brainerd fez quando seguiu a Jesus que o conduziu, antes da metade do século XVIII, às florestas americanas para pregar aos índios. Jovem, solteiro, com a vida toda pela frente, Brainerd, renunciou a própria vida para seguir a Cristo e fazer aquilo para o quê Ele o comissionou. Sua vitória foi imensa, a maior de todas, mas suas lutas foram também grandes e terríveis. Brainerd morreu de tuberculose numa Sexta-feira, no dia 09 de Outubro de 1747, na casa de Jonathan Edwards, aos 29 anos de idade. Mas quem segue a Cristo assim não termina esta sua jornada no momento de sua morte, antes, continua a segui-lo em direção à glória, e foi por isso que Jonathan Edwards disse sobre a morte de Brainerd: “... a sua alma... foi recebida por seu querido Senhor e Mestre, naquele estado de perfeição de santidade e aprazimento de Deus... foi acolhido pela gloriosa assembléia do mundo superior, como alguém peculiarmente apto para juntar-se a ela, em sua bem-aventurada atividade e aprazimento” [1].

16. Quem segue a Cristo de verdade não o faz sem renunciar a sua própria vida, mas não deixa de ganhá-la também. Foi o próprio Cristo quem nos deixou a mensagem de que aquele que quer ganhar a sua vida neste mundo acaba por perdê-la, mas que aquele que não se importa de perdê-la por amor a ele, para segui-lo, na verdade é este que a está ganhando.

17. Seguir a Jesus não é só para “bons momentos”; seguir a Jesus é “para o que der e vier”.

18. Chego, enfim, a algumas conclusões muito importantes:

a. A primeira conclusão é a de que seguir a Jesus não é algo fácil. Aliás, se formos abandonados à nossa própria sorte, não podendo contar com a presença ajudadora do Santíssimo Espírito de Deus, ser-nos-á impossível essa empreitada. Glórias sejam dadas a Deus por Ele, pela graça, nos prover de tal presença, que não só nos chama para e nos convence da necessidade que temos de seguir a Cristo, como também nos sustenta nessa caminhada tão árdua que sofre tão grande oposição por parte do mundo, da carne e do Diabo. Se você for levado pelo Espírito Santo a tomar a decisão de seguir a Cristo, saiba, de antemão, que não será fácil a sua jornada. Uma falsa jornada cristã pode ser fácil, mas a verdadeira jornada é árdua.

b. A segunda conclusão é a de que somente os que seguem a Cristo, os que crêem nele e o recebem pela fé, são herdeiros da salvação de Deus, porque “em nenhum outro há salvação...”

c. E a terceira conclusão, então, é a de que, quando a pessoa recebe a Cristo em sua vida, pela fé, como Salvador (o único) e Senhor (também o único), essa pessoa passa então a enxergar de verdade. Antes ela era cega, mas agora vê. E talvez o mínimo significado disso é que agora essa pessoa sabe quem , de fato, está perdendo e quem está ganhando a sua vida.

Que Deus nos abençoe! Amém!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Foz do Iguaçu – Parque Imperatriz – Outubro de 2011

prwalmir@hotmail.com

Visite também: www.igrejabatistanoparqueimperatriz.blogspot.com


[1] Informação extraída do Livro escrito por Jonathan Edwards: “A Vida De David Brainerd”. Editora Fiel.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PIB FOZ 37 ANOS


PIB FOZ 37 ANOS

Músicas e pregação do culto do Sábado, dia 05/11/2011.

Músicos diversos da PIB com participação de irmãos do Rio de Janeiro.

Pregador: Pr. Wilson Noro


PREGAÇÃO:


MÚSICAS:

 

 

 

 

 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

REPLICANTES


REPLICANTES

Já faz algum tempo que ouvi a apresentadora Regina Casé proferindo o termo que dá título a essa reflexão.                                          Em uma das matérias que ela foi fazer, encontrou duas meninas, gêmeas, que se vestiam igual, calçavam igual, usavam o cabelo igual e eram iguais em muitas outras coisas, especialmente nas respostas às perguntas que Regina Casé fazia, respostas estas que elas davam juntas, como se fosse um dueto. Regina Casé, admirada, brincou: “Acho que elas não existem! Acho que elas são replicantes!”.

“Replicante” não é um termo que ouvimos comumente. “Replicante” é um termo geralmente usado em filmes de ficção científica, e, por isso, muitos não sabem o que ele significa. Você sabe o que é um “replicante”? De forma bem simples podemos dizer que “replicante” é algo que “parece”, mas não é.

Sendo assim, é certo dizer que não apenas na ficção científica, mas também na vida real, existem muitos replicantes, gente que “parece”, mas não é. Na igreja em geral, infelizmente, também é assim, também há aqueles que “parecem” crentes, “parecem” discípulos, mas não o são de verdade, são “replicantes”.

Jesus mesmo disse que há joio misturado ao trigo. O Joio é parecido com o trigo, mas não é trigo. E aqui fica um alerta muito sério: assim como o joio “fica para trás” quando o trigo é colhido, assim será com o “replicante espiritual” quando a igreja for “colhida”. O replicante espiritual até pode vagar em meio à igreja enquanto ela estiver aqui na terra, mas quando o arrebatamento previsto acontecer, acontecerá também a separação. E a razão é simples: a igreja será levada para o céu, para a glória celestial, e no céu não há lugar para “replicantes”.

Quem é você? Um discípulo de Jesus de verdade ou um “replicante”? Como replicante você até pode perambular pela igreja enquanto ela estiver “por aqui”, mas não se esqueça de que para ir com ela ao seu “destino final” você precisa ser discípulo.

Deixe de ser replicante, torne-se um discípulo de verdade! Arrependimento é fé em Jesus é o que se requer de uma pessoa para que ela seja redimida e tornada em discípulo de verdade. (Leia Mateus 3.1-12; Mateus 4.12-17. João 3.16-18 e Atos 4.12)

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

terça-feira, 1 de novembro de 2011

UM GRANDE DESAFIO

 

UM GRANDE DESAFIO                      

1) Leia Tiago 4:1-12

2) O maior sucesso do circo era a bela domadora. Ela controlava completamente as feras. A uma ordem sua, o leão mais feroz colocava as patas em volta do seu pescoço e roçava o focinho com delicadeza nela. O público aplaudia estrondosamente. Menos um homem, que declarava ao apresentador: "Qual é a graça? Qualquer um pode fazer isso!" Aí, o chefe do picadeiro o desafiou: "Quer experimentar?" - "Quero", respondeu o homem, acrescentando: "Tira o leão daí que eu vou!"

3) Disse certa vez o escritor inglês G. K. Chesterton que "em rio abaixo desce qualquer coisa morta. Mas para subir um rio é preciso estar vivo".

4) Nós não estamos indo “rio abaixo”; nossa caminhada é “rio acima”, contra a “correnteza”, e há muitos obstáculos, muitos desafios a serem transpostos.

5) O desafio do texto em questão diz respeito às paixões humanas. As paixões humanas (coisas pelas quais os homens têm um intenso desejo) são muito fortes e nem sempre é fácil sair vitorioso sobre elas.

6) Os crentes não estão livres...

7) A Palavra de Deus nos diz que a vida neste corpo mortal é marcada por uma constante luta entre a carne e o espírito.

8) Mas os crentes em Jesus têm o desafio

a. de vencer,

b. de crucificar a carne com suas paixões e concupiscências

c. e dar lugar à manifestação do fruto do Espírito que em nós habita,

d. pois “de um mesmo manancial não pode fluir água doce e salgada ao mesmo tempo;

e. e uma figueira não pode produzir azeitonas, e nem uma oliveira figos.

9) Mas isso não será algo fácil. Trata-se de um desafio, um grande desafio!

10) Apesar de não ser fácil, precisamos vencer a batalha, pois, além de ser (e por ser) contrário à vontade de Deus o dar vazão às paixões desenfreadas, o crente sentir-se-á

a. miserável,

b. lamentará e chorará diante da derrota;

c. o riso momentâneo da satisfação do desejo desenfreado logo transforma-se em pranto e tristeza.

11) Como vencer?

12) O texto nos dá essa informação, e vamos vê-la logo após vermos algumas consequências de se ceder às paixões, também apresentadas no texto.

I. Conseqüências do ceder às paixões

1.1. Guerras e Pelejas

“Donde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” (Tiago 4:1 RC)

“De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” (Tiago 4:1 RA) –

“De onde vêm as lutas e as brigas entre vocês? Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês.” (Tiago 4:1 BLH)

1) Quando as coisas do mundo se nos apresentam quais tesouros que valem a pena ser adquiridos a qualquer custo, isso pode gerar conflitos internos e externos.

2) O desejo por prestígio, por exemplo, quando domina o nosso coração, faz com que nossa vida se transforme em uma arena de competições.

3) Veja esse texto: “Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus: - Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou.” (Lucas 12:13 BLH). Houve uma briga entre irmãos por causa do amor ao dinheiro, da ganância...

4) Ceder às paixões provoca peleja, desunião...

1.2. Oração não respondida

“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” (Tiago 4:3 RC)

“pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tiago 4:3 RA)

“E, quando pedem, não recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres.” (Tiago 4:3 BLH)

1) O desejo desenfreado por satisfazer as paixões desenfreadas, neutraliza o poder da oração.

“Se alguém ora apenas por coisas que venham a satisfazer os seus próprios desejos, a oração é egoísta. Deus não pode responder a essa oração, pois o atendimento a tais pedidos levaria a pessoa a caminhos pecaminosos” (Revista Atitude, 4º trimestre de 1998, p. 13.)

2) Deus não atende aos pedidos mal feitos, com motivos errados, concedendo coisas para serem gastas em nossos próprios deleites, em nossos próprios interesses, sem a mínima intenção de aprofundarmos nossa relação com Ele.

1.3. Inimizade com Deus

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4 RC)

1) Se dermos vazão às nossas paixões e nos tornarmos amigos do mundo, tornar-nos-emos inimigos de Deus.

2) Não se trata de ser amigo das pessoas do mundo, mas do estilo de vida dessas pessoas.

1.4. Maledicência

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.” (Tiago 4:11 RC)

1) Quando cedemos às paixões a maledicência é praticamente inevitável. E esse é um pecado terrível. Veja o que diz Tiago:

“É isto o que acontece com a língua: Mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama! A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas.” (Tiago 3:5-6 BLH)

II. Como vencer as paixões

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração. Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.” (Tiago 4:7-10 RC)

1) Estes versículos mostram como vencer as paixões:

a. Os crentes devem ser obedientes: “Sujeitai-vos, pois, a Deus...”

b. Os crentes devem se opor ao diabo: “...resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

c. Os crentes devem se aproximar de Deus: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.”

d. Os crentes devem purificar a sua conduta: “Limpai as mãos...”

e. Os crentes devem purificar as suas motivações: “...purificai o coração.”

f. E, se já se acham atolados no lamaçal do pecado: “...converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor...”

2) Quando tudo isso for feito em sinceridade de coração, diz-nos o texto que: “...ele [o diabo] fugirá de vós.”, e, “...ele [Deus] se chegará a vós.”

3) Tudo isso, é óbvio, é operado pelo Espírito Santo de Deus. Mas precisamos deixá-lo agir em nossa vida. Gálatas 5:16 diz: “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16 RC)

Conclusão

1) Ter um correto viver cristão é um grande desafio; é difícil, mas é possível, pelo Espírito Santo de Deus.

2) Comece a observar seus pensamentos, seu falar, seu agir, sua conduta, etc., e, se tem algo a ajustar, clame ao Senhor, peça socorro, disponha-se a ajustar, abra o seu coração à atuação de Deus por intermédio de Seu Espírito.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VOCÊ É UMA REFERÊNCIA?

VOCÊ É UMA REFERÊNCIA?

01. Você é uma referência?

02. Essa é a questão tema de nossa reflexão hoje.

03. Uma das definições do termo “referência” é “padrão, modelo ou algo a ser imitado”.

04. E essa é a definição de referência que quero que vocês tenham em mente para essa presente reflexão.

05. Agora, com essa definição bem gravada em nossa mente, torno a perguntar: “Você, como cristão, como crente em Jesus, é uma referência?” – Você pode dizer que sua vida cristã pode servir de modelo ou padrão a ser imitado?

06. Paulo podia. Tanto podia que ele mesmo chegou a dizer aos Coríntios: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11.1)

07. Nilson Dimárzio, em das antigas edições de O Jornal Batista conta acerca de um chinês que fazia profissão de fé; a esse chinês foi perguntado:

"Quando você ouviu pela primeira vez o Evangelho?" Sua resposta foi esta: "Eu nunca ouvi o Evangelho. Eu vi o Evangelho na de um homem que era o terror da sua vizinhança, pela sua truculência e agressividade e que, ao aceitar Cristo como Salvador e Senhor, teve sua vida totalmente mudada. Não, eu nunca ouvi o Evangelho. mas eu vi o Evangelho na vida daquele homem".

08. “Eu VI o evangelho na vida daquele homem...” – Isso é ser referência

09. Vejamos agora algumas qualidades que possui aquele que serve de referência:

a. Serve de referência aquele que honra a Deus e às coisas que dizem respeito a Deus.

b. Serve de referência aquele que ama como Jesus amou – ama até mesmo aos seus inimigos (Mateus 5.48);

c. Serve de referência aquele que perdoa e faz bem a quem o odeia e ora pelos que o maltratam e perseguem (Mateus 5.48);

d. Serve de referência aquele que anda a segunda milha (Mateus 5.41);

e. Serve de referência aquele que oferece a outra face (Mateus 5.39);

f. Serve de referência aquele que busca em primeiro lugar o reino e a justiça de Deus (Mateus 6.33);

g. Serve de referência aquele que refreia a sua língua e não maldiz, não vive a fofocar e a dizer palavras torpes (Tiago 1.26);

h. Serve de referência aquele que está ligado a Cristo e dá bons frutos (João 15);

i. Serve de referência aquele que manifesta o fruto do Espírito que se caracteriza pelo amor, pela alegria, pela paz, pela longanimidade, pela benignidade, pela bondade, pela fidelidade, pela mansidão e pelo domínio próprio (Gálatas 5.22 e 23).

j. Serve de referência aquele que busca as “coisas que são de cima” (Colossenses 3.1);

k. Serve de referência aquele que pensa nas “coisas que são de cima” (Colossenses 3.2)

l. Serve de referência aquele que se despe – ou se deixa despir – de tudo aquilo que não é “de cima” e se reveste – ou se deixa revestir – de tudo aquilo que “de cima” é. (Colossenses 3)

m. E por aí vai...

11. Agora, saiba que todo crente é chamado para ser referência. Quando Jesus disse o que Mateus registrou no capítulo 5: “Vós sois o sal da terra...” e “Vós sois a luz do mundo” e “... resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus”, ele estava dizendo aos seus discípulos “de lá” e “de cá”, do passado e do presente: “Sejam referência; sejam um modelo do tipo de vida que Deus deseja para cada um de seus filhos”

12. Você tem sido essa referência que Jesus o comissionou para ser?

13. Pense nisso... ore sobre isso...

Pr. Walmir Vigo Gonçalves – Agosto de 2011

UM PERIGO NAS PROJEÇÕES LUMINOSAS

UM PERIGO NAS PROJEÇÕES LUMINOSAS

Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho - Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 16.10.11

Muitas igrejas sinalizam as partes do culto com imagens luminosas. Principalmente no tópico sobre adoração ou na hora dos corinhos. Geralmente são imagens de cenários. Alguém de braços abertos diante do mar, ou dum rio, ou, ainda, do pôr-do-sol. Os itens do culto são marcados por fotos de ambiente externo. Normalmente, a foto é de uma pessoa só, ou de uma família. Como a de uma família esbelta, vestida de branco, calças arregaçadas, andando pela praia, de mãos dadas. Esta ilustra a comunhão ou o momento de intercessão. Não sei se irão orar a Iemanjá. Até “O Jornal Batista” adotou esta prática de ilustrar seus artigos com imagens de cenários externos à igreja. Principalmente de uma pessoa diante da natureza.

Preocupa-me a mensagem passada com estas projeções. Tira-se o foco do local de reunião e se projeta para um lugar paradisíaco, como se a igreja fosse “um porre”. Seria bom estar lá fora. Associa-se o culto com o ambiente externo, e foca-se a pessoa. Há três perigos nisto.

O primeiro é a privatização da adoração. O que se mostra não são pessoas no culto, mas uma pessoa, na natureza. Não é a reunião do povo de Deus, mas a adoração pessoal. O coletivo dá lugar ao indivíduo. O que vale é o que a pessoa faz e como ela se sente. A igreja não é relevante. O referencial está fora dela e é vivido pela pessoa.

O segundo é que adoração passa a ser contemplação da natureza, e não adoração a um Deus pessoal, com a família de Deus. Cultuar a Deus torna-se admiração, êxtase, gestual, não reflexão que leva à ação. A ética é omitida. Deus é mais o Criador que o Redentor. É mais a Força que o Santo. Adoração é contemplar a criação, e não se render diante do Redentor. Por isso, a igreja evangélica no Brasil, que enfatiza tanto o êxtase e o ruído, tem problemas sérios com ética e caráter.

O terceiro é a desidratação da Igreja. Ela é irrelevante. Pode se adorar a Deus vendo o mundo externo, ao invés de ficar cá dentro, ouvindo a Palavra. Valorizam-se os sentimentos e não o culto público. Por isso, vez por outra, neste culto a si mesmo, há quem diga: “Não preciso da Igreja para seguir a Jesus”. De onde tirou tal tolice? Esta declaração já mostra que não está seguindo a Cristo, mas sua idéia própria. Jesus amou e fundou a Igreja. Ele nos inseriu nela. Crentes combatentes da Igreja são vaidosos, cheios de si, ou estão em pecado. Ou, ainda, ruins de relacionamento. Não sabem viver em grupo e o atacam.

O culto não é contemplar a natureza, mas é a reunião do povo de Deus. A salvação é individual, mas não individualista. Por isso, menos foco na natureza, e mais no povo de Deus. Mais foco no ambiente interno, a comunhão dos santos, e menos no ambiente externo e na pessoa.

Usemos as figuras. Mas cuidado com mensagens subliminares.

Preocupação com os filhos... e netos

  PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS... E NETOS Acordei hoje com essa reflexão na mente. Me lembro bem de meu pai nos levando, a mim e às minhas ...