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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UM PERIGO NAS PROJEÇÕES LUMINOSAS

UM PERIGO NAS PROJEÇÕES LUMINOSAS

Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho - Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 16.10.11

Muitas igrejas sinalizam as partes do culto com imagens luminosas. Principalmente no tópico sobre adoração ou na hora dos corinhos. Geralmente são imagens de cenários. Alguém de braços abertos diante do mar, ou dum rio, ou, ainda, do pôr-do-sol. Os itens do culto são marcados por fotos de ambiente externo. Normalmente, a foto é de uma pessoa só, ou de uma família. Como a de uma família esbelta, vestida de branco, calças arregaçadas, andando pela praia, de mãos dadas. Esta ilustra a comunhão ou o momento de intercessão. Não sei se irão orar a Iemanjá. Até “O Jornal Batista” adotou esta prática de ilustrar seus artigos com imagens de cenários externos à igreja. Principalmente de uma pessoa diante da natureza.

Preocupa-me a mensagem passada com estas projeções. Tira-se o foco do local de reunião e se projeta para um lugar paradisíaco, como se a igreja fosse “um porre”. Seria bom estar lá fora. Associa-se o culto com o ambiente externo, e foca-se a pessoa. Há três perigos nisto.

O primeiro é a privatização da adoração. O que se mostra não são pessoas no culto, mas uma pessoa, na natureza. Não é a reunião do povo de Deus, mas a adoração pessoal. O coletivo dá lugar ao indivíduo. O que vale é o que a pessoa faz e como ela se sente. A igreja não é relevante. O referencial está fora dela e é vivido pela pessoa.

O segundo é que adoração passa a ser contemplação da natureza, e não adoração a um Deus pessoal, com a família de Deus. Cultuar a Deus torna-se admiração, êxtase, gestual, não reflexão que leva à ação. A ética é omitida. Deus é mais o Criador que o Redentor. É mais a Força que o Santo. Adoração é contemplar a criação, e não se render diante do Redentor. Por isso, a igreja evangélica no Brasil, que enfatiza tanto o êxtase e o ruído, tem problemas sérios com ética e caráter.

O terceiro é a desidratação da Igreja. Ela é irrelevante. Pode se adorar a Deus vendo o mundo externo, ao invés de ficar cá dentro, ouvindo a Palavra. Valorizam-se os sentimentos e não o culto público. Por isso, vez por outra, neste culto a si mesmo, há quem diga: “Não preciso da Igreja para seguir a Jesus”. De onde tirou tal tolice? Esta declaração já mostra que não está seguindo a Cristo, mas sua idéia própria. Jesus amou e fundou a Igreja. Ele nos inseriu nela. Crentes combatentes da Igreja são vaidosos, cheios de si, ou estão em pecado. Ou, ainda, ruins de relacionamento. Não sabem viver em grupo e o atacam.

O culto não é contemplar a natureza, mas é a reunião do povo de Deus. A salvação é individual, mas não individualista. Por isso, menos foco na natureza, e mais no povo de Deus. Mais foco no ambiente interno, a comunhão dos santos, e menos no ambiente externo e na pessoa.

Usemos as figuras. Mas cuidado com mensagens subliminares.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O POVO CRENTE: UM POVO RELEVANTE

O POVO CRENTE: UM POVO RELEVANTE




tnPessoas_003001. Oséias, quando lemos seu livro percebemos, foi um profeta usado por Deus para anunciar juízo ao povo.

02. É certo que ao fim ele anuncia o perdão mediante arrependimento, mas as mensagens de juízo são predominantes em seu ministério, e consequentemente, no livro que escreveu.

03. Mas o que aconteceu com povo para que Deus, através do profeta Oséias, lhes enviasse todas aquelas mensagens de juízo?

04. Tenho uma anotação de seis acontecimentos que alguém apontou como sendo causas claramente perceptíveis quando lemos o livro de Oséias. Infelizmente não anotei e não me recordo mais de quem fez tal apontamento (se alguém souber me informe para dar os devidos créditos); mas vamos lá:

a. Faltou verdade – “OUVI a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade...” (Oséias 4:1 DO)

i. Verdade (‘emeth) = fidelidade, credibilidade, estabilidade, constância.

ii. Eles não eram verdadeiros porque a verdade (de Deus) não dominava os seus corações.

iii. A palavra traduzida por verdade em Oséias é uma forma contrastada de uma outra palavra que tem o sentido de alguém em quem a gente pode confiar, pode se apoiar, porque é fiel. Faltou a eles essa qualidade.

b. Faltou benignidade – “OUVI a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade...” (Oséias 4:1 DO)

i. Benignidade é a qualidade que leva à realização de feitos bondosos – é o amor em ação. Faltou a eles essa qualidade.

c. Faltou conhecimento de Deus – “OUVI a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra.” (Oséias 4:1 DO)

i. Eles, mesmo sendo o povo de Deus, não conheciam a Deus.

d. Havia ajuntamento muito maior quando outras coisas estavam envolvidas do que “simplesmente” em torno do Senhor – “E não clamaram a mim com seu coração, mas davam uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam.” (Oséias 7:14 DO)

e. Faltou dar valor à Palavra de Deus – “Escrevi para eles as grandezas da minha lei; mas isso é para ele como cousa estranha.” (Oséias 8:12 DO)

f. Havia uma recusa por servir verdadeiramente a Deus – “Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; bem que clamam ao Altíssimo, nenhum deles o exalta.” (Oséias 11:7 DO)

05. A consequência imediata de tudo isso foi que eles ficaram entre as nações como algo sem valor: “Israel foi devorado: agora está entre as nações como um vaso em que ninguém tem prazer.” (Oséias 8:8 DO).

06. Eles se tornaram irrelevantes.

07. Amados, em tempos em que pregamos a necessidade de sermos relevantes em nossa sociedade, perguntemo-nos:

a. Qual a relevância de nossa igreja para o local onde ela está inserida?

b. Que diferença faria se ela fechasse hoje?

i. Nenhuma?

ii. Pequena?

iii. Grande?

08. E se chegarmos à conclusão de que somos pouco relevantes, perguntemo-nos também:

a. Qual(is) a(s) razão(ões)?

b. Seriam as mesmas do tempo de Oséias?

09. É tempo de sermos relevantes! Para isso:

a. é preciso que nos tornemos crentes mais verdadeiros do que já somos;

b. é preciso que sejamos crentes mais benignos do que já somos;

c. é preciso que sejamos crentes que estejam empenhados em uma busca constante por conhecer a Deus mais do que já conhecemos;

d. é preciso que sejamos crentes que se preocupam, mais do que já nos preocupamos, em nos ajuntarmos por causa e em torno do Senhor mais do que por causa em torno de qualquer outra coisa;

e. é preciso que sejamos crentes que deem valor a Palavra de Deus, mais, muito mais do que já estamos dando;

f. e é preciso que sejamos crentes que estejam verdadeiramente dispostos a servir ao Senhor.

10. Assim, faremos grandes coisas para o Senhor, seremos bênção para a sociedade em que vivemos e seremos naturalmente relevantes.

11. Pensemos nisso!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

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Não existe "guarda compartilhada" entre Deus e Satanás.

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