sábado, 9 de julho de 2011

O PODER DO AMOR

O PODER DO AMORPartedocorpo007

O amor é uma virtude muito poderosa, a mais poderosa de todas. Paulo, em 1 Coríntios 13, diz que sem ele, ainda que a pessoa possua uma série de outras qualidades (dons), ela nada seria.

Platão, em “Banquete”, diz, sobre o amor, que ele supre bondade e bane a maldade; que ele oferece amizade e perdoa a inimizade; que ele é a alegria do bondoso e a maravilha do sábio; que em cada palavra, trabalho, desejo, temor, ele é o piloto, o camarada, o ajudador, o melhor e mais brilhante orientador, em cujos passos deve seguir todo homem.

Alguns provérbios italianos dizem sobre o poder do amor:

“O amor governa sem a lei”

“O amor governa o seu reino sem a espada”

“O amor é o senhor de todas as artes”

Li em determinado lugar uma belíssima história sobre o poder do amor:

“Um homem contou a história de que ele foi, certa vez, conselheiro em um acampamento de igreja que abrigava meninos pequenos. Um dos meninos que estava no acampamento tinha sido vítima de paralisia cerebral, e os outros meninos se divertiam com ele, imitando os seus gestos descontrolados e, de maneira geral, tornando a vida dele uma miséria. Um dos meninos deveria fazer um breve sermão na última noite do acampamento, e os colegas resolveram que o candidato certo para o trabalho era o menino com paralisia cerebral. Eles se divertiriam enquanto ele lutasse por expressar-se. Portanto, o pobre menino seria a “diversão”, o “espetáculo” daquela noite. Os risos já se tinham espalhado por toda a jovem audiência quando o menino subiu ao púlpito. Ele conseguiu gaguejar o seu sermão bem simples dizendo que tinha três coisas para compartilhar com os outros: 1) A Primeira é que ele sabia que Deus o amava; 2) A Segunda era que ele sabia que Deus amava a todos eles; 3) Portanto, a Terceira coisa, segundo ele assegurou aos outros meninos, era que ele próprio os amava. Toda a audiência prorrompeu em lágrimas e vidas foram transformadas naquela noite. Por quê? É porque o amor estava presente... E nos anos que se passaram, vários dos meninos que tinham estado naquele acampamento confessaram que, pela primeira vez, naquela noite, sentiram a presença de Jesus, e muitos se consagraram ao serviço cristão.”

“Limites de pedra não podem conter o amor, e o que o amor pode fazer, isso o amor ousa tentar” (Shakespeare, em “Romeu e Julieta”)

Amados, amemo-nos incondicionalmente uns aos outros com amor fraterno. Lembremo-nos do que Jesus disse: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35 RA)

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Walmir

O QUE VIRAM EM TUA CASA?

 

O QUE VIRAM EM TUA CASA?

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1. Em 2 Reis 20:12-19 temos uma história interessante da qual podemos tirar uma preciosa lição. Leia em sua bíblia esse texto.

2. Ezequias, depois que Israel se dividiu em dois (Israel e Judá), foi o 13o rei em Judá. Tinha 25 anos quando começou a reinar, e reinou por 29 anos, de 715 a 686 a.C. Na época de seu reinado Isaías era profeta em Judá. Foi um excelente rei. Em 2 Reis 18.5 está escrito sobre ele:

“No SENHOR, Deus de Israel, confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” (RC)

3. Dentre os seus feitos:

“fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai. Este tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã. No SENHOR, Deus de Israel, confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. Porque se chegou ao SENHOR, não se apartou de após ele e guardou os mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés. Assim, foi o SENHOR com ele; para onde quer que saía, se conduzia com prudência; e se revoltou contra o rei da Assíria e não o serviu.” (2 Reis 18:3-7 RC)

4. Na época de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, por duas vezes tentou invadir Judá, mas sem sucesso, pois Ezequias levou o assunto ao Senhor.

5. Ezequias é mais conhecido, no entanto, pelo fato de Deus ter-lhe prolongado a vida por mais quinze anos (veja 2 Reis 20.1-11)

6. Vemos, então, que Ezequias era um homem extraordinário, aprovado e abençoado por Deus.

7. Porém, em determinado momento de sua vida, cometeu uma insensatez, a que está narrada no texto que pedi que você lesse no início. A insensatez de Ezequias foi mostrar aos mensageiros babilônios apenas o que de material havia em seu reino, perdendo assim uma grande oportunidade de glorificar a Deus. Glorificou a si mesmo ao invés de glorificar a Deus.

8. Ezequias, o rei modelo, caiu no mundanismo.

9. Os bens materiais, que da benigna mão de Deus recebera, lhe valiam mais que a glorificação do Senhor. Só o que satisfazia o seu orgulho carnal é que foi mostrado. A bondade, graça e misericórdia de Deus haviam sido esquecidas.

10. Que diferença daquela senhora idosa que morava no pátio da igreja, a quem o prefeito da cidade solicitou que lhe mostrasse o templo que estava sendo construído. Essa senhora mostrou-lhe o templo, como lhe fora solicitado, mas não se esqueceu de mostrar também ao prefeito a glória de Deus em Sua Palavra.

11. Que diferença do apóstolo Paulo, que confessou em nada ter a sua vida por preciosa, contanto que cumprisse a carreira que Deus lhe propusera.

12. Que diferença de Jesus, que, embora sendo Deus, não usou isto para a sua própria vantagem enquanto homem; antes, esvaziou-se, humilhou-se a si mesmo e fez-se servo de todos.

13. Mas não vamos apedrejar Ezequias por causa de seu erro. Apesar de tudo ele foi um grande rei nas mãos de Deus. Tomemos esse erro de Ezequias apenas como referência de algo a ser evitado.

14. Perguntemo-nos: “O que vêem as pessoas quando vão à nossa casa? O que vêem as pessoas quando olham para a nossa vida?”

15. Em 2 Coríntios 4.5-7 Paulo diz:

“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”. (RC).

16. Esse texto mostra o que as pessoas precisam ver em nós e como nos devemos comportar:

a. As pessoas devem ver em nós Jesus. Precisamos apresentar as boas novas de Jesus, a Glória de Deus e não a nossa.

b. Devemos nos comportar como o que de fato somos: vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e a Ele seja dada a glória.

17. Nos versos 16 a 18 o Profeta Isaías apresenta a Ezequias quais seriam as conseqüências de sua insensatez.

18. Ezequias nem confessou o seu pecado para ver se Deus mudava o castigo. Satisfez-se em desfrutar a paz pelo resto de seus dias.

19. E o que Isaías predisse se cumpriu nos dias em que Nabucodonosor reinou sobre a Babilônia. Veja Daniel 1.1-2 e 5.2-3.

20. O pecado traz conseqüências. Principalmente quando não o confessamos.

21. O que as pessoas têm visto em sua casa? O que as pessoas têm visto em sua vida? O que os teus filhos têm visto em tua vida?

Pr. Walmir

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O CRENTE–ÁUDIO

O CRENTE

MENSAGEM BÍBLICA EM ÁUDIO E TEXTO

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O CRENTE

Objetivo: Mostrar que o verdadeiro crente, por ser cidadão do céu, deve apresentar-se, em muitos aspectos, diferente daqueles que pertencem ao mundo.

Texto Bíblico: Romanos 12

Introdução.

01. Conta-se que certa vez um missionário pregava a um certo grupo de mulheres indianas. Num dado momento, uma delas levantou-se e saiu. Pouco tempo depois ela voltou e continuou a ouvir a pregação. Após o culto o missionário perguntou-lhe qual a razão de haver saído e voltado. E ela lhe respondeu: - “Fui perguntar ao seu criado se o senhor realmente praticava no seu lar os preceitos que estava recomendando do púlpito. Como a resposta foi afirmativa, não tive dúvida em voltar para ouvir falar mais acerca dos ensinos de Jesus”.

02. Já uma outra história nos diz de um jovem budista que estava trabalhando em uma pesquisa sobre as doutrinas básicas do cristianismo, e, particularmente, sobre a vida de Cristo. Em meio a essa pesquisa o jovem declarou a um seu colega de universidade, cristão: “O seu Cristo é deveras sublime, admirável, maravilhoso, mas, lamentavelmente, muitos dos que proclamam professar o seu credo não procuram ser semelhantes a ele”.

03. Qual a razão disso? A razão está no fato de existirem crentes e “crentes”.

04. Qual o significado da palavra crente? Alguns dicionários definem crente como alguém religioso, alguém que é adepto de determinado seguimento religioso. Mas nós sabemos que nem todas as pessoas que são adeptas de algum seguimento religioso são crentes no verdadeiro sentido da palavra.

05. O verdadeiro crente, biblicamente falando, é aquele indivíduo que, arrependido de seus pecados, recebeu a Cristo, pela fé, como seu único e suficiente Salvador, e deixou de viver para si mesmo e passou a viver pra Ele.

06. Esse crente, verdadeiro, é, como mostra Paulo em Filipenses 3.20, um cidadão celestial, e, como tal, deve apresentar-se, em muitos aspectos, diferente daqueles que pertencem ao mundo.

07. O texto que lemos mostra-nos isso de forma clara. Estudemos três pontos dentro do mesmo.

1) O crente deve ser diferente do mundo (vs. 1-2)

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.(Romanos 12:1-2 RC)

01. Dizer que o crente não deve conformar-se com esse mundo equivale a dizer que ele deve ser diferente do mundo.

02. Como, em que sentido o crente deve ser diferente do mundo?

03. Ser diferente do mundo não significa observar o que o mundo faz, da maneira como faz, os motivos pelos quais faz, e fazer diferente. Seria algo muito complicado isso.

04. Ser diferente do mundo significa que, nas palavras de John Murray: “estamos planejando nossas vidas por aquelas condições requeridas pelos interesses e pelas esperanças da era vindoura”. E se assim agimos, naturalmente seremos diferentes em muitas coisas.

05. O crente deve ser diferente

a. na maneira de lidar com as pessoas,

b. na maneira de se vestir,

c. na maneira de lidar com os seus negócios,

d. nas suas conversas,

e. na maneira de servir como empregado,

f. na maneira de agir para com os seus empregados,

g. na maneira de agir diante dos atos de violência, desonestidade e outros cometidos contra ele;

h. o crente não aprova e não participa de muitas festividades, como o carnaval, por exemplo;

i. o crente não freqüenta boates, salões de bailes ou locais semelhantes;

j. o crente evita a prática sexual antes do casamento;

k. o crente procura ser fiel ao seu cônjuge;

l. o crente não vive uma vida mentirosa;

m. enfim, há uma infinidade de coisas em que o crente se comporta diferentemente do mundo em geral.

06. Mas, não há muita gente no mundo que age semelhantemente? Onde está a diferença então?

a. A diferença está na motivação.

b. A diferença está em o que leva uns e outros a agirem da maneira que agem.

c. O crente age como age por amor a Cristo.

d. O crente não age de acordo com a orientação da Palavra de Deus porque o pastor ou a igreja mandou, o crente age assim porque ele ama a Cristo.

2) O crente deve estar cônscio de que, junto com os outros crentes, forma um só corpo – o de Cristo (vs. 3-5)

“Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros”.(Romanos 12:3-5 RC)

01. Analisemos alguns princípios básicos, princípios estes propostos por R. N. Champlin em O N. T. Interp. Vers. Por Vers.: (Obs. o fato de eu citar Champlin ou qualquer outro autor não significa que ele seja correto em tudo o que escreve – com respeito a Champlin, apesar de ser uma boa fonte de consulta, há alguns de seus escritos que diferem da fé evangélico em geral, incluindo a minha fé, mas o que coloco nesse texto é algo muito bom e de acordo com o que cremos)

a) Existem muitos membros, o que importa em multiplicidade. Cada um deles exerce a sua respectiva função; e cada uma dessas funções é importante para a vida coletiva da igreja, onde nenhum membro individual funciona com exclusividade. Por conseguinte, há uma importância decisiva em cada um, embora tal importância não deva ser exagerada; pois o exagero da importância individual é uma falsidade, inclinando os indivíduos ao orgulho pessoal. Nenhum membro de igreja tem o direito de mostrar-se orgulhoso, porquanto depende de todos os outros...

b) Considerados juntamente, todos os membros de uma igreja constituem uma unidade, unidade essa em torno da pessoa de Cristo. Aqueles que estão verdadeiramente vinculados em tal unidade, dificilmente podem mostrar-se espiritualmente altivos, porquanto o orgulho da unidade consiste na combinação de todos, tendo como centro o Senhor Jesus Cristo, que é o “cabeça” do corpo, ou, conforme outras considerações, que é a “alma” da igreja. Conforme qualquer desse ponto de vista, a igreja é o seu corpo ou veículo de ação; mas o próprio Cristo é a vida e a glória do organismo espiritual.

c) Cada crente individual é membro uns dos outros. Cada qual está vinculado aos demais na condição de membro. Isso porque possuem uma “vida em comum”, um propósito comum, e todos eles, juntamente, embora representem muitas funções, têm uma função em comum. Cada membro precisa de todos os outros membros. Cada qual é indispensável para os demais.

d) Existe uma unidade essencial, mas não da espécie em que a individualidade, a importância do crente individual, se perde. Essa individualidade é perfeitamente preservada, mas não às expensas dos outros crentes individuais, e certamente não às expensas da unidade do corpo. Aquele que enfatiza a sua importância de maneira exagerada destrói tanto a “unidade” quanto a “importância” do organismo inteiro. Desta forma, não está agindo como autêntico [membro] espiritual no corpo, mas ter-se-á tornado uma força destruidora que enferma e debilita o corpo.

e) O vocábulo aqui traduzido por “corpo” expressa uma “vida”, isto é, a vida em Cristo. Por conseguinte, não existem membros autênticos que não tenham sido regenerados pelo Espírito Santo. ... [Se tal regeneração não se manifesta na vida de um indivíduo, pode se duvidar, com toda razão, se o tal realmente faz parte do corpo de Cristo].

f) O valor de cada membro é retido, mas somente até onde ele está relacionado aos outros membros, porque todos são valiosos, em vista de formarem o corpo de Cristo. Nenhum membro, isoladamente considerado, pode representar o corpo de Cristo, motivo também pelo qual nenhum deles tem o direito de tentar destacar-se acima dos demais, preocupando-se com sua própria promoção e importância. Se assim o fizer, menos se preocupará com Cristo e com a exaltação da pessoa de Cristo.

3) O crente deve entregar-se por completo nas mãos do Senhor, inclusive no que respeita à sua defesa diante de outros que se lhe apresentam como inimigos (vs. 17-21)

“A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.(Romanos 12:17-21 RC)

01. Façamos algumas considerações da mensagem desse texto:

a. O crente não deve tornar mal por mal – Isto é, o crente jamais deve entregar-se à retaliação vingativa.

b. O crente deve procurar as coisas honestas perante todos os homens – Isto é, o crente deve viver de forma honrosa perante os homens, em tudo.

c. O crente deve, se possível, no que depender dele, ter paz com todos os homens – Isto é, o crente deve fazer tudo quanto está ao seu alcance para preservar a harmonia tanto com a comunidade fora da igreja como com os indivíduos em particular. Mas nem sempre isso é possível, especialmente quando a manutenção dessa harmonia exigir o ferir os padrões de Deus para as nossas vidas. Um exemplo: Imaginemos que você conheça uma família onde todos professam fanaticamente uma religião que você sabe não estar de acordo com a Palavra de Deus. Você se dá bem com essa família. É amigo de longa data dessa família. Mas, inesperadamente, alguém dessa família se interessa pelo evangelho e lhe procura. Você o traz na igreja e começa a ministrar, em sua casa, um estudo bíblico para ele. Os demais membros da família, ao descobrirem, naturalmente, ficam furiosos, e a harmonia é quebrada. A única possibilidade de retornar à harmonia anterior é abandonar e desfazer (se possível) todo o seu trabalho de evangelização dessa pessoa. Nesse caso é preferível abrir mão da harmonia.

02. Mas a principal consideração que eu gostaria de fazer é a de que o crente deve entregar-se por completo nas mãos do Senhor, inclusive no que respeita à sua defesa diante de outros que se lhe apresentam como inimigos.

“Não leve a cabo sua própria vingança. Deponha as armas. Tire do seu revólver todos os projéteis letais, coloque sua faca vingadora na bainha. Deixe que Deus seja seu defensor”. (Charles Swindoll)

03. O crente deve entregar o juízo a Deus. Isso não significa desejar que o nosso ofensor seja castigado por Deus de alguma maneira. Veja o que diz os versículos 14 e 20: “abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis”. / “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”.(Romanos 12:20 RC)

04. Veja essa história:

Durante a guerra do Kosovo, em 1999, três americanos foram capturados e ficaram reféns por mais de um mês. Após intensas negociações, ocorreu um avanço nestas mesmas negociações e os prisioneiros puderam sair em liberdade. Roy Lloyd fazia parte da delegação que conseguiu a sua libertação. Ele declarou: "Cada um dos três soldados era muito religioso. Um deles, Christopher Stone, não sairia até que lhe fosse permitido ir ter com o soldado que serviu de seu guarda e orasse por ele. Aqui estava um jovem que sabia algo sobre os princípios de Jesus. Ele poderia ter ficado ressentido com as circunstâncias e odiado os seus captores. Ele poderia ter desenvolvido um profundo espírito de vingança. Ele poderia ter carregado uma profunda raiva fruto dessa situação. Mas seguindo o mandamento de Jesus (Mateus 5:44) e o exemplo de Paulo e Silas em Filipos (Atos 16:25-34), ele perdoou ao seu captor e atendeu às suas necessidades. Num mundo onde é comum a retaliação, os crentes são chamados a serem diferentes. Devemos orar pelos que nos perseguem, perdoar-lhes e fazer-lhes bem”.

Conclusão

01. Esse é o crente: alguém diferente do mundo nas práticas, mas principalmente na motivação que o leva a determinada prática; alguém consciente de que é UM membro do corpo de Cristo e que deve viver em harmonia com os demai para que o corpo seja saudável e alguém que se entrega nas mãos do Senhor inclusive no que respeita à sua defesa pessoal diante dos que lhe ofendem.

02. Você pode enxergar essas coisas em sua vida? Você é crente de verdade?

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O POVO CRENTE: UM POVO RELEVANTE

O POVO CRENTE: UM POVO RELEVANTE




tnPessoas_003001. Oséias, quando lemos seu livro percebemos, foi um profeta usado por Deus para anunciar juízo ao povo.

02. É certo que ao fim ele anuncia o perdão mediante arrependimento, mas as mensagens de juízo são predominantes em seu ministério, e consequentemente, no livro que escreveu.

03. Mas o que aconteceu com povo para que Deus, através do profeta Oséias, lhes enviasse todas aquelas mensagens de juízo?

04. Tenho uma anotação de seis acontecimentos que alguém apontou como sendo causas claramente perceptíveis quando lemos o livro de Oséias. Infelizmente não anotei e não me recordo mais de quem fez tal apontamento (se alguém souber me informe para dar os devidos créditos); mas vamos lá:

a. Faltou verdade“OUVI a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade...” (Oséias 4:1 DO)

i. Verdade (‘emeth) = fidelidade, credibilidade, estabilidade, constância.

ii. Eles não eram verdadeiros porque a verdade (de Deus) não dominava os seus corações.

iii. A palavra traduzida por verdade em Oséias é uma forma contrastada de uma outra palavra que tem o sentido de alguém em quem a gente pode confiar, pode se apoiar, porque é fiel. Faltou a eles essa qualidade.

b. Faltou benignidade – “OUVI a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade...” (Oséias 4:1 DO)

i. Benignidade é a qualidade que leva à realização de feitos bondosos – é o amor em ação. Faltou a eles essa qualidade.

c. Faltou conhecimento de Deus“OUVI a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra.” (Oséias 4:1 DO)

i. Eles, mesmo sendo o povo de Deus, não conheciam a Deus.

d. Havia ajuntamento muito maior quando outras coisas estavam envolvidas do que “simplesmente” em torno do Senhor“E não clamaram a mim com seu coração, mas davam uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam.” (Oséias 7:14 DO)

e. Faltou dar valor à Palavra de Deus“Escrevi para eles as grandezas da minha lei; mas isso é para ele como cousa estranha.” (Oséias 8:12 DO)

f. Havia uma recusa por servir verdadeiramente a Deus“Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; bem que clamam ao Altíssimo, nenhum deles o exalta.” (Oséias 11:7 DO)

05. A consequência imediata de tudo isso foi que eles ficaram entre as nações como algo sem valor: “Israel foi devorado: agora está entre as nações como um vaso em que ninguém tem prazer.” (Oséias 8:8 DO).

06. Eles se tornaram irrelevantes.

07. Amados, em tempos em que pregamos a necessidade de sermos relevantes em nossa sociedade, perguntemo-nos:

a. Qual a relevância de nossa igreja para o local onde ela está inserida?

b. Que diferença faria se ela fechasse hoje?

i. Nenhuma?

ii. Pequena?

iii. Grande?

08. E se chegarmos à conclusão de que somos pouco relevantes, perguntemo-nos também:

a. Qual(is) a(s) razão(ões)?

b. Seriam as mesmas do tempo de Oséias?

09. É tempo de sermos relevantes! Para isso:

a. é preciso que nos tornemos crentes mais verdadeiros do que já somos;

b. é preciso que sejamos crentes mais benignos do que já somos;

c. é preciso que sejamos crentes que estejam empenhados em uma busca constante por conhecer a Deus mais do que já conhecemos;

d. é preciso que sejamos crentes que se preocupam, mais do que já nos preocupamos, em nos ajuntarmos por causa e em torno do Senhor mais do que por causa em torno de qualquer outra coisa;

e. é preciso que sejamos crentes que deem valor a Palavra de Deus, mais, muito mais do que já estamos dando;

f. e é preciso que sejamos crentes que estejam verdadeiramente dispostos a servir ao Senhor.

10. Assim, faremos grandes coisas para o Senhor, seremos bênção para a sociedade em que vivemos e seremos naturalmente relevantes.

11. Pensemos nisso!

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

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terça-feira, 28 de junho de 2011

TRÊS FATOS

TRÊS FATOS EM ROMANOS 6.23-26


Pessoa_33101. O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, no capítulo 3, versos 23 a 26, assim se expressa:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. (Romanos 3:23-26 RC)

02. Neste pequeno trecho da Santa Palavra de Deus, que é justo, mas também é amor, encontramos três fatos que, atentando nós para eles, podem mudar o rumo de nossas vidas, aqui e na eternidade.

03. O primeiro fato, expresso no texto de forma simples e direta, é que TODOS OS HOMENS SÃO PECADORES.

04. O Rei Davi, no salmo 51, quando se apresentava inteiramente quebrantado diante do Senhor por causa do horrível pecado cometido contra Urias, com angústia de alma exclamava apelando para as misericórdias do Senhor:

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.

05. Em outras palavras ele estava dizendo: Senhor, a minha iniqüidade é tão grande que, para dela eu ser purificado, é necessário que o Senhor aplique sobre mim misericórdia em multidão. O Senhor está certo em me julgar e me condenar, e o que eu posso fazer é apenas clamar pelas Tuas misericórdias.

06. A seguir Davi expressa a verdade de que ele, assim como toda a raça humana, já nascera pecador. Ele diz: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”.

07. O Espírito Santo de Deus, no trecho que lemos em Romanos, através de Paulo está a nos dizer que essa é a situação de todo ser humano.

08. João, escrevendo sua primeira epístola, logo no primeiro capítulo, no versículo 8, diz-nos que “se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós”

09. Em o evangelho que escreveu João registra, no capítulo 8, o dia em que os escribas e fariseus, no intuito de tentar a Jesus para que tivessem de que o acusar (ou de quebrar a lei de Moisés ou de ser conivente com o apedrejamento de uma mulher), trouxeram uma mulher pega em flagrante adultério, a quem, por causa de seu ato, segundo a lei de Moisés, deveria ser apedrejada. Que dizes tu, mestre? Foi o que eles insistiram em perguntar. E qual não foi a surpresa daqueles homens quando ouviram da boca de Jesus: “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire a pedra contra ela”. Eles ficaram tão surpresos e, certamente vermelhos de vergonha, que saíram um a um, começando pelos mais velhos, sem nada falar, ficando ali apenas Jesus e a mulher. Não havia ninguém entre eles que fosse sem pecado; e também não havia ninguém a que eles pudessem chamar, por ser sem pecado, para atirar a primeira pedra. O único sem pecado era o próprio Jesus, e este não iria atirar pedra naquela mulher. Se fosse possível viajar no tempo e eles tivessem os meios para isso fazer, poderiam retroceder geração por geração até chegar em Adão e não encontrariam ninguém sem pecado. Também poderiam fazer a mesma viagem para frente, para o futuro, geração por geração, até ao momento derradeiro da história da humanidade, que não encontrariam ninguém sem pecado. E a razão disso é que TODOS PECARAM; todos somos pecadores, afirma categoricamente a Palavra de Deus.

10. Atente bem para esse fato, meu amigo, VOCÊ É PECADOR.

a. Você que tem atirado a primeira pedra lembre-se: VOCÊ é pecador;

b. Você que tem apontado o dedo com desdém para os outros lembre-se: VOCÊ é pecador;

c. Você que não tem poupado palavras para difamar maldosamente o seu irmão lembre-se: VOCÊ é pecador;

d. E mesmo você que tem se utilizado das palavras para profeticamente, de forma correta, condenar o pecado pelos outros praticado, ainda que não ao pecador, não se esqueça de que VOCÊ também é um pecador.

e. Você pode e até deve, como Jesus, não aprovar e até denunciar, pregar contra o pecado; você pode, como Jesus, dizer a alguém de quem você tratou acerca de seu pecado: “vá e não peques mais”; mas, diferentemente de Jesus, você não pode se esquecer de que você mesmo é um pecador carente da misericórdia e do perdão do Senhor.

11. O segundo fato encontrado no texto, também colocado de forma simples e direta, diz respeito à conseqüência do pecado. Revela-nos o Espírito Santo através do apóstolo Paulo que todos pecaram e “DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS”.

12. Se o primeiro fato é reconhecido quase que por todo o mundo, este segundo é ignorado por muitos. Mas é um fato absoluto, incontestável. É a palavra de Deus quem o diz. Mas o que significa isso?

a. Significa que o homem está separado de Deus, e pior, separado de uma maneira tal que não há nada nele mesmo que possa propiciar um “reajuntamento”.

13. Newell ilustra:

“Quão triste e horrenda é a condição do homem! Suponhamos que eu me dirigisse a uma audiência da cidade de Nova Iorque e dissesse: “Vamos descer para o bairro de bateria (à beira mar), e saltar dali até Londres”. Alguns jovens vigorosos saltariam uma distância de mais de três metros, mas isto ainda estaria muito aquém de Londres. Alguns talvez não saltassem nem um metro. Mas isto não importa, pois o fato é que todos teriam ficado muito aquém da costa inglesa. E o pior é que aqueles que saltarem mais longe se encontrarão em águas mais profundas! Paulo, o principal dos pecadores, saltou a distância mais longa na corrida da justiça própria, somente para exclamar: “Desventurado homem que sou!”, tendo que descobrir que era mister depositar a sua confiança exclusivamente em Cristo.”

14. Você consegue imaginar essa situação triste? O homem está destituído da glória de Deus e não encontra forças em si mesmo para “pular” para o lado de Deus.

15. Para que fique bem marcado em sua mente a terribilidade dessa situação de separação quero contar para você a história real do final da vida de Sir Frances Newport, que, mesmo instruído na Palavra de Deus, acabou por tornar-se ateu. Newport, nos dias derradeiros de sua vida, acometido por uma doença venérea, atormentado pela expectativa do que lhe estava por vir, exclamou assim:

De onde vem esta guerra ao meu coração? Ah! Se eu pudesse me deitar no fogo que não se apaga durante mil anos para comprar o divino favor! Mas não adianta desejá-lo; milhões e milhões de anos não me colocarão mais perto dos fins dos meus tormentos do que uma só hora! Oh, eternidade! Eternidade!... Ah, as insuportáveis agonias do inferno...[1]

16. Não se esqueça nunca disso: todo homem é pecador e destituído, privado está da glória de Deus. Esta é uma situação terrível! A mais terrível de todas!

a. Você pode ser privado de suas posses materiais, e isso é terrível!

b. Você pode ser privado de viver na presença de amigos queridos dos quais antes pensava que nunca iria se separar, e isso é terrível!

c. Você pode ser privado de sua saúde física, e isso é terrível!

d. Mas nada há que seja mais terrível do que ser privado de estar na presença de Deus na eternidade!

17. O que fazer? Você pode perguntar! O que fazer, pregador, se, conforme você disse, não há nada em mim mesmo que possa me propiciar um “reajuntamento” a Deus?

18. E aqui chegamos ao terceiro fato encontrado no texto sagrado, que é o fato de que O HOMEM NÃO PRECISA CONTINUAR DESTITUÍDO DA GLÓRIA DE DEUS, POIS DEUS MESMO PROVIDENCIOU A SOLUÇÃO E ESTA É O SEU FILHO JESUS.

19. Todos pecaram e separados estão de Deus e não há nada de si mesmos que possam fazer, mas podem entregar-se a Cristo e serem justificados gratuitamente pela redenção que há nele.

a. Em Cristo há Justificação! Quando estamos em Cristo Deus olha para nós e vê não a injustiça que há em nós, mas a justiça que há em Cristo e que a nós foi imputada uma vez que cremos nele e nos rendemos aos seu pés.

b. Em Cristo há perdão dos pecados.

c. Em Cristo há redenção – ele pagou o preço do nosso resgate.

d. Em Cristo Deus se torna propício a nós.

e. Enfim, em Cristo há salvação

20. Diz-se que

Certo mineiro, quando trabalhava em uma mina de carvão, foi deixado para trás por seus companheiros e, quando estava sozinho, de repente, sua lâmpada caiu e apagou-se. Ficou em completa escuridão, e sua única esperança era encontrar um guia seguro para o elevador. Tateando nas trevas, o pé bateu nos trilhos da estrada de ferro pela qual transportavam o carvão. Cautelosamente, foi se movendo com dificuldade, conservando um pé a deslizar pelo trilho. Não podia ver nada, mas conseguia sentir o trilho. Depois de muito tempo, chegou ao pé do elevador e pôde dar o sinal para o mandarem buscar. Em pouco tempo, foi elevado para a superfície, saindo para a gloriosa luz do Sol que lhe mostrou o caminho para casa. Confiando naqueles trilhos, em meio à escuridão, encontrou, enfim, o caminho iluminado.

Nós também temos, neste mundo escuro e tenebroso, um trilho seguro que nos conduz à verdadeira luz eterna. É o único caminho certo. Disse o Senhor Jesus: "Eu sou o caminho" (João 14:6). É o caminho "dos tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Miquéias 5:2). Ver o bom caminho, no entanto, reconhecê-lo, e mesmo amá-lo, não é o bastante. Precisamos andar "por ele". A obediência é a resposta da fé.[2]

21. O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, assim afirmou:

“... se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo... Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados...” (2 Coríntios 5:17-19 RC)

22. Concluo conclamando a você que entregue hoje mesmo a sua vida a Jesus. Tenha mudado, hoje mesmo, o rumo de sua vida, aqui, e principalmente na eternidade.

23. Zaqueu, o publicano, teve um encontro com Jesus, e a ele foi dito: “Hoje veio salvação a esta casa”. Será que o mesmo poderá ser dito de você hoje?

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

Visite também www.igrejabatistanoparqueimperatriz.blogspot.com

 

 


[1] Conforme Lawrence Olson em cd de Pregações Bíblicas.

[2] Ezequias de Souza Silva

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O COMPORTAMENTO…

O COMPORTAMENTO DOS HOMENS PERANTE DEUS E A AÇÃO DE DEUS EM RELAÇÃO A ESSE COMPORTAMENTO.

Salmo 31 – destaque para os vs. 23 e 24

01. Este é um Salmo onde Davi fala sobre seus sofrimentos e a vitória vinda do Senhor.

Podemos dividi-lo em 5 partes[1]:

a. Versículos 1-8: Davi ora ao Senhor;

b. Versículos 9-13: Davi continua orando, lamentando, porém, a angústia física e os perigos pelos quais ele passara;

c. Versículos 14-18: Davi pede a Deus que o livre, e que silencie os seus inimigos;

d. Versículos 19-22: Davi louva a Deus, reconhecendo que Ele guarda os que lhe pertencem;

e. Versículos 23 e 24: Davi exorta aos que esperam no Senhor a que se esforcem, e o Senhor lhes fortalecerá o coração.

02. Quem nunca passou por momentos difíceis?

03. Li em algum lugar que as únicas pessoas que não têm problemas, não passam por dificuldades, estão no cemitério.

04. Isso é verdade só em parte, só em se tratando dos problemas desta vida, sem considerar as dificuldades eternas daqueles que partiram sem Jesus.

05. Peter Marshall disse certa vez que quando desejarmos uma vida sem dificuldades será bom nos lembrarmos que o carvalho cresce mais forte sob a força do vento e que os diamantes só são feitos sob fortíssima pressão.

06. Davi é um bom exemplo de como se comportar em ocasiões de dificuldades – as desta vida. Ele é especialmente exemplo, segundo meu ponto de vista, de sinceridade. O que ele estava sentindo ele colocava diante do Senhor. E ele nos ensina que, de certa forma, a ação de Deus para conosco estará em acordo com o nosso comportamento.

07. Para refletirmos sobre isso, quero analisar três afirmações que encontramos nos versículos aos quais dei destaque no início, os versículos 23 e 24.

I. O Senhor Guarda os Fiéis.

01. “O Senhor guarda os fiéis”. Essa é a primeira afirmação de Davi que quero analisar com os irmãos.

02. Davi teve essa experiência com Deus. Veja o seu louvor a Deus nos versículos 19-22:

a. No v. 19 Davi mostra que Deus tem, guardada para os que O temem, uma grande bondade. Paulo também falou sobre isso em Romanos 11:22.

b. No v. 20 Davi diz que, aos que temem ao Senhor de verdade, Ele os protege nas adversidades.

c. O v. 21 dá-nos a entender que a misericórdia do Senhor para com aqueles que O temem, é ainda mais patente nos momentos mais difíceis da vida.

d. No v. 22 Davi fala sobre sua pressa, o desejo de que tudo fosse resolvido no seu tempo, e não no de Deus. Isso o levou até a enfraquecer na fé, mas, mesmo assim, Deus ouviu a sua súplica.

03. O Senhor tem os fiéis em Suas mãos, e os guarda, mesmo quando permite as adversidades sobre estes.

04. Um exemplo que poderíamos trazer à memória é Jó...

05. Bom, mas esta foi a experiência de Davi, lá no passado. E hoje? E conosco?

06. Hoje, conosco, a história é a mesma. Deus continua o mesmo! Ele não muda. Tiago, em 1.17 diz que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação”.

07. Isso não significa ausência de adversidades. Deus guarda aqueles que Lhe são fiéis mesmo em meio à adversidade e lhes dá forças para, enquanto ela não se dissipa, suportá-la, e crescer em sua fé. E muitas vezes Deus não só nos dá forças, mas nos livra das adversidades.

08. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”, foi a acertada expressão do profeta Jeremias ao escrever suas Lamentações, em 3.22.

09. Eu poderia descrever várias ocasiões que poderiam ter trazido para o contexto de minha vida tribulações; mas o Senhor me guardou, e isso mesmo em algumas dessas ocasiões eu não Lhe estar sendo tão fiel assim; mas Ele me guardou, e me tem guardado, e estou certo de que muitas das tribulações das quais Ele tem me guardado eu sequer cheguei a imaginar a possibilidade de seu acontecimento, porque Deus tem se antecipado a elas em Seu cuidado paterno para comigo. E creio que cada um dos irmãos aqui presentes, parando para meditar um pouco, poderá chegar à conclusão de que esta é também a sua experiência.

10. Passemos à segunda afirmação:

II. O Senhor Retribui com Abundância aos Soberbos.

01. Há uma coisa que Deus também é, da qual muitos se esquecem: JUSTIÇA!. E a justiça de Deus exige punição para quem precisa de punição. É por isso que Davi diz que Deus retribui com abundância aos soberbos.

02. Davi foi um homem que muitas vezes presenciou a justiça de Deus em ação, até mesmo em sua própria vida. Um dos primeiros que ele viu ser atingido pela justiça divina, e por seu intermédio ainda, foi Golias, um tremendo dum soberbo.

03. O salmo 94:2 diz que Deus é o juiz de toda a Terra, e que Ele dá o pago aos soberbos.

04. Nem os servos de Deus escapam de sua justiça, que é aplicada muitas vezes com intenção disciplinadora. Cito alguns exemplos:

a. Jonas;

b. Alguns irmãos da igreja em Corinto, na época de Paulo;

c. Ananias e Safira (a disciplina, nesse caso, serviu para a igreja que se formava, porque esses dois morreram);

d. Israel várias vezes. Veja em especial Juízes 5:32-6:1;

05. Gálatas 6:7 diz o seguinte: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

06. Todos os que se portam soberbamente diante de Deus, todos os que pensam que podem brincar com Ele, todos os que desprezam as Suas orientações, mais cedo ou mais tarde, não havendo arrependimento, receberão a justa e abundante retribuição. Na verdade, colherão aquilo que plantaram, e terão uma colheita “invejável”. Deus não é homem para que nós brinquemos com Ele.

a. Temos sido fiéis a Deus, ou temos nos portado soberbamente em Sua presença?

b. Temos obedecido à Sua Palavra, ou simplesmente a temos ignorado?

c. Antes de pensarmos em viver no erro, estejamos conscientes dessa verdade revelada.

07. Vejamos agora a terceira afirmação que encontramos no texto:

III. O Senhor Fortalece o Coração de Quem se Esforça e Espera N’ele.

01. Agora Davi se dirige aos seus leitores que esperam no Senhor, e diz-lhes: “Esforçai-vos, e Ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor”.

02. Davi estava dando um testemunho de sua própria experiência. Releia os seguintes trechos: 1a; 3a; 5a; 6,7a; 13, 14, 15a. E sentimos a força que Deus lhe deu, nas palavras dos versículos 19-22.

03. Conta-nos uma história que...

... uma pessoa perguntou certa vez a um antigo estadista inglês chamado William Gladstone, como ele podia manter-se tão calmo diante dos grandes e complexos problemas que enfrentava como estadista. Diz-se que, como resposta, Gladstone levou o amigo até o seu dormitório, e mostrou-lhe um quadro pendurado na parede, onde ele podia ler a cada manhã as palavras de Isaías 26:3: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti”

04. Se nós esperarmos inteiramente no Senhor, e confiarmos n’Ele, e formos crentes esforçados, experimentaremos, sem sombra de dúvidas, o fortalecimento interior, vindo de Deus, prometido em Sua Palavra.

Concluindo...

01. Diante do exposto, podemos chegar às seguintes conclusões:

a. Se formos fiéis ao Senhor, não precisaremos temer nada, pois temos a promessa de que Ele nos guardará em quaisquer circunstâncias. Se buscarmos o reino de Deus em primeiro lugar, todas as demais coisas não nos hão de faltar.

b. O que o homem planta, colhe. É bom não sermos soberbos e ignorar as orientações de Deus em Sua Palavra. Deus é amor, mas também é justiça.

c. Aquele que espera e confia no Senhor, de verdade, será um homem dotado de grande força espiritual.

Pr. Walmir Vigo Gonçalves


[1] Divisões extraídas de uma nota de rodapé da “Bíblia Anotada” por Charles Caldwell Ryrie, da editora Mundo Cristão.

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