quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Quem sou eu na videira?

 

QUEM SOU EU NA VIDEIRA?

Em João 15, Jesus fala de si mesmo como sendo a Videira Verdadeira.

E o Pai, diz Jesus, é o Lavrador.

No versículo 5, Ele diz que nós somos as varas – os ramos – dessa videira.

Então, temos uma imagem muito clara: Jesus é a Videira Verdadeira, nós somos os ramos e o Pai é o Lavrador.

Agora, observe o que Jesus diz no versículo 2 sobre o cuidado do Lavrador com a videira, para que ela continue frutificando. A videira está saudável, mas os ramos precisam ser tratados. Alguns precisam apenas ser limpos e podados; outros, porém, precisam ser retirados.

Isso nos coloca diante de uma pergunta séria: Quem sou eu na videira?

Sou um ramo frutífero que precisa apenas de uma poda?

Ou sou um ramo que precisa ser arrancado porque se recusa a frutificar?

Todo servo de Deus precisa cumprir o seu papel. Precisa trabalhar com os “talentos” que Deus lhe confiou, como Jesus demonstra na parábola registrada em Mateus 25.

É preciso trabalhar de acordo com aquilo que recebemos.

Quem recebeu cinco, trabalha com cinco.
Quem recebeu dois, trabalha com dois.
Quem recebeu um, trabalha com um.

O que não podemos fazer, de forma alguma, é esconder o talento.

O que não podemos fazer é simplesmente não fazer nada.

Em outra parte das Escrituras, em Jeremias 48, lemos: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente...”

O contexto é uma profecia contra Moabe e uma advertência àqueles que seriam instrumentos na execução do juízo de Deus. A advertência é para que a obra do Senhor não fosse realizada de maneira negligente, displicente ou preguiçosa. A ideia é clara: a obra de Deus exige seriedade, zelo e obediência. Não pode ser feita de qualquer maneira.

Agora, voltemos a João 15.

Depois de tudo isso, a pergunta continua diante de nós:

Quem sou eu na videira?

Que tipo de ramo sou eu?

Um ramo que precisa apenas de uma poda? Um ramo que precisa ser limpo e tratado para continuar produzindo? Ou um ramo que precisa ser arrancado?

O Grande Lavrador encontrará fruto em mim?

E aqui precisamos entender uma coisa: fruto, nesse contexto, não significa apenas “almas ganhas para Cristo”. Fruto também é amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Fruto é obediência, serviço, evangelização, perseverança, santidade, adoração, oração, perdão, humildade, generosidade, presença...

São virtudes espirituais, virtudes relacionais e atitudes práticas que demonstram que a vida de Cristo está, de fato, produzindo efeitos em nós.

Se essas coisas estão presentes – ainda que de maneira imperfeita – então sou um ramo que o Lavrador continuará limpando, tratando e podando para que produza ainda mais fruto, porque poda também é cuidado. Às vezes, Deus precisa retirar coisas de nós para que possamos produzir mais para Ele.

Mas e se não há fruto?

E se não há mais interesse pela vinha?

E se, mesmo sem dizer isso com os lábios, a minha vida demonstra que pouco me importa se a vinha cresce ou morre?

O que fará o Lavrador?

É Jesus quem responde: “Ele tira.”

E, mais adiante, fala sobre aquele que não permanece nEle: “é lançado fora”.

É uma palavra séria.

Uma palavra que não deveria ser recebida apenas pensando nos outros, mas olhando para dentro de nós mesmos.

Quem sou eu na videira?

Não é uma pergunta para o meu irmão.

Não é uma pergunta para o pastor.

Não é uma pergunta para aquele que está sentado ao meu lado.

É uma pergunta para mim.

Que ramo sou eu?

Estou frutificando?

Preciso de poda?

Preciso ser limpo?

Estou permanecendo na Videira?

Encontrará o Grande Lavrador fruto em mim?

Que cada um de nós tenha coragem para olhar para a própria vida e responder, porque o tempo está passando.

Paulo nos lembra:

“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.” (Romanos 13:11-12 – ARC)

 

Somente pela graça,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

08 de outubro de 2026

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