quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Quero me perder em Deus

 

QUERO “ME PERDER” EM DEUS.

Quero estar em Cristo de tal maneira, tão profundamente, que Ele seja o meu tudo e que todas as outras coisas ocupem o lugar que devem ocupar: o lugar de coisas secundárias.

Quero chegar a esse lugar espiritual em que já não vivo escravo do “ter” ou do “não ter”. Ter ou não ter, possuir ou perder, ser honrado ou esquecido, receber ou não receber – nada disso pode definir minha alegria, porque minha vida está escondida em Cristo.

Quero aprender a dizer com Paulo: _“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é ganho”_ (Fp 1.21).

Não porque a vida aqui não tenha valor, nem porque eu queira fugir dela, mas porque, estando em Cristo, a vida já encontrou seu sentido. E, se um dia a morte vier (e virá, se Cristo antes não voltar), ela não poderá tirar Cristo de mim; apenas me conduzirá à sua presença de maneira ainda mais plena.

Quero viver neste mundo sem pertencer a ele.

Quero receber suas dádivas sem fazer delas meus deuses.

Quero desfrutar o que Deus me dá sem colocar meu coração naquilo que Ele mesmo pode tomar de volta.

Quero ser tão encontrado em Cristo que, no fim das contas, reste uma única certeza: tendo Cristo, tenho tudo; e perdendo tudo, mas permanecendo em Cristo, não perdi o essencial.

Quero “me perder” em Deus a ponto de que minha maior riqueza não seja aquilo que tenho, minha maior segurança não seja aquilo que que vier a possuir, minha maior alegria não seja aquilo que acontece comigo, e meu maior desejo não seja simplesmente continuar vivendo.

Quero que meu coração chegue a este lugar: Cristo é suficiente.

Aqui ou lá.
Na abundância ou na falta.
Na saúde ou na fraqueza.
Na vida ou na morte.

Eu pertenço a Cristo.

E, pertencendo a Ele, já tenho tudo.

De quem precisa muito, muito, muito, da graça de Deus para que seja assim,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

08 de outubro de 2026

Quem sou eu na videira?

 

QUEM SOU EU NA VIDEIRA?

Em João 15, Jesus fala de si mesmo como sendo a Videira Verdadeira.

E o Pai, diz Jesus, é o Lavrador.

No versículo 5, Ele diz que nós somos as varas – os ramos – dessa videira.

Então, temos uma imagem muito clara: Jesus é a Videira Verdadeira, nós somos os ramos e o Pai é o Lavrador.

Agora, observe o que Jesus diz no versículo 2 sobre o cuidado do Lavrador com a videira, para que ela continue frutificando. A videira está saudável, mas os ramos precisam ser tratados. Alguns precisam apenas ser limpos e podados; outros, porém, precisam ser retirados.

Isso nos coloca diante de uma pergunta séria: Quem sou eu na videira?

Sou um ramo frutífero que precisa apenas de uma poda?

Ou sou um ramo que precisa ser arrancado porque se recusa a frutificar?

Todo servo de Deus precisa cumprir o seu papel. Precisa trabalhar com os “talentos” que Deus lhe confiou, como Jesus demonstra na parábola registrada em Mateus 25.

É preciso trabalhar de acordo com aquilo que recebemos.

Quem recebeu cinco, trabalha com cinco.
Quem recebeu dois, trabalha com dois.
Quem recebeu um, trabalha com um.

O que não podemos fazer, de forma alguma, é esconder o talento.

O que não podemos fazer é simplesmente não fazer nada.

Em outra parte das Escrituras, em Jeremias 48, lemos: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente...”

O contexto é uma profecia contra Moabe e uma advertência àqueles que seriam instrumentos na execução do juízo de Deus. A advertência é para que a obra do Senhor não fosse realizada de maneira negligente, displicente ou preguiçosa. A ideia é clara: a obra de Deus exige seriedade, zelo e obediência. Não pode ser feita de qualquer maneira.

Agora, voltemos a João 15.

Depois de tudo isso, a pergunta continua diante de nós:

Quem sou eu na videira?

Que tipo de ramo sou eu?

Um ramo que precisa apenas de uma poda? Um ramo que precisa ser limpo e tratado para continuar produzindo? Ou um ramo que precisa ser arrancado?

O Grande Lavrador encontrará fruto em mim?

E aqui precisamos entender uma coisa: fruto, nesse contexto, não significa apenas “almas ganhas para Cristo”. Fruto também é amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Fruto é obediência, serviço, evangelização, perseverança, santidade, adoração, oração, perdão, humildade, generosidade, presença...

São virtudes espirituais, virtudes relacionais e atitudes práticas que demonstram que a vida de Cristo está, de fato, produzindo efeitos em nós.

Se essas coisas estão presentes – ainda que de maneira imperfeita – então sou um ramo que o Lavrador continuará limpando, tratando e podando para que produza ainda mais fruto, porque poda também é cuidado. Às vezes, Deus precisa retirar coisas de nós para que possamos produzir mais para Ele.

Mas e se não há fruto?

E se não há mais interesse pela vinha?

E se, mesmo sem dizer isso com os lábios, a minha vida demonstra que pouco me importa se a vinha cresce ou morre?

O que fará o Lavrador?

É Jesus quem responde: “Ele tira.”

E, mais adiante, fala sobre aquele que não permanece nEle: “é lançado fora”.

É uma palavra séria.

Uma palavra que não deveria ser recebida apenas pensando nos outros, mas olhando para dentro de nós mesmos.

Quem sou eu na videira?

Não é uma pergunta para o meu irmão.

Não é uma pergunta para o pastor.

Não é uma pergunta para aquele que está sentado ao meu lado.

É uma pergunta para mim.

Que ramo sou eu?

Estou frutificando?

Preciso de poda?

Preciso ser limpo?

Estou permanecendo na Videira?

Encontrará o Grande Lavrador fruto em mim?

Que cada um de nós tenha coragem para olhar para a própria vida e responder, porque o tempo está passando.

Paulo nos lembra:

“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.” (Romanos 13:11-12 – ARC)

 

Somente pela graça,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

08 de outubro de 2026

Quero me perder em Deus

  QUERO “ME PERDER” EM DEUS. Quero estar em Cristo de tal maneira, tão profundamente, que Ele seja o meu tudo e que todas as outras coisas...