quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A PESSOA PARA QUEM O SENHOR OLHA

A PESSOA PARA QUEM O SENHOR OLHA

 

"(1) Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso? (2) Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir, diz o SENHOR, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra. (3) O que imola um boi é como o que comete homicídio; o que sacrifica um cordeiro, como o que quebra o pescoço a um cão; o que oferece uma oblação, como o que oferece sangue de porco; o que queima incenso, como o que bendiz a um ídolo. Como estes escolheram os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações, (4) assim eu lhes escolherei o infortúnio e farei vir sobre eles o que eles temem; porque clamei, e ninguém respondeu, falei, e não escutaram; mas fizeram o que era mau perante mim e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer. (5) Ouvi a palavra do SENHOR, vós, os que a temeis: Vossos irmãos, que vos aborrecem e que para longe vos lançam por causa do vosso amor ao meu nome e que dizem: Mostre o SENHOR a sua glória, para que vejamos a vossa alegria, esses serão confundidos. (6) Voz de grande tumulto virá da cidade, voz do templo, voz do SENHOR, que dá o pago aos seus inimigos." (Isaías 66:1-6 RA)

 

            Nossa reflexão hoje consiste apenas de algumas observações sobre o tema. Isso não quer dizer que o assunto não seja importante. Pelo contrário, é um assunto da mais alta importância. O fato de Deus olhar para nós, no sentido em que trataremos nessa reflexão, significa Ele nos ouvir e nos abençoar. Deus nos ouvir e nos abençoar é assunto sério; é algo de que necessitamos muito e, creio, é algo que todos nós desejamos. Vamos refletir, então, no que nos diz o Senhor, por intermédio do profeta Isaías.

 

O texto é uma clara repreensão à hipocrisia – e o Senhor não "olha" para quem se porta de maneira hipócrita.

 

            1) Nos versículos 1 e 2 Deus mostra que Ele está acima de todas as coisas: o céu é o Seu trono e a Terra o estrado, ou o lugar de apoio para os Seus pés, e não há casa edificada por mãos humanas da qual se possa dizer: "Esta é adequada para moradia de Deus" – Deus foi quem fez todas as coisas.

            Há algum tempo atrás a revista "Isto É – Dinheiro" mostrou algumas casas e mansões cujos donos, por algum motivo, tiveram que colocar à venda. Eram casas e mansões super bonitas e que valiam verdadeiras fortunas. Entretanto, mesmo assim, nenhuma delas é adequada para servir como moradia de Deus.

            A mulher samaritana certa vez questionou a Jesus (João 4.20ss): "Nossos pais adoravam neste monte - Gerizim -, e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar... E aí?" – Jesus responde que não é o lugar, mas a sinceridade – espírito e verdade.

           

2) No versículo 3 vemos que as ofertas ritualísticas, sem transformação interior, são tão abomináveis a Deus quanto o homicídio, o sacrifício de animais imundos ou a idolatria.

            Culto no templo, batismo, dízimo, ofertas, louvor, adoração, qualquer coisa que se faça para e em nome de Deus, não tem valor se é apenas como um ritual, um hábito, e não há disposição de se deixar transformar de dentro para fora. Não há reconhecimento diante de Deus.

 

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compara-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda." (Mateus 7:21-27 RC)

 

            3) No versículo 4a temos conseqüências: "porque clamei, e ninguém respondeu, falei, e não escutaram, eu lhes escolherei o infortúnio e farei vir sobre eles o que eles temem"

            O Deus Onisciente conhece cada coração e não "olha" (no sentido de ouvir e abençoar) para aqueles que assim se portam. Deus é longânimo e fala-lhes ao coração na tentativa de trazê-los para perto d'Ele, mas não pode beneficiá-los mais que isso.

 

            Mas o texto fala também sobre a pessoa para quem o Senhor "olha".

 

Vejamos! Está no v. 2: "Está aflito e abatido de espírito e treme da Palavra do Senhor". Ou, como diz outra versão: "Aquele que é humilde e contrito de espírito e que treme diante da Palavra do Senhor"

 

            1) Vejamos um exemplo para melhor entendermos o que é ser humilde e contrito de espírito – Vejamos em Lucas 18.9-14:

 

"E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana [e] dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado." (Lucas 18:9-14 RC)

 

            Trata-se daquele que não confia em seus próprios méritos, sua própria justiça, mas em Cristo como propiciação, ou satisfação da justiça de Deus no que concerne aos nossos pecados.

            Há muita gente confiando nos seus próprios "feitos", até naquilo que supostamente fazem para Deus, por intermédio da igreja. Mas o que nos diz a Palavra? Ela nos diz que mesmo quando fazemos algo sinceramente para Deus, sem a intenção de refletir a nossa própria pessoa, visando de fato a glória de Deus, ainda assim temos que olhar para nós e dizer que somos servos inúteis porque o que fizemos nada mais é do que a nossa obrigação. Deus pode até nos elogiar, nos chamar de servos bons e fiéis, mas nós mesmos não podemos nos dar ao luxo de termos esse tipo de presunção.

 

            2) A pessoa para quem o Senhor olha é uma pessoa humilde e contrita de espírito, mas também é uma pessoa que treme diante da Palavra do Senhor. Que significa isso?

·         Significa que a Palavra do Senhor é uma palavra que deve ser respeitada;

·         Significa que a Palavra do Senhor é uma palavra que deve ser ouvida com toda a atenção;

·         Significa que a Palavra do Senhor é uma palavra que deve ser entendida, e que para isso nós não devemos poupar nenhum esforço;

·         Significa que a Palavra do Senhor é uma palavra que deve ser atendida – Quando ela nos diz que devemos buscar as coisas que são de cima, pensar nas coisas que são de cima, labutar no intento de mortificar a nossa natureza carnal, lançar fora de nossa vida coisas como a mentira a maledicência, as dissensões, as palavras torpes, dentre outras, e trazer para, ou evidenciar em nossas vidas a misericórdia, a benignidade, a humildade, a mansidão, a longanimidade e o perdão, dentre outras, devemos atender, fazer isso de verdade.

            Hebreus 4.12-13 diz-nos: "A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar."

·         A Palavra de Deus é viva – ela não é um manuscrito empoeirado, guardado em arquivos. Ela é vivificada pela própria vida de Deus.

·         A Palavra de Deus é eficaz – ela é capaz de fazer o que Deus pretende. "assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei." (Isaías 55:11 RC)

·         A Palavra de Deus é cortante e penetrante – ela é como um bisturi, que torna tudo patente aos olhos do divino cirurgião.

 

            Amados irmãos, se queremos que o Senhor "olhe" para nós, precisamos ser humildes e contritos de espírito e tremer diante de Sua Palavra. Já entendemos o que isso significa – vamos colocar em prática então? E se já temos praticado isso, vamos crescer mais e mais nessa prática. Nunca será demais!!!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PARA QUEM OS FILHOS?

PARA QUEM OS FILHOS?

 

"...  os filhos são herança do SENHOR..." (Salmos 127:3 RC)

 

Para quem os estamos criando?

 

1. Para nós mesmos.

Toda regra tem a sua exceção, mas, em geral, os filhos serão para conosco no futuro aquilo que lhes passarmos no presente.

2. Para eles mesmos.

O futuro dos filhos, no que respeita a eles mesmos, é, em muito, passivo de o como nós agimos para com eles no presente.

3. Para a família em geral.

O que os filhos serão, para com a família em geral, pode ser em muito influenciado pela atitude dos pais, em relação a essa questão, no presente.

4. Para a sociedade.

É uma obrigação de todo indivíduo contribuir positivamente para a sociedade. A contribuição que nossos filhos darão poderá ser, em grande parte, fruto de nossa influência sobre suas vidas.

5. Para o cônjuge.

Enquanto criamos nossos filhos temos que nos lembrar de sermos bons exemplos de relacionamento conjugal saudável. Um dia eles terão os seus cônjuges, e a atitude deles para com os mesmos dependerá, pelo menos em parte, de como os ensinamos e do exemplo que demos.

6. Para o céu?

Este último ponto é uma pergunta. Devemos ter sempre em mente que a vida humana não se restringe a esse tempo; ela continua na eternidade. Ainda que a salvação seja pela graça, mediante a fé pessoal, temos que agir positivamente, fazer tudo o que nos for possível, em favor da salvação deles.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A PERGUNTA QUE NÃO QUER E NÃO PODE CALAR

A PERGUNTA QUE NÃO QUER E NÃO PODE CALAR

 

"Lembra-te do teu Criador... antes que... o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (partes de Eclesiastes 12)

 

"Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo" (Hebreus 9.27)

 

1.    A cronista Danuza leão escreveu no dia 27 de Setembro deste ano (2009), para o jornal Folha de São Paulo, sobre o empresário brasileiro Eike Batista. Eis um resumo que foi enviado pelo Pr. Israel Belo de Azevedo a título de reflexão:

 

"Não vou falar de suas empresas de mineração, da TVX, que acumula 300 toneladas de ouro (os negócios de Eike têm sempre a letra X, sinal de multiplicação), dos negócios que só os homens de negócios compreendem, mas da diversificação dos novos empreendimentos do empresário. Eike decidiu abrir na Lagoa o restaurante Mr. Lam, e trouxe o cozinheiro do melhor restaurante chinês de Nova York. Foi um acontecimento, e o Rio de Janeiro durante um tempo só falou nisso. Não contente, ele decidiu entrar no território do turismo e mandou adaptar um grande barco para fazer passeios na baía de Guanabara. Pensa que terminou? Não; Eike comprou o Hotel Glória, um ícone da cidade, tanto quanto o Copacabana Palace (...). O hotel está fechado, e é um mistério o que vai acontecer com ele. Recentemente, Renata Almeida Magalhães (...) escreveu um artigo em "O Globo" ressentida com o pouco apoio que recebeu da Finep para terminar o filme do qual é produtora; faltavam R$ 500 mil, que ela não conseguiu obter. Tocado pelo artigo, Eike ligou para ela (...) e mandou um cheque de R$ 1 milhão. (...) Eike tomou a si a responsabilidade de limpar a lagoa Rodrigo de Freitas e assegurou que em dois anos poderemos todos estar nadando nas suas águas, que estarão cristalinas; ah, e agora quer comprar os 30% do Bradesco na Vale. Eike Batista sonha em ser o homem mais rico do mundo, e certamente o será. Agora, a pergunta que não quer calar: e depois, Eike Batista?"

 

2.    A que Danuza Leão quis se referir com essa pergunta endereçada no texto a Eike Batista, ela não deixa explícito, mas trata-se de uma pergunta importante que todos deveríamos nos fazer em relação à "vida após esta vida".

3.    Em Marcos 8.36 encontramos Jesus questionando: "Que aproveita ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?

4.    Em Lucas 12.16-20 Jesus conta uma parábola:

 

"... a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?" (Lucas 12:16-20 RC)

 

5.    Há um folhetinho publicado pela agência missionária Interlink cujo título é "Você e a Eternidade". Nele há alguns pontos bem interessantes nos quais faremos bem em refletir. São eles (do folheto estão aí só os tópicos – os comentários não fazem parte da mesma fonte):

a.    Lembre-se de que há uma eternidade.

b.    Lembre-se de que você tem que passar (viver) esta eternidade em algum lugar.

                                  i.    Mas infelizmente talvez você não esteja muito interessado nisso, não é?.

                                ii.    Registrou-se que no ano de 1987 alguém se propôs a perguntar a 365 pessoas - uma por dia, de 1 de janeiro a 31 de dezembro - onde passariam a eternidade. Ao final daquele ano, 333 responderam que não sabiam. O evangelista acostumou-se a essa resposta, tantas vezes repetidas: "Não sei, não sei, não sei...". O que lhe causou maior tristeza, no entanto, não foi esse tipo de ignorância, mas o fato que, em geral, essas pessoas não se revelaram interessadas em saber. Será que as estatísticas mudaram para melhor de lá para cá?

c.    A questão onde você passará (viverá) a eternidade é muito mais importante do que a questão de onde (ou como) você passará a sua vida presente;

                                  i.    Jesus conta uma parábola, que foi intitulada "a parábola do rico e Lázaro", que demonstra muito bem isso. Se você quiser leia essa parábola em Lucas 16.19ss.

d.    É possível sabermos onde passaremos (viveremos) a eternidade;

                                  i.    Jesus afirma em João 14.6: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim".

                                ii.    Em João 1.12, 3.16, 18 e 36 lemos acerca de Jesus:

 

"... a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome," / "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" / "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus" / "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece"

 

                               iii.    Esses trechos, além de outros mais, mostram que:

e.    Onde você passará (viverá) a eternidade dependerá de sua atitude em relação a Cristo

                                  i.    Na estratégia evangelística conhecida como "evangelismo explosivo" há duas perguntas essenciais que são feitas, sendo que a segunda dependerá da resposta à primeira.

1.    A primeira pergunta é: "Se você morresse hoje, para onde você iria?"

2.    E a segunda, no caso de a pessoa responder que irá para o céu, é: "Mas o céu é de Deus. Por que Deus permitiria a você entrar no Seu céu?"

                                ii.    Onde você viverá a eternidade não depende da igreja a que você freqüentou, do pastor que lhe pastoreou, de seus méritos pessoais... não! Onde você viverá a eternidade dependerá de sua atitude em relação a Cristo; dependerá de se, arrependido de seus pecados, você o recebeu pela fé como seu Salvador e Senhor. Jesus começou seu ministério anunciando: "O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho". É certo que aquele que, arrependido de seus pecados, recebe a Jesus pela fé, tem muitas de suas atitudes, suas motivações, seu modo de viver e de pensar a vida modificados, mas trata-se de um morrer e um renascer a partir de Cristo e em Cristo e não de uma reforma a partir de você mesmo.

6.    A pergunta que não quer e não pode calar é "e depois?". O que será de você depois, na eternidade?

7.    "Mais além do pó existe uma eternidade pra se viver; onde você vai passá-la? Responda que eu quero saber", diz parte de uma antiga música cantada pelo grupo musical Novo Alvorecer.

8.    "Aqui não é meu lar, um viajante sou; meu lar é lá no céu, Jesus já preparou. Avisto no portal um anjo a chamar; em meu lar celestial espero logo entrar", diz uma outra música.

9.    E você... depois... além do pó... na eternidade?

10. Pense nisso!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Outubro de 2009

 

terça-feira, 29 de setembro de 2009

LIBERTOS... POR JESUS

LIBERTOS... POR JESUS

 

"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão." (Hebreus 2:14-15 RC)

 

1.    Ultimamente temos falado bastante sobre morte. Espero que não seja um prenúncio, principalmente acerca da MINHA morte (rsss).

2.    O objetivo não é aterrorizar, mas levar a uma reflexão e uma decisão que fará com que tal acontecimento natural e inevitável enquanto Cristo não retornar, tenha um significado diferente, como teve para Moody. Quando Moody estava nos derradeiros momentos de sua existência terrena, segundo alguém que anotou suas palavras, ele assim se expressou: "O mundo está recuando. Os céus estão se abrindo. Deus está chamando e eu devo ir. Este é o meu triunfo, é o dia da minha coroação"

3.    Que fantástica expressão de completo destemor, de fé em Deus. Vale a pena repetir, com destaque:

 

"O mundo está recuando.

 Os céus estão se abrindo.

Deus está chamando e eu devo ir.

Este é o meu triunfo, é o dia da minha coroação"

 

4.    Em um livro que estou lendo há uma referência a Rupert Brooke, que também, cheio de fé, exclamou:

 

"Minha ida está segura,

Secretamente armada contra todos os esforços da morte;

Segura apesar da perda de segurança;

Segura onde os homens caem;

E, se estes pobres membros morrerem, mais segura ainda"

 

5.    Em Cristo Rupert Brooke, conforme ele se expressa, se sentia seguro aqui, neste mundo, e mais seguro ainda com respeito ao porvir,com respeito à vida após a presente existência.

6.    Diferentemente de Moody e Rupert Brooke, uma moça, bem antes de morrer mas já pensando na morte, exclamou, horrorizada: "Quando eu morrer, o meu vestido bonito me acompanhará dentro do caixão e as minhas amigas me acompanharão até o cemitério. Mas depois estarei completamente sozinha!"

7.    Como essa moça, muitos há que, vez por outra, por algum motivo, são assaltados pelo pavor da morte. Dizemos que "morrer faz parte da existência" mas não conseguimos aceitar esse fato. Talvez a razão seja porque não fomos feitos para morrer.

8.    Há muitos que procuram amenizar o pavor da morte a qualquer custo, e, nessa procura, aceitam opiniões as mais diversas.

9.    Entretanto, apenas Jesus pode nos libertar desse pavor.

10. Tomando como base Hebreus 2.14 e 15, atentemos para algumas questões sobre a morte.

11. Antes porém, leiamos o texto novamente:

 

"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão."

 

I. A morte foi introduzida no mundo por obra do diabo.

 

1.    Entendemos pela Palavra de Deus que o homem era, originalmente, imortal.

2.    Foi por obra do diabo, quando levou o homem a pecar, que o homem passou a morrer.

3.    Veja os seguintes textos:

 

"Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gênesis 2:15-17 RA)

 

"Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim." (Gênesis 3:1-8 RA)

 

"... por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram." (Rom. 5:12 RC)

 

"... o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rom. 6:23 RC)

 

4.    Esses trechos bíblicos deixam bem claro que foi por obra do diabo que a morte tornou-se realidade para a humanidade. Passemos então adiante.

 

II. Cristo, pela morte, aniquilou aquele que tinha o império da morte.

 

1.    Com essa afirmação não se quer dizer que o diabo foi aniquilado de maneira que cessou sua existência. Ele ainda existe e continuará a existir. Seu destino final é o lago de fogo (Ap. 20.10)

2.    A palavra grega que foi traduzida aqui por aniquilar ou destruir é, segundo o léxico de strongs, katargeo, e tem o sentido de tornar indolente, desempregado, inativo, inoperante, ineficiente, enfraquecido, sem influência ou poder...

3.    O que se quer dizer então é que o diabo está incapacitado de agir, não tem mais poder sobre aquele cuja vida já está escondida com Cristo em Deus e que não dá mais lugar a ele (o diabo). Ele pode tentar, instigar perseguição, mas não pode nos tocar e nem "apavorar-nos em face da morte", porque a nossa expectativa não é mais de juízo, mas de salvação em Jesus.

4.    Se você é de Deus, e de Deus é aquele que recebeu na vida a Seu filho, Jesus, pela fé e o segue perseverantemente ainda que isso implique em sacrifício de prazeres, hábitos, alvos e ambições nos quais a vida estava entrelaçada anteriormente, então o diabo não tem mais poder eficaz sobre sua vida. Ele pode lhe tentar, mas não pode lhe tocar, e ele não pode mais lhe apavorar, nem em face da morte, porque em seu coração agora há a certeza de finalmente à glória onde o próprio Cristo está.

5.    Mas isso é se você é de Deus! Você é de Deus? Você já, arrependido de seus pecados, recebeu a Jesus pela fé?

6.    Se você é de Deus, em Cristo, então tem mais uma promessa no texto para você:

 

III. Cristo te livra do medo da morte.

 

1.    O medo da morte, diz o texto, gera servidão - escravização

2.    O medo da morte escraviza até as pessoas mais "sofisticadas".

3.    Os gregos, donos dos maiores argumentos filosóficos do passado, lutaram arduamente para dissipar esse temor, mas não obtiveram sucesso. Sêneca argumentou valentemente contra esse medo, mas não pôde deixar de confessar: "Se você tomar um jovem ou alguém de meia idade ou um idoso, verá todos igualmente temerosos da morte".

4.    O escritor da carta aos Hebreus, entretanto, via mais do que Sêneca ou os demais filósofos da época.

a.    Ele via o que estava além da morte.

b.    Ele sabia que o momento decisivo final do homem é o julgamento, e não a morte. (O problema não é morrer, o problema é ser, após a morte, no julgamento final, condenado a um estado eterno infernal)

5.    E é aí que Cristo entra como aquele que pode livrar todo o que está escravizado pelo medo da morte.

6.    De que forma?

7.    Abolindo a morte?

8.    Não!

9.    A maneira de Cristo nos livrar do medo da morte é através do que a Bíblia ensina como sendo Justificação.

10. Jesus torna justo diante de Deus aquele que vai a ele. E uma vez justificada, essa pessoa não será condenada no julgamento, e, resolvido esse problema, que na verdade não está na morte, mas após ela, já não haverá mais razão para o pavor, senão para esperança:

a.    Esperança da segunda vinda triunfante de Cristo;

b.    Esperança da ressurreição dentre os mortos;

c.    Esperança de salvação;

d.    Esperança da vida eterna

11. É por isso, por causa desta justificação que liberta e que substitui o medo pela esperança que homens como Moody e Rupert Brooke puderam se expressar conforme o fizeram. Vamos ler de novo?

a.    Moody: "O mundo está recuando. Os céus estão se abrindo. Deus está chamando e eu devo ir. Este é o meu triunfo, é o dia da minha coroação"

b.    Rupert Brooke: "Minha ida está segura, secretamente armada contra todos os esforços da morte; segura apesar da perda de segurança; segura onde os homens caem; e, se estes pobres membros morrerem, mais segura ainda"

 

Concluindo

 

1.    Quando nos entregamos a Jesus, então, ainda que servos dele, somos livres.

a.    Livres do poder do diabo,

b.    Livres do pavor da morte,

c.    Livres da incerteza,

d.    Livres da insegurança,

e.    E livres de muitas outras coisas ruins.

2.    O missionário David Livingstone (1813 – 1873), viajava pela África. Numa aldeia assistiu na feira à venda de escravos. Viu um jovem africano acorrentado, muito triste, esperando ser vendido. Livingstone ajuntou todo o dinheiro disponível e o comprou. Depois, fora da aldeia, disse ao jovem: - "Sou cristão e não quero ter escravos. És livre. Podes ir para onde quiseres". Então, aquele jovem caiu de joelhos e implorou: - "Senhor, só na tua presença estou livre. Se eu voltar para casa os caçadores de escravos tornarão a capturar-me e serei novamente acorrentado e vendido. Quero servir-te como servo fiel".

3.    Cristo fez o mesmo por nós: pagou o preço do nosso resgate. E só ao lado dele, servindo-o é que somos verdadeiramente livres.

4.    Você não gostaria de ter essa liberdade?

5.    Então arrependa-se de seus pecados e creia em Cristo; receba-o, com fé, como seu Salvador e Senhor...

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Foz do Iguaçu – Porto Meira – Setembro de 2009

 

sábado, 26 de setembro de 2009

RESOLUÇÕES

RESOLUÇÕES

 

"E ele segue-a logo, como boi que vai ao matadouro; e, como o louco ao castigo das prisões (ou como o cervo que cai no laço, como diz outra versão), até que a flecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço e não sabe que ele está ali contra a sua vida (em muitos casos hoje, contra a sua liberdade)" – (Provérbios 7:22-23)

 

            Este versículo está em um contexto de advertências contra a mulher adúltera.

            Mas estas palavras também podem ser aplicadas ao contexto de quem faz a opção por seguir uma vida pecaminosa em sentido geral.

               "O Dr. J. Wilbur Chapman conta a história de um ministro que pregava com profético poder, a respeito do pecado. Falava aberta e penetrantemente, referindo-se ao pecado como "uma coisa abominável que Deus odeia". Certo dia, um membro da igreja foi ao escritório do ministro e disse-lhe:

               — Nós não queremos que o senhor fale assim tão abertamente sobre o pecado, porque se os nossos filhos e filhas ouvirem tanto sobre esse assunto, mais facilmente eles se tornarão pecadores. Chame-o um erro, se lhe parecer bem, mas não fale assim claramente sobre o pecado.

               O ministro foi a uma prateleira de remédios, trouxe um vidrinho de estriquinina marcado "veneno" e disse:

               — Veja o que o senhor quer que eu faça; deseja que eu mude o rótulo. Suponhamos que eu tire esse rótulo e coloque outro mais ameno, por exemplo, "essência de hortelã-pimenta"; pode o senhor prever o que aconteceria? Quanto mais brando fizermos o rótulo, tanto mais perigoso faremos o veneno.

            O pecado, sem importar se "grande" ou "pequeno" é algo extremamente perigoso e faz com aqueles que vivem nele exatamente o que narra o versículo acima. Sorrateiramente, devagarzinho, ele leva a pessoa à desgraça total.

               Laura Traschel nos deixou a seguinte história seguida de uma reflexão: "Numa terra onde os animais selvagens eram comuns, um habitante fez uma pequena abertura na porta de sua cabana, para que sua cadela e os filhotes pudessem achar abrigo rapidamente, quando pressentissem perigo. Certo dia, os filhotes estavam brincando com os ossos de uma antílope, quando a mãe farejou uma hiena. Todos seguiram-na depressa para a cabana, com exceção de um filhote. Este não quis desistir de seu osso e, enquanto a mãe tentava passá-lo pela abertura, a hiena o agarrou.

               Há muito "osso", ou pecado, que nos mantém longe de Cristo. Pode ser o orgulho, a ambição egoísta, algo errado que podemos mas não queremos consertar, ou ainda, um espírito vingativo. Desprotegidos e apegados ao pecado, somos presos por Satanás e induzidos a nos aprofundarmos no mal.

               O escritor da epístola aos Hebreus disse: "Desembaracemo-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia" (12.1). Quando aceitamos Cristo como nosso Salvador, devemos abandonar abandonamos o que é mesquinho, para ganhar o que é precioso".

            Veja o que diz Paulo aos Coríntios sobre a falta de disciplina espiritual, a tolerância de pecados na vida de muitos deles: "Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem. Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo." (1 Coríntios 11:30-32 RC)

            Fraqueza, doença e morte, e, certamente, ainda que Paulo não tenha mencionado, outras coisas mais que fazem parte de um contexto de fraqueza, doença e morte.

            O pecado pode ser por comissão, mas também por omissão. Tiago, em 4.17, diz que aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.

            Sendo o pecado o pecado terrível, precisamos tomar algumas decisões em nossa vida como crentes para que tenhamos um viver mais íntegro diante de Deus. Algumas decisões de Jonathan Edwards podem nos ser úteis como exemplos. Vejamos algumas:

 

"Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus; humildemente Lhe rogo que, através de sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo"

            RESOLVI que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante toda a minha vida.

            RESOLVI jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.

RESOLVI jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida.

            RESOLVI jamais fazer alguma coisa que, se visse outra pessoa fazendo, achasse motivo justo para repreendê-la.

            RESOLVI estudar as Escrituras tão firme, constante e freqüentemente, que possa perceber com clareza que estou crescendo continuamente no conhecimento da Palavra.

            RESOLVI esforçar-me ao máximo para que a cada semana eu cresça na vida espiritual e no exercício da graça, além do nível em que estava na semana anterior.

            RESOLVI que me perguntarei ao final de cada dia, semana, mês, ano, como e onde eu poderia ter agido melhor.

            RESOLVI renovar freqüentemente a dedicação da minha vida a Deus que foi feita no meu batismo e que eu refaço solenemente neste dia.

            RESOLVI, a partir deste momento e até à minha morte, jamais agir como se a minha vida me pertencesse, mas como sendo total e inteiramente de Deus.

            RESOLVI que agirei da maneira que, suponho, eu mesmo julgarei ter sido a melhor e a mais prudente, quando estiver na vida futura.

            RESOLVI jamais relaxar ou desistir, de qualquer maneira, na minha luta contra as minhas próprias fraquezas e corrupções, mesmo quando eu não veja sucesso nas minhas tentativas.

            RESOLVI sempre refletir e me perguntar, depois da adversidade e das aflições, no que fui aperfeiçoado ou melhorado através das dificuldades; que benefícios me vieram através delas e o que poderia ter acontecido comigo, caso tivesse agido de outra maneira.

 

E você? Que decisões tem tomado ou vai tomar para a sua vida como servo de Deus?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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