segunda-feira, 28 de agosto de 2023

ORAR É IMPORTANTE, ENTÃO ORE "SEM CESSAR" E "ANTES DE TUDO".

 

ORAR É IMPORTANTE, ENTÃO ORE "SEM CESSAR" E "ANTES DE TUDO".

 

1.    Leitura inicial:

a.    1º Tessalonicenses 5.17 – “Orai sem cessar”

b.    1a Timóteo 2.1-8 – “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações (súplica por perdão), orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Porque um Deus e um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade. Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.” (RC)

2.    A oração ocupa, ou deveria ocupar, um lugar de muita importância na vida do crente. Alguém já disse acertadamente que “Satanás treme quando vê o mais fraco santo de joelhos”.

3.    Spurgeon disse que preferiria ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar.

4.    Nos textos sugeridos como leitura inicial, Paulo orienta: “Orai sem cessar”, e, "... antes de tudo..." ore.

5.    Em Efésios 6.18, depois de orientar-nos a nos equiparmos com toda a armadura de Deus, Paulo diz que isso deve ser feito orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica...”.

6.    Em Lucas 18 Jesus conta uma parábola para enfatizar o dever de orarmos sempre e nunca esmorecermos.

7.    Vemos exemplos de vida de oração em muitos servos de Deus na Bíblia e na vida do próprio Cristo.

8.    Há muitos Salmos que são orações onde o salmista pede perdão, comunhão com Deus, santificação, proteção em meio aos perigos, onde ele expressa o seu louvor a Deus, etc.

9.    São muitos os ensinamentos e exemplos bíblicos.

10. Certo homem contou esta história: “Quando eu era menino muitas vezes ouvi a história de um alfaiate que obteve grande sucesso em sua carreira, de maneira que veio a ser admirado, e até invejado, por muitos. / Já bem velhinho ele sentiu o desejo de beneficiar alguns de seus colegas de ofício, e, para tanto, mandou anunciar-lhes que a tal dia e a tal hora iria pronunciar o segredo de seu sucesso. / No dia e hora marcados muitos alfaiates compareceram para conhecer o grande segredo. Ficaram todos em silêncio, e o velho alfaiate, com a voz já bem fraca, pronunciou uma curta frase: ‘sempre deem nó na linha’.”

11. Pois bem, a oração é um dos mais importantes “nós” na linha da vida cristã que garantem o seu sucesso. Portanto, orem! Orem sem cessar! Mais do que fazer um estudo sobre oração, orem!

12. Imaginem como seria bonito e altamente benéfico se, nos dias de culto, especialmente aos domingos, chegássemos no templo mais cedo para orarmos sozinhos, em duplas, trios... Um irmão aqui, uma dupla ali, outros três lá, outros quatro mais adiante... Que maravilha, não?!

13. Veja a que conclusão chegou um pastor sobre a relação de sua denominação com a oração. Disse ele: "Em Atos 2, os crentes oraram 10 dias; a seguir, Pedro pregou 10 minutos e 3 mil pessoas foram salvas. Hoje, as igrejas oram 10 minutos, pregam 10 dias, e três pessoas são salvas".

14. O tema oração ocupa muito espaço nas páginas sagradas e deveria ocupá-lo também nas nossas vidas como servos de Deus.

15. Hoje vamos pensar, primeiramente, em três razões porque a oração a Deus é importante, e depois vamos pensar também, utilizando como fonte um estudo do Pr. Josué de Melo Salgado, para o que ele usou o texto de 1 Timóteo 2.1-8, em três dimensões da oração.

16. Primeiro, então:

 

I. TRÊS RAZÕES PORQUE A ORAÇÃO A DEUS É IMPORTANTE

 

1.    Vou apresentar três razões, mas apenas a primeira nos bastaria. Então vou me demorar um pouquinho mais na primeira, e depois passar pelas duas seguintes de forma rápida.

2.    Então vamos a estas razões:

 

1.1. A oração a Deus é importante porque constitui-se em um cultivo do senso de dependência desse mesmo Deus.

 

1.    TODOS SOMOS DEPENDENTES DE DEUS!!! Até mesmo aqueles que não reconhecem tal dependência ou nem mesmo creem que exista Deus, dependem do Deus que nós sabemos existir.

2.    Tomás de Aquino, filósofo cristão que viveu entre 1225 e 1274, na era medieval, escreveu um trabalho intitulado Summa Theologica, e, nesse trabalho ele aponta cinco argumentos em prol da existência de Deus. Um deles consiste do fato de que toda causa tem um causador, ou seja, todo movimento depende de um movimentador, toda modificação depende de um modificador. Não há nada neste mundo que seja uma causa eficiente em si mesma. Por exemplo, este púlpito não causou a si mesmo; ele dependeu de um causador. Se ele tivesse causado a si mesmo, seria anterior a ele próprio, o que sabemos ser impossível. Tudo o que existe dependeu, para sua existência, de algo anterior a ele mesmo. E se formos retrocedendo o nosso pensamento, teremos que chegar à conclusão de que deve ter havido uma causa primária eficiente e, é óbvio, inteligente, que não foi causada por nenhum outro causador, que é simplesmente autoexistente e eterna. “A esse ser chamamos Deus” – Dizia Aquino.

3.    Então, Deus é a causa de todas as coisas e não é causado por ninguém, isto é, Ele é o Criador de tudo, sendo Ele mesmo, entretanto, não criado, autoexistente. Se Ele pudesse ser suprimido, todas as coisas simplesmente deixariam de existir, pois Ele continua sendo a causa de todas as leis que garantem a existência. E, então, mesmo que alguns não creiam, ainda assim são dependentes desse Deus.

4.    Acontece que nós, quando oramos, estamos reconhecendo que somos dependentes de Deus, e, no caso, não só nas coisas mais gerais, porém também nas mais pessoais, ou seja, nós que cremos em Deus não somos dependentes d’Ele somente pelo fato de Ele ser o Causador de tudo, mas por Ele ser o nosso Pai.

5.    Adam Clarke escreveu: “Dependeis de Deus em cada bem; sem Ele nada podeis fazer; senti a vossa dependência a todos os instantes e sempre vos encontrareis no espírito de oração; e aqueles que sentirem essa atitude, tão frequentemente quanto for possível, serão encontrados no exercício da oração” (Extraído de O N. T. Interp. Vers. Por Vers., volume 5, p. 218) (o fato de eu citar Champlin não significa que eu recomende tudo o que ele escreveu – há alguns de seus escritos com os quais não comungo)

6.    Denny, na mesma obra citada acima, diz: “... essa forte consciência de dependência de Deus torna-se algo bem presente somente quando nos apresentamos a Ele, em cada uma de nossas necessidades...”

7.    Muitos de nós reconhecemos, na teoria, a nossa dependência de Deus, mas a negamos na prática quando não cultivamos uma vida de oração.

8.    Todas as pessoas que foram tremendamente usadas por Deus foram pessoas que tiveram uma vida de oração.

9.    Charles Spurgeon afirmou: "Sempre que Deus deseja realizar algo, Ele convoca seu povo para orar". Max Lucado, autor de vários livros, explica isso da seguinte maneira no livro Parceiros de Oração: "Quando agimos, colhemos os frutos do nosso trabalho, mas quando oramos, colhemos os frutos do trabalho de Deus".

 

1.2. A oração a Deus é importante porque é ela, quando feita "sem cessar", quem propicia aquela que deve ser a principal ocupação da vida de um crente: a devoção.

 

1.    Qual o significado de devoção?

2.    Devoção significa dedicação, consagração, tributação, destinação.

3.    E, no caso, como ato de adoração, nós nos devotamos a Deus, isto é, nós dedicamos, consagramos, tributamos, destinamos a Ele todo o nosso ser.

4.    A oração incessante propicia essa entrega.

5.    Orar sem cessar significa viver em espírito de oração

a.    consultando sempre a Deus na hora das decisões para saber a vontade dEle, já que dEle somos;

b.    clamando a Deus nas horas difíceis

c.    e agradecendo-Lhe pelas respostas,

d.    coisas essas que podem ser expressas com ou sem palavras.

6.    Esse hábito com certeza nos levará a sermos mais dedicados, consagrados, devotos a Deus.

 

1.3. A Oração a Deus é importante também por ser geradora de alegria constante mesmo em meio às dificuldades.

 

1.    Geradora talvez não seja a Palavra mais correta – talvez distribuidora ou propagadora ou talvez ainda uma espécie de fertilizante. Mas não importa, creio que todos hão de entender o que estou querendo dizer.

2.    Quem nunca experimentou a paz de espírito depois de um momento passado em oração, dedicando-se a Deus e colocando diante dele as dificuldades? Eu já... algumas vezes.

3.    Veja o que diz Filipenses 4.6-7:

a.    Versão RC – “Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.”

b.    Versão RA – “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”

 

4.    Quando nossa mente e coração estiverem guardados pela paz de Cristo, que excede todo o entendimento, não haveremos de estar constantemente alegres?

 

5.    Ok! Então estas são algumas razões porquê a oração é importante. Vejamos agora, conforme é nossa proposta para este estudo, sobre as dimensões da oração, utilizando um estudo do Pr. Josué de Melo Salgado:

 

II. AS DIMENSÕES DA ORAÇÃO.

 

1.    O texto bíblico é o de Paulo a Timóteo, primeira carta, capítulo 2, versos 1-8. Destaco nesse texto a frase "antes de tudo".

2.    A partir dessa frase podemos pensar em três dimensões da oração (lembrando que esta parte do texto tem como fonte o estudo do Pr. Josué de Melo Salgado):

 

2.1. Dimensão Temporal.

 

01. Antes de tudo quer dizer - em tempo anterior a toda e qualquer outra iniciativa.

02. O que você faz quando surge um desafio na sua vida? Realmente ora?

03. Temo que temos nos tornado, muitas vezes, agentes de secularização, na prática, por que buscamos muito pouco a Deus em oração. Normalmente tomamos iniciativas que a nossa experiência ou habilidades nos indicam.

04. A dimensão temporal indica que antes de qualquer iniciativa devemos buscar a face de Deus.

05. Por que?

06. Porque através da oração Deus pode projetar luz sobre o caminho a seguir. Isto é, orando antes de tomar qualquer iniciativa podemos receber orientação prévia para não errar o caminho.

07. O profeta Isaías reflete esta verdade: “Povo de Jerusalém, moradores de Sião, vocês não vão chorar mais. Quando vocês clamarem pedindo socorro, o SENHOR Deus ficará com pena de vocês; ele os ouvirá e atenderá. O Senhor lhes dará o pão de dores e a água do sofrimento, mas não se esconderá de vocês. Ele é o seu mestre, e vocês o encontrarão quando quiserem. Se vocês se desviarem do caminho, indo para a direita ou para a esquerda, ouvirão a voz dele atrás de vocês, dizendo: “O caminho certo é este; andem nele.”” (Isaías 30:19-21 NTLH)

08. Orando antes nos colocamos efetivamente no caminho da vontade de Deus, antes de nos colocarmos no caminho da nossa própria sabedoria e vontade. Pois trilhando o caminho da sabedoria humana podemos alcançar muito, mas jamais poderemos alcançar o que Deus tem pra nós.

09. Exorto, pois que ores ANTES DE TUDO.

 

2.2. Dimensão Motivacional.

 

01. Antes de tudo quer dizer - o mais importante do que tudo deve ser a busca da orientação celestial.

02. O lugar que a oração ocupa na minha vida, seja ela profissional, afetiva, eclesiástica revela o lugar que na verdade Deus ocupa na minha vida!

03. O que é mais importante para você?

04. Jesus ensinou: “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. (Mt. 6.21)

05. O contexto dessa afirmação do nosso Senhor é da ansiosa solicitude pelo comer, beber e vestir. E assim conclui: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.(vs. 33)

06. Se a oração é relacionamento com Deus, então o lugar que a oração ocupa na minha vida revela inexoravelmente o lugar de Deus nela.

07. Se você não dá valor à oração, também não dá valor a Deus! A prática da oração é prova da fé!!!

08. O texto nos dá uma indicação sobre o lugar que a oração ocupa em nossa vida (e portanto o lugar que Deus ocupa), quando fala também do lugar da oração. Vs. 8 - “Quero, pois que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda”.

09. Eu posso orar em todo o lugar - as possibilidades da oração (sem fronteiras). Eu devo orar em todo o lugar - movimento pendular.

10. Antes de tudo, significa que o lugar que a oração em todo o lugar ocupa na minha vida revela o lugar que Deus ocupa no meu coração. Antes de tudo é uma chamada para que devolvamos a Deus o lugar que lhe é devido em nossa vida, dando o devido lugar a oração! (não a movimentos de sinais, mas cultos reais de intercessão).

 

2.3. Dimensão Qualitativa.

 

01. Antes do que tudo, quer dizer que a oração deve ser encarada como o melhor caminho para viver.

02. No texto há um exemplo concreto. Depois de dizer que a nossa oração deve ter em mira todos os homens sem distinção alguma, o texto exemplifica e diz o porque: Vs. 2

03. A melhor política é a prática da oração! Com isso não queremos desmerecer ou desqualificar a participação política, mas afirmar com a Palavra de Deus que antes de tudo, ou melhor do que tudo o mais é buscar a face de Deus em oração, até mesmo para que recebamos orientação sobre a nossa participação política.

04. George Mueller - pastor na Inglaterra no século dezenove - quando sentia a direção de Deus para realizar determinada obra, ele orava pedindo os recursos necessários e não falava a ninguém da necessidade. Ele construiu 4 orfanatos que atendiam a duas mil crianças de uma só vez. Mais de 10.000 crianças haviam passado pelos orfanatos. Distribuiu mais de oito milhões de dólares que haviam sido doados a ele como resposta às suas orações.

05. Chega a ser escandalizante ver crentes buscando os jeitinhos humanos para resolver questões quando deveriam orar!!!

06. Antes do que tudo, melhor do que tudo o mais, melhor que métodos humanos, é a oração a Deus.

 

Conclusão

 

1.    Relembrando no que refletimos:

a.    Quando oramos demonstramos que não só somos, como nos reconhecemos dependentes de Deus;

b.    Quando oramos demonstramos que somos devotos, consagrados a Deus;

c.    Quando oramos a paz de Deus guarda nosso coração e nossa mente e a alegria surge e se desenvolve nesse ambiente.

d.    Precisamos orar antes de tudo, isto é:

                                  i.    Antes de qualquer outra iniciativa;

                                ii.    Considerando a oração mais importante que tudo;

                               iii.    E considerando a oração como sendo o melhor caminho a seguir.

2.    Bem, estamos encerrando nosso estudo, mas não posso fazê-lo sem antes dizer que a vida de oração tem seus "inimigos", e o faço através de um texto escrito por André Sanchez, presbítero da igreja Presbiteriana Bela Jerusalém em Ribeirão Preto. André Sanchez é o dono/autor do blog Esboçando Ideias. Vamos ao texto:

 

Orar é talvez uma das práticas bíblicas mais simples que Deus nos deu. Não há grandes segredos para se ter uma boa vida de oração. No entanto, nem sempre o mais simples é o mais fácil. Temos visto em nossa sociedade um distanciamento cada vez maior das pessoas da prática da oração, o que tem feito com que as pessoas experimentem um distanciamento cada vez maior de Deus. Com este artigo gostaria de levantar alguns dos maiores inimigos da vida oração e buscar soluções para superá-los, para que assim possamos ter uma vida de maior comunhão com Deus através da oração.

 

Inimigo 1 – O tempo

 

O tempo tem sido apontado por muitos como o grande culpado pelo fracasso em suas vidas de oração. Falta-me tempo é uma frase muito repetida por aqueles que não conseguem ter uma vida de oração satisfatória. Reconheço que um dos maiores trunfos do inimigo é nos manter bem ocupados para que o tempo para Deus nos falte. E é justamente isso que tem acontecido com muitas pessoas. Não conseguem separar um tempo para dedicar ao Senhor, à vida de oração, pois estão com seu tempo totalmente preso em outras prioridades de suas vidas. Qual a solução para isso? A solução não passa por um caminho fácil. É preciso rever prioridades na agenda. O tempo é matemática pura, assim, não há outra forma, senão fazer ajustes e cortes, trazendo a vida de oração como uma prioridade de vida. Talvez precise dormir menos, ou trabalhar menos, fazer menos horas extras, ou quem sabe diminuir o tempo dos passeios, da TV e da Internet. A análise é pessoal. Um alerta: Você só conseguirá ter tempo para orar se realmente a vida de oração for importante para você; se não for, você fracassará.

 

Inimigo 2 – O espaço

 

Espaço é o seu lugar de oração. Vencida a fase de conseguir tempo para orar, costuma aparecer o problema do espaço. Isso acontece porque em nossa sociedade viramos escravos da falta de espaço para o silêncio e a meditação, a falta de espaço para Deus. É difícil achar um momento e um lugar de silêncio, de paz para orar. Em todos os lugares existe barulho e certo tipo de incômodo. Existem casas que têm TVs, computadores e sons ligados em quase todos os cômodos! Parece que as casas modernas foram projetadas para não comportar os momentos de comunhão com Deus. Qual a solução para isso? A solução passa pela criatividade. É preciso criar esse lugar de oração. Não é algo fácil, principalmente para quem tem família grande. Mas é preciso! Estude o melhor horário para usar algum lugar que você tenha à disposição. Avise sua família, peça colaboração, exponha o seu desejo de ter um momento a sós com Deus. Conheço pessoas que não tem escolha, precisam apelar para a paz das madrugadas… você precisará achar esse lugar, pois ele é necessário para sua vida de oração! Use a criatividade como você a usa para tantas outras coisas que acha importante.

 

Inimigo 3 – O “eu”

 

Vencidos os dois primeiros inimigos, costumamos nos deparar com o nosso próprio “eu”. Isso porque não estamos muito acostumados a acalmar o nosso coração e vivermos um tempo de oração de qualidade. A agitação, a falta de vontade, a preguiça costumam ser alguns dos inimigos que se levantam do nosso próprio ser. Ficamos sem assunto, incomodados com o silêncio, com sono… Muitos não suportam esse momento de quietude e coração descoberto diante de Deus. A nossa “carne” pecaminosa muitas vezes se levanta contra esse restabelecimento da comunhão com o Pai através da oração. Qual a solução para isso? Hábito e comunhão! Enquanto Deus permanece como um desconhecido pelo fato de termos pouco contato com Ele, esse incômodo será muito evidente. Aos pouco Deus vira nosso melhor amigo. E o encontro de oração com Ele se torna um dos momentos mais esperados. Lute contra si mesmo. Tudo que se levanta contra uma vida de oração e comunhão com Deus não vem de Deus, vem dos nossos inimigos! Por isso, fique atento e peça força a Deus para lidar consigo mesmo.

 

3.    É isso aí! Que Deus nos abençoe com vitória sobre esses e outros inimigos e com a graça de sermos homens e mulheres de oração.

Lições no livro de Jonas


LIÇÕES NO LIVRO DE JONAS

1)    A maldade humana não passa despercebida pelo Senhor, e pode se dar o caso de ser severamente julgada e o homem condenado. E se a maldade for uma maldade generalizada e até institucionalizada, a cidade, ou mesmo o país pode sofrer as consequências. (1.1-4)

2)    O “fundo do poço”, ou “o ventre do peixe” pode ser bom, se for uma maneira de Deus nos levar de volta à razão, a Ele. Jonas era, interessantemente, um fugitivo de Deus, um rebelde desobediente, justamente porque cria em Deus; a tempestade assolava e Jonas dormia porque sabia a razão dela, mas ele não queria voltar atrás e ir pregar em Nínive. A tempestade por si só não foi suficiente, então Deus fez Jonas ser engolido pelo grande peixe. (1.5-17)

3)    O Senhor é Deus misericordioso – poupou Jonas e não destruiu a cidade porque se arrependeram (capítulos 1 e 2)

4)    Não devemos ser crentes satisfeitos com o nosso bem estar pessoal enquanto milhares e milhares estão vivendo no pecado e prestes a sofrerem a consequência dele, especialmente a perdição (capítulo 4)

5)    A mensagem que pregamos tem que ser a que Deus nos mandou pregar, mesmo que seja uma mensagem de juízo. A mensagem que Deus manda pregar é que é poderosa e produz resultados (Capítulo 3)

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Destaques em Daniel

 

DESTAQUES EM DANIEL

(Apenas alguns destaques para nos conduzir em uma reflexão “livre” - será preciso ler os versículos em destaque)

 

Ø  1:8 – Daniel “assentou” no seu coração não se contaminar – “assentar” = resolver firmemente.

Ø  2.17-19 – DANIEL pediu ajuda a seus companheiros – eles oraram juntos para que pudessem sobreviver naquela terra.

Ø  2.28 – “Mas há um Deus nos céus...” – Ele pode... Nós não podemos, mas Ele pode...

Ø  2.44 – O Deus dos céus levantará um reino que não será destruído – Eu quero fazer parte desse reino...

Ø  3.15-18 – Aí está o que é fé verdadeira

Ø  3.25 – Quando, por não abandonarmos nossa fidelidade, somos jogados no “fogo”, Jesus está conosco.

Ø  3.28 – Quando os servos de Deus não se curvam diante do inimigo, o inimigo se curva diante de Deus.

Ø  4.27 – “Desfaze os teus pecados” – Isto, é, arrependa-se e faça diferente.

Ø  4.35 – Isso demonstra a Soberania de Deus, mas também demonstra o quanto Deus tem sido longânimo para conosco.

Ø  5.22 – Belsazar “sabia”, ele não foi reprovado porque “não sabia”. Assim será com muitos: ficarão perdidos, mas não por “não saber”...

Ø  6.4-5 – Fidelidade, irrepreensibilidade – a única razão para “descumprir a lei” dos homens é quando esta quer interferir negativamente em nosso relacionamento com Deus.

Ø  6.22 – Por que deixar Daniel ir para a cova dos leões? Podemos raciocinar assim: 1) A fé de Daniel foi fortalecida; 2) A fé das pessoas em volta de Daniel foi, em alguns casos fortalecida, e em outros casos despertada, iniciada e até abalada no caso daqueles cuja fé estava não no Deus Verdadeiro.

Ø  7.21, 22, 27 – Eis o que nos aguarda – vale a pena ser fiel, mesmo sob dificuldades.

Ø  9.3-19 – Uma oração maravilhosa:

1)    Uma oração “de verdade”, e não uma “oraçãozinha qualquer” como eu costumo fazer. Uma oração “trabalhosa” (v.3). 2)

2)    Uma oração regada a humildade. O Senhor é justo e NÓS (ele se inclui) pecadores e descumpridores de Sua lei, razão de todos os males que vieram sobre nós.

3)    Uma oração de quem sabe que depende das misericórdias do Senhor (v. 18)

Ø  9.27 – O “assolador” assola, mas apenas até o tempo que lhe está permitido; não mais. A Soberania pertence a Deus.

Ø  10.12 – Quando aplicamos nosso coração a compreender e nos humilhar diante de Deus, somos ouvidos e atendidos por Ele.

Ø  11.32 – O povo que conhece a Deus fará proezas

Ø  11.36 – Novamente: a Soberania pertence a Deus. Note: “até que” e “aquilo que está determinado será feito”

Ø  12.1-3 – Tempo de angústia virá, mas também será tempo de livramento para aqueles cujos nomes estiverem escritos “no livro”; os mortos ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.

Ø  12.4 e 10 – palavra que se cumpre bem diante de nossos olhos.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Redenção

 

REDENÇÃO

“... há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” (1 Timóteo 2:5-6 RC)

“... todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:23-24 RC)

01. Observemos nos textos a palavra “redenção”.

02. Pela redenção somos justificados gratuitamente, obra da graça de Deus.

03. Mas a redenção teve um preço, e esse preço quem o pagou foi Jesus.

04. A doutrina da redenção constitui-se em o cerne (centro, essência) da teologia bíblica.

05. A formação do povo de Israel, a revelação divina por intermédio dos profetas, a preparação do mundo para a vinda de Jesus e a vinda propriamente dita, seu ministério, morte e ressurreição, tudo teve por finalidade a redenção do homem.

06. Sem redenção não há céu pra ninguém.

07. Então vejamos algumas coisas que aprendemos na Bíblia sobre esse tema tão importante.

I. EM PRIMEIRO LUGAR, APRENDEMOS QUE A REDENÇÃO É UMA DÁDIVA DIVINA.

1.    Quem prestou atenção aos textos lidos pôde perceber que a redenção nós a conseguimos, ou, ela está disponível a nós por intermédio de Jesus, o Cristo.

2.    Com isso em mente, vejamos algumas coisas implícitas na Palavra de Deus sobre a redenção como dádiva divina:

a.    Em que consiste a redenção.

                                  i.    Os dicionários definem redenção como “ato ou efeito de remir; adquirir de novo; resgatar do cativeiro ou do poder alheio; alforriar, e: o resgate do gênero humano por obra de Jesus Cristo”.

                                ii.    A redenção, então, consiste de resgatar. É Deus vindo ao encontro e socorro do homem.

b.    Como Deus operou a redenção.

                                  i.    Deus operou a redenção por intermédio de Jesus Cristo.

                                ii.    I Coríntios 15. 21-22 diz assim: “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (RC)

                               iii.    Efésios 2.4-5: “... Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo...” (RC)

                               iv.    Quando Jesus, o Filho de Deus, foi redimido da morte – ressuscitado e glorificado – pelo Pai, nós (os que cremos) também o fomos n’Ele.

c.    A força operante na redenção.

                                  i.    Há quem imagine (muitos porque assim foram ensinados), que a força que há de operar a sua redenção são os seus méritos pessoais (o que inclui o que fazem e o que deixam de fazer). Estão enganados...

                                ii.    A Bíblia revela, e esta é uma verdade importante demais para ser ignorada, que a força operante na redenção é a graça de Deus, e não os méritos do homem.

                               iii.    Bastam-nos os seguintes versículos de Efésios para constatarmos isso: “... Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Efésios 2:4-5 RC) “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9 RC)

                               iv.    A graça de Deus, motivada pelo Seu amor, é que O levou a efetuar a redenção. Não fosse a “manifestação espontânea, imerecida e redentora do amor de Deus” todos estaríamos mortos nos pecados e perdidos para sempre.

II. EM SEGUNDO LUGAR APRENDEMOS QUE, APESAR DE A REDENÇÃO SER UMA DÁDIVA DIVINA, ELA EXIGE UMA RESPOSTA DO HOMEM.

1.    Que resposta é essa?

2.    Arrependimento e fé é a resposta.

3.    Marcos 1.15: “... o tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho”

a.    Arrependimento: A pessoa reconhece o seu pecado e toma a decisão de mudar de caminho. Exemplo: Zaqueu.

b.    Fé: Três são os elementos da verdadeira fé:

                                  i.    Credibilidade Disposição de aceitar os fatos do Evangelho como verdadeiros;

                                ii.    Confiança em Jesus como sendo capaz de salvar. Jesus é o ÚNICO e SUFICIENTE Salvador;

                               iii.    Submissão Entrega da vida a Jesus, para viver conforme a Sua vontade.

CONCLUSÃO

1.    Há uma música muito bonita, intitulada “Há Um País”, cuja letra diz:

Há um país nas terras de além rio

Cheio de flores, de prazer e luz.

É destinado às almas resgatadas.

Lá não terão mais lutas nem mais cruz.

 

Pois é ali que a morte não mais entra

Nem mais pecado o brilho tirará.

Jesus, o Rei dessas mansões tão lindas,

Os salvos todos com prazer abraçará.

Lindo país! Eu vejo a brisa mansa

Acariciar Campinas e jardins

E embalar as palmas prateadas

Dos perfumados vales por jasmins.

 

E enquanto o sol se põe no horizonte,

Eu julgo ver, em sonhos, este lar.

Vejo os amigos já ressuscitados

E todos nós ao nosso bom Jesus louvar.

2.    Você quer morar nesse país?

3.    Para isso a redenção se faz necessária, e para isso você precisa de Jesus.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Vida Proveniente de Deus

 

VIDA PROVENIENTE DE DEUS

 

 “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (João 3:3 RC)

 

1.    Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus!

2.    Lembro-me de quando era bem jovem, bem mais jovem do que sou hoje, e eu tinha o pensamento, talvez mais uma influência do que um desejo próprio, de entrar para a Marinha do Brasil. Não fui; nem tentei; mas me lembro bem que para se conseguir entrar para as Forças Armadas (Marinha, Exército ou Aeronáutica) havia algumas características que o indivíduo precisava ter e outras que ele não podia ter, e ainda havia outras que ele não tinha necessariamente que ter, mas que precisaria adquirir lá dentro para haver continuidade da carreira (talvez hoje ainda seja assim).

3.    O texto bíblico que temos acima, palavra de Jesus, nos leva a pensar que para vermos o Reino de Deus precisamos “adquirir” algumas características necessárias.

4.    Estas características precisarão ser “adquiridas” porque ninguém há que as possua naturalmente e por si próprio.

5.    E essas características são, em essência:

 

a.    uma nova vida,

b.    como membros de uma nova família,

c.    com uma nova capacidade

d.    e um novo desejo de agradar ao nosso Pai Celeste.

 

6.    Mas como adquirir, de onde vêm essas novas características? De onde vem essa nova vida?

7.    A resposta é simples e única: de Deus.

8.    O Apóstolo Pedro em sua primeira carta falou sobre essa nova vida. Ele apresentou-a como uma vida que deve ser vivida

 

a.    em temor; (Temor no sentido de respeito, reverência diante de Deus – sendo assim podemos pensar em Provérbios 1.7 como nos dizendo que o portar-se respeitosamente diante de Deus é característica necessária e principal de um homem verdadeiramente sábio – e respeitar é mais que simplesmente diante d’Ele portar-se de maneira grave, circunspecta, discreta. Respeitar é não nos portarmos de maneira indiferente às Suas orientações, àquilo que Ele pretende para nós... ).

b.    em constante crescimento;

c.    em submissão aos governos, senhores, maridos;

d.    encarando os sofrimentos de uma forma positiva e

e.    trabalhando para o Senhor.

 

9.    A razão dessas orientações do Apóstolo é que essa nova vida proveniente de Deus é uma vida que consiste, sim, da salvação através da fé em Cristo, mas também da santidade através da obediência a Deus, em Cristo.

10. Vejamos de maneira mais detalhada esses dois pontos: salvação através da fé e santidade através da obediência.

 

I. Salvação Através da Fé

 

1.    Leiamos primeiramente os versículos 3-9 de 1 Pedro 1:  “3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4  para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós 5  que, mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo, 6 em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, 7  para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo; 8  ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso, 9  alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma.” (1 Pedro 1:3-9 RC)

 

a.    Por Sua grande misericórdia Deus nos regenerou; nós nascemos de novo.

b.    Nascemos de novo não para uma esperança lúgrube (triste), morta, mas para uma esperança viva; uma esperança que se exerce pela ressurreição de Cristo dentre os mortos.

c.    Nascemos de novo para recebermos uma herança não manchada pelo mal, e que não perde o seu valor com o tempo. Uma herança que não murcha como a folha de louro da coroa de louros, prêmio ganho pelos atletas olímpicos vitoriosos na época de Pedro. Uma herança reservada nos céus para nós.

d.    Ora, a esse Deus Bendito devemos nós, com fé, estar nos entregando de corpo e alma, para que Ele nos guarde pelo Seu poder para a plena revelação da salvação no último dia.

e.    Uma vez fazendo isso e crendo, podemos nos regozijar com alegria indizível, apesar de, por ainda vivermos neste mundo, sermos contristados por várias provações, que servem para provar o valor de nossa fé.

f.     Essa nova vida pela misericórdia de Deus é vida que começa a ser vivida agora, em união com Cristo, e que será consumada na ocasião de Sua vinda.

 

2.    Agora leiamos os versículos 10-12: “10 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, 11  indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir. 12  Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.” (1 Pedro 1:10-12 RC)

 

a.    Pedro não estava inventando nada.

b.    Tudo o que ele estava a dizer já fora dito pelos profetas séculos antes.

c.    A graça foi profetizada pelos profetas do AT, e a graça que eles profetizaram veio a se tornar realidade no tempo na vida, morte e ressurreição de Jesus.

 

3.    Fechando esse ponto: a nova vida proveniente de Deus

 

a.    foi anunciada pelos profetas,

b.    tornou-se realidade em Cristo,

c.    é fruto da misericórdia divina,

d.    mas nós precisamos recebê-la pela fé (Isso é o que chamamos de salvação através da fé)

 

4.    Mas, como disse, esta nova vida não consiste apenas da salvação através da fé, mas também, da santidade através da obediência.

 

II. Santidade Através da Obediência

 

1.    Santidade significa separação.

 

a.    Ser separado de todo pensamento ou ato que possa ser chamado de pecaminoso, injusto, incorreto...

b.    ser separado por Deus para Deus, para servir a Deus.

 

2.    A vida proveniente de Deus consiste dessa santidade, através da obediência.

3.    E essa santidade precisa ser:

 

2.1. Modelada pela santidade de Deus – 1 Pedro 1.13-21

 

“13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, 14  como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; 15  mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, 16  porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 17  E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, 18  sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 19  mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 20  o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 21  e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.” (1 Pedro 1:13-21 RC)

 

1.    Para falar sobre viver em santidade, Pedro começa se utilizando de uma figura de linguagem: “cingindo os lombos do vosso entendimento”

2.    Vestir vestidos era um costume dos homens à época de Pedro, e, para que estes não os atrapalhassem no trabalho, eles os amarravam com cordas à altura da cintura. Pedro aplicou isso no âmbito intelectual – nós devemos estar tirando da nossa mente qualquer coisa que atrapalhe a vida santificada. Nós devemos estar disciplinados até em nossa maneira de pensar. Devemos ser sóbrios, isto é, termos bom senso e focalizar nossa visão, o nosso pensamento, na consumação vindoura da graça redentora de Deus, por ocasião da volta de Cristo.

3.    Devemos nos portar como filhos obedientes, e filhos obedientes sempre procuram imitar seus pais.

4.    E como filhos obedientes de DEUS, devemos imitar não esse mundo, mas Deus, o nosso Pai, e procurarmos viver em santidade porque Ele é Santo.

5.    Devemos esquematizar nossa conduta tendo Deus como modelo, e não as concupiscências mundanas, pois fomos resgatados de nossa vida pecaminosa pelo sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus que não conheceu pecado, mas levou sobre si as nossas culpas.

6.    Então, a santidade de Deus, ainda que sejamos incapazes de alcançá-la, é o modelo da santidade que devemos viver. E essa santidade que devemos viver, tendo Deus como modelo, leva ao amor aos irmãos. A santidade deve ser modelada pela santidade de Deus e, consequentemente, motivadora do amor aos irmãos.

 

2.2. Motivadora do amor aos irmãos – 1.22-25

 

“22  Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro; 23  sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre. 24 Porque toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; 25  mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” (1 Pedro 1:22-25 RC)

 

1.    A santidade que provém da obediência a Deus e do fato de se modelar o caráter pessoal pelo caráter de Deus, indica um laço comum que une todos os remidos.

2.    Esse laço é o amor fraternal, não fingido, não hipócrita.

3.    E também essa santidade deve ser:

 

2.3. Amadurecida em união com Cristo – 2.1-10

 

“1 Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, 2  desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo, 3  se é que já provastes que o Senhor é benigno. 4 E, chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, 5  vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. 6  Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. 7  E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; 8  e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. 9  Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10  vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1 Pedro 2:1-10 RC)

 

1.    Assim como um bebê cresce até à maturidade, os “nascidos de novo” também precisam crescer. E para que haja crescimento é preciso “colocar de lado”, “botar fora” algumas coisas, como se faz com uma roupa velha e manchada. Essas coisas são, dentre outras:

 

a.    maldade (malícia),

b.    dolo (engano),

c.    hipocrisia (fingimento),

d.    invejas,

e.    maledicência.

 

2.    Estes são pecados do espírito.

3.    E os pecados da carne também precisam ser evitados.

4.    Nosso desejo precisa estar voltado para as coisas espirituais, tendo como ponto de referência a salvação como produto final, acabado, consumado.

5.    A nossa santidade deve amadurecer em união com Cristo. Assim como Cristo é a Pedra Viva, nós também devemos ser quais pedras que vivem...

6.    Pedro também afirma que somos o santuário do Deus Vivo, e, como tais, não devemos entrar em jugo desigual com qualquer coisa ou pessoa deste mundo. Somos povo de propriedade exclusiva de Deus.

 

Conclusão

 

1.    Fomos salvos pela fé em Jesus;

2.    Recebemos de Deus uma vida nova que precisa voltar-se completamente para Ele.

3.    Devemos crescer em santidade através da obediência a Deus.

4.    Devemos repudiar crescente e continuamente o pecado

5.    Devemos depender ininterrupta e crescentemente de Cristo

6.    Não é fácil, mas lembremo-nos da promessa de Jesus: “... eis que estou convosco todos os dias...”

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 


CONSULTAS:

A Bíblia Anotada por Charles Caldwell Ryrie

Comentário Bíblico Broadman – volume 12

O Evangelho da Redenção – Walter Thomas Conner

Expectativa do Céu

EXPECTATIVA DO CÉU Em o livro O Peregino, John Bunyan escreveu: “Para Cristão, a expectativa do céu é o que o impulsiona a ter uma vida pi...