quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Esboço: O CHAMADO DE CRISTO

 

Esboço:

 

O CHAMADO DE CRISTO

 

"Vinde a mim todos vós..." (Mateus 11.28)

 

1.    Um Chamado Para Todos.

·         Vinde a mim TODOS, disse Jesus

·         Alguém pode argumentar dizendo que é "todos os que estão cansados e oprimidos".

·         É verdade! Jesus disse "vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos".

·         Entretanto, também é verdade que com essas palavras Jesus não está considerando a possibilidade de haver no mundo pessoas que não estejam cansadas e oprimidas ou sobrecarregadas pelo pecado. NÃO! TODAS as pessoas que já viveram, vivem e viverão neste mundo, desde a entrada do pecado nele, estão cansadas e sobrecarregadas, ainda que não se reconheçam assim.

o   Todas as fadigas do dia-a-dia;

o   Todo cansaço ao final de cada dia;

o   Toda enfermidade;

o   Todo desânimo;

o   Toda depressão;

o   Toda ansiedade;

o   Toda frustração;

o   Toda violência;

o   Todo vício;

o   Toda lágrima de tristeza;

o   Toda morte;

o   Toda incerteza;

o   Toda peste;

o   Toda epidemia;

o   Toda guerra;

o   Toda fome;

o   Toda destruição;

o   Todo terremoto;

o   Toda opressão demoníaca;

o   Toda perdição;

·         Tudo, tudo, tudo o que podemos classificar de ruim que existe neste mundo, existe por causa do pecado;

·         E quem pode dizer, então, que não está cansado, oprimido, sobrecarregado por causa destas coisa?

·         Ninguém pode verdadeiramente!

·         Então, todo mundo, de verdade, está cansado e sobrecarregado, e o convite de Jesus é para todos; mas quem vier precisa se reconhecer cansado e sobrecarregado e dependente de Jesus.

·         O que acontece é que tem gente que não se reconhece assim – mas se você se reconhece nesse estado, então "venha a mim", disse Jesus.

 

2.    Um Chamado à Fé.

·         A natureza do chamado que Cristo faz implica em a necessidade de se crer nele.

o   É preciso crer que Ele é o anunciado pelo próprio Deus ainda no Éden, que viria para esmagar a cabeça da serpente;

o   É preciso crer que Ele é aquele que foi profetizado pelo profeta Isaías, que nasceria de uma virgem e seria conhecido por Emanuel, profecia citada por Mateus (1.22-23) com a explicação de que Emanuel significa DEUS CONOSCO.

o   É preciso crer que ele é o anunciado por João Batista, que viria após ele, mas que era antes dele, do qual ele era indigno de, abaixando, desatar-lhe a correia das alparcas;

o   É preciso crer que Ele é, conforme anunciado, ainda por João Batista, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo;

o   É preciso crer, conforme anunciado por Pedro, que Ele é aquele que tem as palavras de vida eterna e que é o único nome dado entre os homens pelo qual podemos ser salvos;

o   É preciso crer, conforme anunciado por Ele mesmo, que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e que ninguém vai ao Pai se não for por Ele;

o   É preciso crer que ELE é a verdade que liberta;

o   É preciso crer que ELE é o Pão e a Água da vida;

o   É preciso crer que ELE é aquele em quem podemos tomar posse do dom gratuito de Deus – a Vida Eterna;

o   É preciso crer que ELE é aquele em quem podemos, de fato, encontrar descanso para as nossas almas;

o   É preciso crer que ELE é o Salvador e não há outro e que não há como escapar se negligenciarmos essa tão grande salvação.

·         É, portanto, um chamado à fé.

·         Paulo disse ao carcereiro de Filipos quando ele perguntou o que fazer para ser salvo: "Crê no Senhor Jesus Cristo...".

·         João, depois de dizer que todos quantos o receberam também receberam o poder de se tornarem filhos de Deus, explicou que recebê-lo significa crer no Seu Nome;

·         O próprio Jesus, depois de orientar algumas pessoas que elas deveriam trabalhar não simplesmente pela comida que perece, mas pela que permanece para a vida eterna, disse, respondendo à pergunta sobre que trabalho seria esse: "A obra de Deus é esta: que creiais naquele que Ele enviou".

·         O chamado de Jesus é um chamado à fé – é preciso crer.

 

3.    Um Chamado Para ir A JESUS.

·         Vinde A MIM, disse Jesus.

·         Quando os discípulos de Jesus foram confrontados pelo próprio Jesus com a possibilidade de deixarem de segui-lo, Pedro, com muita convicção, respondeu: "Senhor, para que iremos nós? Tu tens as Palavras de vida eterna e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus"

o   Ora, Pedro poderia ter, junto com os demais discípulos, ter criado uma associação de "gente boa", fazedores de boas coisas, e ele estaria muito bem acompanhado. Já pensou estar na companhia de um Tiago, de um João, de um André, de um Filipe, de um Mateus, de um Bartolomeu, de um Tomé... discípulos de Jesus? Ora, Pedro estaria em muito boa companhia. Eles poderiam voltar às suas profissões e ainda assim formarem uma "ong" para desenvolver excelentes projetos humanitários e seriam louvado por todos;

o   Pedro poderia ter voltado para os seus familiares, e amigos, e profissão, e junto com eles frequentar uma boa sinagoga, e ele estaria muito bem acompanhado;

o   Pedro poderia ter se juntado, juntamente com os demais discípulos e outras mulheres piedosas, a Maria, a mãe de Jesus, mulher que experimentou, de forma singular, o poder de Deus, e ele estaria em muito boa companhia;

·         Mas esse Pedro respondeu para Jesus que ele não iria a lugar nenhum e a pessoa nenhuma, que ele continuaria lhe seguindo porque ele sabia que ele, Jesus, é quem tinha as palavras de vida eterna e era o Cristo, o Filho de Deus.

·         Todos os demais podiam ser boas pessoa e boas companhias, mas só ele era O Cristo, e só Ele podia conferir Vida Eterna; só Ele era (e é) O Salvador.

·         Então, o chamado de Cristo é para ir a ELE.

o   Se você quer adquirir conhecimento você pode ir à escola;

o   Se o conhecimento que você quer adquirir é acerca de Deus, você pode ir a um seminário;

o   Se você quer ter uma religião você pode filiar-se a uma igreja;

o   Se você quer dedicar-se a fazer boas coisas você pode fazê-lo, na igreja ou fora dela, com Cristo ou sem Cristo...

o   Mas se você quer salvação, se você se reconhece, cansado, oprimido, sobrecarregado por causa do pecado e quer ser aliviado dessa carga, perdoado, lavado de seu pecado, você tem que ir A JESUS.

·         Ouça bem: não estou desprezando nada e nem ninguém, muito menos a igreja – a igreja é importante e advogo a tese de que quem a despreza está a desprezar o próprio Cristo, uma vez que Ela (a igreja) é o Seu Corpo (o de Cristo) – mas se você quer ser salvo, quer ser aliviado da carga opressora do pecado,

o   A igreja não pode lhe proporcionar isso;

o   Boas obras não podem lhe proporcionar isso;

o   Nenhum dos considerados "Santos" podem lhe proporcionar isso, nem mesmo Maria – ela foi a mãe do Salvador, mas não A Salvadora;

o   O único que pode lhe proporcionar isso é Jesus CRISTO.

·         Por isso Ele diz "vinde A MIM"

·         O chamado de Cristo é um chamado para ir a ELE.

 

4.    Um Chamado Para a Salvação – o descanso da salvação.

·         Ora, já temos deixado isto bastante evidente, e, quando Jesus promete alívio e descanso para a alma, dentre outras coisas ele está falando sobre o alívio que encontra aquele que, indo a Ele, entende que Ele terminou a obra de redenção na cruz do Calvário e reconhece que a pena pelo pecado já foi paga de uma vez por todas e que Deus não exigirá outro pagamento.

·         Jesus veio como o portador das Palavras de Vida Eterna;

·         Jesus veio como o Cordeiro de Deus...

·         Jesus veio como o Caminho que nos conduz a Deus;

·         Jesus veio como a luz que ilumina o nosso caminho neste mundo de trevas, conduzindo-nos a Deus;

·         Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido;

·         Jesus veio como manifestação da graça de Deus.

 

5.    Um Chamado Para Viver Sob a Bênção do Senhor.

·         "Eu vos aliviarei"... "Encontrareis descanso para as vossas almas"

  • “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.” (Romanos 8:28 RC)
  • “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32 RC)
  • “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.” (Apocalipse 21:7 RC)
  • Salmo 23

 

6.    Um Chamado à Fidelidade.

·         "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim..."

  • “... a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” (Tito 2:11-14 RC)

 

7.    Um Chamado Para Investir na Eternidade

·         "Ajuntai tesouros nos céus..."

·         "Se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima... pensai nas coisas que são de cima..."

 

8.    Concluindo

·         Cristo te chama hoje:

o   Para crer nele;

o   Para ir a ele;

o   Para ser salvo por ele;

o   Para viver sob a bênção dele;

o   Para ser fiel a ele e

o   Para investir na eternidade.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Fevereiro de 2015

“Quase”

“QUASE”

 

Fontes: Jornal Batista de 08/03/1992 e “Quase Salvo, Porém Fatalmente Perdido”, de Hernandes Dias Lopes.

 

Querido e amado no Senhor, inicio essa minha palavra expressando o desejo do meu coração de que você seja abençoado hoje, e, a partir de hoje, durante todos os seus dias nesta Terra.

Agora quero encorajá-lo a abrir a sua Bíblia e ler Atos 9.1-21 e 26.28 e depois refletir comigo através do texto abaixo.

            Existe uma historieta muito antiga que fala sobre a coragem espartana. Esta pequena história data da época de Felipe da Macedônia (382-386 a.C.). Diz a história:

 

Nos primeiros tempos, os povos da Grécia não eram unidos como hoje. Havia uma série de cidades e territórios, cada qual com o seu próprio governante. Felipe, rei da Macedônia, ao norte da Grécia, queria unir todos os povos gregos sob seu domínio. Armou então um poderoso exército e partiu para a conquista dos outros territórios, onde se fez aclamar rei. Esparta, porém, resistiu.

            Os espartanos ocupavam a região sul da Grécia. Chamada Lacônia. Destacavam-se pelos costumes simples e pela bravura. Eram também famosos por usar poucas palavras, cuidadosamente escolhidas; ainda hoje se diz que as respostas curtas são ‘lacônicas’.

            Sabendo que precisava subjugar Esparta para ter o domínio total sobre a Grécia, Felipe cercou as fronteiras da Lacônia e enviou uma mensagem aos espartanos:

            - Caso não se rendam imediatamente, invadirei suas terra. E se os meus exércitos as invadirem, pilharão e queimarão tudo o que vocês mais prezam. Se eu marchar sobre a Lacônia, arrasarei suas cidades.

            Alguns dias depois, Felipe recebeu a resposta. Abriu a carta e encontrou apenas uma palavra escrita:

            - ‘SE’.

 

            Essa história eu a extraí de um livro intitulado “O Livro das Virtudes”, e a uso aqui para destacar a diferença que faz uma palavra. Um “se” pode faz uma diferença enorme. Há poucos dias eu estava considerando com alguém que “se”, por um milagre, todos os políticos, governantes, dirigentes, etc., do nosso país se tornassem extremamente honestos, incorruptíveis, o Brasil, em pouco tempo, se tornaria uma superpotência. Mas isso é “se”. Que diferença faz uma palavra!!!

            Uma outra palavra que faz uma diferença enorme é “quase”.

 

·         O meu time “quase” foi campeão – A diferença foi o título, que ficou com o time adversário.

·         O rapaz, vítima de arma de fogo, “quase” escapou – A diferença foi a vida, em sentido negativo.

·         O homem “quase” tomou aquele avião que caiu, mas chegou atrasado – A diferença foi a vida, em sentido positivo.

 

            A diferença às vezes é para melhor, mas às vezes para pior

            Os textos que sugeri para leitura falam de duas pessoas que viveram o “quase” num sentido cuja diferença é abismal.

            A primeira foi Saulo, que depois teve o nome mudado para Paulo. Ele foi um homem “quase” perdido, porém foi salvo quando, a caminho de Damasco, se rendeu a Jesus, cujos discípulos ele perseguia.

            A segunda foi Agripa. Ele “quase” se deixou persuadir à fé, mas não o fez. “Quase” salvo, porém perdido.

            A história de Paulo tem sido a história de muita gente, mas, infelizmente, a história de Agripa também tem sido a história de muita gente.

 

            Conta-nos uma ilustração que houve uma reunião dos demônios, para se discutir o que fariam para levarem mais pessoas para o inferno. Algumas sugestões foram ouvidas:

            - “Vamos queimar todas as Bíblias em praça pública” – disse um dos demônios.

            - “Vamos convencer os homens de que a Bíblia não é a Palavra de Deus” – disse outro.

            - “Vamos convencer os homens de que eles são bons, de que se eles praticarem algumas boas obras poderão ser salvos por seus méritos” – um outro falou.

            Muitas outras sugestões foram ouvidas, mas a que maior aprovação teve foi a seguinte:

            - “Vamos dizer aos homens que a Bíblia é a verdade, que eles são pecadores e que só Jesus é quem salva; mas vamos dizer também para eles deixarem a decisão por Cristo para amanhã, pois ainda é muito cedo”.

           

E assim tem sido. Muitas pessoas têm adiado a sua decisão por Cristo, como Agripa. Alguns motivos para esse adiamento são, dentre outros:

 

            L Amor ao,dinheiro – Veja Lucas 12.16-21; 18.18-23 e 1 Timóteo 6.10

            L Amor ao mundo.

            L Amizades

            L Religiosismo sem vida – Muita gente é sincera na observância de sua religião, mas não têm a Cristo. Religião não salva. Só Cristo salva.

            L Confiança nos próprios méritos para a salvação – Veja Efésios 2.8-10

 

            Isaías 59.1 nos dá conta de que Deus está com os braços estendidos e os ouvidos abertos para nós. Mas Isaías 55.6 nos revela que há tempo para isso acabar.

            Saia do “quase”; tome uma decisão agora. Entregue-se ao Senhor Jesus imediata e destemidamente e deixe de ser um “quase” salvo para ser um “definitivamente” salvo.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves.

Fontes: Jornal Batista de 08/03/1992 e “Quase Salvo, Porém Fatalmente Perdido”, de Hernandes Dias Lopes.

 

AINDA É TEMPO DE CLAMAR

AINDA É TEMPO DE CLAMAR

 

>  Jeremias 33.3a – "Clama a Mim..."

 

Jeremias estava encarcerado no pátio da guarda quando a Palavra de Deus veio a ele dizendo, dentre outras coisas, "Clama a Mim...". Jeremias foi preso algumas vezes, algumas delas em lugares bem ruins, pela razão de anunciar juízo de Deus contra a nação através de Nabucodonozor, rei da Babilônia. Quanta diferença de muitos "profetas" atuais, especialmente os midiáticos, que só anunciam "coisa boa"... Deus não tem mais "juízo" para disciplinar seu povo; Ele agora, segundo muitos "profetas" dos tempos atuais, faz "vista grossa" ao pecado, e ele só "abençoa", e essas bênçãos vêm de caminhão, de avião, de tantas que são. Se você crê, digite amém, curte, compartilha... dizem. Pois eu quero "profetizar" sobre sua vida, meu irmão, que Deus quer, pode e vai lhe abençoar, mas não brinque com Ele não – "De Deus não se zomba... tudo o que o homem semear ceifará", e "horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo".

 

Voltando ao assunto, Deus disse a Jeremias: "Clama a mim..."

 

>  Joel 2.31-32: “O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.  E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar.” (Joel 2:31-32 RC)

 

>  Atos 2.20-21 – Pedro cita essa profecia de Joel

 

>  Romanos 10.13: Paulo também cita parte da profecia de Joel

 

>  "Clamar" é a palavra de ordem

 

>  Mas, que tipo de clamor Deus quer ouvir de nós?

 

1.   O clamor de quem sabe que a situação em que está é desesperadora – reconhecimento – O Filho Pródigo

 

2.   O clamor de quem não quer mais continuar nesta situação – Arrependimento – O Filho Pródigo; a mulher que tinha um fluxo de sangue (um clamor do coração, mas um clamor; os dez leprosos...)

 

3.   O clamor de quem sabe que só Jesus é capaz de livrar – Fé – O cego de Jericó; a mulher que tinha um fluxo de sangue; A mulher Cananéia (Mateus 15.22-28)

 

>  E precisamos clamar "agora", porque chegará um tempo que não será mais tempo de clamar, pelo menos não um clamor que será ouvido e positivamente atendido...

 

Isaías 55.6-7: “ Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.  Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” (Isaías 55:6-7 RC)

 

Lucas 16.19ss – O Rico e Lázaro – O homem, estando em tormentos "clamou"... mas já era tarde; um grande abismos estava posto...

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui – Sede – Setembro de 2014

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

HISTÓRIA DO CARNAVAL

 

HISTÓRIA DO CARNAVAL

Texto escrito por Eliezer Andrade, meu irmão e amigo de Foz do Iguaçu

Acesse: http://www.rota232.com.br/historia-do-carnaval

Eliezer-Santos52

Festeja-se a cada ano em nosso País, a festa pagã denominada carnaval ou folia que significa divertimento da carne, farra, prazer carnal, loucura. “Carnavale” em italiano, significa “adeus à carne” ou festa de muita alegria e orgia. É de origem pagã e teve início desde os tempos imemoriais do Egito antigo, sendo transportada com outros nomes para outros países. Na Grécia tomou o nome de Dionísio, ou Dumbá, equivalente a Baco de Roma, ou Bacanal, deuses do vinho, da insânia e da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. A história do carnaval não é brasileira, mas teve início no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas realizadas no Brasil foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na Colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

Com o advento do cristianismo, o arrefecimento das festas pagãs e a tolerância da própria igreja, chegou à cultura latina com a denominação de carnaval. No Brasil tornou-se atração turística e é dedicada a Momo – deus da zombaria, do sarcasmo, da pândega, que está ligada à quaresma – período de abstinência e jejum que termina na semana santa.

Momo é satanás dissimulado. É também um deus morto que oferece desejos e impulsos pecaminosos que dominam o homem natural. Mas é desse tipo de tragédias que o homem natural gosta. Segundo a tradição, Momo foi expulso do Olimpo para ser na terra o “rei dos loucos”. O homem que anda nas festas carnavalescas se torna inimigo de Deus e desobediente aos verdadeiros ensinos cristãos. A Bíblia assinala que quem segue ou adora a um deus morto, se torna espiritualmente semelhante a ele (Salmo 115.1-8).

O apóstolo Paulo fala de dois tipos de pessoas: as carnais e as espirituais. O pensamento do homem norteia o seu comportamento. Se a mente é carnal, seu comportamento é carne e resulta em morte; se a mente é espiritual, seu comportamento é espiritual e resulta em vida e paz. Andar segundo a carne é viver no caminho largo que conduz à perdição. Quando o Espírito de Deus entra e habita no coração do homem, ele luta contra esses maus apetites produzindo em seu lugar o novo fruto que são as qualidades e atributos de Cristo. Disse Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32). A liberdade ensinada por Jesus não é libertinagem. Deus não nos deu liberdade para fazermos o que queremos. Liberdade tem quem tem responsabilidade e sabe lidar com ela. O cristão tem que depender de Deus que é a coisa mais importante da vida porque nEle vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17.28).

MENOS BATISTA, MENOS…

 

MENOS BATISTA, MENOS…

Posted: 26 Jun 2013 10:01 AM PDT

Isaltino Gomes Coelho Filho (Já falecido)

 

Estava em Monte Dourado, no vale do Rio Jari, aonde vou mensalmente para lecionar para um grupo de servos de Jesus e da sua igreja. Um privilégio dado por Deus, o de trabalhar na formação de obreiros. Vêm irmãos de Vitória do Jari, Laranjal do Jari e Munguba (do Amapá), Almeirim e Monte Dourado (do Pará).  Estudo sério, um bom café, e sempre um bom peixe, no sábado.

 

Normalmente hospedo-me na casa do Sales, irmão da igreja local. Desta última vez, um galo tresloucado começou a cantar de madrugada, e às 10 da manhã ainda cantava. Que fôlego (e que falta do que fazer!) do penoso galináceo!  Sales disse que foi presente de uma irmã da igreja para seu filho. E ela deu-lhe logo dois galos! Citei-lhe um “provérbio” maldoso: “Quer se vingar de um inimigo? Dê uma corneta para o filho dele!”. A irmã deve ter querido se vingar dele… Dois galos! E, no ensejo, contei a história do galo que se julgava o mais poderoso da fazenda onde morava. Mais poderoso que o boi, o cavalo e até mesmo que o dono da fazenda. É que quando ele cantava, o sol nascia. Só ele conseguia fazer isso. Nem o fazendeiro! O sol nascia porque ele cantava.

 

Uma noite, o galo ficou na farra até altas horas, perdeu o tempo, e só acordou às 9. O sol já ia alto. Consternado, ele descobriu que, cantasse ou não, o sol nasceria. Ele não era tão importante assim. Até entrou em crise existencial. Não era o que pensava…

 

Há gente como este galo. Julga-se muito importante. Sem elas o mundo não iria bem, ou a igreja afundaria. “Quero ver a igreja se virar sem mim!”, diz o crente vaidoso. Ou “Se não fosse por mim, o reino de Deus não avançaria!”, pensa o obreiro com complexo deste galo da história. Há famílias donas de igrejas (e como há!) que pensam que sem elas a igreja morreria. São pessoas que têm um conceito mais alto de si do que deveriam ter. Talvez a igreja melhorasse muito se elas saíssem! Vez por outra, no Facebook (onde há coisas boas, mas medram bobagens alimentadas pela falta de senso analítico, ausência cada vez mais aguda no cenário evangélico) aparece um quadro com esta mensagem: “Você é insubstituível!”. Aliás, título de um livro de autoajuda, da autoria de um escritor famoso. Todas as vezes que vejo tal quadro me recordo de uma frase: “Os cemitérios estão cheios de insubstituíveis!”. O mundo funcionava sem nós. E depois que nos formos o mundo ainda funcionará.

 

E também o reino de Deus. Para cada Moisés Deus tem um Josué. Para cada Elias Deus tem um Eliseu. Para um Judas que se vai, há um Matias que vem, e que até melhora o ambiente. Deus é Soberano. Usa quem quer, quando quer, e não deve nada a ninguém por isso. Usou a Assíria para disciplinar Israel, o Norte, e exclamou: “Ai da Assíria, a vara da minha ira!” (Is 10.5). Usou a Assíria, mas esta não ficou com crédito junto a ele. Ele a julgou. Nações e pessoas são instrumentos, apenas. O sujeito das ações é ele. O autor da história é ele. A glória é dele. O reino é dele, não nosso. A igreja é dele, não nossa. Só ele é insubstituível. Aliás, ele é O INSUBSTITUÍVEL.

 

O serviço cristão não é, como alguns dimensionam, algo a ser feito para ajudar a Deus nem para salvar a igreja de uma hecatombe espiritual. Deus não precisa de salvadores e a igreja é muito maior e muito mais poderosa do que pensamos. Ela sobreviveu a pessoas melhores e a pessoas piores que nós. Ela sobreviveu à perda de um Paulo e ao surgimento de um Nero. Ela é de Jesus e exatamente por isso nunca será vencida.

O serviço cristão é útil, sim, ao reino e à igreja. Isto é inegável. Mas se falharmos, o reino e igreja continuam. Deus não fica desorientado porque perdeu um auxiliar de ponta. Ele não é alguém patético, mas é o Senhor. “Socorro e livramento virão de outra parte” (Ester 4.14). Ele terá outros para o serviço. Mas o serviço é, também, para termos senso de utilidade. Para mostrarmos nossa gratidão a Jesus (“O amor de Cristo nos constrange”- 2Co 5.14). Para nos realizarmos como filhos de Deus. Quem serve com alegria é sempre abençoado. Não vive buscando bênçãos. Sua bênção maior é servir. Quer glória maior que esta?

 

Sou pastor de uma igreja que foi muito machucada. E como é uma igreja amorosa e sensível, presumo que sua dor seja mais aguda do que se fosse uma igreja insensível em relacionamentos. Sei que sou útil a ela.  Sou obreiro numa região carente. Mas não sou um herói. Nem um benemérito espiritual. Minha igreja me é mais útil que eu para ela. Meu campo me é mais útil que eu para ele. Dão-me, igreja e campo, oportunidade de me realizar como crente em Jesus (o pastor não deixa de ser um crente em Jesus!). Posso fazer alguma coisa para meu Salvador. O serviço cristão não é para nossa glória. É para nós glorificarmos a Deus. É uma oportunidade para mostrarmos nosso amor a Jesus. Bem aventurado quem tem um espaço para ser servo. A grande bênção da vida cristã é ser útil. Porque o serviço cristão enriquece o servo. Dá uma dimensão enorme à sua vida. Servir beneficia mais a quem serve que a Deus. Ele anda bem sem nós. Nós não andamos bem sem ele. Nossa vida tem mais sentido quando somos instrumentos dele.

 

O galo que ficou na gandaia e perdeu a hora me lembra de um personagem de humor (humor fraco, mas humor) da televisão. Um personagem chamado Batista elogiava muito o chefe e este apenas dizia: “Menos Batista, menos…”. Pois, se alguém pensa de si mesmo que é o galo que faz o sol nascer, fica esta palavra: “Menos Batista, menos…”. Seja servo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

0218 – A MULHER CANANÉIA – Necessidade, atitudes e bênção

 

0218 – A MULHER CANANÉIA – Necessidade, atitudes e bênção

 

Mateus 15.21-28

 

1)    A Necessidade – V. 22

2)    As Atitudes:

a.    Ela clamou – v. 22

b.    Ela contou o problema, sem rodeios – v. 22

                                  i.    É interessante o fato de que Deus sabe todas as coisas (veja Mateus 6.8, 31ss e o extraordinário Salmo 119), mas quer que Lhe falemos o que nos perturba o espírito (veja Filipenses 4.6).

c.    Ela buscou com diligência, insistentemente (v. 23) – outra coisa que não compreendemos muito bem, mas que somos orientados a fazer (veja Lucas 18.1ss.). Parece que isso demonstra a nossa fé.

d.    Ela se portou reverentemente diante de Jesus (v. 25) –

e.    Ela reconheceu quem é Jesus – ELE é o Senhor (v. 25)

f.     Ela entregou-se (v. 25 – "socorre-me")

g.    Ela foi humilde (v. 27) – Que diferença do fariseu e que semelhança com o publicano da parábola contada por Jesus em Lucas 18.10ss.! Essa humildade é parte essencial daqueles que possuem e pertencem ao Reino dos Céus (veja Mateus 5.3)

h.    Ela teve fé (v. 28) – Não uma fé irreverente e orgulhosa como a suposta fé de alguns que pensam que podem "determinar" a Deus o que Ele tem de fazer.

3)    A bênção (v. 28) – Ela recebeu o que pediu. Aprouve a Jesus conceder-lhe o que ela, com fé, estava a pedir...

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Expectativa do Céu

EXPECTATIVA DO CÉU Em o livro O Peregino, John Bunyan escreveu: “Para Cristão, a expectativa do céu é o que o impulsiona a ter uma vida pi...