terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Felizes os que morrem no Senhor


FELIZES OS QUE MORREM NO SENHOR

 

“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.” (Ap. 14:13 RC)

 

Recebi certa vez um texto cujo título é uma pergunta: “Preparado para ouvir o sonido da última trombeta?”

Remeto a você o mesmo teor da pergunta, de forma diferente: você está pronto para ir ao encontro de Deus?

O texto acima, de certa forma fala sobre esse encontro com Deus.

Ele não fala sobre o retorno de Cristo, ele não fala sobre o arrebatamento... Ele fala sobre a morte. Mas todos sabemos que depois da morte vem o encontro com Deus. Veja o que diz Eclesiastes 12:

 

“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias... antes que se escureçam o sol, e a luz... antes que... o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu

 

Eu perguntei em minha igreja: Quem quer morrer hoje? Amanhã? Essa semana? Esse ano? Nos próximos dez anos?...

Ninguém disse que queria...

A razão é simples: morrer não é bom! Nenhum indivíduo em são estado físico e mental deseja morrer. A própria Palavra de Deus relaciona a morte ao pecado. Romanos 5.12 diz:

 

“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.” (RC)

 

Há algum tempo, através de uma leitura, tomei conhecimento de que nas ilhas Fiji havia o costume de se chamar de volta os mortos. Os nativos subiam nas árvores e ficavam gritando aos seus parentes mortos para que eles voltassem. Uma atitude de não aceitação.

A ciência médica tem gastado bilhões e bilhões de dólares em busca de pelo menos um prolongamento da vida.

Anunciou-se com alegria há pouco tempo que pela primeira vez na história a expectativa de vida dos brasileiros ultrapassa os setenta anos.

Entretanto, a morte está aí, sempre presente, atingindo qualquer pessoa: recém-nascidos, adolescentes, jovens, idosos, doentes, sãos... E isso a qualquer momento, às vezes inesperadamente e de forma trágica. Costumamos até dizer que “para morrer basta estar vivo”.

Mas ninguém, repito, em são estado físico e mental, que não esteja passando por um sofrimento por demais desesperador, deseja morrer. Mesmo quem tem certeza de que vai morar no céu não quer ir para lá tão depressa.

 

Agora, se morrer não é bom, pior é morrer mal.

 

E aqui, diante dessa afirmação, eu lhe faço outra pergunta: você está preparado para morrer? Você não quer, mas se você morrer hoje, agora, estará morrendo bem ou morrendo mal?

Já que a morte é inevitável enquanto Cristo não voltar, precisamos buscar uma boa morte, e o nosso texto base nos diz que há uma maneira de se morrer bem, a saber: “Morrer no Senhor”.

Há um grupo de pessoas que mesmo na morte, mesmo não a desejando para si, são bem aventurados nela, a saber: “os que morrem no Senhor”.

 

Daí você pode pergunta: o que é morrer no Senhor?

           

Encontramos informação em Apocalipse 14.9-13:

 

“9  E os seguiu o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, 10  também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. 11  E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite, os que adoram a besta e a sua imagem e aquele que receber o sinal do seu nome. 12  Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. 13 E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.”

 

Mais informações temos também em Apocalipse 7.9-17:

 

“9  Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; 10  e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. 11  E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seu rosto e adoraram a Deus, 12  dizendo: Amém! Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém! 13 E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são e de onde vieram? 14  E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. 15  Por isso estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. 16  Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles, 17  porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda lágrima.” (Apocalipse 7:9-17 RC)

 

Morrer no Senhor é morrer como alguém que teve fé em Jesus...

Morrer no Senhor é morrer como alguém que teve as suas vestiduras, isto é, a sua vida, o seu coração, limpos, purificados, pelo sangue de Jesus;

Morrer no Senhor é morrer como alguém que, pela fé, arrependido de seus pecados, rendeu-se aos pés do Senhor Jesus.

Bem aventurados, felizes, são estes, diz o texto.

 

Mas, bem aventurados, felizes, por que? que vantagem têm os que morrem no senhor?

           

Diz-se do Dr. John McFerrin que...

 

... ele foi um homem eminente entre os metodistas do Sul dos Estados Unidos. Estando ele gravemente enfermo, esperava com calma o dia e a hora de sua morte. Seu filho, que era pastor, estava em sua companhia. Aproximando-se o Domingo, o filho hesitou em deixar seu pai e ir pregar em sua igreja. O Dr. McFerrin então o chamou e lhe disse: “Meu filho, hoje estou me sentindo um pouco melhor; acho que deves ir logo, a fim de poderes pregar amanhã em tua igreja. Se porventura eu partir deste mundo na tua ausência, já sabes onde nos reuniremos”.

 

Percebem a diferença?

A morte em si é igual para todos, pertencentes ou não a Jesus, mas para os de Jesus, ainda que não a desejem, ela não traz pavor, e tem um significado diferente: é hora de libertação, hora de ingressar numa vida mais gloriosa, uma vida eterna, de ininterrupta comunhão com o Senhor.

Foi por isso que Moody disse:

 

Algum dia vocês lerão nos jornais que D. L. Moody, de East Northfield, morreu. Não creiam absolutamente nisso! Naquele momento, eu estarei mais vivo do que agora.

 

Foi por isso que o apóstolo Paulo escreveu em sua segunda carta aos Coríntios:

 

“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.” (5.1)

 

Os que morrem no Senhor terão a felicidade de serem chamados à Ceia das Bodas do Cordeiro. Veja Apocalipse 19.1-9:

 

“E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos e os quatro animais prostraram-se e adoraram a Deus, assentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia! E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, tanto pequenos como grandes. E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todo-poderoso, reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” (Apocalipse 19:1-9 RC)

 

Muitos são convidados, mas permanecem indiferentes (Veja Lucas 14.15-24) – Morrem, mas não no Senhor, e não participam da grande ceia.

 

“E, ouvindo isso um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus! Porém ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia e convidou a muitos. E, à hora da ceia, mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir. E, voltando aquele servo, anunciou essas coisas ao seu senhor. Então, o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e atalhos e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. Porque eu vos digo que nenhum daqueles varões que foram convidados provará a minha ceia.” (Lucas 14:15-24 RC)

 

Os que morrem no Senhor terão a felicidade de participarem da primeira ressurreição – a ressurreição para a vida. Veja Apocalipse 20.4-6, 7-15:

 

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.” (Apocalipse 20:4-6 RC)

 

“E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Apocalipse 20:7-15 RC)

 

 

Concluindo, repito: Ninguém quer, mas a morte existe para todos. É preciso então procurar morrer bem. Morrer bem é morrer no Senhor. Quem morre no Senhor é bem aventurado, feliz... Terá a felicidade de estar presente nas “Bodas do Cordeiro” e Terá a felicidade de participar da primeira ressurreição – a ressurreição para a vida eterna.

Há uma música que diz: “Mui afoito estás pelo teu viver, como estás com teu Deus? Se a morte vier hoje te levar, como estás com teu Deus?...”

Como está você com Deus? Se a morte vier hoje pra você, como te encontrará em relação a Deus?...

 

Em Cristo,

 

Walmir Vigo Gonçalves

 

prwalmir@hotmail.com

www.prwalmir.blogspot.com

www.igrejabatistanoparqueimperatriz.blogspot.com

www.pibfoz.com.br

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Você é um bom soldado de Cristo?


Para download do áudio: http://www.4shared.com/mp3/VwydiquX/VOC__UM_BOM_SOLDADO_DE_CRISTO.html


VOCÊ É UM BOM SOLDADO DE CRISTO?

 

1.    Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, lhe diz:

 

“TU, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. Sofre, pois, comigo, as aflições como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.” (2 Timóteo 2:1-6 DO)

 

2.    É comum nos escritos do Apóstolo Paulo o uso de metáforas para melhor expressar a mensagem que ele queria transmitir.

3.    No texto em questão a metáfora é a do soldado.

4.    Timóteo deveria se enxergar como um soldado de Cristo, um bom soldado.

5.    É uma boa metáfora.

6.    Olhando para essa metáfora, para o texto em questão, para o Novo testamento em geral e para nós como soldados de Cristo vamos pensar em quatro pequenas, porém importantes, questões.

 

I. O bom soldado é aquele que obedece de forma simples e desinteressada ao seu superior, que, no caso, é o Senhor Jesus.

 

1.    Na Wikipédia, a enciclopédia livre da internet, encontramos sobre a obediência:

 

A obediência é uma virtude que se define como um comportamento pelo qual um ser aceita as ordens dadas por outro. Obedecer implica, em diverso grau, na subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido.[1]

 

2.    O bom soldado de Cristo é assim, obediente;

3.    sua vontade é subordinada à vontade de Cristo,

4.    e isso desinteressadamente.

a.    É certo que há bênçãos para esta vida e para a vida além prometidas para quem obedece.

b.    É certo que há promessas (houve especialmente para o povo de Israel) que são condicionais, que dependem da obediência.

c.    Mas o bom soldado de Cristo, ainda que anseie por usufruir das bênçãos prometidas e ainda que espere recebê-las, não as têm como seu objetivo primeiro e muito menos como motivação principal para obedecer.

d.    Se as receber alegrar-se-á muito, porém, se não as receber (as terrenas), não deixará de obedecer por isso.

5.    Esse é um ensino contrário ao que talvez mais se ouve hoje em dia nas igrejas.

6.    O que se ouve muito hoje em dia é que se deve obedecer esperando receber

a.    e se não receber reivindique,

b.    cobre!

c.    Deus é obrigado e lhe dar o que você quer.

7.    Mas o bom soldado obedece,

a.    simplesmente obedece,

b.    desinteressadamente obedece,

c.    e mesmo ainda que não completamente desinteressado, pelo menos não tendo a bênção terrena como objetivo primeiro,

d.    e não se frustra se não recebe.

8.    Veja a oração de Habacuque em 3.17-19:

 

“17  Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, 18  todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação. 19  JEOVÁ, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” (Habacuque 3:17-19 RC)

 

9.    Vamos à segunda questão:

 

II. O bom soldado de Cristo é aquele que está pronto para sofrer

 

1.    “Sofre, pois, comigo, as aflições de um bom soldado de Cristo”.

2.    Atribui-se a dietrich Bonhoefer o seguinte dizer: “Quando Cristo chama um homem, Ele o convida para vir e morrer”.

3.    Veja Apenas três tipos de sofrer que podem sobrevir ao soldado de Cristo:

a.    Sofrer a realização da obra

                                  i.    A obra de Deus nem sempre é fácil de ser realizada, e às vezes não encontramos em nossa carne nenhuma disposição para realizá-la. Sair de casa no sábado ou no domingo à tarde para evangelizar, debaixo do sol quente? Isso é difícil. Mas é preciso ser feito às vezes. E o que dizer então daqueles que Deus chamou para serem evangelistas, missionários, pastores em lugares que nós nem imaginamos morar algum dia?

                                ii.    Convido você a pensar na grandiosidade e na amplitude da tarefa que Deus nos deixou. Pense, ore por aqueles que estão trabalhando em lugares cujas dificuldades são multiplicadas por fatores os mais diversos e, no que diz respeito a você, enfrente como bom soldado as dificuldades que você encontra para se envolver cada vez mais na obra de Deus.

b.    Sofrer as renúncias exigidas

                                  i.    Você está disposto a renunciar o que for preciso por amor a Cristo?

                                ii.    Muita gente se parece bastante com o jaburu da seguinte história:

 

Um jaburu (tuiuiú) estava caçando caramujos à beira de um lago quando viu uma belíssima ave descer das alturas. “Quem é você?”, perguntou o jaburu. “Sou um cisne”, respondeu a ave. “E de onde você está vindo?” “Estou vindo do céu”, disse o cisne. “E como é o céu?” perguntou o jaburu. Aí, o cisne fez uma majestosa descrição do céu com suas ruas de ouro e os seus rios de cristal. O jaburu ouviu e depois indagou: “E lá existem caramujos?” “Não”, replicou o cisne. “Então não me interessa”, disse o jaburu. “O de que eu gosto mesmo é dos caramujos.”[2]

 

                               iii.    E você? Quer o céu ou prefere ficar com os “caramujos”?

c.    Sofrer a oposição ferrenha por parte de fortes inimigos.

                                  i.    Veja Efésios 6.10-18:

 

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:10-18 RC)

 

4.    Passemos adiante, à terceira questão:

 

III. O bom soldado de Cristo é aquele que está preocupado em equipar-se para a batalha.

 

1.    Paulo, como disse no início, gostava de usar metáforas para melhor expressar a mensagem que ele queria transmitir, e aqui ele usa a do soldado. Essa figura, por si só, fala de preparação, mas no verso 1 Paulo diz a Timóteo que ele deveria ser continuamente fortalecido na graça que há em Cristo Jesus. Isso é preparação. Trata-se de um fortalecimento, uma preparação do homem interior para se estar preparado para a luta externa e o cumprimento da missão no mundo.

2.    Veja novamente Efésios 6,10-18. Nesse texto Paulo fala também sobre essa preparação.

3.    Uma história, não verídica, apenas ilustrativa, diz-nos que:

 

Certo marinheiro, tendo naufragado, foi levado pelas ondas até uma ilha desconhecida. Muito cansado, adormeceu junto à praia. Ao acordar, viu-se carregado nos ombros por grande número de nativos que o colocaram em um rústico trono. Sem entender, ele começou a perguntar o que estava acontecendo. A resposta dos nativos foi: "Você será o rei desta ilha durante um ano." Ele gostou muito da ideia. Poderia ter tudo o que quisesse nesse período. Contudo, uma coisa lhe veio à mente: "Onde estão os reis anteriores?" Logo ele descobriu que ao final daquele tempo não haveria competição com outro rei. Simplesmente, como os demais, seria colocado em uma ilha deserta onde sofreria até à morte. É claro que ele não gostou nem um pouco desta parte. Tomou uma decisão e começou a elaborar sua estratégia. Ele escolheu uma ilha de seu agrado e convocou carpinteiros para construírem barcos. Em seguida conclamou fazendeiros para que fossem até aquela ilha e plantassem todo tipo de árvores frutíferas e outras lavouras. Enviou pedreiros e carpinteiros para edificarem casas onde poderia estar abrigado. Finalmente enviou alimentos e pessoas que sabiam confeccionar roupas. No final de seu ano como rei, ele tinha uma bela ilha, bem equipada, onde poderia viver para sempre.[3]

 

4.    É uma boa história para ilustrar o que temos dito aqui. Aquele marinheiro, sabendo do que estava por vir, preparou-se.

5.    Nós, como soldados de Cristo, sabemos o que poderá nos sobrevir, sabemos das lutas pelas quais poderemos passar, e precisamos estar preparados!

6.    O bom soldado está preocupado em equipar-se, então, dentre outras coisas:

a.    ele estuda a Palavra,

b.    ele ora,

c.    ele busca a comunhão como os irmãos.

 

7.    E agora, vamos à última questão:

 

IV. O bom soldado de Cristo, ainda que necessite e delas faça uso, não se prende às coisas desta vida.

 

1.    Enquanto trabalhava nesse sermão essa semana, buscando ilustrações, li acerca de um episódio na vida de John Wesley que bem cabe aqui como exemplo:

 

Um dia, quando João Wesley estava longe de sua casa, alguém veio correndo ofegante em sua direção, repetindo monotonamente: - "Sua casa foi destruída por um incêndio! Sua casa foi destruída por um incêndio!" Wesley, entretanto, respondeu: -"Não, não foi; pela simples razão que não tenho casa nenhuma. Aquela em que eu tenho morado já há muito tempo pertence ao Senhor, e se ela pegou fogo, é uma coisa a menos para eu me preocupar!"[4]

 

2.    Veja o verso 4 – aquele que milita não se embaraça com negócios desta vida.

3.    Imagine um soldado do exército brasileiro servindo no Haiti.

a.    Ele precisa fazer uso da água de lá (a não ser em ocasiões específicas)

b.    Ele precisa fazer uso de alimentos adquiridos lá

c.    Ele precisa de um teto lá (ainda que seja em área militar)

d.    Ele precisa de muitas coisas de lá e fará uso, legitimamente de tais coisas.

4.    Mas será inconcebível, sendo ele brasileiro, tendo que e querendo voltar para cá daí a mais algum tempo, se prender às coisas de lá de uma forma tal que venha atrapalhar a sua missão.

5.    O bom soldado de Cristo faz uso das coisas da terra, mas não se prende a elas de forma que venham atrapalhar sua missão.

6.    De George Mueller se diz que ele,

 

Numa palavra dirigida a pastores e obreiros após seu 90º aniversário, disse o seguinte sobre sua vida: "Converti-me em novembro de 1825, mas só cheguei a uma plena entrega do coração quatro anos mais tarde, em julho de 1829. O amor ao dinheiro desapareceu; perdi o amor a lugares, a posições, aos prazeres e compromissos com o mundo, e Deus, somente Deus, tornou-se a minha porção. Nele encontrei tudo; não precisei de mais nada. E, pela graça de Deus, isto permaneceu e me tornou muito feliz, extremamente feliz e me levou a me ocupar unicamente das coisas de Deus".[5]

 

Conclusão

 

1.    Vamos relembrar?

a.    O bom soldado obedece, simplesmente obedece, desinteressadamente obedece, e mesmo ainda que não completamente desinteressado, pelo menos não tendo a bênção terrena como objetivo primeiro, e não se frustra se não recebe.

b.    O bom soldado de Cristo é aquele que está pronto para sofrer pela causa.

c.    O bom soldado de Cristo é aquele que está preocupado em equipar-se para a batalha.

d.    O bom soldado de Cristo, ainda que necessite e delas faça uso, não se prende às coisas desta vida.

 

2.    Você é um bom soldado de Cristo?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves


[1] Wikipédia

[2] E-book de Sermões e Ilustrações desenvolvido pelo Pr. Walter Pacheco

[3] E-book de Sermões e Ilustrações desenvolvido pelo Pr. Walter Pacheco

[4] E-book de Sermões e Ilustrações desenvolvido pelo Pr. Walter Pacheco

[5] E-book de Sermões e Ilustrações desenvolvido pelo Pr. Walter Pacheco

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Largue a corda



LARGUE A(S) CORDA(S)

 

 Quero iniciar essa nossa reflexão contando uma história que recebi como sendo de autor desconhecido:

 

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.

 

Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde. Ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.

 

Subindo por uma “parede”, estando a apenas 100 metros do topo, ele escorregou e caiu… Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade … shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.

 

Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada alem do que gritar: “Oh, meu Deus! Me ajude!”

 

De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu: “O que você quer de mim, meu filho?”

 

“Me salve, meu Deus, por favor!”

 

“Você realmente acredita que eu possa te salvar?”

 

“Eu tenho certeza, meu Deus.”

 

“Então corte a corda que te mantém pendurado…”

 

Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria…

 

Conta o pessoal de resgate que ao outro dia encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda… os tão somente dois metros de um lugar firme na montanha.

 

Essa história eu não sei se é verídica, mas ela ilustra bem o fato de que todos nós, seres humanos, que um dia sofremos a queda no pecado e o consequente afastamento de Deus, estamos, depois do advento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a uma pouca “distância” de sermos salvos. Precisamos apenas, arrependidos, crermos em Jesus, nos rendermos a ele reconhecendo-o como nosso Salvador e Senhor.

 

Em João 3.16-18 lemos que Deus nos ama muito, e porque ele nos ama muito enviou Seu Filho Unigênito, Jesus, para que, em crendo nele sejamos salvos. Lemos que Deus enviou Seu Filho não para condenar, mas para salvar. Lemos que quem crê nele não é condenado. Mas lemos também que quem nele não crê já está em estado de condenação por não crer no nome do Unigênito Filho de Deus.

 

Em João 6, no final do capítulo, depois de alguns acontecimentos, diante de uma pergunta de Jesus a seus discípulos, sobre se eles queriam deixar de segui-lo, Pedro, com muita convicção responde: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Pedro nos transmite por essas palavras a lição de que se quisermos ser salvos precisamos estar e permanecer unidos a Jesus. E o mesmo Pedro vai dizer depois, em Atos 4.12, se referindo novamente a Jesus, que “em nenhum outro há salvação porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.

 

O escritor aos hebreus, no capítulo 1 de sua epístola, fala sobre nosso Senhor Jesus Cristo; fala sobre a superioridade de Jesus; e a conclusão a que ele chega, e expressa no capítulo 2, é que devido ao fato de ser Cristo quem é nós devemos atentar com mais diligência para o evangelho, porque, como vamos escapar da condenação se não atentarmos para essa tão grande salvação que Cristo veio nos trazer? Como vamos escapar se não dermos o nosso passo de fé em direção a Cristo? Como vamos escapar se não “soltarmos “a corda”, ou “as cordas” nas quais estamos segurados e não nos rendermos completamente ao Senhor Jesus? O Senhor Jesus é o único “solo firme” no qual podemos estar salvos.

 

Meu querido amigo: quais são as cordas que estão lhe prendendo?

 

Jesus contou certa vez a história de um jovem cujas cordas que lhe seguravam eram as riquezas – no trono do coração do jovem reinava um rei chamado “bens materiais” e ele não estava disposto a depô-lo para entregar o trono de seu coração a Jesus. O problema não estava em a riqueza, os bens materiais, fazerem parte de seu contexto de vida; o problema estava no fato de que isso era o “rei” de sua vida, isso ocupava o trono de seu coração.

 

Há muita gente no mundo em cujo coração reina um rei chamado “poder” – o poder é tudo para eles e eles estão dispostos a tudo por ele.

 

Há outros governados pela fama, pelo sucesso, pelos prazeres... e por aí vai.

 

Muitas dessas coisas não são más em si mesmas, mas elas se tornam más quando nos prendem, quando nos dominam, quando nos impedem de dar um passo de fé em direção àquele único que pode salvar as nossas almas: Jesus!

 

Quais são as “cordas” que lhe prendem?

 

Solte-as!

 

Se você quiser encontrar um solo firme sobre o qual possa estar seguro aqui e na eternidade, então solte essas “cordas”, sejam quais forem, e “caia” nos braços de Jesus, “vá correndo” para os braços de Jesus! Ele é o único que pode lhe salvar!

 

Na graça,

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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