segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Vivendo Como Um Redimido Deve Viver


VIVENDO COMO UM REDIMIDO DEVE VIVER

 

 

01. Perguntaram certa vez a um alpinista e guia de alpinismo se ele pensava que os alpinistas têm o desejo de morrer. A esta pergunta ele respondeu que, na verdade eles têm o desejo de viver, e viver intensamente, e que, por isso, o risco vale a pena. E ele complementou dizendo dele mesmo que quando a hora de sua morte chegar, o que ele não quer é descobrir que não viveu[1].

02. Esta história me fez pensar no fato de que muitas vezes nós, os crentes, passamos exatamente por essa experiência que esse alpinista não desejava para si. Não vivemos como deveríamos viver, como um redimido deve viver, e quando o fim dessa experiência terrena se apresenta diante de nós, vem vindo em nossa direção, então nos damos conta e queremos viver em alguns dias ou semanas aquilo que não vivemos durante uma vida inteira. E, via de regra, só o conseguimos em parte, quando conseguimos, porque a enfermidade já não nos permite a integralidade desta vida.

03. Deus, em Sua Palavra, apresenta-nos o tipo de vida que um redimido deve viver.

04. Um redimido é alguém em cuja vida o reino de Deus chegou, e, se o reino de Deus chegou, essa vida deve ser agora dirigida pelas regras desse reino.

05. Você é um redimido?

06. Se a sua resposta é sim, então saiba que sua vida agora não deve mais ser dirigida pela sua própria cabeça, mas pelo Rei do reino do qual agora você faz parte;

a.    sua vida não deve mais ser dirigida pelas regras da sociedade,

b.    sua vida não deve mais ser dirigida pelas suas necessidades ou desejos,

c.    sua vida não deve mais ser dirigida por o que ou quem quer que seja, nem mesmo você, senão o Rei do reino do qual você agora faz parte.

07. Você é um redimido?

08. Sua vida tem sido assim dirigida por Deus, por Jesus, pelas regras do reino celestial?

09. Agora quero que você feche seus olhos e diga, refletindo, com sinceridade: eu quero viver como um redimido deve viver. Diga isso com sinceridade, como uma oração a Deus. Se não quiser realmente, então não diga nada, só feche os olhos.

10. Agora vamos ler o texto bíblico:

 

(11)... a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, (12) ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, (13) aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, (14) o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (15) Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade....” (Tito 2:11-15 RC)

 

11. Nesse pequeno trecho da Palavra de Deus encontramos duas mensagens importantíssimas, para as quais faremos bem em atentar.

a.    A primeira está no verso 11 que fala sobre a manifestação da graça de Deus no mundo, trazendo a salvação a todos os homens,

b.    e a segunda está nos versos 12 em diante, que aponta-nos a maneira como os redimidos pela graça devem viver.

12. Pensemos nessas duas mensagens em separado.

 

I. A Graça de Deus se Manifestou e Ainda Está em Operação Colocando a Salvação ao Alcance de Todos.

 

“... a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens...”

 

01. A Graça de Deus se manifesta trazendo salvação, diz Paulo, e essa salvação não é só para alguns, não é só para os judeus, mas para todos quantos a quiserem receber.

02. Você sabe o significado de “graça”, na teoria e na prática?

a.    Graça é “favor imerecido”;

b.    Graça é a manifestação da bondade misericordiosa de Deus para conosco que faz com que Ele a nós, que merecemos o inferno, ofereça o céu como herança.

c.    E essa manifestação da bondade misericordiosa de Deus se torna mais grandiosa ainda pelo fato de que, para que ela se tornasse possível, Ele teve de oferecer seu próprio Filho em sacrifício na cruz como preço do nosso resgate.

d.    Você é salvo pela graça!

e.    Você é redimido pela graça!

f.     Você permanece em Cristo pela graça!

g.    Tudo quanto você tem e é em Cristo, você tem e é pela graça!

h.    Você não merece nada que venha de Deus a não ser em Cristo, a não ser pela graça.

03. Você concorda comigo?

04. Você estava perdido, caminhando a passos largos para a perdição eterna, até que a graça de Deus em Cristo se manifestou na sua vida e o salvou.

05. Faça uma pausa aqui e ore; agradeça a Deus pela salvação que você não merece, mas que Ele lhe deu em Jesus.

 

06. A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens.

07. Muito bem! Isso significa que você foi redimido pela graça e que sem a graça de Deus em Cristo você estaria eternamente perdido.

08. Agora note que a graça de Deus tem se manifestado trazendo salvação, mas esta salvação não é só para você. A salvação que a graça traz é para todos.

09. É certo que somente o que crer será salvo, mas a salvação é para ser oferecida a todas as pessoas, e a bíblia é clara em dizer que o agente de Deus incumbido de apresentar/oferecer esta salvação trazida pela graça é aquele que já foi redimido; você, portanto!

10. Quantas pessoas perdidas você conhece? Muitas, certamente! E ainda tem aquelas que você não conhece, mas que estão próximas a você, morando na rua onde você mora, no bairro onde você mora...

11. A quantas dessas pessoas você já anunciou as boas novas da salvação possibilitada pela graça de Deus em Cristo Jesus? ...

12. Vamos à segunda mensagem do texto, que é:

 

II. A Maneira Como Um Redimido Pela Graça Deve Viver Neste Mundo.

 

01. Um redimido deve viver uma vida de renúncia à impiedade e às concupiscências mundanas – “... ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas...”

 

a.    Impiedade

                                  i.    Entendemos, normalmente, impiedade como sendo maldade. E não está errado. Entretanto, mais que isso, e também incluindo isso, impiedade é falta de reverência para com Deus. Todos os pensamentos e todas as ações, ainda que aos olhos da sociedade não errados, mas que são contrários a Deus, estão em foco.

                                ii.    A maldade é falta de reverência para com Deus, mas há muitas coisas que não se constituem em atos de maldade, pelo menos socialmente falando, cuja prática, entretanto, se constitui em essa falta de reverência para com Deus. Por exemplo, um remido lidar relaxadamente com as coisas de Deus, com a igreja local da qual ele faz parte, negligenciar a oração, o estudo da Palavra de Deus, a evangelização..., pode não ser uma maldade em termos sociais, ainda que espiritualmente o seja, mas é uma falta de reverência para com Deus e, portanto impiedade.

                               iii.    Deus abomina a impiedade.  Além do nosso texto inicial, para confirmar isso poderíamos citar Romanos 1.18, onde lemos que do céu se manifesta o juízo de Deus sobre toda a impiedade dos homens.

 

b.    Concupiscências mundanas

                                  i.    O Dicionário Bíblico Almeida define concupiscência como sendo “o forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos”[2].

                                ii.    Esse forte e continuado desejo é a respeito de coisas deste mundo.

                               iii.    Essas “coisas desse mundo” nem sempre são más em si mesmas, mas se tornam más quando são contrárias à vontade de Deus para as nossas vidas.

           

02. Um redimido deve viver sóbria, justa e piamente – “... vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente...”

 

a.    Um redimido deve viver de maneira sóbria, e isso significa que ele deve viver com seriedade, levar a sério a santificação, viver com autocontrole, sem se deixar arrastar pelas paixões mundanas, sem se deixar “embriagar” pelas coisas desse mundo.

 

b.    Um redimido deve viver justamente, de uma maneira que ele dê evidências de que realmente recebeu a retidão de Cristo.

 

c.    Um redimido deve viver piamente, e isso significa que ele deve viver reverentemente diante de Deus. Em todo o lugar onde ele estiver ele deve viver respeitosamente, sabendo que está na presença de Deus.

 

 

03. Um redimido deve viver na expectativa do retorno de Jesus – “... aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo...”

 

a.    Aguardando... É como se ele estivesse à porta, esperando ansioso por quem vai chegar, para dar as boas vindas...

 

04. Enfim, um redimido deve viver de uma maneira que fique evidente que ele faz parte de um povo diferente, um povo purificado de seus pecados, um povo especial de Jesus, um povo zeloso em viver segundo as regras do Rei do reino que agora se faz presente em sua vida, e deve anunciar aos outros que lhes é possível também fazer parte desse povo, que a salvação está disponível, pela graça, em Jesus – “... Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade...”

 

Conclusão.

 

01. No Congresso Transformar 2008, ocorrido aqui em Foz, ouvi muito e me marcou muito a afirmação de que agora que o reino de Deus chegou tudo é diferente: quem reina agora, de fato, é Cristo.

 

a.    Se o reino de Deus chegou na minha casa, então Cristo é quem manda ali;

 

b.    Se o Reino de Deus chegou na minha igreja, então Cristo é quem é a autoridade absoluta ali;

 

c.    Se o Reino de Deus chegou na minha vida, então quem é que manda nela, que a dirige? Cristo!

 

02. Pois bem, se você é um redimido, isso significa que o Reino de Deus chegou na sua vida, e isto significa que quem manda agora é Jesus.

03. E diante disso só me resta incentivar-lhe a refletir se você, como redimido, tem vivido segundo as regras do Rei do reino que agora se faz presente em sua vida.

04. Quais são essas regras?

05. São essas nas quais acabamos de refletir juntos, ainda que uma tanto quanto superficialmente.

06. Viva isso, manifeste isso diante dos homens, não tenha nenhuma timidez em manifestar o fato de que quem reina em sua vida, quem manda em absoluto, quem governa a sua vida e dirige os seus passos é Jesus.

07. Você pertence ao reino de Deus! Agora! E para sempre! Manifeste isso! Não esconda!

08. Concluo contando uma história para refletirmos:

 

Na noite do domingo de Carnaval, um rapaz evangélico, que nunca disse nada no local de trabalho sobre suas convicções religiosas, está indo para igreja de terno, gravata e Bíblia debaixo do braço, quando passa por colegas da firma. Eles já estão meio bêbados, sentados numa mesa de bar, mas um deles o vê e aproveita para provocá-lo: - Rapaz, que beleza essa sua fantasia de crente, hein? Sente-se aqui e beba um pouquinho com a gente![3]

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

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prwalmir@hotmail.com

 

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[1] Osvaldo Carnival – Incluso no e-book de sermões e ilustrações do Pr. Walter Pacheco

[2] DBA – Bíblia Online – SBB

[3] História inserida no e-book de Sermões e Ilustrações do Pr. Walter Pacheco

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Compaixão, Ternura e Poder


COMPAIXÃO, TERNURA E PODER

 

Mateus 4:14-21 RC:

 

(14) para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz:

(15) A terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações,

(16) o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou.

(17) Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

(18) E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.

(19) E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

(20) Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.

(21) E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os.

 

COMPAIXÃO

 

Você sabe o que é compaixão?

 

Veja esta definição:

 

Sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor. (Houaiss)

 

Jesus era assim, compassivo. Veja:

 

“E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.” (Marcos 1:40-42 RC)

 

“E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.” (Lucas 7:11-15 RC)

 

A compaixão de Jesus era do tipo que não desaparece mesmo quando os momentos pessoais não são tão fáceis.

 

Sugeri como texto inicial Mateus 14, a partir do versículo 14, mas você pode ler a partir do 1º e notar que a morte trágica de João Batista havia ocorrido ainda há pouco, e, certamente, sendo João Batista quem era, tendo ele a ligação que tinha com Jesus, Jesus estava com o coração dolorido, tanto que, ao saber da notícia, foi para um lugar deserto, apartado, queria ficar só.

 

Entretanto, mesmo com o coração dolorido, ao ver a aflição da multidão que, sabendo de sua retirada, o seguiu, ainda que essa aflição era certamente menor que a que ele próprio estava sentindo, sentiu compaixão, e atendeu aquela multidão em sua necessidade imediata, curando os enfermos e providenciando de maneira miraculosa a alimentação necessária.

 

A vida de Jesus em carne entre nós foi uma só manifestação de compaixão, desde o seu nascimento até sua morte, ressurreição e ascensão.

 

De todas as características de Jesus, talvez uma das principais fosse a sua participação simpática nos sofrimentos alheios.

Ø Ele aliviava os sofrimentos alheios sem qualquer objetivo de fomentar a sua popularidade.

Ø Ele agia como agia principalmente por misericórdia, por compaixão.

Ø Mas há lições também que Jesus queria passar com seus milagres, sendo uma delas a dependência que o homem deve ter de Deus e a confiança no Senhor.

        

         Uma das coisas que todos nós, servos de Jesus, sabemos bem é que é nosso dever seguir o Seu exemplo. Em um contexto um pouco diferente do que temos aqui, Jesus disse a seus discípulos que o discípulo não é maior do que o seu mestre e nem o servo é maior do que o seu senhor, e que basta ao discípulo ser como o seu mestre e o servo ser como o seu senhor. Tratava-se de uma questão de “destinos”. Os “destinos” do mestre e do discípulo, bem como do senhor e dos seus servos (ou escravos) estão interligados devido à relação existente entre eles. Então, se Jesus passou por sofrimentos, seus discípulos podiam esperar passar por eles também; por outro lado, se Jesus venceu, seus discípulos poderiam esperar a vitória também. Mas está subentendido que o discípulo, que passará pelas mesmas coisas que o mestre passou, passará porque é um seguidor dos exemplos do mestre, pensa como ele pensa e age como ele age.

 

Amados, nós, servos de Jesus, em tudo devemos seguir o seu exemplo, inclusive no exercício da compaixão. É óbvio que não conseguiremos fazer pelas pessoas o mesmo que Jesus, e, em muitos casos, seremos muitos limitados em o exercício da compaixão, mas precisamos fazer o máximo, com o sentimento e pelas motivações corretos. Comecemos perdoando, não maldizendo, sendo longânimos, participando dos sofrimentos se tivermos oportunidade, e, se Deus nos conceder, oferecendo a ajuda que nos for possível.

 

TERNURA

 

Ser terno é ser sensível, tratar com afeto, com amabilidade, com bondade.

 

A ternura de Jesus é evidenciada nos evangelhos em muitos contextos e de muitas maneiras.

 

No texto em questão, a ternura de Jesus é demonstrada primeiramente no trato para com aquela multidão que o seguira mesmo diante do momento difícil em que ele estava passando, momento em que o que mais queria era ter um tempo a sós; e depois, sua ternura é demonstrada em seu trato paciente para com os discípulos (versículos 15-18)

 

Se somos discípulos de Jesus devemos pensar seriamente em seguir o seu exemplo de ternura. Parece coisa pequena, da qual nos esquecemos facilmente, mas, quando se trata de coisas espirituais, nada é pequeno.

 

Conta-nos uma história ilustrativa que

 

Certa manhã, às oito e vinte, um relógio da vitrine de um joalheiro parou por meia hora. Os habitantes daquela cidadezinha pouco imaginavam o quanto confiavam naquele relógio, até que foram por ele iludidos. Os passageiros perderam o trem, porque ao passarem junto ao mostruário do joalheiro, o relógio indicou que ainda faltavam vinte minutos para o trem das 8:40 partir. As crianças chegaram tarde à escola. Quando viram a hora, acharam que ainda tinham quarenta minutos, e assim puseram-se a brincar. Empregados estenderam a conversa quando viram que faltava bastante tempo para a fábrica abrir, e chegaram atrasados. Por ter o relógio parado apenas meia hora naquele dia, houve muita confusão na cidadezinha.

 

Fazendo uma aplicação espiritual da história alguém escreveu:

 

Amados, quer conscientemente, quer não, a vida de todo cristão exerce sua influência sobre os que o cercam. Muito mais do que julgamos, nossa vida fala ou em favor de Deus ou contra Ele. "Falareis por Deus injustamente, e usareis de engano em nome dEle?" Esta é a pergunta que Jó nos faz, como fez a seus amigos. Que pensamento solene esse, de que nossa vida pode falar injustamente por Deus, levando alguém a tropeçar e cair!”

 

PODER – Um poder que não dispensa o nosso envolvimento

 

O poder de Jesus é evidenciado de maneira tremenda pelo milagre realizado.

 

Mas, notem que mesmo Jesus sendo quem é, e tendo o poder que tem, ele quer contar com a ajuda dos seus discípulos.

 

Vou repetir: notem que mesmo Jesus sendo quem é, e tendo o poder que tem, ele quer contar com a ajuda dos seus discípulos.

 

O que quero evidenciar neste ponto, então, não é tanto o poder de Jesus quanto o fato de que, mesmo tendo todo o poder ele quer o nosso envolvimento.

 

Quando Jesus comissionou seus discípulos a continuarem a obra da evangelização ele começou dizendo: “é-me dado todo o poder, nos céus e na terra...”. E depois ele diz aos discípulos que, firmados nesse poder, fosse e pregassem o evangelho. Todo o poder pertence a Jesus, mas a nós ele deu a tarefa de evangelizar... Ele não dispensa o nosso envolvimento.

 

Ele pode fazer tudo sozinho, ou será que não? O que os irmãos acham?

 

Mas é claro que sim!

 

Não seria difícil para Jesus fazer com que a comida aparecesse já nas mãos dos daquela multidão, já que não foi difícil efetuar aquela tremenda multiplicação. Mas Ele quer o envolvimento dos seus.

 

ENTÃO:

 

Como Jesus devemos ser compassivos em nosso caráter;

 

Como Jesus, devemos tratar as pessoas com “positividade”, mas não sem ternura.

 

Como servos de Jesus devemos estar envolvidos, de forma coletiva e individual, com a obra que ele quer realizar.

 

Katherine Bevis (Texas, E.U.A.) conta que

 

num dia de verão, certo viajante vagava à procura de descanso e prazer, perto da foz de um grande rio. Chegando a hora que a maré estava baixa, ele viu uma esplêndida fonte de água cristalina, fresca e pura jorrando das rochas. Duas vezes ao dia a água salgada subia acima daquela linda fonte de água fresca, cobrindo-a totalmente. Mas quando a maré esgotava as suas forças e se retirava para as profundezas do oceano, da fonte brotava a água pura e cristalina novamente.

 

E é ela mesma quem faz a aplicação:

 

Se o coração do homem for realmente uma fonte do amor de Cristo, ele há de fazer brotar do seu interior a água pura e cristalina, mesmo por entre as ondas da vida. E possível que a maré da vida, com seus interesses, tente suplantar e engolfar a fonte, mas o mundo esgotará as suas forças e aqueles que trazem em seu coração a presença do Espírito Santo serão sempre vitoriosos. Reaparecerão com mãos puras, corações limpos, manifestando a mente de Cristo, com a consciência livre de ofensa a Deus e aos homens.

 

Na graça,

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

www.prwalmir.blogspot.com

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Expectativa do Céu

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