quinta-feira, 2 de setembro de 2010

NASCIDOS DE DEUS

NASCIDOS DE DEUS

I João 5.1-5

 

1.    No último Sermão desta série em I João fomos até o final do capítulo 3.

2.    Estamos agora iniciando no Capítulo 5, o que significa que pulamos todo o capítulo 4.

3.    Assim está sendo feito devido ao fato que já estudamos dentro desta carta acerca dos falsos profetas e também acerca do amor.

4.    Porém, algumas coisas é preciso destacar dentro do capítulo 4, e, para tanto, uma leitura atenta é o suficiente. (ler)

5.    Dentro do capítulo 5, logo nos primeiros 5 versículos, João fala sobre os nascidos de Deus, isto é, sobre aqueles que pertencem a Cristo Jesus.

6.    Somente duas coisas estaremos vendo dentro destes 5 versículos, sobre os nascidos de Deus, a saber:

a.    Todo o que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus;

b.    O que é nascido de Deus vence o mundo por causa da fé.  

7.    Vejamos então a primeira questão:

 

I. Todo o que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus

 

1.    João coloca essa verdade logo no primeiro versículo.

2.    Mas quem é aquele que "crê"?

3.    O que significa crer?

4.    Essa é uma pergunta importante, principalmente num país como o nosso, onde a figura de Jesus é muito popular, e a grande maioria crê que ele é o Cristo, não passando, porém, a sua crença, de uma mera aceitação de um credo[1] religioso.

5.    Mas será que o que está em foco no texto, quando João fala sobre crer, é a mera aceitação de um credo religioso?

6.    É certo que não!

7.    Assim diz Champlin[2], acertadamente, em seu comentário sobre esse texto:

 

"Está em foco aqui muito mais do que a mera aceitação de um credo, embora seja necessário que tenhamos 'opiniões corretas' acerca de Cristo. Antes está aqui em pauta o discernimento moral e a outorga da alma aos cuidados de Cristo. Assim, pois, a alma percebe quem é Cristo, bem como seu intuito de transformar-nos segundo a sua própria imagem; e então diz: "Quero ser semelhante a Cristo". E assim ela se entrega ao processo de transformação"[3]

 

8.    Essa verdade é perfeitamente comprovada pela Palavra de Deus.

9.    O próprio João diz, no versículo 4 desse mesmo capítulo de sua primeira carta, que todo o que é nascido de Deus vence o mundo pela fé.

10. Daí entendemos que o verdadeiro crente está preocupado em vencer o mundo e não viver conformado a ele.

11. Também em João 12.46 encontramos as seguintes palavras do próprio Jesus: "Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas."

12. E outros textos também confirmam essa verdade:

 

"Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus." (João 3:18-21 RA)

 

"Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos." (Romanos 8:29 RA)

 

E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. (Gálatas 5:24 RA)

 

Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,  por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;  com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade;  com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.  Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. (2 Pedro 1:3-8 RA)

 

13. Se nós cremos de verdade conforme o verdadeiro significado de crer, então somos nascidos de Deus, pois todo o que assim crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus.

14. Tendo visto a primeira questão, passemos à segunda:

 

II. O que é nascido de Deus vence o mundo por causa da fé

 

1.    Esta mensagem está no versículo 4.

2.    O pensamento teológico de João acerca do mundo em geral é metafísico, isto é, uma visão que transcende a natureza física das coisas.

3.    A vitória é, portanto, uma vitória metafísica, isto é, uma vitória sobre forças não necessariamente naturais, porém espirituais.

4.    Paulo, escrevendo aos Efésios, disse que nossa luta não é simplesmente contra carne e sangue, mas contra as forças espirituais da maldade.

5.    No entanto, o campo de batalha, de onde saímos vitoriosos pela fé, é a esfera de nossa vida diária.

6.    E a vitória é, segundo Hoon:[4]

a.    A vitória da alegria sobre a infelicidade – Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa. (1 João 1:4 RA)

b.    A vitória da comunhão sobre a solidão – Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1 João 1:7 RA)

c.    A vitória da honestidade sobre o orgulho moral e a auto-ilusão – Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:6-10 RA)

d.    A vitória da retidão e da santidade sobre o pecado – Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. (1 João 2:1-2 RA)

 

Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.  Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão. (1 João 3:8-10 RA)

 

e.    A vitória da pureza sobre as concupiscências mundanas – Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.  Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 João 2:15-17 RA)

f.     A vitória da verdade sobre o erro, da confiança sobre o temor, a dúvida e o desencorajamento – E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento. Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade.  Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai.  Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.  E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.  Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar.  Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou. (1 João 2:20-27 RA)

g.    A vitória do amor sobre o ódio – Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.  Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.  Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.  Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.  Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo.  No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.  Nós amamos porque ele nos amou primeiro.  Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.  Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão. (1 João 4:7-21 RA)

h.    A vitória da vida eterna sobre o tempo e a morte – e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada (1 João 1:2 RA)

 

Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 João 2:17 RA)

 

 E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna. (1 João 2:25 RA)

 

E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho.  Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.  Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus. (1 João 5:11-13 RA)

 

7.    A vitória é, então, uma grande vitória, e não é para menos, pois o objeto de nossa fé é o Onipresente, Onisciente, Onipotente e Soberano Senhor.

 

CONCLUSÃO

 

1.    Somos nascidos de Deus?

2.    Se cremos em Jesus de verdade, a resposta é sim!

3.    E se a resposta é sim, o Espírito de Deus nos mostra que não precisamos viver derrotados, porque devido a essa mesma fé que nos faz nascidos de Deus, Ele nos proporciona uma grande vitória.

4.    A vitória já é nossa, e o que precisamos fazer é só tomar posse dela pela fé!

5.    Que Deus nos abençoe em nossa caminhada de fé!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves



[1] Fórmula doutrinária cristã

[2] Não concordo com tudo o que diz Champlin em seu comentário, e algumas coisas há que ele diz que cheiram a espiritismo; entretanto há muitas coisas corretas, e uma delas é a que cito aqui.

[3] CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 6. Décima reimpressão. São Paulo – SP. Editora Candeia, 1998

[4] Ibid, citando Hoon

 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

GOVERNADOS PELA LEI DO AMOR.

GOVERNADOS PELA LEI DO AMOR.

 

1.    Ler 1 João 3.11-18

2.    A história a seguir foi contada por M. McGavock Woodward:

 

"As arquibancadas do estádio de uma Universidade estavam repletas de estudantes durante uma renhida partida de futebol. No intervalo do jogo, um garoto de uns oito anos, imiscuindo-se por entre a turba, anunciava a venda de saquinhos de pipocas. Esse garoto, levando um esbarro, teve o seu cesto entornado, espalhando-se pelo chão os saquinhos de pipocas. O menino começou a chorar, enquanto recolhia, penosamente, a sua mercadoria. Um senhor bondoso, aproximando-se o ajudou a recolher as pipocas espalhadas, colocando-as no seu cesto. Ao término do trabalho, o menino virou-se para o gentil cavalheiro, e, com comovente ternura, perguntou:

– O senhor é meu tio?

– Não! – respondeu o homem.

– Por que me pergunta?

– Bem, porque eu tenho um tio que é crente e ele sempre ajuda os outros.[1]

 

3.    Não é incomum que muita gente pense que as pessoas bondosas que auxiliam aos necessitados sejam crentes em Jesus.

4.    No estudo anterior vimos sobre a relação do filho de Deus com o pecado, e enfatizamos que o filho de Deus, ainda que seja um pecador, não vive na prática do pecado, e, se alguém vive na prática do pecado, vive para o pecado, esse tal não é filho de Deus.

5.    Com respeito ao amor, a relação do filho de Deus para com ele é a de ser governado por ele.

6.    Essa é a mensagem da palavra de Deus.

7.    Toda a lei se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

8.    Nos versículos que propusemos para o estudo de hoje, João fala exatamente sobre o amor, e, baseados nas palavras de João, vamos pensar um pouquinho sobre esse tema tão importante para a vida cristã.

 

I. Uma mensagem antiga.

 

1.    No versículo 11 João diz: "Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros." (1 João 3:11 RC)

2.    Não era nenhuma novidade para aqueles crentes, para quem João estava escrevendo esta epístola, que eles deveriam amar uns aos outros. A mensagem do amor não era nova, era antiga, era a mensagem que eles "... ouviram desde o princípio"

a.    Jesus havia pregado o amor.

                                  i.    Em João 13:34 e 35 estão registradas as seguintes palavras de Jesus: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:34-35 RC).

                                ii.    Em Mateus 5:43 – 46 Jesus chega a dizer que até os inimigos (humanos, é claro) devem ser objetos do amor dos crentes: "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que [está] nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?" (Mateus 5:43-46 RC)

 

b.    A própria lei se resumia no amor: "E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento da lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, [é:] Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." (Mateus 22:34-40 RC)

c.    Não sei se eles já haviam ouvido, mas Paulo ensinava que o caminho mais excelente que existe é o caminho do amor: "Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará." (1 Coríntios 12:31-13:3 RA) / "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1 Coríntios 13:13 RA)

d.    Paulo também ensinava que o amor faz parte do fruto que o Espírito produz na vida dos crentes: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." (Gálatas 5:22-23 RA)

3.    Não era uma mensagem nova, esta do amor. Era uma mensagem antiga e exaustivamente ensinada tanto por Jesus quanto por seus apóstolos.

4.    Agora, se essa mensagem não era nova para eles que viviam no primeiro século da era cristã, quanto mais para nós que estamos vivendo no vigésimo primeiro século da mesma era!!!???

5.    Porém, ainda assim, a igreja ainda tem enfrentado problemas nessa área.

6.    Precisamos aprender a ouvir e obedecer aos ensinamentos da Palavra de Deus, principalmente no que concerne ao amor, a maior, a mais excelente de todas as virtudes.

7.    Vai chegar o dia em que não precisaremos mais da esperança, e nem da fé, mas o amor permanece para sempre.

 

II. Uma prova de que somos salvos.

 

1.    O versículo 14 nos informa: "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte." (1 João 3:14 RA)

2.    O amor funciona como uma espécie de comprovante, uma espécie de carteira de identidade celestial...

3.    Jesus também ensinou isso quando disse aos seus discípulos: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35 RA)

4.    Numa certa ocasião o sábio rei Salomão se viu diante de um impasse.

a.    Leiamos 1 Reis 3:16-23 para vermos qual foi esse impasse.

b.    Agora leiamos o restante, até o versículo 27, para vermos como Salomão resolveu esse impasse.

c.    Salomão aplicou a lei do amor.

d.    Foi o amor que identificou a mãe verdadeira, foi o amor que identificou qual das mulheres fazia parte da família daquela criança.

5.    Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos uns aos outros.

6.    As pessoas nos reconhecem como discípulos de Jesus porque olham para nós e vêem o amor presente entre nós.

7.    É isso que ensina a Palavra de Deus!

8.    Mas a palavra de Deus também ensina que se a alguém falta o amor, esse ainda está morto, ainda não foi salvo, ainda não faz parte da família de Deus.

9.    Salomão descobriu quem não era a mãe do menino, quem não fazia parte da família do pequenino quando em uma das mulheres viu que faltava o amor pela criança, consentindo ela em que o mesmo fosse cortado ao meio e repartido entre as duas.

10. Você ama a seus irmãos na fé?

11. Amamo-nos uns aos outros?

12. "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." (1 João 4:8)

 

III. A demonstração do amor precisa ultrapassar as meras palavras.

 

1.    Os versículos 17 e 18 dizem: "Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1 João 3:17-18 RA)

2.    "Conta-se que dois amigos judeus certa vez travavam a seguinte conversa:

 

-          Dize-me, amigo Ivan, amas-me?

-          Amo-te, e muito!

-          Sabes, amigo, o que me dói?

-          Como posso saber o que te dói?

-          Se não sabes o que me dói, como podes dizer que me amas?

 

3.    O amor verdadeiro procura diligentemente saber o que dói ao outro, e em seguida, toma providências.

4.    Sartre tinha razão: "O amor suja as mãos!".[2]

5.    Alguém disse muito acertadamente que o mundo rejeita a nossa declaração de amor, porque o que ele quer é demonstração de amor.

                       

CONCLUSÃO

 

1.    Por que lei temos sido governados?

2.    O crente precisa ser governado pela lei do amor da mesma forma como Jesus foi governado por essa lei.

3.    Jesus disse: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros." (João 13:34 RA) e "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei." (João 15:12 RA)

4.    Lembre-se: Quem não ama não o conhece, pois Deus é amor.

5.    Para encerrar, vejam o que recebi pela internet sob o título "Amor na Latinha":

 

"Um fato real, dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam famintos: 'vai trabalhar e não amole', ouvia-se detrás da porta; 'aqui não há nada moleque...', dizia outro... As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: 'Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!' E voltou com uma latinha de leite. Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos: 'você é mais velho, tome primeiro...e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua'. Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino...! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão: 'Agora é sua vez. Só um pouco.' E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: 'como está gostoso!' 'Agora eu', diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. 'Agora você', 'Agora eu', 'Agora você', 'Agora eu'... E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo... ele sozinho. Esse 'agora você', 'agora eu' encheram-me os olhos de lágrimas... E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância. Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, 'quem dá é mais feliz do que quem recebe.' É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos." [3]



[1] OLIVEIRA, Moysés Marinho de – "Manancial de Ilustrações", p. 29, 30 - JUERP

[2] Fonte não identificada

[3] Recebido pela internet – sem fonte

A RELAÇÃO DO FILHO DE DEUS COM O PECADO.

A RELAÇÃO DO FILHO DE DEUS COM O PECADO.

 

1.    No estudo anterior vimos, olhando para 1 João 3.1-3 1que "Agora Somos Filhos de Deus", e o somos não por mérito pessoal, mas porque Ele em Seu amor nos concedeu esta bênção.

2.    Vimos que ser filho de Deus é algo maravilhoso, porque significa, dentre outras coisas,

a.    ser novamente aceito pelo Pai

b.    ter a posição de

                                  i.    cidadão do céu

                                ii.    membro de um sacerdócio santo e real

                               iii.    membro da família de Deus

                               iv.    membro de um povo de propriedade exclusiva de Deus

c.    significa ser co-herdeiro, com Cristo, de uma herança indescritível

3.    Mas ser filho de Deus traz também grandes responsabilidades sobre nós, como por exemplo a responsabilidade de lidarmos de forma correta para com o pecado.

4.    Qual deve ser a relação do filho de Deus para com o pecado?

5.    É sobre isso que estaremos pensando hoje, e, para tal, vamos ler 1 João 3.4-10.

6.    O texto está abaixo, em três versões diferentes.

a.    Versão Revista e Corrigida: "Qualquer que comete o pecado também comete iniqüidade, porque o pecado é iniqüidade. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus."

b.    Versão Revista e Atualizada: "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.  Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.  Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.  Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão."

c.     Versão da Bíblia na Linguagem de Hoje: "Quem peca é culpado de quebrar a lei de Deus, porque o pecado é a quebra da lei. Vocês já sabem que Cristo veio para tirar os pecados e que ele não tem nenhum pecado. Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu. Minhas filhinhas e meus filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que faz o que é correto é correto, assim como Cristo é correto. Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito. Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nele. E ele não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai. A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: Quem não faz o que é certo ou não ama o seu irmão não é filho de Deus."

 

        NOTA – Esta nota se refere à diferença encontrada nas diferentes versões com respeito à prática do pecado aqui nesse texto. A versão ARC diz que "aquele que permanece nele não peca"; já a ARA diz "não vive pecando", e a BLH diz "não continua pecando". Todas estão certas, sendo que a tradução mais literal é a da ARC, mas o sentido é o de uma prática contínua do pecado. Isso acontece porque no grego a frase vem vazada no tempo presente e dá a idéia de uma ação contínua. E isso concorda também com o contexto do livro como um todo, pois, se assim não fosse, como explicaríamos os versículos 8-10 do capítulo 1 ?

 

7.    Vejamos, em primeiro lugar, sobre:

I.              A natureza do pecado.

 

1.    Sobre o pecado várias coisas já sabemos. Algumas ênfases que podemos dar sobre o mesmo:

a.    Ele nunca abandona o pecador, e só pode ser removido pelo sangue de Jesus Cristo;

b.    Ele cresce e se multiplica;

c.    Ele é maléfico e perverso e separa o homem de Deus, levando-o, finalmente, à destruição.

2.    Algumas ênfases extraídas de Champlin[1]:

a.    "O pecado é cósmico em sua natureza. Nenhum ser humano peca sozinho. O pecado sempre fará parte de uma rebelião cósmica contra Deus e contra a retidão. O oitavo versículo enfaticamente assevera que aquele que pratica o pecado é do diabo. Esse ser maligno é intitulado de "o deus deste mundo" (II Co. 4:4), e muitos são seus súditos e escravos. Será necessária uma providência cósmica para remover o pecado, e o julgamento tomará conta disso".

b.    "Mas o pecado também é pessoal. Embora as forças satânicas forneçam a agitação (ver Ef. 6:11 e ss.), o indivíduo é responsável pelas suas ações, e, portanto, ele é convocado a arrepender-se. O homem não pode alterar o quadro cósmico, mas pode pessoalmente ser redimido {mediante arrependimento e fé}".

c.    "Sem importar se cósmico ou pessoal, o fato é que o pecado é, definidamente, uma questão de rebeldia."

3.    O pecado é algo muito mais sério do que normalmente pensamos. Trata-se de uma rebelião, tendo o próprio diabo como companheiro de batalha, contra Deus.

4.    Mas o nosso tema no presente estudo versa sobre a relação do filho de Deus com o pecado. Então, vejamos, em segundo lugar que:

 

II.            O filho de Deus não vive na prática do pecado.

 

1.    O versículo nove diz isso com uma clareza incontestável:

 

"Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. (RA)

 

2.    Mas o versículo não somente diz que o filho de Deus não vive na prática do pecado, como também diz o motivo: a semente de Deus permanece nele e ele é nascido de Deus. Isso quer dizer que ele possui a natureza divina. Ele nasceu de novo, da água e do Espírito, e sua natureza foi mudada.

3.    Há nesse versículo uma metáfora biológica fantástica. A palavra que foi traduzida aqui por semente vem do grego "sperma".

4.    Sabemos que o sperma leva os gens do homem que, combinados com os da mulher, vão determinar as características da pessoa que vai nascer.

5.    Os filhos de Deus possuem os Seus "gens", possuem a Sua natureza, e por isso não podem viver na prática do pecado.

6.    Essa é uma figura tremenda que o Espírito de Deus usa aqui para nos transmitir essa grandiosa verdade.

7.    Isso nos leva a uma terceira questão:

 

III.           Se alguém vive na prática do pecado, esse tal não é filho de Deus.

 

1.    Essa é uma conclusão óbvia e muito séria também, pois o texto deixa bem claro que, nesse sentido só existem duas classes de pessoas: os filhos de Deus e os filhos do diabo. Quem não é filho de Deus é filho do diabo.

2.    "A idéia de falsos irmãos, derivados de satanás, encontra uma expressão análoga no apelo de Inácio aos Efésios, no sentido de que 'nenhuma planta do diabo seja encontrada em vós'. Encontramos uma declaração mais completa dessas idéias em João 8:44 e seu contexto, onde Jesus assevera acerca de seus adversários:

 

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (João 8:44 RA)..."[2]

 

Conclusão

 

1.    A relação dos filhos de Deus com o pecado é, então, uma relação de completo desafeto, desamor.

2.    O filho de Deus deve repudiar o pecado com todas as suas forças.

3.    João já havia dito, em 2:15-17:

 

"Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;  porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.  Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." (1 João 2:15-17 RA)

 

4.    O filho de Deus deve permanecer em Cristo, e, sendo assim, por ser Cristo impecável, o filho de Deus não pode e não viverá na prática do pecado.

5.    Ele peca, não há dúvida, mas não vive dominado pelo princípio do pecado.

6.    Quem vive sob esse domínio é porque ainda não é filho de Deus.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves



[1] CHAMPLIN, R. N. – 'O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo' . Volume 6, 10 ª reimpressão. São Paulo – SP, Editora Candeia, 1998.  666 p.  Nota extraída da p. 257

[2] Ibid., p. 259, citando Hoon

Não existe "guarda compartilhada" entre Deus e Satanás.

  NÃO EXISTE “GUARDA COMPARTILHADA” ENTRE DEUS E SATANÁS   A humanidade pode ser observada, à luz das Escrituras, em três tipos de compo...