domingo, 19 de abril de 2026

Porque Cristo vive e voltará, vamos completar a missão

 

PORQUE CRISTO VIVE E VOLTARÁ, VAMOS COMPLETAR A MISSÃO 

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20 RC)

Ø  Amados irmãos, ao chegarmos ao encerramento desta campanha (Missões Mundiais 2026), somos convidados a olhar não apenas para o que foi e tem sido feito até aqui, por nós como denominação batista, mas para aquilo que ainda precisa ser cumprido. O tema que nos guiou nesse ano é profundamente bíblico e cheio de implicações práticas: porque Cristo vive e voltará, vamos completar a missão.

Ø  A fé cristã não está firmada em ideias abstratas, mas em fatos gloriosos.

o   Cristo vive.

o   Ele ressuscitou, venceu a morte, está assentado à direita do Pai e reina soberano sobre todas as coisas.

o   E esse mesmo Cristo prometeu que voltará.

Ø  Essa é a esperança da igreja, mas também é o senso de urgência da igreja.

o   Porque Ele vive, a mensagem que pregamos é verdadeira.

o   Porque Ele voltará, o tempo que temos é limitado.

o   E se o tempo é limitado, não podemos viver de maneira indiferente à missão que nos foi confiada.

Ø  O Senhor Jesus, antes de subir aos céus, deixou uma ordem clara: fazer discípulos de todas as nações.

o   Não é uma sugestão, é uma comissão.

o   Não é uma opção, é uma responsabilidade.

Ø  E há algo que precisamos compreender com toda seriedade: essa missão não foi entregue a anjos. Deus não enviou seres celestiais para evangelizar o mundo, mas confiou essa tarefa à sua igreja. Homens e mulheres redimidos, alcançados pela graça, foram chamados para anunciar essa mesma graça.

Ø  E mais: essa missão não é de alguns, é de todos. Às vezes, corremos o risco de pensar que missões é responsabilidade apenas de missionários enviados a terras distantes. Mas a verdade bíblica é que cada crente tem parte nessa obra. Alguns vão, outros enviam, todos participam. Não existe cristão isento da missão.

Ø  No entanto, irmãos, precisamos reconhecer o tempo em que estamos vivendo. O cenário global e até mesmo o nosso contexto local apontam para um aumento crescente de dificuldades na livre proclamação do evangelho. Em muitas nações, pregar Cristo pode custar a liberdade e até a vida. Igrejas são perseguidas, reuniões são proibidas, e a conversão ao cristianismo é tratada como crime.

Ø  E não pensemos que estamos imunes. No Brasil, embora ainda gozemos de liberdade, já percebemos sinais de mudança. A fé cristã tem sido cada vez mais pressionada no espaço público. Valores bíblicos são questionados, relativizados e, muitas vezes, ridicularizados. Em ambientes acadêmicos, profissionais e sociais, assumir uma posição firme nas Escrituras já traz consequências. O cerco, ainda que sutil em comparação com outros países, está se fechando. Diante disso, o que devemos fazer? Recuar? Nos calar? Esperar tempos mais favoráveis? De maneira nenhuma. Esse cenário não deve nos paralisar, mas nos despertar. Se as portas estão se fechando, precisamos agir enquanto ainda estão abertas. Se o tempo está se encurtando, precisamos redobrar nossa diligência.

Ø  Completar a missão exige urgência. Não podemos adiar a obediência. Não podemos tratar a obra de Deus com descaso ou comodismo. Cada dia que passa é um dia a menos. Cada oportunidade perdida pode ser uma alma que deixa de ouvir o evangelho.

Ø  Mas como, então, participamos dessa missão de forma prática?

Ø  Primeiramente, orando. A missão é, antes de tudo, espiritual. Não avançamos apenas com estratégias humanas, mas com dependência de Deus. Precisamos clamar por portas abertas, por corações sensíveis, por ousadia para os missionários e por perseverança em meio às dificuldades. Precisamos orar. Uma igreja que não ora não sustenta missão. (História do tabernáculo metropolitano do Brooklin)

Ø  Em segundo lugar, participamos da missão de forma prática indo. Alguns são chamados a atravessar oceanos, aprender novas culturas, enfrentar riscos maiores. Outros, a grande maioria, são chamados a atravessar apenas a rua, alcançar vizinhos, colegas de trabalho, familiares. Mas todos nós fomos enviados. O campo missionário começa onde nossos pés estão.

Ø  E, em terceiro lugar, participamos da missão de forma prática contribuindo. Quando investimos na obra missionária, estamos participando diretamente da proclamação do evangelho em lugares onde não podemos estar fisicamente. Sustentar missionários é cooperar com Deus na expansão do seu Reino. Não é um ato secundário, é parte essencial da missão.

Ø  Meus irmãos,

o   Cristo vive. Essa é a garantia de que o evangelho tem poder.

o   Cristo voltará. Essa é a certeza de que o tempo é urgente.

o   E entre a ressurreição e a volta de Cristo, existe uma tarefa a ser cumprida: completar a missão.

Ø  Que não encerremos esta campanha apenas como mais um evento em nosso calendário. Que ela marque um compromisso renovado em nossos corações. Que sejamos uma igreja diligente, urgente e fiel. Que, quando o Senhor voltar, nos encontre trabalhando, anunciando, servindo.

Ø  E que possamos dizer, com alegria e humildade, que não fomos negligentes, mas obedientes ao chamado que recebemos.

Ø  Porque Cristo vive e voltará… vamos completar a missão.


Pr. Walmir Vigo Gonçalves

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