terça-feira, 9 de novembro de 2010

O FRUTO DO ESPÍRITO - parte 6 de 10

O FRUTO DO ESPÍRITO

 

Gálatas 5.22-23

 

 

Parte 6 de 10

 

 

III. A PAZ

 

1.    O terceiro gomo do Fruto do Espírito é a paz.

2.    Mas não se trata de uma paz que é dependente das circunstâncias em que estamos vivendo.

3.    É uma paz que se faz presente mesmo quando tudo parece desabar sobre nossa cabeça.

4.    Conta-se que

 

"dois artistas concordaram em retratar a idéia da paz. Um pintou um lindo lago, junto a uma montanha. Nem a mais leve onda encrespava suas águas tranqüilas. Nem uma onda, nenhum pássaro no céu. Tudo é serenamente belo. O outro artista pintou uma cachoeira trovejante, com uma árvore torcida crescendo por sobre suas águas revoltas. Bem acima, ao alcance da espuma das águas, há um ninho; nele, a mãe pássaro está alimentando seus filhotes. Todos que vêem os quadros concordam que o segundo possui a mais elevada concepção de paz".

 

5.    Everett H. Staata assim se expressou diante dessa história:

 

"Quando confiamos em Cristo, gozamos de paz, mesmo no meio de aflições. Surgem doenças, desastres, desapontamentos, tristezas, tragédias e a própria guerra para nos preocupar, mas aquele que confia na proteção cuidadosa de Cristo está sempre em paz. Como o salmista escreveu: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum; porque tu estás comigo" (SI 23.4).

           

6.    A verdadeira paz é a que é disseminada por Deus.

7.    Jesus disse, e ficou registrado em João 14.27:

 

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize".

 

8.    A paz que Jesus oferece é diferente da que o mundo oferece.

9.    A paz que o mundo oferece é uma paz circunstancial, e, como tal, passageira.

10. A paz que Jesus oferece não é circunstancial e é duradoura.

11. Mas, notemos uma coisa interessante: a Palavra de Deus parece nos indicar que, apesar de Deus em Jesus ter essa paz disponível para nós, ela é algo que precisamos desenvolver, pela fé.

12. Vejamos o que está escrito em Filipenses 4.6 e 7:

 

"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus."

 

13. Veja o comentário de Russel P. Shedd:

 

"Um dos mandamentos menos observados pelos filhos de Deus é o de não permitir que a ansiedade sobre cousa alguma penetre no coração. Talvez você seja semelhante a uma panela de pressão que à medida que as circunstâncias se tornam mais e mais quentes, a pressão aumenta. ... Semelhante ao erro permanente ou ao pecado que nunca tem perdão é aquela ansiedade que não se neutralizou na "paz de Deus"... Como o óleo que excede porque absorve a alta temperatura do motor, e ao mesmo tempo lubrifica todos os pontos de pressão e atrito, assim acontece com a paz divina. Ela emana da segurança absoluta de que todas as circunstâncias que surgem na vida, especialmente as que estão fora de nosso controle, são as melhores para mim. Deus, nosso Pai onipotente, onisciente e amoroso, escolheu cada detalhe da vida passada e futura para o nosso bem. ... [Mas] como se explica a falta de paz em tantos corações? Deus inspirou seu apóstolo a escrever as palavras infalíveis deste verso. Mas na experiência do dia-a-dia, as mentes e corações dos irmãos são mais perturbados que as ondas do mar num furacão. Não é de admirar que o mundano incrédulo, na maioria dos casos, procura o psiquiatra para ajudá-lo a conquistar a ansiedade, e não a igreja de Cristo. Se esta paz que excede o entendimento estivesse à venda, muitos se prontificariam a pagar milhões para adquiri-la. Mas se os seguidores de Cristo não têm a solução, como se espera que os descrentes acreditem nesta promessa? Não creio que Paulo sugere que a paz celestial dominará o coração de todo crente... Se a divulgação desta paz fosse automática, não haveria no texto o mandamento aos crentes: "Não andeis ansiosos de coisa alguma...". E a segunda parte desse verso manda que "em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições..." O antídoto da ansiedade e descontentamento não encontra-se em outra ação senão na oração de fé. A palavra "porém" expressa nitidamente o contraste. Pensamentos que trazem ao coração revoltantes e horríveis possibilidades devem ser vencidos pela comunhão com Deus na oração...

           

14. Repetindo o que já foi dito anteriormente, apesar de Deus em Jesus ter essa paz disponível para nós, ela é algo que precisamos desenvolver, pela fé.

15. Pela fé reconhecemos que Deus trabalha em todas as coisas para o bem daqueles que O amam (Romanos 8.28).

16. Pela fé lançamos sobre Deus toda a nossa ansiedade, certos de que Ele cuida de nós (I Pedro 5.7).

17. Teremos a paz de Deus quando crermos de fato que Ele cuida de nós.

18. Não andeis ansiosos de coisa alguma... em tudo, porém, isto é, ao invés de ficarem ansiosos, tenham fé e orem, façam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Mesmo antes de receber e sem saber se vai receber o que se deseja como se deseja, deve-se agradecer a Deus, e esse agradecimento não é porque se espera receber o desejado; antes, é um reconhecimento de que o que Deus fizer será o melhor. Assim, com essa fé, a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.

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