terça-feira, 9 de novembro de 2010

O FRUTO DO ESPÍRITO - parte 5 de 10

O FRUTO DO ESPÍRITO

 

Gálatas 5.22-23

 

 

Parte 5 de 10

 

 

 

II. ALEGRIA

 

1.    Já contei para os irmãos aquela história de um

 

"rei que tinha tudo, menos alegria. Além desta, nada mais lhe faltava. Seu país estava em paz. E, no entanto, ele não era alegre. Quando todas as possíveis medidas falharam, seus amigos resolveram experimentar o conselho de um sábio. Este sugeriu que o rei usasse uma camisa do homem mais alegre do reino. Pouco tempo depois, o homem foi encontrado. Contudo, o problema permaneceu sem solução, pois o homem não possuía uma camisa sequer".

 

2.    Esta história serve para ilustrar que a verdadeira alegria independe daquilo que se tem, em termos materiais, ou da circunstância em que se está.

3.    Paulo, por exemplo, quando escreveu ao Filipenses e lhes disse "Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,  fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas", estava preso, situação em que ele permaneceu por alguns anos.

4.    A alegria do crente não é algo que dependa das circunstâncias externas. Ela é um dos gomos do fruto do Espírito, e, portanto, vem do Senhor.

5.    Para facilitar o nosso estudo sobre esse assunto vamos dividi-lo em três pontos, a saber:

a.    A fonte da verdadeira alegria;

b.    por que em muitas ocasiões nos prostramos descontentes?

c.    e alegria interior independente das circunstâncias.

6.    Sem mais nos delongarmos, vamos ao primeiro ponto.

 

2.1. A Fonte da verdadeira alegria.

 

1.    Muitas podem ser as fontes dos diversos momentos alegres que experimentamos na vida.

a.    Pode ser um bem que se conseguiu adquirir;

b.    Pode ser um emprego que se conseguiu;

c.    Pode ser uma dificuldade que se conseguiu vencer;

d.    Pode ser a conquista da pessoa amada;

e.    Enfim, pode ser uma infinidade de coisas.

2.    Às vezes o motivo que proporciona alegria para uma pessoa é diametralmente oposto ao que a proporciona a outra.

3.    Por exemplo, eu fico muito alegre quando o frio vai embora, enquanto outros se alegram quando ele chega.

4.    Entretanto, a experiência tem demonstrado que a alegria proveniente de fontes como estas é uma alegria momentânea, passageira.

5.    Mas existe uma alegria, à qual eu chamo aqui de verdadeira alegria, que não é momentânea, antes, é permanente.

6.    Qual é a fonte dessa alegria?

7.    Creio que todos já sabemos, mas vamos recordar neste ponto de nosso estudo.

8.    Em Filipenses 4.4 Paulo diz: "Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez vos digo: regozijai-vos".

9.    Já sabemos que a alegria é parte integrante do fruto do Espírito. Aliás, é por isso que estamos tocando neste assunto, já que o nosso tema é "O Fruto do Espírito". E no texto de Filipenses 4.4 somos exortados a nos alegrarmos não só em algumas situações, mas sempre.

10. Isso é possível?

11. É possível no Senhor.

12. E Paulo é exemplo dessa possibilidade, visto que quando escreveu essas palavras estava preso.

13. O Senhor é a fonte da verdadeira alegria.

14. O profeta Habacuque, no final de seu pequeno livro, depois de alguma experiência com Deus, assim se expressou:

 

"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.  O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente." (Habacuque 3:17-19 RA)

 

15. A W. Tozer observou sabiamente que "quem tem Deus e mais tudo o que há no mundo, não está melhor colocado na vida do que o homem que tem só Deus".

16. O Senhor é a fonte da verdadeira alegria.

17. Independentemente da circunstância, no Senhor o crente tem alegria.

18. Se ele é crente de fato e permanece de fato no Senhor, isto é, se ele está unido a Cristo e o tem como Senhor de sua vida e lhe é fiel, ele tem alegria incondicional.

19. A Bíblia é clara na exposição dessa verdade.

20. Mas, se é assim, então por que em muitas ocasiões nos prostramos descontentes?

21. Esse é o nosso segundo ponto.

 

2.2. Por que em muitas ocasiões nos prostramos descontentes?

 

1.    Apesar das muitas e encorajadoras promessas da Palavra de Deus, por muitas vezes nós nos encontramos descontentes, profundamente insatisfeitos (falo de um descontentamento e de uma insatisfação que se prolongam, não aqueles momentos passageiros que nos são comuns). As circunstâncias que Deus nos permite para o nosso aprendizado, muitas vezes nos deixa ressentidos e amargurados.

2.    Isaías, em 12.3, diz, profeticamente aos remidos: "E vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação".  Mas não é que por vezes as fontes da salvação parecem não jorrar para nós águas alegres, louvor e gratidão, mas azedas reclamações?

3.    Como disse alguém: "Enquanto uns aprendem (como Paulo aprendera) a viver contentes e extravasar um doce e suculento suco, outros se assemelham a vinagre".

4.    Por que?

5.    Vejamos duas considerações:

a.    Talvez seja porque a nossa fé é tão fraca, tão pequena que, ao confrontar-se com a dureza da vida ela se prostra ao invés de produzir coragem para enfrentá-la.

b.    Talvez seja porque não estamos buscando de fato, verdadeiramente, aprender que Jesus Cristo é a fonte de alegria do crente, e que "podemos buscar n'Ele, a qualquer momento, o medicamento que substituirá nossa depressão por alegria".

6.    Poderíamos fazer uma série de considerações mas creio que, se não todas, a grande maioria delas deságua em uma dessas duas.

7.    Mas, seja qual for o motivo, há solução!

a.    A solução é Jesus Cristo!

b.    A solução é uma vida de união com Cristo.

c.    A solução está em uma busca por ter mais de Cristo e ser mais de Cristo.

8.    Passemos ao terceiro ponto.

 

2.3. Alegria interior independente das circunstâncias.

 

1.    A alegria cristã é independente das circunstâncias.

2.    Assim é porque ela é parte do fruto do Espírito, é produzida pelo Senhor.

3.    Paulo, escrevendo aos Filipenses diz que o crente deve regozijar-se sempre no Senhor.

4.    Alguém disse corretamente que "é no Senhor que se encontra tudo aquilo que nada pode mudar".

5.    As circunstâncias em que Paulo estava vivendo quando escreveu aos Filipenses não eram nada boas, mas, como a alegria que vem do Senhor não pode ser mudada pelas circunstâncias na vida daquele que é realmente fiel a Deus, ele estava alegre, e disse aos Filipenses que eles deviam alegrar-se sempre.

6.    Isso não quer dizer, amados, que não vamos às vezes chorar ou ficar com o semblante triste, perder por algum tempo a euforia natural de quem está alegre por algum motivo. Mas, mesmo quando o momento for de dor e choro, de tristeza, o crente pode olhar para dentro de si e encontrar a alegria ali presente. Algum acontecimento fez com que o seu semblante não se apresentasse alegre, mas interiormente, por causa do Senhor, por causa da esperança celestial que tem no Senhor, ele é alegre.

7.    Podemos dizer que aqueles que são servos de Jesus têm um motivo perene para alegrar-se, a vida lhe apresenta vários outros motivos adicionais passageiros para alegrar-se também, e, durante a sua vida terrena, alguns ou até vários motivos passageiros para se entristecer também se lhes apresentam.

8.    E também podemos dizer que, quanto àquele que não é servo de Jesus, é o contrário. Ele tem um motivo perene para entristecer-se e a vida lhe apresenta ainda outros motivos passageiros para entristecer-se e alguns ou vários motivos passageiros para alegrar-se.

9.    Todos nós temos momentos tristes e momentos alegres, motivos para alegria e para tristeza... passageiros! A grande diferença está no fato de que enquanto uns tem um motivo perene para alegrarem-se, outros o tem para entristecer-se.

10. Na verdade, então, a alegria interior, independente das circunstâncias, é dependente de algo: depende de se a pessoa tem a Jesus como Salvador e Senhor ou não!

11. Antigamente costumava-se dizer que o ser humano tem um vazio na alma tão grande que nada nesse mundo pode preenchê-lo. Só Deus pode preencher esse vazio, porque ele é do tamanho de Deus.

 

Finalmente,

 

1.    Finalizando sobre esse gomo do Fruto do Espírito, reforço que o crente deve alegrar-se no Senhor.

2.    Esta é a verdadeira alegria, a que vem do Senhor.

3.    Existem várias fontes externas de alegria. Um número quase sem fim, e variável de pessoa para pessoa. Podemos e devemos usufruir de algumas ou várias delas, mas com duas observações:

a.    Temos que estar conscientes de que estas podem sofrer mudanças bruscas, e, portanto, ...

b.    não podemos nos firmar nelas, e sim no Senhor. A alegria na qual devemos estar firmados, pela qual devemos estar motivados, é a que vem do Senhor. Se nos firmarmos em fontes externas de alegria, em essas nos faltando, corremos o risco de nos tornarmos crentes deprimidos, saudosistas doentios, tristes, pois, como diz a própria Palavra de Deus, "onde está o nosso tesouro, aí é que está o nosso coração".

4.    Passemos agora ao terceiro gomo do Fruto do Espírito.

 

 

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