terça-feira, 9 de novembro de 2010

O FRUTO DO ESPÍRITO - parte 4 de 10

O FRUTO DO ESPÍRITO

 

Gálatas 5.22-23

 

 

Parte 4 de 10

 

 

1.11. O amor folga com a verdade (v.6)

 

1.    O amor se alegra com a verdade, com a boa verdade:

a.    A verdade de Deus;

b.    A verdade acerca do bem, feito por e a outrem;

c.    A verdade acerca do progresso espiritual dos outros;

d.    A verdade acerca da pureza moral dos nossos semelhantes;

e.    A verdade do triunfo do bem.

2.    De um pregador escocês do passado foi dito, quando faleceu: "Agora não há mais ninguém em nossa aldeia que aprecie os triunfos do povo comum".

3.    Será que há alguém entre nós que aprecie de fato o triunfo dos seus semelhantes?

           

1.12. O amor tudo sofre (v.7)

 

1.    Um estudioso da língua grega do N. T. diz que a palavra "sofre" deriva-se de um termo que significa "telhado". Nesse sentido, o amor é qual telhado a suportar os reveses, as tempestades, resguardando do ressentimento aquele que o possui.

           

1.13. O amor tudo crê (v.7)

 

1.    Isso não quer dizer que o crente deve acreditar em tudo e em todos totalmente, ficando assim sujeito a ser enganado por qualquer charlatão. Ele conhece as pessoas que não são tão boas, tão confiáveis, mas sabe que essa pessoa tem um lado bom, ou pode melhorar, e vive esperando e querendo essa melhora, e não se preocupa em difamar. A pessoa não é tão boa assim, mas o amor permanece, a despeito do que sabe, encorajando-a a crescer no bem.

           

1.14. O amor tudo espera (v.7)

 

1.    Espera a manifestação do que há de melhor nas pessoas.

 

"O amor antecipa o arrependimento do transgressor, bem como a sua restauração à boa opinião da sociedade e de seu lugar na igreja de Deus, de onde o transgressor caíra." (Adam Clarke, citado por Champlin)

 

1.15. O amor tudo suporta (v.7)

 

1.    Quem ama suporta as falhas dos outros, mesmo quando estes são contra ele.

2.    O amor é capaz disso, QUANDO DECIDE POR ISSO.

           

1.16. O amor nunca falha, ou jamais acaba (v.8)

 

1.    Veja o seguinte comentário:

 

"O amor jamais acaba. Ele é eterno. Nunca chegará ao fim, porque está fundamentado em Deus, e Deus é amor. O amor durará tanto quanto Deus durar: para sempre. O crente é possuído de uma realidade que não finda e nem languesce (perde forças). O amor nunca falha. Se os homens deixam de ser dignos de amor, o amor não deixa de amar o indigno. O amor não desfalece nem falha, mas continua a manifestar-se na semelhança de Cristo. E será, no distante amanhã, a mesma coisa que é hoje. o infindável amor é sempre o mesmo amor. O amor que conhecemos hoje é o amor que conheceremos amanhã." (Raymond Bryan Brown, comentando I Coríntios em "Comentário Bíblico Broadman- JUERP)

 

Finalmente,

 

1.    Esses são aspectos do amor cristão, e, conforme se vê claramente no texto, se não houver esse amor, pode-se falar as línguas dos homens e dos anjos, ter o dom da profecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência, ter grande fé, ser extremamente caridoso e desprendido dos bens materiais, e até ter a coragem de um mártir, mas nada disso será de proveito.

2.    Nas palavras de John Short:

 

"O Dom importa menos do que a maneira de seu uso. Se o indivíduo que o possui fá-lo sem amor, nada será... Conforme alguém disse: chamar Jesus de Senhor é ortodoxia! Chamá-lo de 'Senhor, Senhor!', é piedade; mas, se aqueles que assim fazem não agem mediante o espírito de amor, serão rejeitados pelo Senhor. ... Para Deus o que vale é o caráter, e não os dons. Essa advertência é salutar, pois os crentes de Corinto estavam tão-somente inclinados, pela força do seu temperamento, a se ufanarem de sua própria importância... embora se esquecessem daquilo que mais importa" (John Short, citado por Champlin em o N. T. Int. V. por V., vol. 4, p.204)

           

3.    Finalizo esse ponto com uma história que demonstra o poder do amor e com palavras de Shakespeare, também citadas por Champlin em seu comentário:

 

Um professor de Sociologia deu uma tarefa para sua classe: escolher 200 meninos nos piores cortiços da cidade, estudar seus lares, seu ambiente, sua educação e calcular quantos deles se tornariam criminosos, em virtude da influência do meio. Nesse tempo ainda se acreditava nesse falso axioma: "O homem é produto do meio". A classe fez a investigação determinada e concluiu que 180 daqueles meninos iriam parar na cadeia. Em seguida o relatório foi catalogado e arquivado. Vinte e cinco anos depois o mesmo professor deu a outra classe a tarefa de localizar esses 200 garotos, agora homens feitos e ver o que havia acontecido a eles. A maioria dos 200 foi localizada. Alguns haviam morrido e somente 4 deles tinham passagem pela polícia. Os outros eram todos cidadãos decentes. Estranhando o acontecido, face às circunstâncias, a investigação prosseguiu. Falando com os rapazes todos mencionaram a influência decisiva de uma professora. Procuraram a professora e encontrando-a trataram de saber como tinha procedido para dar aquela orientação tão segura. A resposta foi simples: "Tudo que fiz foi amá-los, inspirá-los e compreender o que poderiam ser"

 

- Em "Romeu e Julieta": "... limites de pedra não podem conter o amor; e o que o amor pode fazer, isso o amor ousa tentar.

           

- Em "O Matrimônio das Mentes Verazes": "... Amor não é amor se se altera quando encontra alterações, ou se se inclina para remover o removedor... O amor não se altera com as horas e as semanas, mas resiste até mesmo à beira da condenação. Se isso labora em erro, e for provado contra mim, nunca escrevi, e nenhum homem jamais amou."

 

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