segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O FRUTO DO ESPÍRITO - Parte 2 de 10

O FRUTO DO ESPÍRITO

 

Gálatas 5.22-23

 

Parte 2 de 10

 

 

1.1. O amor é sofredor (v.4)

 

1.    O amor é sofredor!

2.    O que significa isso?

3.    Se você pensou em tristeza, como aquela que sente o rapaz que está apaixonado pela moça e vice-versa e que não é correspondido, você errou.

4.    O termo sofredor aqui (na versão RC) é tradução de um termo grego que em português se pronuncia "makrothumeo"[1] e que tem o sentido de ser demorado em enfurecer-se, paciente, longânimo, não abatido facilmente pelos insultos sofridos e que não busca vingança sobre aqueles que lhe injuriam (difamam, insultam, ofendem).

5.    Algumas versões, como a RA por exemplo, já trazem o termo "paciente".

6.    A paciência é a qualidade espiritual que faz com que cristãos maduros, preocupados em honrar o nome de seu Senhor e Mestre Jesus Cristo, mesmo em meio às provações, lançando mão da esperança, aguardem pacientemente o cumprimento da promessa da realização do destino espiritual que têm em Cristo, como algo digno de todo o sofrimento.

 

"Tais pessoas (as pacientes) são lentas em se irarem quando delas se abusa; não se ressentem por qualquer coisa e nem se apressam para a vindita (vingança) quando são afrontadas. Antes, exercem paciência, longanimidade, suportam muito e estão sempre prontas a perdoar". (John Gill, citado por R. N. Champlin em o N. T. Int. Vers. por Vers., vol. 4, p.206)

 

7.    Você consegue enxergar esse aspecto no seu amor?

           

1.2. O amor é benigno (v.4)

 

1.    No ponto anterior vimos que a paciência é um aspecto do amor que refreia uma possível atitude má de nossa parte em retribuição a algo mal feito por alguém contra nós. A benignidade vai além: ela nos leva a realizar feitos bondosos. É o amor em ação, que age bondosamente não apenas com os que lhe são favoráveis, mas também com os que lhe são contrários.

2.    Não posso dizer que isso seja fácil. Quem pode dizer que isso é fácil? Talvez umas poucas pessoas.

3.    Mas a esse respeito Jesus ensinou:

 

"Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos.  Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?  E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?  Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus." (Mateus 5:43-48 RC).

 

E Paulo também ensinou:

 

"abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis... A ninguém torneis mal por mal... se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. (Romanos 12:14, 17, 20-21 RC)

 

            Veja o que dizem Mathew Henry e John Gill:

 

"O amor é benigno, abundante, cortês, prestativo; procura ser útil, e não somente aproveita oportunidades para fazer o bem, mas igualmente as busca..." (Mathew Henry, citado por R. N. Champlin em o N. T. Int. Vers. por Vers., vol. 4, p.206)

 

"O amor, sendo liberal e abundante, faz o bem a todos os homens, até mesmo aos inimigos, e especialmente aos da família da fé; mostra-se gentil para com todos os homens, afável e cortês para com seus irmãos, e não moroso, recolhido e de má índole..." (John Gill, citado por R. N. Champlin em o N. T. Int. Vers. por Vers., vol. 4, p.206)

 

4.    Com bem disse alguém: O egoísmo, a auto-satisfação, pergunta: "Que vantagem há para mim?" O compromisso de amor pergunta: "Que posso fazer por você?"

3. Você consegue ver essa característica no seu amor?

 

1.3. O amor não é invejoso (v.4)

 

1.    Outra versão traz a palavra ciúme em lugar de inveja.

2.    Ambas descrevem o mesmo sentimento, apesar de, na prática, fazermos alguma diferenciação.

3.    A inveja é sempre destrutiva, e não pode coexistir com o espírito de amor.

4.    Veja o que diz Paulo em I Coríntios 3.3:

 

"porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?" (RC)

 

5.    O invejoso não consegue ver outra pessoa se destacando, principalmente quando ele é quem queria estar em destaque. Ele logo começa a colocar defeitos, falar mal, e, em alguns casos, a fazer coisas mais graves contra a pessoa. Essas atitudes do invejoso às vezes vêm acompanhadas de uma falsa piedade, hipocrisia.

           

"A inveja é um dos pecados mais mortais. Nada pode amargurar tanto o espírito humano e envenenar (mais) as relações pessoais, do que a atitude de inveja... essa foi a causa direta do primeiro crime na história da raça humana". (C. T. Craig, citado por R. N. Champlin em o N. T. Int. Vers. por Vers., vol. 4, p.207)

 

Mas o amor não é assim:

 

"O amor não se deixa entristecer porque outra pessoa possui maior porção de bênçãos terrenas, intelectuais ou espirituais. Aqueles que possuem esse amor puro se regozijam tanto com a felicidade, com a honra e com o conforto alheios como se tudo isso fosse experimentado por eles mesmos. Estão sempre prontos a permitir que outros sejam preferidos acima deles". (Adam Clarke, citado por R. N. Champlin em o N. T. Int. Vers. por Vers., vol. 4, p.207)

 

1.4. O amor não se porta com leviandade, ou, não se ufana (v.4)

 

1.    O amor não trata as pessoas sem seriedade, irrefletidamente; ele não se ufana, isto é, não se vangloria, colocando-se acima das pessoas, numa ostentação orgulhosa, nem mesmo daquilo que realmente possui, seja sabedoria, riqueza, honra, força, dons espirituais, ou capacidade de fazer alguma coisa melhor do que outras pessoas.

2.    Às vezes o ufanismo vem acompanhado de uma tentativa de degradar o próximo. Se ele fez algo em que não foi muito bem sucedido, logo procuro fazer a mesma coisa, esforçando-me ao máximo para ser mais que perfeito, apenas com o objetivo de gloriar-me sobre ele. O amor não faz isso. Não significa que não devo procurar fazer as coisas com o máximo de perfeição, mas não por esse motivo.



[1] Strongs em a Bíblia Online - SBB

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